14/07/2017

Jequié: Após dois meses, frigorífico continua fechado

 

O Frigorífico Vale do Sol continua fechado. Suas atividades foram suspensas no início do mês de maio/2017. Desde então o abastecimento de carne bovina em Jequié é feito através de uma empresa com sede em Vitória da Conquista. Já os comerciantes de Ipiaú têm abatido os animais em Itapetinga e Ilhéus.

O Vale do Sol encontra dificuldades para a realização das obras de readequação exigidas pela fiscalização.

Na época da suspensão das atividades do Frigorifico, técnicos do Ministério da Agricultura fizeram inspeção no local, tendo constatado irregularidades e por conta disso, determinaram a suspensão dos abates de animais até o cumprimento das exigências, quais sejam: ajustes dos equipamentos, adaptações, limpeza geral da estrutura, câmeras, caldeiras, curral, dentre outras.

O Frigorifico tem uma grande importância socioeconômica e para a saúde pública da população de Jequié e região. Além de gerar emprego e renda, pode oferecer carnes ao mercado regional de qualidade, desde que funcione adequadamente.

Conquista: Ingressos para o Festival de Inverno têm virada de preço no final do mês

Os ingressos para o Festival de Inverno Bahia 2017 terão virada de preço a partir do dia 23 de julho. Com isso, os descontos do 1º lote de ingressos para o evento só estarão disponíveis ao público até o dia o dia 22 de julho. O festival será realizado realizado na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, entre os dias 25, 26 e 27 de agosto.

Atualmente, os ingressos custam entre R$ 100 e R$ 250. Já o passaporte, que dá acesso aos três dias do evento, é vendido por valores entre R$ 240 e R$ 620. Com a mudança, as entradas passarão a custar mais caro. No entanto, os valores ainda não foram divulgados pela produção do evento.

Os ingressos podem ser adquiridos na loja oficial do festival, localizada no Shopping Conquista Sul, ou na Loja Taco, na Av. Olívia Flores, ambos em Vitória da Conquista. Já em Salvador e Feira de Santana, as entradas são vendidas nos Balcões Ticketmix. Além disso, os ingressos podem ser comprados também por meio do site Eventim.

Atrações

Ao todo, 10 atrações já foram confirmadas para o evento. No dia 25 de agosto, se apresentam Ivete Sangalo, Tiago Iorc e Skank. No dia 26, sobem ao palco O Rappa, Raimundos, Humberto Gessinger e Jota Quest. Já no dia 27, se apresentam Anitta, Matheus & Kauan e Caetano Veloso.

Camarotes

Quem for curtir o Festival de Inverno Bahia 2017 poderá aproveitar os espaços diferenciados nos camarotes do evento: Camarote Ballantine’s (Vip) e Camarote Open Prime Oi, que tem open bar.

Sudesb realiza capacitação para árbitros e técnicos de futebol em Ubatã

Com expectativa de reunir mais de 70 pessoas, a Superintendência dos Desportos da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), promove cursos de capacitação e atualização de árbitros e técnicos de futebol na cidade de Ubatã, no sul do estado, nesta sexta-feira (14) e sábado (15).

O objetivo é promover qualificação técnica para aperfeiçoar o desempenho de árbitros e treinadores do município e também de regiões vizinhas como Barra do Rocha, Ibirapitanga, Gongogi e Ibirataia. As aulas teóricas e práticas, inteiramente gratuitas, serão ministradas por Hildebrando Patriarca, profissional de educação física da Sudesb.

O curso de arbitragem acontece na sexta (14), a partir das 18h, no auditório do Colégio Estadual de Ubatã. Na oportunidade, serão discutidos os mais diversos pontos sobre arbitragem no futebol, com abordagem das normas e regras da arbitragem e os padrões aplicados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Federação Internacional de Futebol (FIFA).

Já no sábado (15), as aulas destinadas aos técnicos de futebol serão realizadas das 8h às 12h, no auditório do Colégio Estadual. A partir das 14h, a aula prática será no Estádio Municipal Miuzão. No fim dos cursos, todos os participantes receberão certificados.

QUANDO OS FAZENDEIROS DE CACAU DECIDEM COMEÇAR A FAZER CHOCOLATE

Eles dizem que estamos ficando sem cacau. Títulos chamativos já nos condenaram a uma realidade feia em 2020. Um dos melhores alimentos do mundo está prestes a desaparecer. Os motivos são variados. De doenças a condições climáticas adversas, o medo é servido.

Esta "notícia" assustadora sobre o chocolate vem sendo divulgada nos últimos 5 anos ou mais. De um lado, consumidores assustados. Do outro, especialistas que veem a escassez de cacau como uma ideia tola, ou pior, uma crença enganosa que permitirá que as grandes corporações tenham ações questionáveis no futuro.

Se o cacau está realmente se esgotando ou faz parte de uma grande conspiração, sabemos com certeza: os agricultores estão cansados de cultivar o cacau.

Os fabricantes de chocolate artesanal se orgulham de pagar um preço premium aos seus fornecedores de cacau. Eles querem fazer um bom chocolate, então pagam mais pelos grãos de alta qualidade. Os consumidores também estão felizes, pois sabem que estão contribuindo para melhorar a vida dos produtores de cacau. Parece uma situação ganha-ganha. Mas, infelizmente, o dinheiro não pode comprar amor.

Muitas vezes nos esquecemos do lado humano dos fazendeiros de cacau. Não são máquinas que, quanto mais moedas inserirmos, melhores produtos surgirão. São pessoas com desejos, ambições e sonhos. O dinheiro é apenas uma das muitas forças motrizes em suas vidas.

Os funcionários deixam empregos bem pagos porque eles escolhem a qualidade de vida e a satisfação pessoal como "dinheiro". Do mesmo modo, o superávit pago pelos fabricantes de chocolate artesanal não torna a agricultura menos fisicamente exigente e mais satisfatória.

Por isso, os fazendeiros de cacau criam negócios mais gratificantes. Eles aspiram mais do que apenas a agricultura. Cansados de dar o seu precioso cacau, eles querem usá-lo para algo que os beneficie a longo prazo. Eles começam a fazer o chocolate.

Vicki Chandler, junto com seu parceiro Jorge Salazar Garcia, dirige a La Iguana Chocolate, uma empresa familiar que agora combina agricultura com chocolate, na Costa Rica.

"Começamos a produzir quando um chocolatier suíço visitante ensinou Jorge a temperar o chocolate e eles começaram a fazer turnês em 2009 para compartilhar nossa jornada. Com o conhecimento, veio a paixão e a certeza de que o cacau poderia ser cultivado de forma orgânica e sustentável. O chocolate poderia ser feito e vendido de uma forma que realmente beneficiava o produtor, mas apenas se removêssemos todas as pessoas no meio. Então o fazendeiro se tornou o fabricante de chocolate. A partir de então, começou a parecer cada vez mais uma ideia de negócio plausível".

Embora a confecção de chocolate tenha sido uma transição gradual, a Iguana Chocolate obtém maiores lucros vendendo seus próprios produtos finalizados do que com a venda de grãos de cacau.

Menos de 2000 milhas de distância, Nina Chocolates, em San Martín, Peru, faz chocolate usando o cacau de sua própria fazenda, em Chazuta, e de outras fazendas da região. A ideia de fazer chocolate começou por razões práticas.

"Para fins de qualidade, temos um laboratório de cacau. Entre outras atividades, fazemos nosso licor de cacau para provar como foi nossa fermentação. Se não tivéssemos um bom licor, não era apenas por conta da fermentação, mas da colheita. Foi quando começamos a fazer chocolate para mostrar aos agricultores o chocolate de suas árvores e o quanto seus métodos de colheita eram importantes.

Depois de um ano experimentando e melhorando a nossa fermentação para obter grãos de alta qualidade, que também vendemos, tivemos a ideia de fazer uma marca de chocolate. Distribuímos amostras para pessoas bem conhecidas na indústria e eles nos encorajaram".

A proximidade com a matéria-prima permite que a La Iguana Chocolate e Nina Chocolates mantenham o custo relativamente baixo. Ao contrário dos fabricantes estrangeiros, eles não precisam lidar com o peso da importação.

Ambas as empresas também destacaram outra vantagem. Se o chocolate não ficar bom, eles podem analisar todo o processo e perceber rapidamente onde o problema está e ajustar os procedimentos de colheita e pós-colheita.

No entanto, a gestão de um negócio nas áreas rurais dos países tropicais traz outros problemas. Vicki da La Iguana Chocolate admite:

"Nós temos as ferramentas (muitos engenhos artesanais) que nos permitem assar, rachar, moer, refinar, apertar manteiga e fazer barras de chocolate. No entanto, ainda é uma escala muito pequena e a maioria dos passos são feitos à mão. Não precisamos nos preocupar com o transporte de amêndoas para o outro lado do mundo, mas temos que adquirir refinadores do outro lado do mundo, a grandes custos, se quisermos ampliar".

Nina Chocolates revela outro aspecto difícil: "Por causa dos regulamentos, leva muito tempo para iniciar formalmente um negócio aqui no Peru. Por exemplo, tivemos que enviar amostras de nosso chocolate para um laboratório até Lima, porque aqui em San Martín não fazem permissões sanitárias. Além disso, toda vez que queremos criar um novo sabor ou adição ao chocolate, temos que obter um número de autorização sanitária para colocar na caixa".

Até agora, ambas as empresas vendem apenas dentro das fronteiras de seus próprios países. "Nós vendemos o nosso chocolate localmente e enviamos alguns especiais para Lima. Agora queremos abrir o mercado em Lima e vender nossos chocolates nas lojas. Nós planejamos exportar, porque os peruanos não estão acostumados a comer chocolate escuro. Apenas pessoas de Lima estão começando", diz Nina Chocolates.

"No momento, só vendemos na Costa Rica. Uma das coisas que estamos tentando decidir é o quão grande queremos ser. Nós não queremos vender nosso chocolate por valores maiores do que pagamos pela amêndoa. Queremos encontrar um equilíbrio que deixe nossa consciência tranquila", revela Vicki, da La Iguana Chocolate.

Muitos fazendeiros de cacau nos países de origem estão desenvolvendo o desejo de fazer seu próprio chocolate. Aproveitando a proximidade com os cacaueiros, eles dão o melhor para lutar contra todas as desvantagens de negócios tão desafiadores. É por isso que muitos deles entram em contato com fabricantes de chocolate e especialistas para ajudá-los a melhorar suas habilidades.

Nos próximos anos, um monte de chocolate artesanal feito diretamente nos países de origem e de propriedade de empresas locais será visto no mercado.

Fonte: www.thechocolatejournalist.com

 

Fonte: Jequié e Região/G1/Ascom Sudesb/Municipios Baianos

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