13/07/2017

Cachoeira: Governo baiano anuncia apoio à Festa da Boa Morte

 

O Governo do Estado da Bahia anuncia apoio à Festa da Boa Morte, que acontece anualmente na primeira quinzena de agosto em Cachoeira, no Recôncavo baiano. O diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), João Carlos de Oliveira, esteve em reunião nesta segunda (11), na sede do órgão, em Salvador, com o administrador do Centro Cultural da Boa Morte e organizador da festividade há 22 anos, Valmir Pereira. A Irmandade tem suas origens no século XVIII, em Salvador.

"A Festa da Boa Morte é um Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010. Além da relevância mística e cultural, é uma manifestação que estimula o turismo e o diálogo internacional na região do Recôncavo, com visitas anuais de centenas de pesquisadores e turistas de todo o mundo", explica João Carlos. Segundo ele, um convênio está sendo assinado entre IPAC e a ONG Preservar, representada pelo museólogo e gestor cultural, Jomar Lima, já que a Irmandade da Boa Morte está com seus documentos em situação irregular.

ENTIDADE AUTOSSUSTENTÁVEL

"O encontro foi muito positivo e produtivo. Viemos também para agradecer ao IPAC, que sempre esteve do nosso lado na Festa da Boa Morte. Após essa parceria com o IPAC a festa ganhou proporções bem maiores", afirmou Valmir Pereira no encontro. Ele informa que além de ter registrado a festa como Bem Intangível em 2010, o IPAC lançou livro bilíngue sobre a manifestação. "Faz parte do papel do instituto disseminar o conhecimento especializado produzido por nossos técnicos”, completa João Carlos. “O IPAC também fez o Memorial da Boa Morte, projeto executado via Edital de Museus", diz Pereira.

O representante da Irmandade destacou ainda a necessidade da entidade dispor de recursos próprios. "Na reunião buscamos também formas da Boa Morte se tornar autossustentável; a ideia é realizarmos oficinas, palestras, vendas de livros, comercializar objetos referentes à festividade e o IPAC pode nos auxiliar coma sua expertise", destacou Valmir. Outra possibilidade, seria obter direitos autorais sobre as milhares de imagens com as irmãs, irmandade e festa produzidas anualmente por pessoas de todo o mundo para publicações e documentários, dentre outros produtos.

BAHIATURSA

Para o superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado, preservar a Boa Morte é fundamental. “É um evento do calendário baiano que propaga a nossa cultura secular, além de ser relevante momento para o turismo étnico. O Governo do Estado sabe da importância e estará presente em mais um ano da festa", disse Medrado. Pagamentos à Irmandade da Boa Morte relativos ao ano passado (2016) também serão feitos até terça-feira (18). "A Boa Morte mantém sua essência mais viva do que nunca. A religiosidade das irmãs, aliada à sensação de pertencimento, são elementos importantes", lembra o representante da Irmandade. Responsável por vários itens da festa ele tem confiança na continuidade. "A nossa crença e fé nos faz acreditar", finaliza Valmir.

Santo Amaro: Sobre a Pele se apresenta no Teatro Dona Canô

O espetáculo Sobre a Pele estreia nos palcos do Teatro Dona Canô - espaço cultural administrada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) em Santo Amaro - através da convocatória do Ocupe Seu Espaço. Com tema que aborda a violência contra a mulher, o projeto promove discussões pós-espetáculo e realiza também oficinas teatrais de Estado Cênico e Movimento Essencial. O espetáculo acontece nos dias 21 e 22 de julho, às 20h, e as oficinas no dia 22 e 23 de julho, às 09h. O ingresso custa R$10 (inteira) e R$5 (meia) e as oficinas são gratuitas. A classificação é de 12 anos.

Com a assinatura do ator, diretor e dramaturgo Fernando Santana, o espetáculo narra à história de Sofia, uma mulher idosa que perdeu a visão após presenciar o afogamento da mãe. Presa em um manicômio e em sua própria mente, ela revive fragmentos de sua trajetória repleta de opressões, perda da esperança e sepultamento dos sonhos. A peça é montada pelos atores Uerla Cardoso, que representa Sofia em seu momento atual (velhice), e as outras três, Lílith Marques, Ella Nascimento e Jane Santa Cruz, interpretam Sofia nas suas três memórias traumáticas: da infância, juventude e maturidade, respectivamente. A história também conta com as participações especiais em vozes-off dos mestres Harildo Déda (Psiquiatra) e Hebe Alves (Professora de Balé).

Ministrada pelo dramaturgo e diretor do espetáculo, Fernando Santana, e pela diretora assistente, Ixchel Castro, a oficina Estado Cênico se fundamenta na dramaturgia e atuação, cujo objetivo é desenvolver, a partir de exercícios práticos e teóricos, a criação de novos textos teatrais sem perder de vista a inteireza cênica, o que os ministrantes intitulam de "corpo constante". São ofertadas 15 vagas voltadas para participantes femininas a partir de 15 anos, com alguma experiência em teatro, que podem ser preenchidas no local.

A oficina Movimento Essencial é ministrada pelas atrizes Jane Santa Cruz, Ella Nascimento, Uerla Cardoso e Lílith Marques. Ela parte de exercícios da atuação e princípios da dança, além de exercícios voltados a técnicas de interpretação, tendo como eixo o movimento-imagem-ação e princípios de vários estilos brasileiros de dança, entre eles a dança afro. A oficina ainda trabalha os shakras (pontos de energia do corpo), como fonte propulsora da criação e da presença cênica em si. Serão oferecidas 20 vagas que também podem ser preenchidas no local.

Sobre a Pele é uma realização do Colectivo Âmbar-Brasil, rede de artistas e promotores cênicos latino-americanos. E busca, pela via do teatro, promover a discussão sobre a opressão feminina e a loucura. Estreado em 2016, o espetáculo foi indicado ao Prêmio Braskem de Teatro nas categorias Melhor Atriz (Uerla Cardoso), Melhor Texto (Fernando Santana) e Revelação (também Fernando Santana, pela direção).

O projeto foi contemplado na Convocatória Ocupe seu Espaço, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, uma iniciativa com apoio institucional do Governo do Estado da Bahia, que visa impulsionar a difusão, democratizar o acesso, dinamizar os espaços e contribuir para o cumprimento dos objetivos das políticas culturais na dimensão territorial da cultura.

Ocupe seu Espaço

Está aberta a segunda chamada pública da convocatória Ocupe Seu Espaço, uma seleção que busca impulsionar a difusão, democratizar o acesso, dinamizar os espaços e contribuir para o cumprimento dos objetivos das políticas culturais na dimensão territorial da cultura. Por meio de comissões individuais para cada equipamento, serão montadas agendas para o período de 01 de setembro a 21 de dezembro de 2017. Podem participar desta chamada propostas artístico-culturais, dos mais variados setores e expressões da cultura, apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural, que intencionem ocupar as salas principais, anfiteatros, foyers/galerias, áreas externas e salas multiuso de espaços culturais em diversos municípios da Bahia. O trabalho é desenvolvido pela SecultBa, através da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult).

Projeto Seu Balanço é Dança beneficia Catu, Entre Rios e Araçás

Mais que ensinar técnicas de coreografia, o Projeto Seu Balanço é Dança tem como objetivo fazer as pessoas entenderem o movimento do corpo como oportunidade de conhecimento e de transformação do mundo. Desenvolvido nas cidades de Catu, Entre Rios e Araçás, o projeto Seu Balanço é Dança tem a supervisão da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), órgão da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA).

Em Araçás, onde começam nesta terça (12) as inscrições, os interessados devem procurar o Departamento de Cultura da prefeitura, na avenida Eronildes Soares, Bomfim, número 1. Mais informações no telefone (75) 3451-2142.

O Projeto Seu Balanço é Dança começou em Catu, este mês, no Centro de Cultura Municipal, onde 40 alunos terão capacitação em aulas distribuídas em cinco módulos: balé, jazz e moderno, contemporâneo, afro e improvisação. Ao final das oficinas, será realizada a montagem de uma coreografia com a participação de instrutores e participantes. A capacitação em dança foi contemplada no Edital - Territórios Culturais 2016.

Os três municípios participantes fazem parte do Território Litoral Norte e Agreste Baiano. O planejamento didático das oficinas parte da premissa de que a expressão corporal é uma comunicação e também pode ser considerada uma dança. O projeto tem como gestores Ademir Souza, Vilmar França e Osmar Júnior, que fizeram uma capacitação em gestão de projetos para participarem dos editais da SecultBA, a fim de fortalecer o desenvolvimento cultural baiano.

Bailarino clássico e bacharel em Artes pela Universidade Federal da Bahia, Ademir vem lecionando há seis anos para 500 alunos do Núcleo de Ballet da Escola Maria Carvalho (Fundação José Carvalho) e da Escola Contemporânea de Dança (Prefeitura Municipal de Pojuca). "O entendimento da dança também pode gerar renda", acrescentou.

Os gestores do projeto realizaram anteriormente o Projeto Mulher e Mestra: Memórias de Dona Lindu, mestra de cultura popular, em Pojuca; e um encontro de grupos de samba de roda e de viola de 22 municípios do Litoral Norte Agreste Baiano.

  • Serviço

Projeto Seu Balanço é Dança

Inscrições abertas - Edição Município de Araçás

Mais informações - (75) 3451-2142.

Maragojipe recebe abertura do projeto ‘Sambas de Roda Mirins’ neste sábado

A Casa do Samba de Maragojipe recebe, neste sábado (15), às 10h, o encontro que marca o lançamento do “Sambas de Roda Mirins”. O projeto tem como proposta salvaguardar, preservar, recriar e difundir o samba de roda, por meio de ações formativas, artísticas e educativas, junto aos grupos mirins formados pela Rede das Casas de Samba de Roda.  A iniciativa prevê ao todo cinco encontros que, além de Maragojipe, acontecem nas cidades de Irará, Acupe, São Francisco do Conde e Saubara, com a participação de 11 grupos de samba mirins: Samba de Roda Vovó Sinhá (Saubara), Samba Mirim Renovação do Recôncavo (Maragojipe), Samba Mirim Raizes de Acupe (Acupe-Santo Amaro), Samba Mirim Frutos do Mestre (Terra Nova), Samba Mirim Fruto da Raiz (Antonio Cardoso), Samba Mirim Flores da Pitanga (São Francisco do Conde), Samba Mirim Juventude do Iguape (Iguape/Cachoeira) e Samba Mirim Infanto Juvenil da Loja (Irará), Samba Mirim Os Filhos de Maria (Vera Cruz), Barquinha Mirim (Bom Jesus dos Pobres/Saubara) e Bicho da Cana (Salvador).

O plano de salvaguarda do samba de roda nasceu em 2005, ganhando mais força e visibilidade em 2010, quando um grupo de sambadores e sambadeiras começou, juntamente com a Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia, uma articulação para a criação da “Rede de Casas do Samba”. Estes espaços são usados coletivamente para ensaios e atividades educativas, como as oficinas que resultaram na constituição de grupos mirins, compostos em sua maioria por filhos e netos de sambadores. O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, com recursos do Fundo de Cultura, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por meio do Edital 23/2016 – Setorial de Patrimônio Cultural, Arquitetura e Urbanismo

 

Fonte: SecultBa/BN/Municipios Baianos

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