12/08/2017

Campus Party: Startup baiana está entre as 20 do País

 

A startup baiana República Interativa está entre as 20 selecionadas em todo o País para a apresentação de cases na Campus Party, que acontece até domingo (13), na Arena Fonte Nova, em Salvador. A empresa, que tem projetos de inovação foi uma das finalistas do Inovativa Brasil 2016, um programa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) voltado para o setor.

Entre os projetos de sucesso da startup de DNA baiano está o Futsapp, aplicativo que apresenta os resultados das partidas de futebol e também notificações dos jogos e times para os usuários. Um dos diferenciais da ferramenta são as notícias de clubes de futebol com pouca visibilidade ou que estão em divisões inferiores de campeonatos estaduais.

Para um dos integrantes da República Interativa, Donjorge Almeida, a participação da startup na Campus Party Bahia é a realização de um sonho. “É o maior evento de tecnologia do mundo e também um case de sucesso. Ter a nossa startup no evento está sendo muito proveitoso, pois, entre a mais de 500 startups que colocaram seus projetos, nós fomos umas das 20 selecionadas, mostrando que todo nosso trabalho, realizado nesses dois anos foi válido”.

Robótica mobiliza alunos da rede estadual na Campus Party

Acampados na Campus Party, que acontece até domingo (13), na Arena Fonte Nova, em Salvador, os estudantes da rede estadual apresentam projetos nas diferentes áreas temáticas do evento, visitando, trocando experiências e também ocupam espaços importantes como a etapa baiana do Campeonato Brasileiro de Robótica. Os representantes da rede são dos Centros Juvenis de Ciência e Cultura (CJCC) de Itabuna (sul do estado) e Vitória da Conquista (sudoeste) e do Centro de Educação Profissional de Feira de Santana (centro norte. As equipes levaram protótipos de robôs, que foram criados usando muita criatividade, engenharia, inovação e até materiais recicláveis.

Este é o caso dos robôs dos estudantes de Vitória da Conquista que, segundo o professor Roberto Costa, têm grandes potenciais na competição. “Os dois robôs foram construídos, executados e programados pelos alunos, a partir de sucatas, com a utilização de palitos de picolé, motor de aparelho de DVD, garrafas pet e pedaços de MDF. Acreditamos que vamos sair com uma premiação, porque estes robôs são capazes de competir e, por isso, estamos Os estudantes Hafik de Souza, 17 anos, e Leonardo de Oliveira, 15, de Vitória da Conquista, são integrantes da equipe ‘Strike’, criadores do ‘Robô Bug’ e também estão cheios de expectativas. “Nosso robô foi bem elaborado. Queremos mostrar que, com material reciclado, você consegue fazer muita coisa, inclusive, um protótipo de robô. Estamos confiantes e gostando muito do evento”, diz Hafik.

“A gente se preparou bastante, se reunindo todos os dias no curso, e ficava até tarde, pensando nos detalhes do robô. A ansiedade está no nível máximo, mas estou gostando de estar aqui, de ficar acampado, de competir e de conhecer outros protótipos também”, enfatiza o colega e parceiro de equipe, Leonardo.

As duas equipes de Itabuna contam com sete integrantes envolvidos no desenvolvimento dos robôs. Uma das ideias é que o robô possa ser utilizado no resgate de vítima. O estudante Jhon Travolta, 16, está entusiasmado com todas as experiências que tem vivenciado, mas conta que a grande expectativa é a competição. “É muito nervosismo, coração acelerado e a mão chega a suar”.

O professor Rafael Santos explica que as experiências contribuem para o processo de ensino e de aprendizagem dos estudantes. “Eles entendem quais são os termos matemáticos, questões como a trigonometria, por exemplo, que eles usaram bastante na elaboração dos robôs”.O estudante Jean Hungria, 16, do Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho, em Feira de Santana, também participa da etapa baiana do Campeonato Brasileiro de Robótica e está aproveitando cada momento da Campus Party. “Minha equipe é a ‘Padawans’. Nós iremos competir nesta sexta-feira e já que estamos acampados. Estou prestigiando os colegas de outras unidades e conhecendo o evento para ficar mais informado sobre nossos adversários. Está sendo uma ótima experiência”. aqui”.

Sepromi marca presença na Campus Party com abordagem da temática racial

As temáticas da representatividade negra, combate ao racismo e à intolerância religiosa foram destaques na variada programação da Campus Party, maior evento de tecnologia do mundo, que acontece até este domingo (13), na Arena Fonte Nova, em Salvador. Integrando o conjunto de ações gratuitas do Governo do Estado, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) realiza oficinas de histórias em quadrinhos (HQ) com criação de personagens inspirados na mitologia ioribá e promove a exposição “Identidades”, que reúne imagens de artistas negros caracterizados de personagens clássicos da ficção.

As atividades são marcadas pela grande participação de público da capital e do interior, principalmente estudantes de escolas públicas, educadores e pesquisadores. A campuseira Jeane Pereira, moradora do bairro San Martin, em Salvador, foi uma das presenças mais ativas. “A experiência de receber este evento de tecnologia na Bahia é sensacional. Ainda mais importante foi trazer a temática racial para a Campus, pois desperta a produção científica junto à juventude negra”, destacou Jeane, que participou da oficina ministrada pelo artista gráfico Hugo Canuto nesta quinta-feira (10).

Já na parte da tarde ela conferiu a exposição “Identidades”, ouvindo a palestra da idealizadora do projeto, Noemia Oliveira. “Contar com personagens negros no cinema, na televisão e na ficção em geral é muito importante, pois a gente se vê representado neste universo, uma vez que estamos num estado com maior parte da sua população formada pelo povo negro”, completou. No local é possível visualizar, por meio de diversos telões, 22 imagens de modelos e artistas negros caracterizados de personagens como Kill Bill, Mulher Maravilha, Rapunzel e Papai Noel.

Além da exposição, a programação de hoje ainda conta com a realização de mais uma oficina de HQ, das 10:30h às 12:30h. A atividade é gratuita e com número de vagas limitadas conforme capacidade de lotação do espaço. A participação da Sepromi na Campus Party integra a agenda da Década Internacional Afrodescendente e cumpre o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, nas orientações das políticas voltadas à inclusão da juventude negra.

Estudantes acampam na Arena Fonte Nova para aproveitar cada momento da Campus Party

A Arena Fonte Nova, em Salvador, está sendo a casa de quase quatro mil jovens de todo o Brasil, inclusive de outras países, que participam, até domingo (13), da Campus Party Bahia. Os estudantes da rede estadual de ensino também chegaram de várias partes do estado e estão acampados, como campuseiros, para aproveitar cada instante da programação, que envolve 250 horas de conteúdo e inclui workshops, palestras, hackathons (maratona de programação), atividades nas bancadas com acesso à Internet de alta velocidade e jogos no Freeplay.

As alunas do Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho, em Feira de Santana, Stephane Costa, Rebeca Sinval e Letícia Sena, afirmam que estão entusiasmadas com a experiência e pretendem levá-la “pra toda a vida”. O colega Samuel Falcão também é um dos campuseiros e se diz encantado. “Está sendo algo surpreendente na minha vida, pois nunca pensei em frequentar um evento deste porte. Fiquei conhecendo a Campus Party há cinco meses e pude pesquisar e conhecer sua grandeza”.

Curando o 2º ano no Colégio Estadual Luís José dos Santos, no distrito de Lage dos Negros, em Campo Formoso, região do semiárido baiano, Gernivan Santos enfatiza a importância do aprendizado. “O meu maior objetivo é adquirir conhecimento e compartilhar ideias. Por isso, este apoio do Governo do Estado em nos trazer para o evento é muito gratificante. Atualmente, trabalho com Tecnologia da Informação e espero aprender com as informações adquiridas e, quem sabe, adaptar e aplicar na zona rural”.

A participação dos alunos da capital também é marcante. Mesmo quem não está acampado faz questão de aproveitar ao máximo o que a Campus Party oferece. O estudante João Marcelo dos Santos, 4º ano do curso técnico em Tecnologia da Informação do Centro Estadual de Educação Profissional em Apoio Educacional Tecnologia da Informação Isaías Alves, no bairro do Barbalho, explica como a visita ao evento ajuda no desenvolvimento profissional. “Posso ver as novidades e o que está acontecendo no Brasil e no mundo, no que diz respeito a tecnologia e à inovação. É um excelente momento para atualizar o conhecimento”.

A Secretaria da Educação do Estado desenvolve uma ampla programação na Campus Party, que conta, entre outras coisas, com a exposição de projetos de iniciação científica dos estudantes das escolas estaduais desenvolvidos em sala de aula, no âmbito do Ciência na Escola e da Educação Profissional e Tecnológica.

Oficinas e desafios promovem trocas de conhecimento na Open Campus

Na área aberta ao público da Campus Party Bahia, o lúdico leva aos participantes experiências alucinantes e potencializa conhecimentos. Por meio de simuladores tem sido possível andar de asa delta, pilotar avião e até conhecer um pouco mais do Centro Histórico de Salvador do alto de uma montanha russa. “É muito real. A gente se sente realmente no lugar. Gostei bastante”, afirma a estudante do Instituto Federal da Bahia (Ifba), Alessandra Marques.

A realidade virtual foi apenas uma das atrações do evento nesta sexta-feira (11). Palestras e workshops sobre empreendedorismo, marketing e inclusão de mulheres no ambiente virtual também chamaram a atenção do público, que participou de discussões importantes para o momento atual. Um dos destaques da Open Campus, a área gratuita promovida pelo Governo do Estado na feira tecnológica, a oficina de quadrinhos aproximou jovens, adultos e crianças da cultura afrobrasileira. No lugar de Heróis famosos, como Batman e Superman, o artista gráfico Hugo Canuto incentivou a criação de personagens a partir de mitos iorubás.

“A gente tem o costume de pensar os quadrinhos sob uma perspectiva americana ou européia. Penso que deveríamos valorizar mais a nossa cultura, que é rica em história”, afirma Canuto, autor de projetos como Contos dos Orixás e A Canção de Mayrube.

Para o estudante de engenharia da computação, Henrique Casas, a ação, promovida pela Secretaria de Promoção a Igualdade Racial (Sepromi), contribui para a ruptura de preconceitos. “Existem poucos conteúdos como quadrinhos voltados para a cultura afrobrasileira. Acho que se passarmos a produzir mais conteúdo valorizando a nossa cultura de uma maneira lúdica, vamos conseguir educar e combater o preconceito”, comenta o universitário.

A feira tecnológica ainda apresenta conteúdos voltados ao público infantil na Campus Kids. Experiências com autorama, experiência em realidade virtual, exposição de carro elétrico e futebol de robô fizeram parte da programação.

A Campus Party Bahia recebe também a etapa baiana da Olimpíada Brasileira de Robótica. Mais de quatrocentos estudantes participam da competição. As criações são apresentadas em grupos e precisam superar obstáculos, a exemplo de ladeiras e quebra-molas, para resgatar vítimas, simbolizadas com bolinhas prateadas. Aos treze anos, o visitante de Vitória da Conquista Jeová Curi conta que aproveitou o espaço para adquirir mais conhecimentos. “Aqui melhoramos o planejamento e a programação de robôs. Mas não foi apenas isso. Como tem muita gente, conheci muitas pessoas e me diverti”, conta o garoto.

A Campus Party Bahia acontece até domingo (13). A expectativa é que até lá, mais de 40 mil pessoas passem pela Arena Fonte Nova.

 

Fonte: Ascom Secti/Ascom Educação/Ascom Sepromi/Municipios Baianos

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