10/10/2017

Festival Wellington Monteclaro apresenta riqueza teatral de Juazeiro

 

Toda a força da produção teatral de Juazeiro está representada no Festival Wellington Monteclaro, realizado entre os dias 10 e 15 de outubro, no Centro de Cultura João Gilberto – espaço cultural administrado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult). As entradas são gratuitas.

O projeto é uma mostra não competitiva, que tem como objetivo promover o fomento das artes cênicas da cidade e o intercâmbio entre artistas e público. Todos os artistas e grupos que compõem a grade de programação participaram de uma chamada pública em agosto.

A abertura acontece nesta terça-feira (10) com um cortejo cultural, cuja concentração está marcada no Paço Municipal e segue em direção ao Centro de Cultura João Gilberto às 17h, onde a partir de então acontece toda a programação do festival. A performance da Trupe Novo Ato e o espetáculo convidado Odemar marcam o primeiro dia de atrações.

O projeto é uma homenagem ao professor e ator Wellington Monteclaro. Durante a carreira, ele passou pela direção, cenografia e também foi artista plástico. Monteclaro ocupou ainda o cargo de diretor cultural do município e integrou a direção da Casa do Artesão. A programação completa está disponível no site do centro de cultura.

Muzenza agita o domingo na segunda edição do projeto Concha Negra

A Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) foi tomada por um espetáculo de cores, música e dança, neste domingo (8). Na segunda edição do projeto Concha Negra, promovido pelo Governo do Estado, o bloco afro Muzenza, com participação especial dos cantores Saulo e Chico César, deu um show e envolveu o público com a força e beleza da estética afro baiana. A abertura ficou por conta do desfile de moda das marcas N black e Afrobapho, que destacam o empoderamento.

Para o presidente do Muzenza, Jorge Santos, o Concha Negra promove a diversidade e fortalece a cultura negra baiana fora do período do Carnaval. "Ao garantir o espaço para os blocos afro num dos maiores complexos culturais da Bahia, estamos garantindo a diversidade. Foi uma iniciativa muito acertada. Estamos muito felizes e satisfeitos. É um suporte acima de tudo para a cultura baiana, que é muito necessário não é apenas no Carnaval, mas durante todo o ano".

O público vibrou com a oportunidade de curtir o show do Muzenza na Concha Acústica. Para o enfermeiro, Diego Guimarães, a iniciativa ajuda a aproximar os blocos afros do público mais jovem. "Os nossos blocos são patrimônios culturais da Bahia e devem ser preservados. O mais interessante desse projeto é que, por acontecer na Concha, com todo o acesso que esse palco histórico possui, os mais jovens que ainda não conhecem a importância que esses blocos têm para a valorização de nossa identidade negra, podem conhecer a música e a tradição. É louvável qualquer iniciativa que protege nossa cultura".

O projeto Concha Negra é realizada por meio das secretarias estaduais de Cultura (SecultBA) e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi); do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e do próprio TCA. Para o cantor Saulo, a cultura baiana sai vencendo com o projeto. "São grupos e artistas com uma importância muito grande para nosso estado e ações como essa garantem a continuidade das nossas tradições e da essência de nossa música e cultura".

Os blocos afros convidados são remunerados com cachê fixo e ainda recolherão o valor arrecadado em bilheteria. "O Governo do Estado forneceu toda parte necessária para que os blocos possam fazer o show, estrutura de som, de luz, telão. Dessa forma, conseguimos que os ingressos tivessem um preço popular e atrativo para que as pessoas venham prestigiar esses símbolos da nossa cultura", explica a diretora artística do TCA, Rose Lima.

Programação

O Afoxé Filhos de Gandhy fizeram o show de abertura do Concha Negra, no dia 17 de setembro. Após do Muzenza, neste domingo (8), estão na programação o Ilê Aiyê, no dia 19 de novembro; o Cortejo Afro, no dia 17 de dezembro; Olodum, no dia 7 de janeiro de 2018; e Malê Debalê, no próximo dia 4 de fevereiro. Os shows acontecerão sempre aos domingos, às 18h, com ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Curso técnico em agroecologia em regime de alternância é iniciado em Prado

A Secretaria da Educação do Estado iniciou, nesta segunda-feira (9), as aulas do curso técnico em agroecologia, no anexo do Centro Territorial de Educação Profissional do Extremo Sul (Cetep), localizado em Prado, no sul da Bahia. A turma composta por 35 estudantes participará de aulas teóricas e práticas em regime de alternância, onde os estudantes ficam 15 dias imersos nas atividades teóricas do curso e 15 dias de práticas nas suas comunidades de origem. Os beneficiados terão orientação qualificada de professores e acompanhamento de monitores.

O superintendente da Educação Profissional e Tecnológica, Durval Libânio Mello, ressalta a importância do curso. “Ele possui um modelo mais adequado à população do meio rural, que permite que os alunos tenham uma maior integração e vivenciem mais o processo escolar utilizando-se da educação em tempo integral. Todas as atividades e ações desenvolvidas fazem parte dos aspectos pedagógicos como a disciplina, trabalho em conjunto e relação interpessoal. Além disso, o curso incorpora as disciplinas do Novo Ensino Médio, a exemplo de Projeto de Vida e Mundo do Trabalho”, explica.

O diretor do Cetep, Petrônio Bonfim, destaca que "o curso vai promover o início da educação agroecológica e promover a educação de pequenos proprietários da Agricultura Familiar e de assentamentos do Movimento Sem Terra [MST]. Desta forma, o Estado, garante a educação no Território do Extremo Sul através de acordo com a vocação territorial".

O curso também está sendo ofertado em outras regiões do estado. Em Arataca, o curso funciona no Centro Estadual de Educação Profissional da Floresta do Cacau e do Chocolate Milton Santos (Ceep); em Wagner, as aulas são realizadas no Cetep da Chapada Diamantina e, em Ipiaú, no Cetep do Médio Rio das Contas.

Reformas garantem manutenção do Centro Histórico de Salvador

Quarenta casarões do Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, já ganharam nova pintura externa em 2017. A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), investe R$ 3 milhões anualmente para garantir a manutenção do patrimônio tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Além de recuperar as fachadas, a iniciativa – que faz parte do Plano de Reabilitação do Centro Antigo – também reformou telhados e promoveu outras melhorias em prédios que ajudam a contar a história da cidade.

“O Governo do Estado vem realizando uma série de ações, recuperando seu principal patrimônio, que são todos esses casarões. Nós fazemos também a parte de iluminação, recuperação das vias, passeios e acessibilidade, dando conforto ao turista e ao baiano que aqui frequenta”, explica o diretor do Centro Antigo de Salvador (Dircas/Conder), Maurício Mathias. “Esse é um trabalho constante. A gente espera até o final do ano, com a chegada do verão, concluir todos os casarões do Terreiro de Jesus, da Gregório de Matos, do Largo do Pelourinho e da Alfredo de Brito”, acrescenta.

No Largo do Pelourinho, a Casa de Jorge Amado recepciona turistas e soteropolitanos e convida os visitantes a mergulhar no universo de um dos autores mais importantes do país, dono de personagens como Tieta, Gabriela e Dona Flor. A fachada azul recebeu nova pintura e novas grades, enquanto o painel do artista plástico Carybé foi restaurado. O telhado também foi reformado.

“Nós somos uma instituição cultural sem fins lucrativos e, com a natureza de uma entidade dessas, é sempre difícil a manutenção. Por isso, é fundamental o poder público entender a nossa necessidade e nos apoiar com intervenções tão significativas”, afirma a diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, Ângela Fraga.

Também no Largo do Pelourinho, a fachada em estilo rococó da centenária Igreja do Rosário dos Pretos está em processo de restauração e ganhará nova pintura. O prédio foi construído por escravos e membros da irmandade há mais de 300 anos. Na Rua Gregório de Matos, muitos casarões já tiveram as obras concluídas. O de número 22, que abriga a sede do Bloco Afro Olodum, um dos maiores representantes da música e da cultura afro-baiana, teve a pintura externa e o telhado recuperados.

Para o presidente do Olodum, João Jorge Rodrigues, preservar o Pelourinho é uma forma de aumentar a autoestima dos moradores da cidade e permitir que o passado ajude a falar do presente e a construir o futuro de Salvador. “Manter vivo e atual um patrimônio antigo é importante. A Casa do Olodum é um lugar emblemático e um dos mais visitados de Salvador. Agora ela vai receber o rei Osei Tutu [o rei dos Ashanti, da República de Gana], mas já recebeu grandes personalidades. A manutenção dela como patrimônio é fundamental para o Pelourinho, para a cidade de Salvador e para a Bahia”, defende João Jorge.

 

Fonte: Ascom/Secult/Ascom Educação/Municipios Baianos

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