21/09/2017

O que querem os fanáticos fundamentalistas? Por que dialogar com eles?

 

Pra começo de conversa é necessário dizer que o fanatismo não é uma espécie de loucura, ele tem uma estrutura própria: é burrice somada à canalhice. O fanático é burro porque aceita incondicionalmente o que lhe aparece sem questionar; não opera nele nenhum corte ou atravessamento. É canalha porque vê, mas não olha; ouve, mas não escuta; encontra e reconhece, mas não quer saber sobre isso. O fanático é um cínico; não tem nenhum compromisso com a verdade e não se afeta pelo discurso do outro. O fundamentalismo que sustenta o fanático é a rejeição da filosofia e o avesso do diálogo. O fanático possui uma fragilidade simbólica. Ele está, na maior parte do tempo, assujeitado a um discurso que não tem compromisso algum com algo que lhe seja singular, que lhe atravesse, que o faça deslizar de suas certezas. O fanático possui um discurso desabitado de eu – do eu inconsciente, dividido – está preso apenas ao campo do imaginário, que é frágil e, por isso, precisa ser refeito o tempo todo. O eu do fanático se sustenta por meio de uma imagem que ele cria para si e que precisa manter incólume. E ele a constrói a partir de um discurso que considera o “politicamente correto” ou “moralmente correto” e no qual se mantem preso; discurso fundamentalista por excelência.

Por outro lado, este discurso que o fanático reproduz como sendo seu, não tem nada que lhe seja singular, trata apenas de uma espécie de fé ou crença inabalável que ele reproduz sem questionar. Mas, não sejamos ingênuos, não é apenas o discurso religioso que pode se encaixar nessa categoria discursiva. Teorias das mais diversas, dietas, gostos musicais, um time de futebol, uma bandeira política; tudo pode servir para alimentar o fundamentalismo do fanático. Basta que este faça uso de tal discurso para obter uma resposta unívoca e definitiva para qualquer pergunta que faça. Pois, o fanático, não busca um discurso para transitar no mundo, mas para lhe servir de manual de como agir e se portar. Na medida em que lhe faltam recursos simbólicos para buscar um modo próprio de se arranjar no laço social, o fanático precisa seguir verdades que já estejam dadas, às quais ele precisa apenas se submeter e obedecer. O que o fanático quer é se tornar o servo ideal de uma teoria.

Li recentemente o livro: Como curar um fanático? de Amós Oz. Oz parte do princípio que o fanatismo é uma semente que está em todos nós. É muito mais velho que todas as ideologias e religiões; um componente intrínseco à natureza humana. A questão é apenas alimentá-lo ou não, e isso pode acontecer por várias vias. Todavia, é obvio que não podemos comparar um vegano fanático com um terrorista fanático. Existem gradações de mal que cada um desses pode causar, e isso faz toda a diferença. Mas, o importante é atentarmos para o fato de que o fanatismo pode brotar a qualquer momento em nós, e é contagioso, exatamente pela sua simplicidade. Oz supõe que o crescimento do fanatismo pode ter relação com o fato de que o mundo tenha se tornado demasiadamente complexo. E quanto mais complexas as questões se tornam, mais as pessoas anseiam por respostas simples.

É interessante que o maior problema do fanático seja sua tendência ao altruísmo, já que ele parece estar mais interessado em você do que nele próprio. O fanático quer, sobretudo, mudar você porque, afinal, é ele quem sabe o que é melhor pra você. Como diria Amos Oz: “Ele quer salvar sua alma, quer te redimir, quer te livrar do pecado, do erro, de fumar, de sua fé ou de sua falta de fé, quer melhorar seus hábitos alimentares, ou te curar da bebida ou de sua preferência na hora de votar. O fanático se importa muito com você, ele está sempre pulando em seu pescoço porque te ama de verdade, ou então está em sua garganta caso demonstre ser irrecuperável. E seja qual for o caso, falando topograficamente, pular em seu pescoço e estar em sua garganta é quase o mesmo gesto. De um modo ou de outro, o fanático está mais interessado em você do que nele mesmo, pela muito simples razão de que o fanático tem muito pouco de “ele mesmo”, ou nenhum “ele mesmo”.”

Mas o que causaria tal insistência de conversão? É que quando um fanático consegue converter o outro, ele conquista a garantia de que seu discurso seja validado. Ao enlaçar o outro, o fanático atualiza sua própria imagem e reforça sua paixão por si. O objetivo é transformar o outro em si mesmo, assim, apaga-se todas as diferenças e tudo se mantém igual. De algum modo, o que o fanático deseja é destruir o outro que insiste em se manter como outro; ou tentando transforma-lo no mesmo ou apagando-o. O fanático precisa apagar toda a diferença para que seu eu frágil se reforce entre seus iguais e, assim, sobreviva.

Sobretudo, o fanático é um cínico. Afinal, ele sabe que, ainda que seu discurso não possua nenhum compromisso com a verdade, este jamais poderá ser desconstruído ou questionado, afinal, isso significaria sua própria derrocada. Se o eu singular do fanático é frágil e depende da teoria fundamental que ele abraça, desmontar tal teoria é fazê-lo experimentar sua própria morte. É por isso que o fanático não fala, ele vocifera. Vocifera porque precisa a todo custo sustentar sua teoria, mesmo que ela seja uma mentira. A outra opção seria sucumbir com ela. Oz exemplifica: “Conheço antitabagistas que queimariam você vivo por acender um cigarro perto deles! Conheço vegetarianos que comeriam você vivo por comer carne! Conheço pacifistas, alguns deles meus colegas no Movimento Israelense pela Paz, que gostariam de dar um tiro na minha cabeça só porque eu defendo uma estratégia um pouco diferente de como chegar à paz com os palestinos.”

Enfim, há fanáticos por todos lados e de todos os tipos e modos. Concordo com Amos Oz que o maior embate global de nossa época é a luta universal contra todos os tipos de fanatismos e fundamentalismos, ainda que seja apenas para minimizar seus danos ou evitar sua propagação. E alguns antídotos para esta luta são, segundo este autor: o humor, a capacidade de suportar situações onde não há nenhuma certeza e a capacidade de desfrutar da diversidade. O humor é aquilo que nos faz rir de nós mesmos, ou seja, ele relativiza nosso lugar e nossas teorias, pois nos permite que olhemos para nós do modo como o outro nos vê. Quanto mais alguém é capaz de rir de si mesmo e de suas teorias, mais ele está vacinado contra o fanatismo. Outro antídoto é abrir-se para as incertezas, suportar o que está em aberto, o que não tem resposta. Viajar para além de si mesmo é também um exercício eficaz contra o fanatismo. É a capacidade de se imaginar no lugar do outro, mesmo no momento que acreditamos estar totalmente certos. É se deixar afetar pelo outro, de algum modo.

Depois de toda esta reflexão, não pude deixar de pensar no momento político atual do Brasil. De certo modo compreendi porque tem sido tão difícil sustentar o debate. É perceptível que a grande maioria se encontra aprisionada em suas certezas e crenças; não importa a verdade, não importam os fatos, não importa se o outro que está em jogo hoje pode se tornar o eu em jogo de amanhã... Nada disso importa. O que importa é que cada um se mantenha nas suas bolhas de certeza, para sustentar a própria imagem. O que importa é que tal certeza não se abale nunca, mesmo que eu saiba que estou sustentando uma farsa, já que a outra opção seria admitir estar errado e, consequentemente, ter que lidar com a morte daquilo que sou. Tais bolhas de certeza funcionam como as bolhas das redes sociais, que formamos e reforçamos cada vez que bloqueamos ou excluímos quem pensa diferente de nós. Nesse sentido, é fundamental manter o diálogo, o humor e a diferença, pelo menos para evitar que o fanatismo se propague ainda mais ou nos contamine. É claro que não é possível transigir com genocidas, chauvinistas, terroristas e outros tipos, mas não se pode ignora-los ou se apartar deles, é preciso reconhece-los, confronta-los e combatê-los. Pois, caso os não fanáticos declinem desta tarefa, estarão apenas poupando o trabalho dos fanáticos em silenciar o que diverge deles, reforçar suas bolhas e angariar mais adeptos/servos. Ao escrever este parágrafo me peguei pensando se eu mesma não estou aqui a alimentar o germe do fanatismo, me assegurando da certeza de não ser uma fanática. Mas a dúvida já me deu um consolo, e rir do meu mal-estar com o parágrafo me aliviou mais um pouco, mas não o suficiente, confesso. Por fim, o que sustento é que mantenhamos uma arena de combate e debate possível. E uma que suporte a ideia de que o laço sempre está pronto para se desfazer, mas pode ser refeito logo adiante e desfeito novamente. E é saudável e desejável que seja assim. Um laço não pode pretender capturar o outro para sempre, porque o outro também quer estar em outra parte e de outro modo diferente do que eu penso ou quero. Na fragilidade do laço mora todo mal-estar do mundo, mas também toda a possibilidade daquilo que no senso comum chamamos amor, que é a capacidade de enlaçar o outro sem prende-lo, ou seja, suportando a sua alteridade e mais ainda, dialogando com ela.

Intolerância religiosa: a livre expressão do racismo brasileiro. Por Joice Berth

Brasil, país de diversas negações e contradições sobre sua própria história, sobre a formação de seu povo e sobre os mais vergonhosos problemas que descendem dessa negação e contradição. Todas as verdades por aqui são mascaradas, sobretudo aquelas que exigem trabalho apurado de autocrítica e humildade para quebrar tabus e regras perigosamente arcaicas e promover mudanças permanentes. O mito da democracia e liberdade de expressão que nunca experimentamos, o mito da comunhão racial cunhado em meio a efervescência contínua do racismo estrutural, a falsa valorização da figura da “mulher brasileira” que encobre a misoginia e potencializa estereótipos dentro e fora do país, o tratamento promíscuo e irresponsável que se dá a formação de nossas crianças e adolescentes, entre outras diversas incongruências que fazem parte do nosso estado natural de coisas e não estão na pauta do dia.

Mas, essa atitude de jogar a sujeira para baixo do tapete, ao longo da nossa história, vem se mostrando de uma ineficiência persistente e proveitosa, pois vez por outra, um assédio aqui, um estupro coletivo ali, um Rafael Braga acolá, joga na cara da sociedade a sua hipocrisia passiva e covardia pujante. Como é o caso dos recentes vídeos propagados nas redes sociais, onde traficantes evangélicos violentam casas de culto religioso africano (ou de dissidência africana). E não devemos nos ater ao rótulo de ‘traficantes evangélicos’ para destilar argumentos e contrapontos, sob pena de cair em outro erro histórico característico do nosso povo: o esvaziamento sumário das discussões, uma vez que, o Brasil é racista e a manifestação desse racismo não é concentrada em um só ponto, em uma só pessoa ou instituição. Um desses preconceitos gira entorno da crença de que se pode afetar e/ou interferir na vida de qualquer pessoa, pela manipulação de receitas e ingredientes mágicos, em rituais caricatos de feitiçarias e/ou bruxarias associadas a figura de uma legião de forças malignas ocultas que a princípio, daria esse enorme poder para seus adoradores. 

Sendo o Candomblé uma religião trazida pelo povo que seria colocado no lugar de selvagem, sem alma, a associação dos seus rituais com práticas diabólicas que divergiam do que pregava a hegemonia católica seria óbvia. Esses estereótipos e preconceitos, aliados a estrutura racista que se impunha, perduram até hoje e são argumentos constantes na explicação dos ataques, devidamente potencializado pelos meios de comunicação e seus desrespeitos para com as religiões de origem africanas.

Esse pensamento advém das imposições e manipulações históricas da igreja católica que, ao cunhar a dualidade bom/mau, divide aquilo que é indivisível e indissociável: o ser humano e suas tendências positivas e negativas, suas contradições e suas incongruências, sua luz e sua sombra. Essa divisão é ainda hoje não só praticada, como sustentada pelo conservadorismo cínico que julga quem é bom ou mau de acordo com seus padrões e conceitos, definidos de maneira parcial e guiado pelo interesse político que atua por trás dessas divisões.

As religiões evangélicas ou neopentecostais muito bem sucedidas na renovação do passado assombroso de interferência política nos meios religiosos, embora se esforcem para trazer outras formas de cultuar e expressar religiosidade a seus adeptos, não conseguiu apartar esses conceitos tortos e perigosos que já estavam arraigados na personalidade religiosa do povo brasileiro. Tão arraigado que ao longo da história dos terreiros de Candomblé e Umbanda, perseguições e ataques foram lançados livremente tendo inclusive, respaldo e reforço policial para sua execução. A primeira manifestação de intolerância foi para com os indígenas, o que os manipulados livros de história chamam de catequização e que nada mais foi do que a imposição violenta da hegemonia europeia para apagar e doutrinar as expressões religiosas desses povos que aqui já viviam. Repetiriam isso mais tarde, com os africanos quando da escravização que necessitava do mesmo modo de atuação neutralizadora. A intenção é sempre de reprimir e eliminar os cultos em um primeiro momento. Mas quando olhamos mais intimamente, constatamos o racismo velado e anulação da expressão cultural e religiosa que remete a ancestralidade africana presente na formação do país.

Dados analisados apontam que, outras expressões de rejeição a religiosidade acontecem, tendo igrejas tanto católicas quanto evangélicas sendo alvos de ataques. Mas de todos os dados colhidos, destaca-se que 70% dos ataques são dirigidos a religiões de culto africano. Isso porque muitos adeptos não denunciam, os casos relatados são os que tomam maiores proporções públicas. A maneira desrespeitosa com que Candomblé e suas dissidências são tratados nos meios de comunicação é sim um termômetro e um incentivador das práticas violentas de repressão racista a essas expressões religiosas. A constante ridicularização de seus dogmas e rituais, a rejeição e marginalização direcionadas aos adeptos que assumem publicamente que comungam sua fé nos cultos afros, deixam muito evidente que estamos diante de um problema racial. Os ataques sofridos por outras religiões que tem adeptos no Brasil, são sobremaneira caracterizados por requintes de distúrbio psicológico e fanatismo e essa informação, em geral, é ocultada ou negligenciada. Mas procure ouvir os que são presos após esses ataques, não podemos afirmar que de fato são pessoas com problemas de ordem psicológica sem o devido diagnóstico de profissionais qualificados, mas muito me espanta que esse levantamento não exista ou no caso de existir, não sejam públicos.

Se aprofundamos mais a questão, enxergaremos outros motivadores oriundos das opressões que estruturam nossa sociedade. Essas religiões, por terem dogmas e rituais mais inclusivos e que aglutinam a diversidade, são muito acessados por pessoas da comunidade LGBT e dentro dos cultos, o protagonismo feminino é respeitado como em nenhum outro lugar da sociedade. As “mães de santo” ou Ialorixás, são poderosas e atuantes, recebendo respeito e exercendo o poder de forma igualitária, nunca sendo desrespeitadas ou contrariadas pelos adeptos e por autoridades masculinas (pais de santo ou Babalorixás). Mulheres e LGBTs compõe tradicionalmente o rol de adeptos, pois a ancestralidade africana, quando pura e bem consciente, tem um discurso muito mais abrangente e livre de padrões moralista do que as outras principais representações religiosas de origem europeia, como é o catolicismo, por exemplo. Nos cultos africanos, o bem e o mal não são antagônicos, são complementares e necessários ao entendimento e crescimento de seres humanos no sentido holístico. Um não vive sem o outro e os dois são caminhos de aprendizado. Não há punitivismo pragmático, há entendimento e correção do caráter, pois quem carrega Orixá tem o dever de buscar elevação contínua. A morte não existe enquanto fim e merecimento tem outras conotações.

Outras formas de intolerância também são praticadas dentro dos cultos de matriz africana. O embranquecimento e a distorção dos dogmas e elementos dos cultos africanos tem aumentado ao longo do tempo, fruto da apropriação cultural trazida pelos adeptos brancos que não se contentam com o acesso democrático ao compartilhamento da religiosidade africana e desse modo representam uma outra forma de repressão racista sobre as heranças culturais negras, pois pretende eliminar sujeitos negros de seu leito cultural ancestral e apagar as características que o definem para, através da imposição de uma lógica colonizadora histórica, escrever uma narrativa eurocêntrica que cumprirá com o apagamento do mesmo modo que a repressão física por meio da violência policial tem feito. Quando essa imposição da hegemonia branca não é praticada silenciosamente, a omissão de adeptos brancos de sua permanência dentro dos cultos quando das medições e levantamentos, como do IBGE por exemplo, também é uma forma de intolerância bastante preocupante. Ao se abster da obrigação de resistir junto ao povo negro para defender o legado que abraçou, esses adeptos, por racismo acrítico, endossam os discursos demonizadores que saem das bocas de outros adeptos. Eles se unem ao fluxo de racismo, ainda que não seja essa a intenção. Essas e outras práticas, principalmente a da imposição da hegemonia eurocêntrica dentro dos cultos, deve ser assimilada como a incapacidade da pessoa branca em se adequar a qualquer outra cultura que não seja a sua.

Isso é apropriação cultural e também se aplica a religião, pois ainda que saibamos que a Umbanda e principalmente o Candomblé não são expressões únicas da religiosidade africana, elas ainda cumprem uma função cultural, tendo em vista que o apagamento da história da presença negra no Brasil é pobre e reduzido em função das destruições intencionais de agentes humanos do racismo institucional. E por fim, a intolerância religiosa existe, embora “tolerar” não é a palavra adequada partindo do princípio de que estamos em um país laico, logo, respeitar seria a única alternativa plausível a ser cumprida nesse contexto. A tolerância, nesses casos, também é limitadora e impositiva, pois sempre dará a ideia de que algo está fora do lugar, inadequado, inapropriado, mas que deve ser “tolerado” pela manifestação da superioridade hegemônica que do alto de seu egoísmo se acha detentor de espaços e decisões. A palavra “tolerar” nesse contexto, corrobora para a manutenção dos estereótipos e preconceitos que compõe a esfera do racismo aplicado ao campo da religiosidade. “Tolerar, ao contrário do que se vende por aí, não significa aceitar, aceitar com plenitude, como requer qualquer verdadeira aceitação. Tolerar significa, antes, uma espécie de licença especial para que o outro, com seus exotismos e discrepâncias, possa existir. Tolerar é aguentar o outro apesar dele mesmo”. Aceitação também não é um bom termo, pois nenhum adepto de culto religioso está oferecendo nada, nenhum de seus dogmas e tradições, para apreciação e opinião da sociedade.  Brasil é legislativamente falando LAICO, todas as práticas religiosas são legítimas e reconhecidas. Respeitar e usar o espaço social de maneira democrática e cordial, convivendo com as diferenças, entendendo que toda hegemonia é anormal e impositiva é pré-requisito para que possamos ser chamados de povo civilizado. Combater essas violências seculares que se levantam como braço ativo do racismo estrutural, faz parte da nossa cura social e deve ser levada a sério, inclusive com maior rigor dos poderes públicos para coibir e proteger os adeptos, negros, brancos ou de qualquer outra etnia, que comunguem da beleza e da riqueza cultural expressa nos cultos ancestrais de matriz africana.

 

Fonte: Por Rita Almeida, do Jornal GGN/Justificando/Municipios Baianos

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