21/09/2017

Feira: Uefs participa do maior estudo de plantas da Amazônia

 

Um levantamento criterioso e detalhado, com base em dados taxonomicamente verificados a partir de coleções de herbários e museus, realizado por uma equipe de 44 cientistas de países amazônicos, da Europa e dos Estados Unidos, foi publicado na última edição da revista ProceedingsoftheNationalAcademyofSciences (PNAS).

O estudo revelou que a diversidade conhecida de plantas com sementes (angiospermas e gimnospermas) na bacia amazônica abrange 14.003 espécies. Menos da metade dessas espécies (6.727) são árvores, um número bem menor do que aqueles apresentados em trabalhos publicados até então. Mostra, também, que ervas, arbustos e epífitas (plantas que, como algumas orquídeas, vivem sobre outras plantas) são igualmente diversos, embora sejam frequentemente negligenciados em estudos de diversidade tropical.

O trabalho foi liderado pelo doutor Domingos Cardoso, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), e a doutora Tiina Särkinen, do Jardim Botânico Real de Edimburgo (Escócia), e contou com a colaboração dos pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) doutores Luciano Paganucci de Queiroz, Alessandro Rapini, Cássio van den Berg, Anderson Machado e doutora Teonildes Sacramento Nunes.

Um diferencial deste estudo, segundo os autores, foi o uso de informações taxonômicas atualizadas, verificadas por centenas de especialistas do mundo todo durante a produção de catálogos de espécies de plantas nacionais, como o Flora do Brasil 2020 (http://floradobrasil.jbrj.gov.br).

Os autores enfatizaram que a publicação desta lista não significa que a flora amazônica já esteja completamente conhecida. Muitas novas espécies de plantas são descobertas todos os anos, tanto no campo como em herbários e museus, e grande parte da vasta Amazônia continua pouco conhecida ou mesmo inexplorada ainda.

Assim, o estudo mostra de maneira emblemática a importância da taxonomia para o conhecimento da nossa biodiversidade e a necessidade de apoio contínuo aos estudos taxonômicos. “A taxonomia é responsável por estabelecer unidades biológicas, sendo base e, ao mesmo tempo, síntese de tudo que se conhece sobre biodiversidade”, ressalta Alessandro Rapini (Uefs). O trabalho publicado na PNAS mostra o papel fundamental dos catálogos de espécies taxonomicamente verificados por especialistas para os estudos em biodiversidade.“Sem essa base científica podemos estar colocando em risco nossa biodiversidade, patrimônio único e insubstituível, simplesmente por falta de um conhecimento realmente qualificado” finaliza Domingos Cardoso (Ufba).

Street Dance do Arte de Viver em apresentação no Aberto do Cuca

Três turmas de Street Dance do Programa Arte de Viver irão se apresentar neata quinta-feira, 21, às 17h, no Aberto Cuca. O evento que está em sua 11ª edição, é uma mostra artística que busca fomentar a cultura e proporcionar espaços para pessoas e grupos das mais diferentes linguagens mostrar sua arte.

Sob o comando do Professor Itamar Silva, as turmas infantil e adulto do Centro de Cultura Maestro Miro, e as mulheres do CEU Jardim Acácia irão apresentar performances de sucessos musicais, como: Cheguei, da cantora Ludmila, Shape Of You- Ed Sheeran , Bitch Better  Have My Money- Rihanna, Amor Perfeito - Babado Novo (Jão), Demi Lovato - No Promises  e Wizard ft. Chedda & Nyanda - Like a Pro.

Entusiasmado o professor Itamar contou que faz parte do seu plano de aula tentar levas os alunos para eventos externos para que possam descobrir mais sobre a dança e para aplicar os horizontes de seus alunos.

“Eu fico muito feliz em ver meu aluno brilhar e demonstrar que cada um tem sua própria estrela dentro de si. Cada turma irá experimentar algo novo fora da sala de aula para adquirir autoconfiança com público e consigo mesmo. Além disso, através de cada dança, eles terão a oportunidade de mostrar para as pessoas que a arte, a dança e a cultura não têm gênero, cor, raça ou religião que somos um. Nosso corpo fala muito do que está preso dentro de cada um de nós”, afirmou o professor.

Estreia

Para a maioria dos alunos essa será a primeira oportunidade de se apresentar para o público. É o caso de Jaciara Alves, 54 anos, que fará sua estreia nos palcos. “Eu cheguei ao projeto como uma oportunidade de fazer exercício, pra dançar, liberar energia e agora a gente vai se apresentar para o público, isso me deixa muito feliz. Eu espero que eles vejam na gente, que a idade não é um empecilho, não é por causa da idade que temos que ficar no canto, jogado, que a gente não pode fazer as coisas, a gente pode sim, e é isso que quero mostrar nessa apresentação”, contou.

A estreia para muitas delas é motivo de orgulho, como é o caso de Sandra Barcelar, 38 anos, que afirmou se sentir honrada por ter sido convidada para essa apresentação, ela lembra que as oportunidades que teve foram no tempo de escola e que agora depois de alguns anos poderá se apresentar para um grande público.

Valdimeire Santos, 51 anos, relatou o papel da dança na sua vida. “O mundo não está oferecendo muita coisa boa para mulheres da nossa idade, é sempre preocupação, angustia, depressão, sedentarismo e através da dança, das aulas aqui no Programa Arte de Viver, eu encontrei saúde, alegria e nós vamos transmitir para o público que nós temos alegria, saúde e motivos para viver”.

As crianças não se mostraram intimidadas com o desafio, para elas estar no palco é uma diversão. Sara Ester Pereira, 11 anos, disse estar muito tranquila com a apresentação. “Eu estou muito calma, afinal já fiz apresentação de balé e o professor tem ensaiado tudo certinho com a gente. As vezes a gente erra alguma coisa, mas depois a gente vai e corrige. Eu acho que no dia vamos fazer tudo certo” relatou.

Sara Grazielle, 12 anos, veio de Santa Catarina e começou as aulas de street dance esse semestre no Maestro Miro e apesar da pouca idade, mostrou experiência e maturidade no palco. “Já faço dança a muito tempo, já fiz dança contemporânea, balé, fiquei 1 ano e meio parada durante esse processo de mudança, mas retomei as aulas no inicio do semestre, agora com o street dance. Essa apresentação vai ser uma nova oportunidade de estar no palco e mostrar o que venho aprendendo”.

No evento serão desenvolvidas atividades de literatura, dança, cinema, música, artes plásticas e teatro. A programação reúne artistas já conhecidos e iniciantes, durante todo o dia, com entrada gratuita.

Vereadora denuncia atraso no pagamento de salários de funcionários do HEC

A vereadora Neinha Bastos (PTB), no uso da tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana nesta quarta-feira (20), denunciou que os funcionários e médicos do Hospital Estadual da Criança (HEC) estão há três meses sem receber salários. A situação, como afirma a vereadora, tem gerado insatisfação dos profissionais comprometendo a realização de um bom trabalho na unidade.

“Se você trabalhar e não receber o salário, você não vai fazer um bom trabalho, vai ficar insatisfeito. Ninguém trabalha para não receber. O HEC hoje está com o pagamento atrasado. Mais uma mazela do Governo do Estado. Feira de Santana virou refém da mão do governo do estado para eles fazerem o que querem”, reclamou lamentando a realidade da saúde pública no município.

A edil voltou a criticar a falta de atendimento devido no Hospital Geral Clériston Andrade e informou que convocou a Comissão de Saúde da Casa para fiscalizar as instalações do referido hospital, mas não foi atendida. Segundo ela, a garantia de atendimento na unidade depende do atendimento de pedidos de favores direcionados ao diretor José Carlos Pitangueira.

“O Samu levou um paciente vítima de AVC para o Clériston e retornou com o paciente sem atendimento para a Policlínica do Tomba. Você quer a sua mãe ou seu pai pedindo favor para ser atendido no Clériston? Não. Mas, o Clériston virou isso: atendimento mediante pedido de favor de prioridade. E Feira de Santana fecha os olhos. Mas, eu não vou cansar de falar até que mudem essa realidade. Eu acho isso tudo um absurdo por aquilo ali é do povo e para o povo”, declarou.

Foi o governador que prometeu um novo hospital e não o diretor”, denuncia vereador

No uso da tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, na sessão ordinária desta quarta-feira (20), o vereador Ewerton Carneiro, Tom (PEN), saiu em defesa do diretor do Hospital Geral Clériston Andrade, José Carlos Pitangueira, alvo de críticas da vereadora NeinhaBastos (PTB). Tom pontuou a superlotação na unidade e afirmou que o diretor vem realizando um trabalho sério e comprometido com a população de Feira e demais municípios assistidos pelo HGCA.

“O hospital não suporta a demanda de pacientes, que é muito grande. Se não tem outro hospital para atender, é culpa do Estado, afinal foi o governador que prometeu um novo hospital e não o diretor do Clériston Andrade, que é um homem de bem, íntegro e tem feito um excelente trabalho em Feira de Santana”, afirmou.

O vereador e líder governista Lulinha (DEM) também reconheceu o desempenho do diretor do hospital. “Pitangueira tem feito um bom trabalho à frente do Hospital Geral Clériston Andrade, inclusive foi homenageado pelo prefeito com a Ordem Municipal do Mérito. Ele tem atendido com presteza os pedidos dos vereadores desta Casa. Não se pode atribuir a ele os problemas do hospital”, avaliou Lulinha.

O vereador Ron do Povo reafirmou a necessidade de construção de um novo hospital regional em Feira de Santana. “O problema é do Governo do Estado que prometeu construir um novo hospital para melhor atender à população e até o momento não cumpriu. Com isso, quem sofre é o povo”, afirmou.

A vereadora Neinha Bastos (PTB) reconheceu que o diretor do HGCA, José Carlos Pitangueira não possui autonomia para mudar a realidade do hospital e cobrou a construção de uma nova unidade de atendimento de urgência e emergência no município. “O povo está morrendo porque o Clériston Andrade está sucateado. A solução é a construção do novo hospital que foi prometido durante campanha pelo governador e até o momento nada foi providenciado”, disse.

Quem vender ou alugar imóvel do Minha Casa, Minha Vida será punido, afirma secretário

O Secretário de Habitação e Regularização Fundiária de Feira de Santana, Eli Ribeiro, está de olho quando o assunto é irregularidades do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Em virtude disto, esteve nesta terça-feira, 19, acompanhado de sua equipe técnica, no residencial Ponto Verde para averiguar in loco a veracidade das denúncias que têm chegado até a secretaria.

“Estamos trabalhando duro para averiguar cada denúncia que chega à secretaria sobre pessoas que estão transgredindo as regras do programa. Todo mundo sabe que estas casas não podem ser utilizadas para fins comerciais, quem faz isso poderá perder o imóvel pois ele só é entregue a quem realmente precisa de uma moradia, sendo assim não pode ser vendido nem tão pouco alugado. Quando terminarmos essa investigação, vamos exigir que os culpados sejam punidos nos rigores da lei”, afirmou o secretário Eli Ribeiro.

O residencial, localizado na estrada do Alecrim, próximo ao Parque da Cidade, no bairro Tomba, foi entregue à comunidade em dezembro do ano passado. Composto por 400 unidades habitacionais, divididas em 50 blocos de oito casas dispostas em pavimentos térreos e superiores, o Ponto Verde é o terceiro condomínio do Minha Casa, Minha Vida a receber a visita do secretário para averiguar questões de denúncia.

 

Fonte: Ascom Uefs/Secom PMFS/Ascom CMFS/Municipios Baianos

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