12/08/2017

Banco do Brasil: sucatear para depois privatizar

 

A reestruturação que acontece no Banco do Brasil com fechamentos de agência e demissões em massa tem como objetivo o sucateamento da empresa para prepará-la para a sua privatização.

O Banco do Brasil vem passando por uma profunda reestruturação. O governo golpista de Michel Temer procura através dos famigerados Planos de Demissões “Volutária” (PDV), que já demitiu dez mil trabalhadores, fechamento de cerca de 500 agências e setores administrativos com a eliminação de milhares de postos de trabalho visa preparar o banco para a sua privatização.

Tal política nada mais é do que satisfazer os apetites dos grandes capitalistas em crise que exigem o aprofundamento dos ataques aos trabalhadores e de todo o povo brasileiro para confiscar o patrimônio do povo brasileiro, que no caso do BB, no valor de R$ 1,51 trilhões em ativos. Não é por acaso que a Fenaban, Fiesp, CNI, Firjan, etc. são financiadores do golpe de estado que derrubou um governo eleito democraticamente por 54,5 milhões de eleitores.

Os ataques lançados aos trabalhadores do Banco do Brasil pela direita golpista vem piorando, e muito, as condições de trabalho dos bancários em seus postos de serviços e com isso prejudicando toda a população em relação aos serviços prestados pelo banco.

Agências super lotadas com falta de pessoal, funcionários obrigados a exercer a função de gerente geral da agência sem a devida comissão, com a quantidade reduzida de funcionários os mesmos são obrigados a cumprirem as mesmas metas de venda antes da redução do quadro funcional, etc., com esse quadro de caos aumentou exponencialmente o número de adoecimento na categoria. Essa política não exclusiva do Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, Petrobras, Correios, os bancos estaduais que restaram do famigerado governo de FHC, etc estão sofrendo o mesmo processo.

É preciso ter bem claro que a política de maior sucateamento do Banco do Brasil de demais empresas estatais é um artifício utilizado pela burguesia para privatizar as empresas e entregar para os capitalistas aumentando a exploração dos trabalhadores e da população, tal política foi utilizada em praticamente todas a empresas que foram entregues para os capitalistas, principalmente no governo de FHC (PSDB) tais como a Vale do Rio Doce, as Teles, Energia, Água e em todos os bancos estaduais.

Golpistas querem privatizar os melhores aeroportos do Brasil

O Portal NE10, que pertence ao golpista Jornal do Commercio, publicou recentemente uma matéria sobre a concessão privada de aeroportos que serão analisadas e feitas em lotes pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação.

Nessa matéria, a maior contradição é informar que os aeroportos que serão oferecidos para concessão serão aqueles superavitários e deficitários, incluindo os aeroportos de Petrolina e de Recife, onde, logo após, mostra outra reportagem sobre a liderança do aeroporto de Recife no Nordeste. Ora, se os aeroportos serão os superavitários e deficitários, como o aeroporto do Recife, que foi considerado como o segundo melhor do país recentemente, entra nessa lista?

Ou seja, fica evidente que esse plano de concessão privada é mais uma forma de entregar o patrimônio público brasileiro para empresas (muitas vezes estrangeiras) que irão lucrar muito em cima do que foi construído com o dinheiro do povo.

A “reforma trabalhista” não ataca só os direitos, mas também as organizações dos trabalhadores

A “reforma” trabalhista dos golpistas, que destrói a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), e portanto reduz drasticamente os direitos dos trabalhadores ao século passado, ao período anterior à era Vargas, terá seus reflexos a partir do mês de novembro.

A lei nova 13/429 autoriza a terceirização em massa, descaracterizando a lei anterior que proibia a terceirização de atividades fins, além do fato de que a terceirização reduz completamente os contratos de trabalho duradouros que produzem direitos trabalhistas por tempo de serviço.

A lei nova 13/467 aprovado pelo Congresso Nacional golpista ataca frontalmente os direitos garantidos na CLT, a começar pelo princípio jurídico do negociado vale mais que o legislado, ou seja, se os sindicatos, ou o próprio trabalhador quiser através de uma negociação rebaixar seus direitos, o Estado permitirá, já que o Estado não é mais tutor do trabalhadores.

Com a reforma capitalista os golpistas querem voltar ao inicio da exploração capitalista, aonde os trabalhadores teriam uma falsa liberdade de escolher o seu emprego, as condições de trabalho e de negociar em pé de igualdade com o patrão, ou seja, o liberalismo na sua essência.

No entanto, não basta aprovar uma lei que o obrigará os trabalhadores brasileiros do século XXI a trabalhar nas mesmas  condições  dos operários do século XIX, é necessário fazer que a nova lei não seja confrontada na luta, que ela de fato entre em vigor.

Diante disso, os golpistas, através do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e de seu presidente golpista Ives Gandra Martins Filho, membro da Opus Dei ( setor de direita da igreja católica) e maior defensor no Judiciário da “reforma” trabalhista, irão ajudar os golpistas a colocar a reforma em prática, e se necessário deslegitimando as representações sindicais, agora ancorados na divindade da lei da “reforma” trabalhista aprovada pelos golpistas.

Pra se ter um ideia a demissão individual  ou coletiva para ser homologada não precisará mais de assistência ou concordância do sindicato.

Diante da possibilidade das negociações entre patrão e empregado poderem ser feitas pelos próprio trabalhador interessado, como a questão do Bancos de Horas, a tendência dos golpistas é desmantelar toda  a estrutura sindical existente, buscando acabar com a unicidade sindical,  legalizando por fora até do Ministério do Trabalho vários sindicatos de uma mesma categoria, na mesma base sindical, a fim de que o patrão escolha o sindicato que quer negociar.

Em dissídio coletivo da categoria dos Correios, em 2014,  o atual presidente do TST Ives Gandra, legitimou uma negociação com uma entidade sindical que sequer tinha registro no Ministério do Trabalho, a Findect (Federação Interestadual dos Correios),que foi criada pela própria direção da ECT, em detrimento da legitima representante da categoria, a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios.

Ou seja, o TST já promovia a divisão dos sindicatos antes mesmo da aprovação da “reforma” trabalhista, imagine o que esses golpistas estão dispostos a fazer agora, sob a cobertura da ideia fraudulenta de que o trabalhador é livre para escolher o seu emprego e suas representações.

Por isso, além da retiradas de direitos, a “reforma” trabalhista tem como tarefa atacar profundamente as organizações políticas da classe trabalhadora, afim de que os trabalhadores não consigam reagir no momento em que essas reformas começarem a surtir os seus efeitos devastadores, que é a super exploração da mão de obra e a demissão em larga escala.

A baixa da inflação feita pelos golpistas: a receita da tragédia

A imprensa burguesa está alardeando aos quatro cantos sobre a baixa da inflação como uma vitória da política econômica do governo Temer. No entanto, a classe operária, não pode se iludir com essa falsa propaganda em torno dos interesses nacionais.

A queda da inflação tem um custo muito alto para os cofres públicos e dos trabalhadores. Para a inflação cair, é necessário diminuir a entrada de receitas em impostos. Assim, para os preços de uma maneira geral, com pouco recolhimento de impostos parte do empresariado pode refletir isso na vesda de seus produtos.

Dessa forma, entra-se menos dinheiro para os cofres públicos. Os tablóides burgueses se apressam em defender o arroxo cada vez maior nos serviços públicos prestados à população, em especial, aos trabalhadores que tanto dependem do poder público.

Na prática, significa o seguinte: para a inflação cair, é preciso fazer com que os empresários paguem menos impostos, e em contrapartida, a população receba como ônus o corte de investimentos em saúde, educação e assistências sociais mínimas. Trata-se de uma receita para uma completa recessão e desaceleração industrial do País.

O golpe de Estado está aí justamente para praticar essas atrocidades contra a população, políticas essas que seriam impraticáveis por Dilma e o PT. Para conter esse ânimo destruidor dos golpistas, é preciso lutar pela imediata anulação do impeachment com o cancelamento de todas as medidas do governo golpista.

 

Fonte: Causa Operária/Municipios Baianos

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