12/10/2017

Bahia: Escolha de chapa deve ser pragmática, diz Otto Alencar

 

Com um arco de aliança com dez partidos, a escolha para a chapa ao governo do Estado encabeçada por Rui Costa (PT) deve ser pragmática. A avaliação é do senador Otto Alencar (PSD). Para ele, cada um personagem político que quer uma das vagas deve ter a consciência do seu peso político e eleitoral.

Ao ser indagado se lealdade seria uma componente para escolha dos nomes da chapa, uma vez que a senadora Lídice da Mata (PSB), assim como Otto, tem votado a favor de proposta que tenha respaldo do governador Rui Costa, o pessedista concorda. “Lealdade, compromisso, gratidão são virtudes que precisam ser notadas no político”, disse, mas ressalvando. “Acho que a chapa deve ser composta por aquele que pode contribuir mais para a vitória, para ganhar as eleições. Se em março ou abril, Lídice for essa figura, pode ser Lídice. Se quem chegar assim for Leão, pode ser Leão”.

PRAGMATISMO

Em nome do pragmatismo político, Otto sugere ainda que a chapa poderá ser composta, inclusive, por nomes de partidos que possam ser atraídos pelo governo. “Alguém pode chegar da oposição e contribuir com a chapa. Por que não?”.

Sabendo que a rejeição é um complicador para qualquer candidato, Otto lembra também que ter o nome associado a algum malfeito pode ser um impeditivo para ingressar na chapa majoritária. “As pessoas que vão compor [a chapa] precisam ir sabendo que vão ter que contribuir com peso político, com discurso e capacidade. Precisa ser uma chapa que não tenha que se explicar, não esteja com problemas judiciais, na delação da Odebrecht, ou da OAS, na lava Jato. A coisa pior que pode ter é que se explicar dos erros políticos”.

  • Abaixo veja a situação judicial de três possíveis nomes para compor a chapa de Rui Costa:

Lídice da Mata (PSB) - senadora

De acordo com um dos delatores da Odebrecht,  José Carvalho Filho, a senadora Lídice da Mata teria recebido R$ 200 mil sem o devido registro em sua campanha ao Senado, em 2010. O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, acatou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para retirar a investigação contra a senadora dos autos sobre o petrolão.

O novo relator do caso de Lídice, individualmente, é o ministro Celso de Mello. Segundo o delator, o valor foi repassado à senadora Lídice por meio do Setor de Operações Estruturadas, nome oficial do departamento de propinas da empreiteira. O Ministério Público, contudo, entendeu que as acusações não têm relação com a Lava Jato.

Fachin acatou a manifestação e afastou definitivamente o caso da parlamentar baiana das investigações ligadas à operação. A senadora afirma estar “tranquila de que tudo será esclarecido

João Leão (PP), vice-governador

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu inocentar o vice-governador baiano João Leão (PP) no inquérito da Lava Jato que apurava um esquema de corrupção ligado ao seu partido, o PP. A Corte entendeu que não havia provas suficientes sobre o caso contra Leão. Quando foi citado a primeira vez, o vice-governador chegou a declarar que estava “cagando e andando” para as denúncias.

Jaques Wagner (PT) – secretário de Desenvolvimento Econômico

Está nas mãos do juiz Sérgio Moro investigação contra o ex-governador da Bahia e atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner. Ele é suspeito de ter recebido cerca de R$ 12 milhões para a campanha de reeleição ao governo do Estado em 2010, segundo delação de Carlos José Fadigas de Souza Filho e Marcelo Odebrecht.

Em troca do dinheiro, segundo as denúncias, teria concedido benefícios fiscais associados ao pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que teriam favorecido a Odebrecht.

Na mesma denúncia, o também delator Claudio Melo relata pedido de contribuições financeiras que teria sido feito por Wagner, para a campanha de 2010, em contrapartida da defesa de interesses da Odebrecht. Ele conta ainda que Wagner recebeu, no mesmo ano, um relógio de "presente" da Odebrecht no valor de US$ 20 mil e outro no valor de US$ 4 mil.

Os delatores André Vital Pessoa de Melo, Marcelo Odebrecht e Claudio Melo Filho narram que qualquer "apoio" da Odebrecht à campanha do candidato do PT em 2014, Rui Costa, estaria condicionado à resolução da dívida da Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (CERB). Com a suposta resolução da dívida, a Odebrecht teria pago a Wagner o montante de R$ 10 milhões. A empresa, com o acordo, recebeu R$ 60 milhões, segundo Claudio Melo. Wagner declarou que todas as contribuições recebidas para as campanhas foram dentro da lei, e que o pagamento da dívida da CERB com a Odebrecht obedeceu a uma decisão da Justiça.

Sobre empréstimo vetado, Neto acusa Rui de "procurar culpados e desculpas"

Durante a inauguração da intervenção viária na Avenida Octávio Mangabeira, na altura do Jardim dos Namorados, nesta quarta-feira (11), o prefeito da capital baiana, ACM Neto, cutucou o governador Rui Costa. No discurso, o democrata acusou o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de ter perseguido sua gestão por quatro anos, mas disse que isso não foi motivo para ele procurar 'culpados e nem desculpas' para não trabalhar, mandando uma indireta para o petista baiano.

"Poderia aqui falar de dezenas e dezenas de obras que foram realizadas para melhorar a mobilidade da nossa cidade, e todas elas com recursos próprios da Prefeitura. Eu não fiquei procurando culpados e nem desculpas. Nós, aqui na Prefeitura, fomos perseguidos durante quatro anos pelo governo do PT, que não nos liberou um centavo para nada. Só que o prefeito não ficava lamentando, transferindo a responsabilidade, procurando culpados. Não, eu corri atrás", acusou o prefeito.

Neto negou que tenha provocado o boicote ao empréstimo pedido pelo governo do estado ao Banco do Brasil, que, apesar de até ter sido publicado no Diário Oficial da União, nunca foi repassado. "Ninguém está pedindo nada contra o governo. Eles ficam pensando isso porque faziam isso contra a gente. Agora, se o governo não está organizado e não tem a capacidade, não venha procurar culpados e nem desculpas. Responda e assuma a sua responsabilidade", completou o democrata.

Em agosto, o senador Otto Alencar afirmou à Metrópole que o presidente da República, Michel Temer (PMDB) assumiu que o DEM, partido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e de Neto articulou para que o empréstimo não saísse para o governo da Bahia.

Troca de acusações

Assim como o governador tem reclamado, hoje, sobre o embargo do governo de Michel Temer, Neto também costumava se queixar de perseguição do governo Dilma. Em novembro de 2015, Rui fez a mesma acusação hoje apontada por Neto: de que o rival está de braços cruzados reclamando. "Temos que buscar uma solução, foi pra isso que o povo nos elegeu. Não posso esconder que há uma crise no país. Eu tenho duas opções: ou eu cruzo os braços e fico reclamando da presidente ou busco uma solução. Como parceiro administrativo e político da presidente, já ofereci a opção de que o valor que seria feito via OGU [Orçamento Geral da União] possa ser feito por um empréstimo ao estado, ou eventualmente como uma PPP. No caso do município, pode fazer a mesma proposta. Até onde eu sei, o município também tem crédito", disse Rui na época.

Partidos da base procuram Maia para discutir saída do governo Temer

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu uma romaria de líderes e parlamentares da base aliada com queixas ao governo Michel Temer.

De acordo com o blog de Andreia Sadi, do portal G1, na pauta das conversas, os líderes levaram a Maia cenários de desembarque da gestão, em meio à discussão do processo da segunda denúncia contra o peemedebista. Entre os partidos que procuraram o democrata nos últimos dias estão siglas do chamado “Centrão”, como PR, PP, PSD, além de ala do PSDB e do PMDB, partido de Temer.

Maia recebeu relatos de que a pressão nas bases eleitorais dos deputados cresceu no ambiente da segunda denúncia. E que eles temem se desgastar para salvar o presidente novamente e acabarem sem mandato, cobrados durante a eleição de 2018.

Ainda segundo o blog, Temer mandou nesta quarta-feira (11) o ministro da articulação política, Antonio Imbassahy (PSDB), procurar Maia para tentar apagar o incêndio desta terça (10), quando Maia criticou o governo e disse que não votaria mais nenhuma medida provisória após o Planalto agir para esvaziar o quórum da sessão da Câmara.

 

Fonte: BNews/Bahia.ba/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!