18/07/2017

Chuvas reduzem risco de racionamento na Grande Salvador

 

Antes com diversos bancos de areia expostos devido à estiagem, aos poucos, a água vai tomando conta das margens da barragem Joanes 2, na divisa de Camaçari com Simões Filho (Grande Salvador).

As chuvas que caíram nos últimos dois meses elevaram os níveis dos reservatórios que abastecem as cidades da Grande Salvador. O aumento no volume de água, mas ainda não é suficiente para descartar a possibilidade de racionamento na capital, assim como na região metropolitana.

As informações são da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que, entre os seis reservatórios que formam o Sistema Integrado de Salvador, destacou a elevação na barragem Joanes 2, cujo mananciais alimentam o rio responsável por 40% do abastecimento da capital.

Aumento

Atrás apenas de Pedra do Cavalo (que abastece 50% da região metropolitana), Joanes 2 chegou a ficar somente com 8% do volume útil em maio passado – o mais baixo em 20 anos –, mas saltou para 71,56%, segundo dados fornecidos pela Embasa até o último dia 10.

No mês passado, Joanes 2 estava com 66,33% em relação à capacidade total, número que subiu para 80,39% em julho. Já em relação ao volume útil apresentado em junho último, o percentual era de 51,16%, conforme o acompanhamento feito pela Embasa.

Morador da zona rural de Simões Filho, o adolescente Jinaelson Nascimento, 16, vive com a família a cinco minutos de caminhada da barragem. Ele frequenta o reservatório junto com os amigos nas horas vagas, no turno oposto ao período escolar.

Como um espécie de monitor, o jovem comemora a melhora gradual do nível da água diante do cenário de seca, que afugentava as diversas espécies de peixe do corpo hídrico, exigia mais atenção na navegação e, sobretudo, chama atenção para a possibilidade de racionamento de água. “A chuva está dando uma aliviada na barragem. Foi bem-vinda, por que ela estava muito seca”, observou o estudante.

Ao contrário de Joanes 2, os outro cinco reservatórios que constituem o Sistema Integrado de Salvador apresentaram uma elevação mais tímida nos últimos dois meses, de acordo com o levantamento realizado pela Embasa.

Localizada na Bacia Hidrográfica do Paraguaçu (Recôncavo), a barragem de Pedra do Cavalo apresentava 63,52% da capacidade total, no último dia 7, ante 63,13%, no início de junho. Já o volume útil passou de 23,36% para 24,17%.

Estabilidade

Por meio de nota, a Embasa informou que o nível “vem se mantendo relativamente estável, apesar de ainda estar baixo para essa época do ano”. A empresa projeta um aumento do nível a partir de novembro, “período de chuvas para a área de recarga da barragem”.

A barragem Joanes 1 teve a capacidade total aumentada de 96,97%, em junho, para 98,99%, nos primeiros dez dias de julho. Quanto ao volume útil do reservatório, este subiu de 45,57% para 49,53% no intervalo de pouco mais de um mês.

Por sua vez, a barragem Santa Helena (Mata de São João) teve elevação da capacidade total de 65,84% para 71,35%. Já o percentual divulgado pela Embasa em relação ao volume útil aumentou de 23,76% para 36,07% de um mês para o outro.

A capacidade total de Ipitanga 1 passou de 60,36% para 63,25%, assim como o volume útil subiu de  45,57% para 49,53%. Por fim Ipitanga 2 teve aumento da capacidade total de 56,09% para 63,23, enquanto o volume útil foi de 55,90% para 63,08%.

Salvador Investe: Hospital Municipal é uma das áreas de eixo de investimento

O Salvador Investe, terceiro eixo do programa Salvador 360, referente aos investimentos públicos, prevê a aplicação de R$ 3 bilhões em 68 ações – parte desse recurso, segundo a prefeitura, deve ser captado por meio de concessões e parcerias público-privadas (PPPs). A primeira área do plano abrange a gestão do Hospital Municipal de Salvador, que em sua primeira fase de funcionamento terá 210 leitos, o centro de diagnóstico da rede municipal e a primeira etapa do Hospital Dia, que funcionará dentro da mesma estrutura da unidade.

Com entrega prevista para o 1º semestre de 2018, o hospital já esta com 60% da obra executada dos 18 mil metros quadrados da construção na região de Cajazeiras – a ordem de serviço foi assinada em julho do ano passado. Ao final, o hospital terá 252 leitos, sendo 42 de emergência, com capacidade de atender 60 mil pacientes por mês, por meio da atuação de 2 mil profissionais. O investimento na unidade é de R$ 120 milhões. Inicialmente, a estimativa é de que sejam realizados mensalmente no local mil cirurgias de média e alta complexidade, 10 mil exames laboratoriais, 3 mil consultas especializadas, além da internação de mil pacientes. Uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vai funcionar no hospital, que atenderá nas áreas de cardiologia, neurologia, cirurgia geral, cirurgia pediátrica, pediatria, medicina generalista, ortopedia e tramatologia.

Deputado diz que Bahia fracassou no incentivo ao turismo e PE se destaca

A notícia de que Pernambuco se tornou o estado de maior destaque na movimentação de passageiros, entre os aeroportos das principais capitais do Nordeste, com liderança no ranking regional chamou a atenção do líder da Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado estadual Leur Lomanto Jr. para a queda do estado dentro desse cenário. Segundo o deputado, o governo Rui Costa (PT) não tem investido nas estratégias de atração para o turismo na Bahia, consequentemente o estado  teve uma variação negativa de -1,5% no setor, no último período, conforme dados do IBGE. Um dos equívocos foi a demora na redução da alíquota de ICMS para o querosene de aviação, o que condicionaria a ampliação do número de voos – iniciativa antecipada pelo estado vizinho.

O governo baiano só provocou esse estímulo no último mês de maio, quando os outros já haviam adiantado o incentivo. Conforme dados da Infraero, Pernambuco foi o estado que mais cresceu na região Nordeste no número de passageiros que circulam pelo aeroporto. No que diz respeito à quantidade de destinos operados em Pernambuco, existem 32 destinos, enquanto o Aeroporto Internacional de Salvador possui apenas 24.

“Esses dados revelam a miopia do governo da Bahia, em relação ao turismo. Está nítida a falta de priorização em investimentos nesse setor que é um dos mais importantes para o dinamismo da economia do nosso estado. É grave a falta de perspectiva de melhorias”, criticou o líder.

O deputado cita a lacuna para o turismo de negócios e de eventos com o fechamento do Centro de Convenções, que passou por um desabamento ano passado, após uma reforma no valor de R$5,3 milhões. Consta que houve uma perda de mais de R$200 milhões por ano, em negócios com a falta de funcionamento do espaço, que já chegou a realizar mais de mil eventos por ano.

Um dos eventos que teria deixado de acontecer por conta do fechamento do espaço foi a Bienal do Livro da Bahia. Em sua última edição, realizada no ano de 2013, o Centro de Convenções, conseguiu reunir 375 expositores e um recorde de público de 175 mil visitantes.

Lomanto Jr lembra que essas são queixas do próprio trade turístico da Bahia que destacam a crise no setor e a necessidade de construção do novo Centro de Convenções para que a Bahia volte a atrair mais eventos.

Secretário descarta Centro de Convenções na Orla e culpa crise por atraso

O secretário estadual de Turismo, José Alves, confirmou, em entrevista ao bahia.ba, nesta segunda-feira (17), que foi batido o martelo e o Centro de Convenções da Bahia deixará de ser onde atualmente está instalado, no bairro do Stiep, em Salvador.

“Tem que ser em outro local, porque aquele local ali está embargado pela Justiça. A Justiça do Trabalho bloqueou até a retirada dos escombros das ruínas, desde quando caiu. Aí ia demorar muito mais ainda”, afirmou o titular da Setur, durante a sua viagem de número 300 do governador Rui Costa (PT), na cidade de Santaluz, no nordeste baiano, onde foram assinados seis convênios do Programa Bahia Produtiva para a criação de cabras, ovelhas e gado, além do cultivo do caju, e entregues equipamentos agrícolas e obras de abastecimento hídrico e recuperação de estrada.

No entanto, segundo Alves, ainda não está definido se o espaço vai para a região do Comércio ou para o Parque de Exposições, na Avenida Paralela, endereços cogitados por Rui. “Estamos aguardando o governador definir. O que eu digo a você é que vai ser uma solução muito positiva, vai ter um upgrade muito grande em nível de equipamento”, disse, sem estimar um prazo para o anúncio. “O quanto antes, não deve demorar muito. Já era para ter saído”, complementou, ao culpar a crise econômica, já que há previsão de investimento internacional no projeto.

Sobre o namoro do seu partido com o prefeito ACM Neto (DEM) para a eleição do próximo ano, o secretário diz não acreditar que o PR trocará de lado. “Nosso presidente, José Carlos Araújo, está na base do governador e continua na base do governo. Conversar não tira pedaço”, avaliou.

 

 

Fonte: A Tarde/BN/Bahia Já/Municipios Baianos

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