18/07/2017

10 hábitos que precisamos mudar para ter mais tempo de vida

 

O número de brasileiros portadores de doenças crônicas cresceu na última década. De acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento de 61,8% de casos de diabetes e de 14,2% de hipertensão. Além disso, mais da metade da população está acima do peso e 18,9% dos brasileiros estão obesos. Esses problemas estão associados, principalmente, a maus hábitos alimentares e de vida. A pesquisa, divulgada em abril deste ano pelo sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel), ouviu 53.210 pessoas com mais de 18 anos nas capitais do país. De acordo com o endocrinologista Fábio Trujilho, a obesidade e o sedentarismo são os principais responsáveis pelo o significativo aumento do número de diabéticos no Brasil. O Correio ouviu especialistas de diferentes áreas e listou 10 alimentos e costumes do dia a dia que aumentam o risco à saúde, e como fazer para evitar esses problemas e ter uma vida mais longa.

  • Os males x Os antídotos
  • Açúcar branco

Sofre adição de produtos químicos para atingir a coloração branca e neste processo perde vitaminas e sais minerais. Tem valor calórico entre 5 e 10 vezes maior que a maioria das frutas. Seu consumo em excesso pode causar obesidade e diabetes.

Antídoto:

Segundo a nutricionista Graziela Brandão, o ideal é reduzir ao máximo as doses de açúcar, ou utilizar tipos com índices glicêmicos menores, como o de coco. Os diabéticos devem evitá-lo.

  • Sal refinado

O refino retira a maioria dos minerais, à exceção de sódio e cloreto. O consumo excessivo pode levar à hipertensão, doenças cardiovasculares, renais e câncer.

Antídoto:

Graziela recomenda tirar o saleiro da mesa na hora das refeições. Além disso, as pessoas devem ficar atentas ao consumo de molhos prontos, comidas congeladas e temperos industrializados pois usam o sódio em excesso. O consumo adequado de sal é de apenas 5g/dia.

  • Grãos processados  (arroz branco e outros)

Têm menos fibras que grãos integrais. Possuem alto índice glicêmico e por isso aumentam o risco de diabetes, câncer de intestino e de acúmulo de gordura abdominal.

Antídoto:

A receita é seguir a recomendação do jornalista americano Michael Pollan: “Não coma nada que sua avó não reconheça como alimento”.  A nutricionista recomenda o uso de farinha de trigo integral e ingredientes menos processados, como farelos e flocos, em substituição às farinhas processadas.

  • Refrigerante

Antídoto:

A nutricionista recomenda a substituição da bebida por água de coco, água aromatizada com frutas, sucos naturais sem açúcar e até mesmo água com gás mas com baixo teor de sódio.

  • Tabaco

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o tabaco é responsável por 6 milhões de mortes em todo o mundo. Ele é fator de risco para cerca de 50 doenças. O endocrinologista Fábio Trujilho explica que o cigarro está intimamente ligado ao diabetes. “Ainda não se sabe ao certo como se dá essa associação, mas ela existe”, disse.

Antídoto:

O cardiologista Luiz Ritt orienta às pessoas que ainda fumam a procurarem ajuda especializada para se livrarem do vício. “É importante esse tipo de ajuda para que as pessoas parem e não retornem", justifica.

  • Álcool

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o consumo excessivo de álcool pode  causar dependência química e problemas como cirrose, pancreatite e câncer, além de doenças cardíacas. Além disso, ao alterar estados mentais, o consumo desta droga legalizada está associado a mortes no trânsito e a demais comportamentos de riscos, a exemplo da prática de sexo sem camisinha.

Antídoto:

Da mesma forma que o tabaco, a recomendação é uma só: parar. A orientação vale para as pessoas que sofrem de problemas mais graves ou são dependentes. Para as demais, é melhor evitar ou restringir ao máximo o consumo.

  • Beber pouca água

A ingestão de no mínimo 2 litros de água por dia evita problemas renais. O dentista Mateus Dias conta, ainda, que beber pouca água pode aumentar o risco de aparecimento de cáries e provocar mau hálito, uma vez que a salivação fica comprometida.

Antídoto:

Aplicativos disponíveis para smartphones lembram de que está na hora de hidratar o corpo. Eles podem ser baixados gratuitamente.

  • Estresse

De acordo com o cardiologista Luiz Ritt, o estresse funciona como gatilho para casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou infartos. “Nas pessoas que têm fatores de risco, uma situação estressante pode levar a um aumento de pressão e desencadear um infarto”, diz. O estresse libera cortisol no organismo, o que eleva o risco de diabetes.  De acordo com a psicóloga Luciana Ventin, as pessoas devem estar atentas ainda à síndrome de Burnout, que é o esgotamento profissional decorrente de estresse prolongado no trabalho. A síndrome pode levar à depressão e ao suicídio.

Antídoto:

A psicóloga recomenda que as pessoas dediquem à saúde mental a mesma atenção aplicada à saúde do corpo. “Do mesmo jeito que fazem exames médicos de rotina, devem fazer exames psicológicos”. Aconselha, ainda, atenção às reações do organismo em situações tensas para procurar ajuda especializada.

  • Sedentarismo

Quarto fator de risco de morte no mundo, de acordo com a OMS, o sedentarismo contribui para a disseminação de diabetes, obesidade e infarto. Segundo o educador físico Guilherme Valero, pessoas sedentárias sofrem perda de massa muscular, dores articulares e baixa autoestima. 

Antídoto:

Valero recomenda que as pessoas façam da atividade física um momento de prazer. Para isso, é necessário encontrar o esporte que mais a agrada. “Eu sempre falo que o exercício mais completo é o que dá mais prazer".

  • Glúten

Dieta sem glúten é recomendada para pessoas que sofrem de doença celíaca, enfermidade autoimune que gera danos à mucosa intestinal. A nutricionista Graziela Brandão explica que quem sofre deste mal não pode sequer compartilhar talheres usados para cortar pães.

Antídoto:

A alternativa para quem quer fugir do glúten é o consumo de pães feitos de raízes ou a substituição dos pães por  tapioca ou por raízes cozidas

Aprenda 6 dicas para substituir pão francês de forma saudável

Para muitas pessoas é difícil imaginar o café da manhã sem o pão francês, por ser um alimento saboroso e por ter um preço popular. Porém, ele não é tão indicado se o objetivo é controlar os carboidratos e consumo de calorias no cardápio diário. O iBahia selecionou 6 opções de alimentação que substituem a taxa de  carboidrato do pão de forma saudável.

  • Confira:

1 - Iogurte natural com granola:

Esse combo é rico em vitaminas A e B, cálcio e carboidratos. Na hora de comprar a granola, opte pelas opções sem açúcar. Meia xícara de chá do alimento é suficiente para dar sensação de saciedade.

2 - Muesli:

Esse cereal suíço é rico em nutrientes, fibras e vitaminas.  Pode ser consumido em duas versões. A 'seca' é constituída por uma mistura de aveia, nozes, sementes e frutas desidratadas.  Já a 'fresca' possui aveia macerada em suco de fruta, água ou leite, misturada com frutas frescas picadas. 

3 - Tapioca:

É indicada para o consumo para pessoas que não podem ou não querem ingerir glúten. Você só precisa ter cuidado com o recheio para a refeição não ficar muito calórica, pois a massa pura possui 69 calorias. Para manter uma alimentação equilibrada, é necessário usar apenas 2 colheres de sopa no preparo.

4 -  Vitamina de aveia, linhaça e leite:

Na hora de preparar, utilize leite desnatado, pois tem menor concentração de gordura e inclua na mistura uma sopa de aveia e outra de linhaça. O mix é rico em ômega 3 e cálcio.

5 - Panquecas:

A massa pode trazer satisfação e energia para o resto do dia. O mais indicado é optar por uma panqueca integral, preparada com aveia de flocos, farinha de trigo integral, ovo e azeite.

6 - Cereal de flocos integrais de milho com leite:

Essa combinação reúne substâncias antioxidantes, vitaminas, minerais, fibras, proteínas, lipídios, carboidrato e cálcio.

Depressão no trabalho: colegas podem ser decisivos para agravar ou melhorar o quadro

Maria José (nome fictício) trabalhava em um órgão público e tinha uma rotina estressante com cobrança, pressão e assédio moral. Com o passar do tempo, ela perdeu o estímulo para trabalhar. Maria estava com depressão e, em vez  de ter o apoio dos colegas, recebia críticas e era discriminada. “As pessoas não compreendem a doença. Dizem que é bobagem, frescura, que só depende da pessoa. Já ouvi até que é falta de fé em Deus”, recorda. A saída para ela foi pedir demissão e procurar ajuda psiquiátrica.  Assim como Maria, muitos têm o mesmo problema, que pode ser agravado quando os colegas de trabalho não sabem como lidar. De acordo com Renan Rocha, do Conselho Regional de Psicologia da Bahia, é importante ficar atento para não reforçar a doença do colega. “Eu sei que a pessoa está com depressão e vou lá, coloco a mão no pescoço dela e digo ‘Oh fulano, como está hoje? Tá difícil?’. As portas do inferno se abrem quando se faz isso”, exemplifica Renan.

De acordo com Adailton Souza, professor de Psicologia da Unijorge, outra questão importante é que a identificação da depressão parte de um exame médico. “Um mal-estar ou a tristeza não podem ser classificados como depressão”, diz. Após o diagnóstico, classificar a doença do colega como “é psicológico", ou "é só se esforçar que melhora” em vez de ajudar, só prejudica. “A maior ajuda é ter uma escuta empática”, aconselha. Renan concorda que é preciso separar a percepção do diagnóstico, e acrescenta que é possível ficar atento a comportamentos. “Se percebo que o meu colega está com mais sono do que o normal, tem mais dificuldade em executar tarefas ou não tem conseguido expressar o que tem enfrentado, algo precisa ser feito”, diz. Ele sugere que o ambiente de trabalho seja levado em consideração. “Se trabalho em um ambiente tenso e estou convivendo com uma pessoa diagnosticada com um quadro depressivo, posso oferecer um suporte para que as atividades fiquem mais leves”, diz.

Preocupação mundial

No ano passado, mais de 78 mil pessoas foram afastadas do trabalho por episódios de depressão no país, com direitos que vão do auxílio-doença à aposentadoria por invalidez, de acordo com levantamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 2015, foram 67 mil. Na época, a Bahia era o estado do Nordeste com maior número de concessões de auxílio-doença motivado por episódios de depressão. A situação é preocupante em nível mundial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2020 a depressão será a doença mais comum e incapacitante. Quando o assunto é o ambiente de trabalho, a OMS revela que ela também impacta na produtividade das empresas. Segundo estudo da organização, para cada US$ 1 investido em tratamentos para quadros de depressão e ansiedade, o retorno é de US$ 4.

O caso de Letícia Moura (nome fictício) talvez pudesse ser evitado se a empresa em que trabalhava tivesse mais cuidado com a saúde do trabalhador. Letícia era coordenadora de uma equipe e no ambiente havia motivação. A história mudou quando um novo diretor entrou. “Ele impôs regras arbitrárias, mudou pessoas de funções e deixou a equipe desmotivada”, conta. As atitudes que tiraram a sintonia da equipe de Letícia chegaram nela com mais intensidade. “Ele me perseguiu de todas as maneiras que pôde. Me senti tão impotente para lidar com a situação que não tinha vontade de trabalhar”. Com o tempo, ansiedade, crises de choro e medo passaram a fazer parte  da sua vida. “Até o dia em que simplesmente não consegui levantar da cama", relembra. Letícia estava com depressão e os donos da empresa só se deram conta quando ela já estava fora.

Sabendo das pressões que envolvem o ambiente de trabalho, o Departamento de Promoção Social (DPS) da Polícia Militar da Bahia conta com um corpo técnico formado por assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais de saúde que fazem ações preventivas, como práticas integrativas, ioga e terapia comunicativa. Segundo o capitão Edno Santana, coordenador de ensino e pesquisa do DPS, uma das funções do órgão é promover o “autocuidado e o autoconhecimento” dos PMS.

Para o capitão, existem protocolos que identificam quem precisa de suporte. “Como se vestem, qual a postura no dia a dia”, diz. Quando reconhecidos os indícios, os policiais são encaminhados para os profissionais. Em ambientes que não possuem o mesmo suporte, Edno aconselha que os colegas ajudem com cautela. “É preciso ter sensibilidade de olhar para o próximo, mas também cuidado porque o acompanhamento cabe a quem tem habilidade”, diz.

 

 

Fonte: Correio/Municipios Baianos

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