15/07/2017

Salvador: Como aproveitar da cidade em dias de chuva

 

Salvador é uma cidade praieira, mas guarda opções para quem quer aproveitar alguns atrativos mesmo em dias de chuva ou tempo nublado. O inverno na capital baiana se caracteriza por temperaturas mais baixas, que já chegaram aos 18ºC, durante a madrugada, tempo encoberto e vento forte. No entanto, não é o período mais chuvoso. Uma característica forte nessa época é a variação climática, com um solzinho interropendo um dia que parecia ficar todo chuvoso.

O G1 fez uma lista com alternativas para quem visita a capital nesse período. Museus, fortes e igrejas que revelam um pouco da história da primeira capital do Brasil estão entre as opções. Com sorte, alguns lugares, como fortes e monumentos que têm lindas paisagens podem ser melhor apreciados, caso o sol surpreenda e apareça. Confira a lista.

Igrejas

Salvador tem 372 igrejas, uma para cada dia do ano, e ainda sobra. Quem vista a capital pode fazer um tour pelas principais paróquias ou basílicas da cidade. A Igreja do Bonfim, na Cidade Baixa, é mais popular. Além da famosa escadaria que concentra a Lavagem do Bonfim, a basílica tem ainda os portões cobertos de fitas do Senhor do Bonfim, carregadas de pedidos e fé de quem passa por lá. O adereço também é uma das lembranças mais adquiridas por quem visita Salvador. Nos arredores do Largo do Bonfim, há diversos estabelecimentos que vendem artesanatos e produtos da culinária baiana.

Além da Basílica de Nosso Senhor do Bonfim, além de 8 outras igrejas que podem ser visitadas na capital. São elas: Igreja Basílica de Nossa Conceição da Praia, Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, Igreja Basílica de Nosso Senhor do Bonfim, Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Catedral Basílica Primacial do Salvador, Paróquia Nossa Senhora dos Mares e Paróquia Nossa Senhora dos Alagados. Na maioria, a entrada é gratuita.

Mercado Modelo

O Mercado Modelo é um dos principais pontos turísticos da cidade. Rodeado por dois cartões postais da capital baiana, a Baía de Todos-os-Santos e o Elevador Lacerda, o edifício de 8,4 mil m² é uma antiga alfândega, neoclássica, projetada e construída pelo arquiteto polonês André Przewpdoswski. O início da construção foi em 1843 e ela foi inaugurada por D. Pedro II, ainda inacabada, em 1861.

No local, atuam mais de 250 permissionários, que vendem produtos típicos da Bahia, além algumas opções gastronômicas. Outra atração do Mercado Modelo é o subsolo, que servia originalmente para guardar materiais como vinhos, munições, entre outros. Porém, com o aterro, o lençol freático subiu e o subsolo ficou alagado, sem condição de uso, e por isso, passou a ser aberto para visitação. A entrada é gratuita.

Logo ao lado do Mercado Modelo, fica o monumento à Cidade de Salvador, feito pelo modernista Mário Cravo Jr., um dos mais importantes artistas baianos . Vale passar pelo local e fazer um registro fotográfico, rezando para não estar chovendo muito na hora.

Elevador Lacerda

Quase em frente ao Mercado Modelo, fica o Elevador Lacerda. Não é só um dos princpais cartões postais de Salvador, mas uma das mais utilizadas opções para fazer o deslocamento entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta. Na parte de cima, é possível apreciar uma bela paisagem da Baía de Todos-os-Santos e de parte da Cidade Baixa.

Com 72 metros e duas torres, o elevador foi idealizado pelo baiano Antônio de Lacerda em 1869 e levou quatro anos para ficar pronto. Conta com quatro cabines eletrificadas que comportam 32 passageiros cada uma, com um tempo de permanência de 22 segundos de viagem.

Segundo a Prefeitura de Salvador, cerca de 900 mil passageiros são transportados por mês ou, em média, 28 mil pessoas por dia ao custo de R$ 0,15 por pessoa. O espaço foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2006.

Fortes São Diogo e Santa Maria

Nos fortes de São Diogo e de Santa Maria, localizados no bairro da Barra, funcionam dois espaços culturais: o Carybé das Artes e o Pierre Verger da Fotografia. A distância entre os fortes é de 300 metros. A caminhada de um espaço para o outro dura cerca de quatro minutos (é facil ter a sorte de dar uma estiada). Entre os fortes, está localizada a praia do Porto da Barra, uma das mais conhecidas de Salvador. Ainda que o tempo esteja nublado, a paisagem pode ser apreciada pelo visitante. Se tiver sol, vale ficar para vê-lo se pôr.

A visita aos dois locais pode ser feita diariamente, das 11h às 17h. Às terças, o horário de funcionamento é das 10h às 17h. A entrada custa R$ 20 e dá acesso aos dois espaços. Nas quartas-feiras, a visitação é gratuita.

No espaço Pierre Verger da Fotografia, no Forte Santa Maria, há exposições de imagens produzidas por profissionais baianos, com destaque ao trabalho do fotógrafo e etnógrafo franco-brasileiro, que dá nome ao espaço. Além da exposição permanente, o local conta com mostras virtuais, exposições temporárias e eventos pontuais.

Já o Espaço Carybé de Artes, no Forte de São Diogo, é centro tecnológico de referência da vida e obra do artista. No espaço, obras do artista plástico argentino naturalizado brasileiro são expostas utilizando recursos de mídia digital e realidade virtual. Ao anoitecer, imagens dos acervos são projetadas nas fachadas dos dois fortes.

Museu Náutico da Bahia

A 700 metros do Forte Santa Maria, a caminhada até o Museu Náutico da Bahia, é de 12 minutos. No local fica o Farol da Barra, um dos principais cartões postais de Salvador. Instalado no Forte de Santo Antônio da Barra, o ponto turístico pode ser visitado até o topo da torre, onde guarda uma joia centenária: a lente do farol.

O forte foi a primeira edificação militar do Brasil, construída em 1534, antes mesmo da fundação da capital baiana, em 1949, e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Do lado de fora, quase todos os dias, dezenas de pessoas vão curtir o famoso pôr do sol na esquina da Baía de Todos-os-Santos, porta de entrada da capital baiana, pelo mar. Mas esse presente para o visitante no final do dia é mais difícil de acontecer nesses dias chuvosos.

Além da bela estrutura que pode ser apreciada por fora, o farol guarda no interior um valioso acervo histórico e cultural. O ingresso custa R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia).

Memorial Casa do Rio Vermelho

O Memorial Casa do Rio Vermelho tem objetos e lembranças da vida dos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai. O espaço funciona no imóvel onde o casal viveu por cerca de 40 anos, localizado na Rua Alagoinhas, nº 33, no Rio Vermelho. O espaço chegou a ficar fechado por 11 anos, mas foi transformado em memorial e reinaugurado em novembro de 2014.

O memorial conta com 15 ambientes projetados. Os visitantes podem percorrer mil metros quadrados, inclusive o jardim onde estão as cinzas do casal. Além disso, cada um dos ambientes traz assuntos diferentes sobre a vida de Jorge e Zélia.

O acervo possui documentos importantes, como cartas trocadas pelo casal com personalidades nacionais e internacionais, além de vídeos com depoimentos de personalidade, amigos e familiares do casal de escritores.

O local está aberto para o público de terça a domingo, das 10h às 17h. A entrada custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). A compra é feita no local. Crianças com idade até 5 anos não pagam. A visitação nas quarta-feiras é gratuita.

Museu da Gastronomia Baiana

Localizado na unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Museu da Gastronomia Baiana traz elementos da culinária típica local, que explicam a essência, a história e o sincretismo religioso da Bahia. Inaugurado em agosto de 2006, o MGBA foi o primeiro do gênero na América Latina.

O museu tem na aruitetura Muralhas de Santa Catarina, o mais antigo e importante marco arqueológico de Salvador, além de uma exposição permanente com painéis fotográficos que abordam temas culturais diversos, como as comidas sagradas do candomblé. As imagens compõem os cenários humanos, reunindo maneiras de comer, as festas de largo, as baianas de acarajé e outros temas que mostram a diversidade de comer na rua, na casa, na festa e em cerimônias religiosas.

Além da exposição permanente, o MGBA possui instalações específicas sobre o acarajé e a mandioca e vitrines rotativas, alternadas periodicamente, com homenagens a personalidades que ajudaram a construir a história da gastronomia baiana. O local pode ser visitado de segunda a sábado, das 9h às 17h. A entrada é gratuita.

Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM)

Localizado na Avenida Contorno, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) é considerado um dos principais espaços de arte contemporânea do país e o mais importante do estado. O equipamento fica situado no Conjunto Arquitetônico do Solar do Unhão, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O local realiza periodicamente exposições de artistas locais, nacionais e estrangeiros e possui uma galeria ao ar livre, o Parque das Esculturas, e uma sala de projeção, o Cinema do MAM. Além disso, o local tem uma excelente área para apreciar o pôr dosol. Mesmo com chuva a visita ao local permite apreciar uma bela paisagem da Baía de Todos-Os-Santos. O MAM abre de terça a domingo, das 13h às 19h. A entrada é gratuita.

Museu de Arte da Bahia (MAB)

Criado em 1918, este é o mais antigo museu do estado e teve sua primeira sede no Campo Grande, onde atualmente se enconta o Teatro Castro Alves. Em 1982, o museu foi transferido para o casarão onde se encontra até os dias atuais, na Avenida Sete de Setembto, no Corredor da Vitória. O equipamento abriga exposições temporárias e permanentes. A visitação acontece de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.

Palacete das Artes - Rodin Bahia

O Palacete das Artes - Museu Rodin Bahia fica em uma mansão que pertenceu ao comendador português Bernardo Martins Catharino. Localizado na Rua da Graça, o casarão é tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipaca) e tem dois pavimentos com arquitetura e decoração preservadas. No interior do prédio há também um elevador francês da época da construção, no início dos anos 1900.

A sala contemporânea do palacete abriga exposições temporárias de importantes artistas no cenário das artes plásticas da Bahia, do Brasil e outros países. No térreo do casarão foi instalada uma loja para venda de livros, catálogos, indumentárias, vestuário, gravuras, postais, entre outros. No local também há um café-bar, o Solar Café, que oferece aos frequentadores e ao público em geral opções de gastronomia contemporânea. O jardim do casarão abriga esculturas em bronze do escultor francês Auguste Rodin.

O Palacete das Artes funciona das quartas às sextas-feiras, das 13 às 19h e aos sábados, domingos e feriados, das 14 às 19h. A visitação é gratuita.

Memorial Casa Di Vina

Construída nos anos 70 em frente à praia do Farol de Itapuã, a casa onde o poeta Vinicius de Moraes e a atriz Gessy Gesse viveram uma história de amor se transformou em memorial há pouco tempo. A casa de Vina, como os amigos apelidavam Vinicius, era frequentada por artistas e foi reduto de parcerias do artista, berço de famosas canções e de parte da vasta e importante obra deixada pelo poeta.

Hoje o espaço abriga o Memorial Casa di Vina, aberto gratuitamente ao público, onde estão expostos objetos, fotos e documentos da história do casal e da passagem de Vinícius pela Bahia. No local também funciona o Casa di Vina Restaurante, especializado em cozinha mediterrânea e baiana, que tem em seu cardápio receitas ensinadas pela própria Gesse. O memorial e o restaurante funcionam no mesmo horário, das 12h às 23h. O local fica a poucos metros da Praça Vinícius de Moraes, onde há uma escultura em homenagem ao poeta.

Fundação Casa de Jorge Amado – Pelourinho

A Fundação Casa de Jorge Amado, no Largo do Pelourinho, abriga acervos bibliográficos e artísticos de Jorge Amado, além de incentivar e apoiar estudos e pesquisas sobre a vida do escritor e sobre a arte e literatura baianas.

Desde que foi inaugurada, a Casa de Jorge Amado conta com uma exposição permanente de documentos, fotografias, livros, suas apropriações populares, adaptações e objetos relacionados. Também estão expostos prêmios recebidos por Jorge e fotos tomadas por Zélia Gattai, documentando o dia-a-dia do autor. Atualmente, a Fundação Casa de Jorge Amado já é considerada um ponto de referência na geografia cultural de Salvador.

O local funciona de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 16h. A entrada custa R$ 5. Menores de 5 anos não pagam. Às quartas-feiras, a entrada é gratuita para todos os públicos.

 

Fonte: G1/Municipios Baianos

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