11/10/2017

Sobradinho: Barragem opera com pouco mais de 4% da capacidade

 

A barragem do Sobradinho, no norte da Bahia, está operando com apenas 4% da capacidade, segundo informações da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela operação do Sobradinho. Além disso, a vazão do local, que é a água liberada pela barragem, começou a ser reduzida nesta segunda-feira (9) e continua a diminuir na terça-feira (10). É a menor vazão em 37 anos, desde que a usina de Sobradinho começou a operar, em 1979.

Em condições normais, a usina Hidrelétrica de Sobradinho, que opera com as águas do Rio São Francisco, tem vazão mínima de 1.300 m3/s. Contudo, com pouca água chegando ao reservatório por conta da falta de chuva na cabeceira do rio e nos seus afluentes, a Agência Nacional de Águas e o Ibama autorizaram nesta segunda-feira, a redução da vazão para 560 m³/s, e a partir de terça-feira, a vazão será reduzida para 550 m³/s.

A diminuição na vazão é por tempo indeterminado. A decisão é para conservar a quantidade de água no lago. Além disso, o reservatório pode chegar ao volume morto em novembro.

Diante da situação de pouca água, as pedras que antes ficavam submersas agora estão à mostra. Os bancos de areia se multiplicam e até criam vegetação no meio do leito do rio.

Esta é uma cena que os moradores de Sobradinho nunca pensaram em ver um dia. Os pescadores não estão mais usando barcos, estão caminhando com água na cintura até o meio do rio para pegar peixes.

"Eu sabia que o rio estava secando bastante, mas chegar a esse ponto da gente andar 200 metros com a água na cintura, eu nunca imaginei", revelou o Maycon Quirino, que participa de prática esportiva.

No povoado de correntezas, a nove quilômetros de sobradinho, a produção é irrigada. Mas com o nível do rio baixando, está ficando complicado manter as plantações.

Em época de safra boa, o agricultor Bernardino Rodrigues Miranda colhe 500 caixas de manga e 300 de goiaba. Este ano, ele colheu 30% a menos. Agora que a vazão do lago de Sobradinho diminuiu, o agricultor vai ter que cavar o canal mais profundamente para que as tubulações consigam puxar água do rio até as bombas. "Eu já tenho quase 70 anos e nunca tinha visto o rio nessa situação", contou Bernardino.

Alguns trechos do Rio São Francisco que ficam abaixo da barragem de Sobradinho já estão sentindo os reflexos da longa estiagem, como o que fica no balneário de Chico Periquito. Qualquer banhista consegue andar vários metros dentro do rio com água abaixo da cintura. Outros locais, onde antes a profundidade era de até seis metros, agora não chegam a um metro. Com a redução da vazão do lago, a situação pode piorar ainda mais.

"Eu trabalho aqui com comércio há 25 anos. Eu nunca vi essa situação que eu estou vendo hoje. A última cheia que teve foi em 2007", contou o comerciante Pedro Freitas.

Paulo Afonso: Índios fazem protesto e coordenador da Funai renuncia ao cargo

Duzentos índios da Bahia e de Pernambuco fecharam, nesta terça-feira (10), por volta das 5h, a ponte que dá acesso à ilha de Paulo Afonso, no norte da Bahia, em protesto contra a Fundação Nacional do Índio (Funai).

De acordo com os manifestantes, eles só iriam liberar a ponte quando o coordenador regional da Funai, Edson Oliveira Maciel, conhecido como Dinho, renunciasse ao cargo. Segundo o grupo, a Funai não respeita os direitos indígenas. Após quase cinco horas de protesto, Edson Maciel renunciou ao cargo.

No último dia 2 de outubro, os índios ocuparam a sede da Funai de Paulo Afonso, e, mesmo com a renúncia do coordenador nesta terça-feira, eles disseram que vão continuar no local até que a fundação dê explicações a respeito dos direitos indígenas.

A reportagem da TV São Francisco tentou falar com a Funai da cidade, mas não teve retorno. Às 14h desta terça-feira, os índios devem ir ao Ministério Público de Paulo Afonso para uma reunião.

Juazeiro: Hospital suspende parte de consultas e atendimentos por falta de verba

O Hospital Regional de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, suspendeu parte dos atendimentos.

Pacientes que procuram a unidade de saúde estão sem vários serviços, como consultas e atendimentos ambulatoriais e procedimentos de ortopedia, desde a última quarta-feira (4).

Segundo a TV São Francisco, o fato ocorre devido à falta de verbas que deveriam ter sido repassadas pelo governo do estado.

Por conta disso, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município está sobrecarregada.

Ainda segundo a emissora, após denúncia do sindicato dos médicos sobre a falta de repasse para a associação que administra o hospital, a Justiça bloqueou mais de R$ 11 milhões nas contas do governo.

O bloqueio foi pedido pelo procurador André Ângelo Coelho Mororó. 

Polícia investiga invasão e furto de bomba de reservatório do Rio São Francisco

Técnicos do Ministério da Integração Nacional identificaram nesta segunda-feira (9) o furto de uma das bombas das comportas do reservatório Tucutu do Projeto de Integração do Rio São Francisco, em Cabrobó (PE). A Polícia Civil investiga o caso.

A situação aconteceu no mesmo dia em que credores da empresa Mendes Júnior - responsável pela obra, mas que não a concluiu - invadiram a unidade do ministério em Salgueiro (PE), impedindo que os servidores cumprissem sua jornada de trabalho.

Com o episódio, o setor jurídico do ministério apresentou à Justiça Federal recurso de reintegração de posse do prédio, para normalizar a situação.

Até então não houve deliberação do órgão. O edifício tem sido alvo de avarias desde a última sexta-feira (6), com o grupo instalado na unidade.

De acordo com o ministério, as mangueiras das comportas do reservatório Tucutu foram danificadas, o que gerou vazamento de óleo dentro do açude, fazendo com que tais comportas fossem fechadas por questão de segurança da barragem e das pessoas que moram na região.

Por outro lado, a estrutura de controle de Tucutu também foi deteriorada por pichações. Por causa da depredação, mais de 4 milhões de pessoas estão com abastecimento de água prejudicado.

O governo federal disse que já está analisando as medidas legais cabíveis para que as águas do Rio São Francisco voltem a percorrer os canais.

Os prejuízos causados também estão sendo analisados para que as comportas sejam reabertas. A nova construtora responsável pela obra, a Emsa, denunciou à polícia que os trabalhadores da empresa têm sofrido ameaças de integridade física.

Clima no Projeto de Irrigação Fulgêncio continua tenso entre agricultores e Codevasf

Agricultores do Projeto de Irrigação Fulgêncio estão ocupando subestação Brígida, da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), localizada no município de Orobó, no Sertão do estado. Segundo a companhia, a manifestação começou no sábado (7), após a área de plantio do projeto, sob a responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), ter a energia elétrica cortada por falta de pagamento.

Em nota enviada à imprensa nesta segunda-feira (9), a Celpe disse que registrou a ocorrência na Delegacia Regional de Cabrobó, também no Sertão, e que está adotando as medidas cabíveis para que os produtores rurais desocupem a subestação. Inclusive, a companhia alertou que os manifestantes correm risco de morte, uma vez que ocupam área de acesso exclusivo de funcionários.

Além disso, cerca de 50 mil habitantes da região podem ficar sem energia caso os ocupantes mexam nos equipamentos da subestação. A concessionária informou que o fornecimento de energia elétrica ao projeto será “imediatamente normalizado” após a negociação do débito por parte da Codevasf.

Também por meio de nota, a Codevasf disse que, com o Ministério da Integração Nacional, "está envidando esforços junto ao governo federal a fim de viabilizar recursos orçamentários e financeiros para garantir a quitação total do débito".

A Codevasf esclareceu que o Projeto Fulgêncio é um dos dez reassentamentos do Sistema Itaparica implantados pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) como compensação pelo deslocamento das populações rurais da região do lago da Usina de Itaparica – hoje Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga. Atualmente, o projeto atende cerca de 1.300 famílias.

 

Fonte: G1/BN/Diário de Pernambuco/Municipios Baianos

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