22/09/2017

TPI apresenta espetáculo em Escola Cultural de Itabuna

 

O grupo Teatro Popular de Ilhéus (TPI) apresenta o espetáculo ‘Teodorico Majestade – As últimas horas de um prefeito’, neste sábado (23), às 16h30min, no Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães, em Itabuna no Sul do Estado. A entrada é gratuita. A apresentação visa promover o projeto Escolas Culturais, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio das secretarias de Educação, de Justiça e de Cultura, através da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult).

Em Teodorico Majestade, uma sátira política em linguagem de cordel, um prefeito beberrão e corrupto da fictícia cidade de Ilha Bela, está prestes a ser expulso do cargo pela população. Na tentativa de se livrar das acusações, o prefeito negocia sua permanência no cargo. O conteúdo inusitado das conversas vem garantindo o riso da platéia desde o lançamento do espetáculo há 10 anos.

A montagem já foi encenada em diversas cidades da Bahia, incluindo Salvador, além de outras capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Maceió. Mais que distrair as pessoas com as situações divertidas envolvendo o prefeito, o espetáculo pode estimular o pensamento sobre a necessidade de tornar este tipo de político uma exceção e não a regra no país.

Escolas Culturais

A proposta entende a escola como centro de formação social, cultural e profissional e se propõe a fortalecer valores de cidadania a fim de proteger crianças e jovens dos efeitos da violência, da desinformação e, principalmente, da falta de perspectivas de vida. O projeto Escolas Culturais utiliza-se das mais diversas linguagens artísticas para estabelecer contato com cada um dos estudantes das escolas públicas da rede estadual. Para viabilizar o projeto, está em curso a elaboração de um aditivo do contrato de gestão entre o IASPM, instituto responsável pela gestão da orquestra infanto-juvenil Neojibá, e a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social.

O Teatro Popular de Ilhéus é apoiado financeiramente pelo Programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). As atividades do grupo e do espaço cultural que administra (Tenda) podem ser conferidas no site www.teatropopulardeilheus.com.br.

  • Serviço

Grupo Teatro Popular de Ilhéus

Teodorico Majestade – As últimas horas de um prefeito

Quando: sábado, 23 de setembro, 16h30

Local: Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães – Itabuna

Ingresso: gratuito

Eloah Monteiro lança novo show em Ilhéus

A cantora e compositora Eloah Monteiro vai estrear o seu novo show no dia 5 de outubro, às 20h, no Teatro Municipal de Ilhéus. O concerto é produzido pelo Criadouro Soluções Culturais.

Intitulado “EloAhr – Concerto de Eloah Monteiro”, o trabalho registra um momento de autonomia da artista, mas também abre espaço para as boas parcerias com amigos da região.

CRIADOURO

O artista plástico Roney George explicou o objetivo dos integrantes do Criadouro. “Queremos criar estímulos coletivos para as ações culturais nas áreas de literatura, artes visuais, moda, design, fotografia e música, é claro, trabalhando em conjunto para os projetos individuais dos seus componentes”.

O grupo conta ainda com: Daniel Puig, Izadora Guedes, Ticiana Belmonte, Maíra Rodrigues,, Izabella Valverde, Carla Carvalho, Guto Pacheco e Julie Amaral. Eles aparecem na imagem (acima)  registrada pela excelente fotógrafa Ana Lee, que também faz parte da trupe.

Eunápolis e municípios da região precisam de empregos, as famílias não devem se conformar com a pobreza

Já estamos chegando ao fim do ano de 2017, observando que no decorrer dos meses, as pessoas que residem no município de Eunápolis e outros, da região Costa do Descobrimento, ficaram de pés a mãos atadas, diante da inércia das autoridades, com relação a criação de emprego e renda.

A máquina da economia ficou emperrada e com isso, um maior número de famílias continuou crescendo para o abismo silencioso da miséria. Um silêncio pavoroso que envergonha a todos...poucos falam de suas necessidades...

O número de pais de famílias que sobrevivem de pequenos serviços, do dinheiro do Bolsa Família e de bicos, é enorme. As pessoas não podem se conformar com a pobreza. A base social não pode  sobreviver durante anos, sob essa apartação infame, enquanto uma pequena camada vive em melhores condições, com emprego e amparo.

A mão do Estado está escondida por luvas da incompetência. As prefeituras estão estranguladas, carregando nas costas a carga pesada imposta pelo governo.

Os municípios do extremo sul da Bahia, embora verdes, chuvosos e ricos, esboçam um quadro de pobreza muito grande, basta observar as periferias das cidades de Itabela, Belmonte, Itapebi, bem como, seus povoados.

Sem empregos, as famílias se definham, a juventude se perde, e a auto estima das pessoas se atrofia.

Muitos passam necessidades. Muitos sofrem diante de uma região pobre em geração de emprego.

Filme mostra degradação ambiental causada pela monocultura do eucalipto na BA e no ES

Escassez de água e degradação sistemática do meio ambiente constituem os impactos mais evidentes da monocultura do eucalipto no Sul da Bahia e Norte do Espírito Santo. Recém-lançado no YouTube, o documentário “Desertos Verdes: Plantações de Eucalipto, Agrotóxicos e Água” dá voz a indígenas, quilombolas e camponeses da região. Do ponto de vista dessas comunidades, a exploração comercial do eucalipto representa uma tragédia com desdobramentos imprevisíveis.

O vídeo de 23 minutos e 34 segundos, dirigido por Marcelo Lopes e Ivonete Gonçalves de Souza, foi elaborado pelo Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia (Cepedes). Traz relatos de exploração de trabalhadores, expulsões, ameaças e, claro, degradação contumaz da Mata Atlântica e de suas fontes naturais de água. O mais alarmante, contudo, parece ser a constatação de que o uso intensivo de agrotóxicos tem vitimado fauna e flora de forma contundente.

Não é de hoje que a monocultura do eucalipto – e também a do pinus – ganhou a fama de produzir “desertos verdes” onde se instala. Decorre do fato de que essa espécie de árvore consome quantidades enormes de água para se desenvolver. Mas não só. Toda a vegetação nativa é derrubada e dá lugar a uma única espécie, que é plantada de forma extremamente adensada – uma árvore bastante próxima da outra. Isso produz uma imensa sombra debaixo do plantio, tornando o local inóspito tanto para o crescimento de outro tipo de vegetação como para a fauna silvestre.

“Deserto tem a ver com não presença de vida. Se a gente pegar regiões do Norte do Espírito Santo ou o Sul da Bahia, onde essas empresas estão instaladas, elas têm vastas extensões de terra, onde toda a vegetação nativa foi retirada e deu lugar a uma única espécie, que é o eucalipto”, já explicava em março de 2015 o agrônomo Gabriel Fernandes, assessor técnico da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, em entrevista dada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Acaba que você tem uma grande plantação que, apesar de verde, é um ambiente que não vai ter vida, não proporciona alimento, não proporciona as fontes necessárias para que os animais se multipliquem ali”.

As empresas a que o agrônomo se referia na entrevista são enumeradas pelos protagonistas do documentário. Algumas delas pelo menos. Destaques para Suzano e Veracel. Outra gigante do setor, a Fibria, resultado da fusão entre Aracruz e Votorantim Papel e Celulose, ganha menção honrosa no fim do documentário como uma das responsáveis por despejar quantidades industriais de inseticidas do grupo químico neonicotinoide, produto derivado da nicotina, para “proteger” as plantações de eucalipto da indesejada lagarta parda.

Agrotóxicos atingem a população

Esse e outros tipos de veneno, chamados eufemisticamente pelo agronegócio de “defensivos agrícolas”, vêm sendo pulverizados sobre a região. Herbicidas e formicidas são os mais utilizados. Os campeões são o Roundup, à base de glifosato e alcunhado “mata mato”, e o Isca-mirex, usado para o “controle” de formigas. Dentre os principais fabricantes dos produtos mencionados aparecem Bayer, Monsanto, Basf, Griffin Corporation, Syngenta e Sumitomo Chemical.

Feitas a partir de aeronaves, as fumigações ocorrem toda semana e atingem não apenas as plantações, mas também cursos d’água e a população. Moradores relatam efeitos nefastos, que vão sendo percebidos ao longo do tempo e conforme o grau de exposição a esses agentes químicos.

A olho nu, contudo, quem já teve a oportunidade de visitar a região de Caravelas, por exemplo, no Sul da Bahia, constata a transformação absoluta da cobertura vegetal. Ali, bem pertinho de onde os portugueses avistaram pela primeira vez a terra que passaria a se chamar Brasil, antes os olhos se perdiam na exuberância da Mata Atlântica, mas hoje se cansam com a monotonia de uma paisagem que nem nativa é – o eucalipto é uma espécie originária da Oceania.

TEMER QUER ACABAR COM O PROGRAMA DE CISTERNAS, PREMIADO MUNDIALMENTE

Depois de acabar com a Farmácia Popular e com o Bolsa Atleta, Michel Temer desfere agora ataque contra a população do semiárido nordestino. Na proposta de Orçamento para 2018, Temer reduziu em 92% os investimentos no Programa de Cisternas, reconhecido pela ONU com uma das políticas públicas mais adequadas para regiões em processo de desertificação.

Segundo levantamento de assessores parlamentares da oposição, divulgado pelo jornal Diário do Nordeste, o orçamento executado em 2017 é de apenas 37% (R$ 91,8 mi) do valor orçado, que foi de R$ 248,8 milhões. Os R$ 157 mi restantes estão contingenciados.

A previsão orçamentária proposta pelo governo federal para 2018 para a implementação de tecnologias de captação de água da chuva para consumo humano e produção de alimentos é de R$ 20 mi. Na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviada ao Congresso, o valor proposto é destinado à construção de apenas 5.453 cisternas em todo o território nacional. Somente no Semiárido, há uma demanda de 350 mil famílias por cisterna para armazenar água para matar a sede e cozinhar alimentos. Isso representa mais de 1,5 mi de pessoas sem água potável disponível perto de casa.

Criado em 2003 no primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Program de Cisternas é reconhecido mundialmente. No último dia 22 agosto, o programa ocupou o segundo lugar no Prêmio Internacional de Política para o Futuro 2017, da organização alemã World Future Council em parceria com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação. O Programa Cisternas já possibilitou que cinco milhões de pessoas da região mais árida do Brasil tenham, ao lado de casa, água potável para consumo humano.

Como precisamente falou o jornalista José Trajano em seu programa na Rede Brasil Atual, Michel Temer quer deixar o brasileiro à míngua.

 

Fonte: SecultBa/BlogdoGusmão/aGazetaBahia/De Olho nos Ruralistas/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!