22/09/2017

Sobradinho: BB permanece fechado quase 2 meses após assalto

 

Uma agência do Banco do Brasil em Sobradinho, no norte da Bahia, está fechada há quase dois meses, depois que a unidade foi assaltada e teve o cofre explodido, em 29 de julho. Com isso, os clientes do banco estão tendo que viajar cerca de 50 quilômetros até Juazeiro, para conseguir atendimento.

Por conta da situação, a única casa lotérica das cidade anda sempre lotada e, mesmo assim, apenas alguns serviços bancários são feitos no local, como pagamento de boletos com valor abaixo de R$ 600 reais e saques do Bolsa Família.

O motorista José Barbosa conta que tentou ser atendido na lotérica, mas não conseguiu. "Eu estava com um depósito do Banco do Brasil, vim fazer, com o dinheiro na mão, mas o pessoal disse que não recebe".

Outro local onde a população pode realizar saques é na agência dos Correios, entretanto os moradores reclamam que nem sempre tem dinheiro disponível no local. Um deles é a aposentada Maria Loudes dos Santos, que tentou fazer um saque, mas não conseguiu. "Eles disseram que a previsão é só para a outra semana. Eu fui buscar informação para saber se o banco já ia funcionar, mas disse que a previsão lá para o ano [que vem]", afirmou.

O padeiro Fábio Souza diz que não tem condições nem mesmo d eir até a agência de Juazeiro. "Eu trabalho sete dias por semana. Como é que eu vou sair do meu trabalho para ir até Juazeiro, pagando R$ 21 de passagem, para fazer qualquer serviço?", questiona.

De acordo com o Sindicato dos Bancários, de janeiro a agosto deste ano, aproximadamente 50 bancos foram atacados por bandidos na Bahia. A média é de um ataque a cada cinco dias.

Em nota, o Banco do Brasil disse que a agência de Sobradinho vai voltar a atender depois de passar por uma reforma, porque foi muito danificada durante o assalto, entretanto não informou um prazo para o serviço ser feito. A Polícia Civil informou que a investigação continua, mas que não há nenhuma novidade.

Caso

Homens armados invadiram a cidade de Sobradinho e explodiram o cofre central do Banco do Brasil, na madrugada de 29 de julho. No município há ainda uma agência do Bradesco, mas que não foi alvo dos assaltantes. De acordo com a Polícia Militar, os criminosos conseguiram levar os malotes de dinheiro, mas não há informações da quantia roubada, nem a quantidade de homens envolvidos na ação.

De acordo com a polícia, um morador de 43 anos foi feito refém e outro, de 42, foi atingido de raspão na cabeça quando passava de carro pela cidade. O ferido foi atendido e recebeu alta. O refém foi liberado durante a fuga dos bandidos, e não teve ferimentos.

Codevasf investe R$ 5,9 milhões na recuperação de canais em projetos públicos de irrigação do Norte da Bahia

Produtores dos projetos públicos de irrigação Curaçá e Maniçoba, localizados em Juazeiro – na região Norte da Bahia –, terão melhor captação de água para suas atividades em lotes agrícolas irrigados. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está investindo, por meio de sua 6ª superintendência regional, cerca de R$ 5,9 milhões na recuperação e na construção de canais de irrigação usados na agricultura irrigada desses projetos. Os recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

No projeto Maniçoba, o investimento foi de R$ 1,7 milhão e beneficiará cerca de 620 famílias de pequenos agricultores. Foram recuperados 80% dos 126 quilômetros de canais. No perímetro irrigado de Curaçá, os recursos ultrapassam R$ 4,2 milhões para atender cerca de 260 famílias de pequenos produtores, além de atender a 17 lotes empresariais.

O gerente do Distrito de Irrigação Maniçoba, Valter Matias de Alencar, considera as intervenções importantes para o desenvolvimento agrícola. “A recuperação feita através da Codevasf foi muito benéfica para os produtores, que passaram a fazer um melhor aproveitamento da água. Além disso, conseguimos reduzir bastante o desperdício de água causado pelas infiltrações. Realmente foi uma ação que só trouxe pontos positivos para eficiência da irrigação de Maniçoba”, avalia.

De acordo com o analista em desenvolvimento Alaôr Granjeon de Siqueira, da superintendência da Codevasf em Juazeiro, os canais de irrigação que estão sendo restaurados têm mais de 40 anos de funcionamento. “Com o tempo, eles vão se deteriorando, o que prejudica a irrigação dos lotes. Com essa restauração de canais, conseguimos não só melhorar a produção, como também atenuar os impactos ambientais. Estamos trabalhando uma área por vez, para que os irrigantes não parem suas produções, e tenham água para suas lavouras assegurada”, conclui explica.

O superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Misael Aguilar Silva Neto, visitou recentemente o local onde a recuperação de um canal do perímetro irrigado de Curaçá está sendo realizada, e acompanhou parte do trabalho de concretagem. “Esse trabalho é vital para o bom funcionamento dos perímetros de irrigação, pois garante o abastecimento de água sem desperdício. Neste perímetro que estamos visitando (Curaçá) serão recuperados mais de 300 quilômetros de canais, e já realizamos 40% desse total”, destaca.

Curaçá

O projeto público de irrigação Curaçá está localizado em Juazeiro, a 75 quilômetros da sede do município, na BA-210. Ele possui área aproximada de 15,9 mil hectares, segundos dados da 6ª superintendência regional da Codevasf. Desse total, 4,2 mil hectares são irrigáveis, e a área cultivada está estimada em aproximadamente 4,1 mil hectares.

A área colhida foi de cerca de 3,6 mil hectares e alcança produção de 109,6 mil toneladas de alimentos, segundo dados levantados pela área de irrigação em 2016. O Valor Bruto da Produção do projeto chega a R$ 135,5 milhões, juntando-se as áreas empresarial e de pequenos produtores. Estes produziram cerca de 69,7 mil toneladas de frutas, sendo o coco responsável por 33,8 mil toneladas, a manga por 27,9 mil toneladas e a uva por 2,5 mil toneladas, gerando mais de 10 mil empregos. Em área cultivada, a manga é a principal cultura, com 1,9 mil ha, tendo como principais variedades a Tommy Atkins e a Palmer. Estima-se que a manga ocupe 49%, o coco 21% e a uva 14 % de toda área cultivada do projeto.

Maniçoba

Localizado na margem da BA-210, a cerca de 35 quilômetros da sede do município, o projeto público de irrigação Maniçoba também foi implantado no início da década de 1980, e possui atualmente área total aproximada de 12,7 mil há – mais de cinco mil ha são irrigáveis. A área cultivada ultrapassa quatro mil hectares, e a área colhida é de mais de três mil hectares.

Cerca de 319 irrigantes atuam no projeto. Segundo dados do Distrito de Irrigação, a produção anual passada foi de 282,4 mil toneladas, que totalizaram Valor Bruto de Produção de aproximadamente R$ 116,8 milhões, gerando cerca de 16 mil empregos.

No contexto da fruticultura no projeto, a manga é o carro-chefe em produção, com área cultivada de 3.7 mil hectares, plantados com as variedades Tommy Atkins, com 1,3 ha, e Palmer, com pouco mais de 360 ha. Outras variedades também são cultivadas, como Kent, Keit, Espada, Rosa e Haden. A cultura do coqueiro representa a segunda cultura de maior importância, tanto em área cultivada como em valor de produção. A espécie em destaque é o coco anão, mais resistente a pragas e de fácil manutenção e manuseio. A área cultivada estimada ultrapassa 518 ha e a área colhida é de pouco mais que 342 ha. Nos últimos anos, o valor bruto de produção vem seguindo uma tendência crescente. Em 2015, chegou a R$ 6,4 milhões e no ano de 2016 atingiu valor de R$ 7,2 milhões.

Projeto da interligação entre as bacias dos rios Tocantins e São Francisco é aprovado na CCJ e segue para o Senado

Foi aprovada nesta quarta-feira (20), por unanimidade, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei (PL) 6569/13, que trata sobre a interligação entre os rios Tocantins e São Francisco. De autoria do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) e com parecer favorável do relator Tadeu Alencar, a proposta segue para ao Senado.

“Esperamos que seja aprovado no Senado em, no máximo, 30 dias – devido à sua importância. É um projeto que demorou 27 anos para ser aprovado; ano passado foi aprovado na Comissão de Transportes e agora, na de Justiça, fechando o debate na Câmara”, comentou o autor do texto.

O PL visa a compensar o suprimento hídrico do manancial, melhorar o volume de água no Lago do Sobradinho, aumentar a disponibilidade aquática no semiárido e gerar energia a partir da queda d’água na divisa de Tocantins com a Bahia. “O trecho mais oneroso dessa transposição está no Estado de Tocantins, pois haverá necessidade da construção desses canais e elevatórias, para conduzir a água até transpor a Serra Geral de Goiás, na divisa do Estado de Tocantins, com a Bahia”, esclareceu o deputado. As obras, segundo Gonzaga Patriota, durariam no máximo um ano e meio e podem custar entre R$ 3 e 5 bilhões.

O projeto já conta com R$ 600 milhões já disponíveis no orçamento da União e deste valor, R$ 150 milhões precisam ser usados este ano. “Precisamos contratar a obra e iniciar o projeto, traçar os caminhos da interligação. Só com esse projeto pronto que o Governo Federal irá saber quanto investir e como faremos para contornar quaisquer questões ambientais. O que eu desejo é que a obra seja feita pelo Exército – evitando qualquer desvio, como acontece em muitos contratos no Brasil”, explicou Gonzaga.

IF Sertão-PE realiza Dia Especial para apresentação de pesquisa sobre ovino Berganês

O campus Petrolina Zona Rural do IF Sertão-PE realiza, no próximo sábado (23), a partir das 8h, o Dia Especial para divulgação dos resultados do projeto "O Berganês do Sertão Pernambucano". O evento, que contará com a presença de produtores da região, é parte do trabalho de doutorado que, de forma pioneira, tem como objeto de estudo o ovino Berganês.

Grupo genético típico da região de Dormentes, no Sertão Pernambucano, o Berganês é resultado do cruzamento entre ovinos das raças Santa Inês e Bergamácia, com a intenção de produzir animais maiores e mais pesados para a produção de carne. Esses cruzamentos vêm sendo realizados desde o final da década de 1980, no entanto, só agora, através do projeto de pesquisa, está sendo realizada a caracterização desses animais, que apresentam aspectos únicos de um grupo racial e com características próprias da região.

De acordo com o coordenador do projeto, João Bandeira, a intensão é dar subsídio técnico aos produtores para promover a criação de uma nova raça de ovinos, que ainda não é reconhecida. A pesquisa propõe conhecer o potencial produtivo e adaptativo do Berganês e seus cruzados.

A pesquisa conta com a participação de estudantes dos cursos Técnico em Agropecuária e Técnico em Zootecnia do campus Petrolina Zona Rural do IF Sertão-PE e também com a parceria da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Berganês (ABCOB), da Embrapa Semiárido, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Além de grande valor científico, o projeto de pesquisa pretende dar subsídios para homologação do Berganês, junto ao Ministério da Agricultura (MAPA), como uma nova raça de ovinos. Tende, ainda, a beneficiar produtores ao evidenciar as qualidades e vantagens que o berganês pode oferecer, favorecendo o desenvolvimento econômico da região e dos criadores com a oportunidade de exportação de seu material genético para outras regiões do país, agregado um maior valor ao produto comercializado.

 

Fonte: G1/Jornal Diário da Região/Ascom IF Sertão/Municipios Baianos

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