19/09/2017

Em Belo Horizonte Bolsonaro arrota prepotência e arrogância

 

Jair Bolsonaro fez campanha em Belo Horizonte na última quinta-feira, dia 14. Foi recepcionado por cerca de duzentas pessoas que o aguardavam no saguão do Aeroporto Internacional de Confins. Um esquema de segurança foi montado por causa dos fãs, que o carregaram nas costas aos gritos de “mito” etc. De acordo com o jornal O Tempo, de MG, ele foi levado até um carro de som que estava estacionado em uma vaga destinada à Polícia Federal. Ali discursou.

Bolsonaro teve reunião com o prefeito Alexandre Kalil, lançou uma biografia oficial escrita pelo filho Flávio, participou de palestra em uma universidade e almoçou com empresários.

É urgente parar de tratar Bolsonaro como uma piada. Ele é uma ameaça real à democracia, cultivada durante anos de pancadaria mono obsessivos em cima do PT, do “bolivarianismo”, de imbecilidades da Guerra Fria repaginadas. Cresce como o anti Lula “de verdade”, muito mais bem posicionado nas pesquisas do que os candidatos do PSDB, que vivem de golpes e não de votos.

A mídia ajudou a parir essa excrescência, assim como forneceu o adubo para o MBL. Quem vai embalar pode ser você.

  • O Tempo fez uma seleção de declarações do candidato para seus seguidores, demonstrando a sua visão retrógrada, facista e todo seu despreparo:

“Se eu chegar lá, soldado meu que vai para a guerra não senta no banco dos réus”

“Se o Estado bota uma arma na cintura de vocês ou um fuzil no peito, é para usá-lo”

“O combate à violência vai começar por aí, dando retaguarda jurídica aos nossos homens e mulheres da segurança pública poderem trabalhar. E se matar preciso for, que mate”

Política internacional

“Venezuela, Colômbia, Cuba, Bolívia, é outra conversa. Seremos líderes de fato na América do Sul”

“Não podemos entregar nosso subsolo para estatais chinesas”

Santander

“Esses picaretas do Santander vão conhecer o poder da força contra quem quer sodomizar nossas crianças”

Minorias e sexualidade

“Escola não é lugar para criança aprender sexo, a família vai ser respeitada”

“Vai ter dia dos pais e dia das mães. Não tem esta historinha de família multicultural. A maioria tem que fazer valer a sua condição e nós somos a maioria”

“Não vai ter esta historinha que a minoria fale pela maioria. Respeitaremos a minoria, mas quem mandará será a maioria”

“A maioria é que tem que fazer a sua posição, e nós somos a maioria”

Economia e Brasil

“Esse Brasil tem jeito, nós temos como mudar esse atual estado e tirar o país da mão dos canalhas”

“Ficam me perturbando sobre economia, mas quem era o economista do Itamar Franco? Era o FHC, não era economista”

‘Minas Gerais terá mar’

“Nós vamos explorar as nossas riquezas, quem sabe até abrindo uma saída para o mar para Minas Gerais”

“Graças a Deus eu não entendo de economia como estes caras entendem. Porque eles colocaram o Brasil no fundo do poço”

Ministérios e Direitos Humanos

“Vai ter um montão de militares nos meus ministérios. O Lula e a Dilma colocaram guerrilheiros quando chegaram lá”

“Deixo bem claro que essa canalhada dos Direitos Humanos não vai ter um centavo”.

Eleições 2018: Alckmin avalia eventual disputa de segundo turno contra Bolsonaro

O PSDB ainda não anunciou seu candidato à Presidência da República em 2018, mas o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, já fez um prognóstico em que disputaria um segundo turno.

Na segunda fase da disputa, ele coloca o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como oponente, segundo informações da coluna Radar Online, da Veja.

Assim, Alckmin deixa de fora o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontado nas pesquisas de intenção de votos como o favorito ao pleito. No entanto, Lula já foi condenado a nove anos e meio de prisão e corre o risco de ser preso antes das eleições.

Com essa atitude, o governador também ignora a disputa interna no PSDB, que tem o nome do prefeito de São Paulo, João Doria, também cotado para concorrer ao cargo.

A solução fascista no Brasil. Por Daniel Samam

No Brasil, a política foi criminalizada em um processo moralista devastador nunca antes visto. Há três anos, tudo o que se faz nesse país é destruir, desmontar: de líderes populares ao Estado brasileiro; da indústria a soberania nacional; dos empregos a esperança de toda uma nação.

O discurso de ódio resultou no completo rechaço à política, à conciliação e ao diálogo tradicionais da vida política brasileira. Não existe mais centro político no Brasil. A polarização atingiu o nível de uma briga de surdos. E há - à esquerda e à direita - quem considere esse processo positivo. Veem "janelas de oportunidade" nesse cenário de "terra arrasada".

Na economia, não temos mais debate em torno de projetos de desenvolvimento. Apenas cortes e a agenda da moda: austeridade e responsabilidade fiscal. Destruíram instituições, empresas e milhões de empregos. O que ainda está de pé é posto à venda, em regime de liquidação. E que fique claro: abolida a esfera política democrática, permanece apenas a esfera econômica. Aí o capitalismo estará livre dos limites impostos pelo Estado nacional como as leis trabalhistas, previdenciárias, de proteção ambiental, etc.

O mais longo período democrático da República foi interrompido porque as escolhas do povo brasileiro referendadas nas urnas em 2014 foram desrespeitadas por um consórcio de vendilhões e canalhas a serviço de uma elite medíocre, desumana, subserviente a interesses transnacionais e, sobretudo, burra, que encara o povo com desprezo, com ódio e por isso nos impuseram um golpe por termos derrotado o projeto neoliberal ao colocarmos um metalúrgico e uma mulher comprometidos com os interesses do povo, com a soberania e com o desenvolvimento do Brasil durante 13 anos de governo popular.

É ela, essa mesma elite vira-lata quem decide pelo Brasil. Atualmente, representada por concurseiros da tecnocracia estatal (MP, PF e setores do Judiciário), respaldados pela Banca (capital financeiro) e pela Rede Globo. A tal aliança antinacional de que tanto me refiro em meus artigos. E quando estes decidem por nós, sejam juízes, procuradores, delegados, generais ou qualquer outro que não tenha se submetido ao voto popular, o que temos, de fato, é o fascismo.

E se a direita vencer? Por Carlos D'Incao

E se a direita vencer todos os pleitos eleitorais de 2018? E se ela conseguisse colocar Lula na cadeia e criminalizasse o PT e todos os partidos de esquerda? Não é esse o sonho do mercado e da elite tupiniquim? Pois então, façamos um pequeno passeio pelo sonho do mercado e das elites que comandam hoje o país e vejamos o que ele teria para oferecer ao povo brasileiro…

Em primeiro lugar, teríamos uma radical reforma previdenciária para “modernizar” o país. Afinal, o que são - para a direita - aqueles que não conseguem os benefícios da aposentadoria privada? São vagabundos que não tiveram o mérito de poupar dinheiro ou ex-parasitas oriundos do funcionalismo público e que mamavam nas tetas do Estado...

Os direitos trabalhistas virariam uma miragem e apenas a livre negociação reinaria. “Nada mais justo”, pensariam os liberais seguidores de Dória e companhia. Sindicatos, considerados um insulto ao espírito empreendedor, morreriam de inanição. E assim iniciaríamos o país onde os justos patrões dão o justo salário aos bons trabalhadores.

Serviço público? Para que e para quem? Para que ter saúde pública se a privada é melhor? Teríamos o fim da “injustiça” de se cobrar impostos daqueles que cuidam de sua saúde em benefício dos ignóbeis que se estropiam devido aos vícios e maus hábitos...

E a mesma lógica seria aplicada para a educação, para o transporte e para qualquer outra coisa que hoje é pública e que a direita deseja colocar nas mãos do mercado privado…

Aqueles que querem estudar, que paguem. Aqueles que querem mais conforto, que poupe dinheiro para comprar um carro. E aqueles que não tem dinheiro, que trabalhem mais! Afinal, para a elite o pobre só é pobre porque é pobre de espírito. É porco, é vagabundo, é sujo, é irresponsável, é ignorante, é devasso, é bebum… Sua família é um bando... uma verdadeira “ninhada” fruto da irresponsabilidade sexual de pais e mães que se reproduzem como os bichos…

Se a direita ganhasse, teríamos finalmente um país sem aquilo que a elite mais detesta nesse mundo - o povo brasileiro.

Que se encerrem as cotas que beneficiam apenas a escória! Que se acabe com a bolsa família que estimula a vagabundagem! E o que é esse programa “Minha Casa, Minha Vida” senão um grande cortiço, dado praticamente de graça, para essa gente feia e pequena? O Brasil seria finalmente uma “casa limpa e arrumada”. A ordem e a moral acabariam com a “devassidão esquerdista”. “Castração química para homossexuais!” “Censura para tudo o que é indecente!” “Paulada nos insatisfeitos!” “Fogueira para os criminosos!” Pois é… a direita é sobretudo o ódio que se alimenta de seu próprio ódio… E de onde vem tanto ódio?

Vem de longe... Vejamos...

Caso singular na História, a elite brasileira é a única que se envergonha de seu país e tem ódio do seu próprio povo. Sempre foi assim…

Até o século XVIII, as elites se envergonhavam de sua origem negra e indígena. Seu sonho era voltar para Portugal… Mas em Portugal eram consideradas mestiças e desterradas… em Lisboa eram vistas como "dejetos endinheirados"…

E por isso eram cuspidas de volta para o Brasil…

Aqui possuíam suas terras e tiravam sua renda. Para além disso, aqui podiam expurgar sua frustração de serem rejeitadas na metrópole… Tinham a mão pesada com os negros e os índios. E dessa violência uma multidão de mulheres negras e indígenas pariu uma nação de filhos bastardos, indesejados e desvalidos. Por isso, a negação da brasilidade das elites é mais que um gesto de anti-patriotismo, é uma negação de paternidade… Uma tentativa de se eximir das responsabilidades dos filhos que elas mesmos geraram, fora do casamento, “na cozinha”, “no mato”, “no cabaré”, quase sempre pelo uso da força…

No século XIX, a elite brasileira quis se tornar francesa… E isso durou até o início da República… Trazia pesados casacos do rigoroso inverno europeu para exibi-los no verão carioca… E ainda naquele século, promoveram a primeira grande tentativa de exterminar com a nossa brasilidade, dando generosos incentivos para os europeus trabalharem e conseguirem terras no país.

A nossa grande onda imigratória foi o reverso daquela ocorrida nos EUA. Ali os imigrantes receberam cidadania com a contrapartida de lutarem contra a escravidão e pela unificação de um país dividido pela guerra civil. Aqui os imigrantes receberam a cidadania para consolidar a exclusão social da maioria dos trabalhadores brasileiros (ex- escravos negros) e dividir o país entre os “civilizados” europeus e os “incorrigíveis” brasileiros…

E por fim chegamos nos dias atuais quando a nossa elite brasileira sonha em virar norte-americana… Continua se rebaixando a um país estrangeiro em detrimento do seu próprio país, como sempre fez... Não se importa em ficar - feito gado - horas a fio numa imensa fila para tirar um “visto” de turista para visitar a Disneylândia… E já no aeroporto descobre que não é bem vinda… pois é latina americana… Novamente ela é cuspida de volta para o Brasil… E aos prantos se despede do Mickey e do Pateta… Entra raivosa na nossa pátria, lamentando ser brasileira... Ela sempre quis ser de outro país, mas nunca se esforçou em criar um país melhor… Pois a rigor, nossa elite nunca teve um plano de governo, um plano de país...  apenas se limitou a ter um plano para a sua família. E o plano sempre foi deixar o país...

Na impossibilidade de deixá-lo, quer vendê-lo barato para os estrangeiros (preferencialmente os norte-americanos). Talvez tenha a ilusão burlesca de que possa vir a ganhar a cidadania americana, se leiloar todas as nossas riquezas… E essa elite se representa por uma direita que quer exterminar - com todas as  forças - um povo que, de secular tradição, ela sempre detestou. Por isso a vitória da direita é a derrota do povo brasileiro. Por isso o nosso judiciário precisa tratar as lideranças da esquerda como bandidos... Como gente imprestável… Uma gente que ousou um dia tentar vangloriar o Brasil com o slogan, “Sou brasileiro, não desisto nunca!”.

Sim. O Brasil viveu uma época singular em que o povo tentou se olhar com um pouco mais de dignidade e amor próprio. E essa felicidade tinha que ser violentada por uma elite que quer provar que somos os piores em tudo. Que precisa mostrar a todos nós que não há no mundo um povo tão corrupto e imprestável. Obviamente que o ódio é semeado também para que a miséria imposta ao povo seja considerada justa. O sistema político e o poder judiciário estão nas mãos da direita para criar um verdadeiro estado de terra arrasada. Querem matar qualquer esperança de cada brasileiro de um dia viver em um país melhor, pois isso é inconcebível para a elite brasileira. E qual seria o fim disso? Simples: o fim do próprio Brasil. A vitória da direita é, em síntese, a decretação de nossa fragmentação territorial, a total perda de nossa soberania e a instauração da barbárie a níveis estratosféricos. Ela vence, o país acaba.

Por isso é importante alertar que uma batalha decisiva está por vir em 2018. Com Lula ou sem Lula, é preciso defender - nas urnas e nas ruas - o Brasil do perigo de seu próprio extermínio. A direita tem apenas o ódio. Mas o ódio ganha votos até certo ponto. Pois o povo não consegue compartilhar um ódio tão grande, com raízes tão profundas e contra ele próprio... Por isso, com medo de que o povo a rejeite novamente nas urnas, a direita quer liquidar com a democracia e com o presidencialismo no Brasil antes de 2018… Saber o que está em jogo é a condição fundamental para vencê-lo. E cabe a cada um de nós, que estamos do lado do Brasil, lutarmos contra as hordas da direita, financiada por uma elite que odeia o nosso país, mais do que qualquer estrangeiro.

Não podemos duvidar, enfim, que a solução para o Brasil está e surgirá das mãos do seu próprio povo. Por mais que o concreto de ódio das elites tente sufocar toda uma nação, sempre teremos a força para vencê-lo. Como já disse um dia nosso maior poeta, “Mas eis que o labirinto - razão e mistério - presto se desata: Em verde, sozinha, anti-euclidiana, uma orquídea forma-se.” E ela nasce... vencendo o ódio, o medo e o concreto...

 

Fonte: Brasil 247/DCM/Municipios Baianos

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