29/09/2017

Feira: Feira do Livro movimenta mercado editorial

 

Nesta edição, 21 expositores de várias cidades do país estão participando da Feira do Livro. A estimativa é que, até o próximo domingo (01/10), cerca de 75 mil pessoas visitem a 10ª edição da Feira do Livro - Festival Literário e Cultural de Feira de Santana. De acordo com expositores, um cenário propício para bons negócios e grande volume de vendas.

“Sempre ouvi falar bem desta Feira do Livro e esse foi o atrativo pra estarmos aqui. A gente vai onde o leitor está e as feiras são os melhores lugares para isso. Nos dois primeiros dias já tivemos um movimento bem considerável no stand e a ideia é que a gente volte sem nenhum livro. A expectativa de vendas é a melhor possível”, disse Cesar Luis, escritor e proprietário da Luna Editora, de São Paulo.

Nesse contexto, Murilo Campos, que coordena a Livraria da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), destacou a importância do recurso para os vales-livros. “O evento é uma grande oportunidade das editoras divulgarem e comercializarem suas produções. Com os vales-livros e as vendas avulsas, durante os seis dias de Feira, há uma estimativa que os stands, ao todo, comercializem algo em torno de 400 mil reais”, afirmou.

O mercado de livros na Bahia foi tema de mesa-redonda na programação da Feira do Livro, nesta quarta-feira (27). Participaram da atividade representantes de três editoras do estado, que revelaram os principais desafios de produzir e comercializar livros aqui na Bahia. "As pessoas defendem a ideia de que os livros devem ser distribuídos. Elas não encaram o livro como um objeto de consumo. É preciso criar uma cultura de leitura e também de consumo de livros. Acredito que esse é o nosso principal desafio. Manifestações como esta mesa-redonda são de suma importância pra gente multiplicar essa ideia", explicou Fernando Oberlander, da Caramurê Publicações.

Professor e aluno da rede municipal têm 100 mil de bônus na Feira do Livro

“O acesso aos livros é um dos primeiros passos para oportunizar às crianças uma viagem indescritível pelo mundo da leitura”. A fala é da professora Renata Carmezin, coordenadora pedagógica do Centro Municipal de Educação Infantil Eduarda Oliveira França, que levou pela primeira vez as crianças dos grupos 4 e 5 à Feira do Livro de Feira de Santana. O CMEI, que fica no bairro Conceição, é uma das dezenas de escolas municipais que visitam o Festival Literário até sexta-feira, 29.

A Feira do Livro é promovida pela Universidade Estadual de Feira de Santana, com o apoio de algumas instituições, dentre as quais, as secretarias municipais de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. O evento segue até o próximo dia 1º de outubro.

As crianças matriculadas nas creches estão começando a estudar as letras, mas já trazem o gosto pelas histórias e também pela leitura, a exemplo de Natália de Araújo Lima, do grupo 5, que com 6 anos, adora os contos de fadas: “Eu não sei ler, mas, toda noite, minha mãe lê histórias para mim. Eu gosto muito de ouvir e de ver os desenhos”. Através do vale-livro fornecido pela Seduc, Natália levou para casa uma coleção de clássicos das princesas.

A coordenadora pedagógica Renata Carmezin observou a Feira como uma forma de dar início a um projeto de leitura na creche: “No terceiro trimestre faremos um projeto de leitura intitulado “Lendo e Aprendendo”; então, esta visita ao Festival é a primeira ação do projeto. Nele, os alunos aprenderão sobre cantigas de roda, clássicos da literatura e poemas”, enumera.

O incentivo à leitura deve ser uma atividade cotidiana nas escolas, defende a secretária de Educação, Jayana Ribeiro: “Todos os anos, através da Prefeitura de Feira de Santana, investimos uma quantia significativa da ordem de R$ 100 mil que promove a aquisição de vales-livro, dos quais R$ 75 mil são direcionados aos estudantes, e R$ 25 mil, aos professores. É uma forma de valorização dos profissionais e dos alunos, além de proporcionar o acesso aos livros. É uma iniciativa que a Seduc abraça e faz questão de apoiar”, ressalta Jayana.

A Feira também é o momento de apresentar um grande evento literário aos estudantes das escolas públicas, a exemplo do aluno Nilton dos Anjos Sacramento, que cursa o 5º ano na Associação Feirense de Assistência Social (AFAS), escola conveniada à Rede Municipal de Ensino: “Eu não morava na cidade de Feira de Santana e me mudei recentemente. É a minha primeira Feira do Livro e estou feliz de poder comprar meus livros de aventura e emoção, que são os que mais gosto de ler”, conta Nilton.

Mais de 2.600 alunos serão beneficiados pelos vales-livros no valor de R$ 28,00. E aproximadamente 500 professores recebem o vale no valor de R$ 50,00.

A Feira do Livro, que começou na última terça-feira, 26, acontece na Praça João Barbosa de Carvalho, a Praça do Fórum, até o dia 1º de outubro.

Tecnologia da lousa digital é atração em estande na Feira do Livro

A Feira do Livro - Festival Literário e Cultural de Feira de Santana - é um espaço para compartilhar conhecimento, cultura e novidades. Pensando em reforçar estes valores, a Secretaria Municipal de Educação, uma das parceiras do evento, oferece atividades lúdico-pedagógicas em estande montado especialmente para o evento, que segue até o dia 1º de outubro, na Praça João Barbosa de Carvalho, a Praça do Fórum.

Aberto ao público, o estande está recebendo um público significativo e animado, oferecendo às crianças atividades lúdicas da lousa digital, um recurso já acessível nas salas de aula das escolas municipais. As atividades são monitoradas e coordenadas pelo Núcleo de Tecnologia Aplicada à Educação – NUTEC, da Seduc, em parceria com o Instituto Paramitas, que desenvolve estratégias para aliar a tecnologia à Educação.

Quem chega à feira tem a chance de conhecer e também testar a lousa digital. “As lousas têm o objetivo de aliar a tecnologia ao aprendizado. Nelas, podem ser executadas aulas interativas, desenhos, contas, atividades colaborativas e diversos jogos educativos”, explica Ludmilla Moreira Bezerra, do NUTEC.

“A tecnologia traz para os alunos outras possibilidades de interação, criatividade e autonomia no momento da aprendizagem”, defende Edivone Bispo dos Santos, coordenadora pedagógica da Escola Municipal Dr. Nilton Bellas Vieiras, do Parque Getúlio Vargas. “Os estudantes hoje em dia têm muito contato com o espaço virtual, é uma linguagem que eles já conhecem”, afirma.

Eleição de gestores das escolas municipais é nesta sexta

Está tudo pronto para a eleição de gestores e vice-gestores das escolas que compõe a Rede Municipal de Ensino. O pleito acontece nesta sexta-feira, 29, das 8h às 17h, nas escolas que funcionam nos turnos matutino e vespertino; e até as 21h, naquelas com atividades no noturno.

Para que as eleições aconteçam, a Seduc enviou para as escolas urnas eleitorais, atas para as eleições, além de formulários para a lista de eleitores. Todo o material de apoio à eleição foi entregue à junta eleitoral de cada escola, formada por dois professores e/ou especialistas, um servidor efetivo e um aluno.

Após o pleito e a apuração dos votos em cada unidade de ensino, a junta eleitoral trará para a sede da Seduc todo o material que será entregue à Comissão Eleitoral Central, que coordena a eleição.

Processo democrático

Ao todo, 131 escolas realizam o processo democrático para a escolha dos novos dirigentes. "A eleição acontece nas escolas onde foram inscritas chapas. Conforme o professor Marcos da Silva Rosa, membro da Comissão Eleitoral Central, que coordena o pleito, tem direito a voto um representante por segmento da comunidade escolar: dos alunos por classe do ensino fundamental I; dos alunos por classe do ensino fundamental II; dos pais por classe; professores e demais servidores efetivos lotados nas respectivas escolas onde acontece o pleito.

Concorrem aos cargos, professores e especialistas em educação que sejam efetivos da Rede Municipal e com experiência no magistério de, no mínimo, três anos. Além disso, os candidatos devem ter formação em pedagogia ou em licenciatura, desde que tenha especialização em gestão escolar.

A chapa eleita ficará no cargo por quatro anos. Cada diretor e vice-diretor pode se reeleger para o período subsequente apenas uma vez, conforme orienta a lei municipal nº 3.392, de 20 de junho de 2013. A expectativa da Comissão Eleitoral Central é que os resultados sejam divulgados no prazo de, no máximo, 15 dias após a eleição. “Esperamos que seja um processo tranquilo, que as juntas eleitorais cumpram o seu papel de apoiar e coordenar o pleito em cada escola. E que todos os eleitores escolham com responsabilidade os futuros dirigentes das escolas municipais”, ressalta Marcos Rosa.

 

Fonte: Ascom UEFS/Secom PMFS/Municipios Baianos

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