12/10/2017

Salvador sediará o II Simpósio de Medicina Interna no dia 21

 

A Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), importância dos exames de imagem nas emergências médicas, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) grave, diagnóstico e tratamento do tromboembolismo pulmonar e importância da broncoscopia (exame óptico dos brônquios) nas emergências respiratórias são alguns dos temas que serão abordados no II Simpósio de Medicina Interna, no próximo dia 21 de outubro, das 8 às 17 horas, na ABM (Rua Baependi, 162, Ondina). O evento, promovido pela Associação Bahiana de Medicina (ABM) em parceria com a Sociedade de Terapia Intensiva da Bahia (SOTIBA), é dirigido a médicos e estudantes de medicina e coordenado pelo pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro, Diretor Acadêmico da ABM e coordenador da Associação Bahiana dos Portadores de DPOC. O Simpósio conta com o apoio institucional do Hospital Santa Izabel. Informações podem ser obtidas pelos telefone (71) 3025-9701 ou (71) 2107-9682. As inscrições custam o valor simbólico de R$ 20,00 e podem ser realizadas através do site http://www.abmeventos.org.br/

 “Ao chegar numa unidade de emergência em estado crítico, o paciente deve receber os cuidados de forma integral. O diagnóstico correto e as condutas terapêuticas adequadas fazem toda diferença na abordagem do paciente e podem salvar vidas”, explica o médico Guilhardo Fontes.

O foco do Simpósio é promover e ampliar conhecimentos sobre as condutas médicas para o atendimento nas unidades de Urgências e Emergências e dos pacientes internados. “A  prevenção continua sendo o mais efetivo método de tratamento. O diagnóstico precoce e preciso, aliado a uma indicação terapêutica adequada baseada nas melhores evidências clinicas e no bom senso, pode contribuir muito para redução do índice de mortalidade e sofrimento da nossa população”, ressalta o médico.

Campanha Amigos do Roberto Santos incentiva doação de sangue

O Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) promove, pelo segundo ano consecutivo, a campanha "Amigos do Roberto Santos". O objetivo é otimizar o cronograma de cirurgias eletivas, melhorar o tratamento de doenças hematológicas e renais e, principalmente, garantir que não faltem bolsas de sangue para as unidades de urgência e emergência.

"Se considerarmos que uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas, com o apoio de toda população baiana, acreditamos, então, ser possível reduzir consideravelmente a fila e o tempo de espera daqueles que, na atual conjuntura, aguardam há meses por cirurgias e/ou tratamentos específicos", avaliou o diretor-geral do HGRS, José Admirço Lima Filho.

Para atender às diversas demandas que chegam à Agência Transfusional do hospital, são necessárias, no mínimo, 50 bolsas de sangue por dia.

Atualmente, a unidade funciona com 1/5 desse número, tornando recorrentes as remarcações de cirurgias eletivas, mesmo quando todos os outros critérios para realização dos procedimentos são atendidos.

Entre os dias 17 e 20 de outubro, os candidatos à doação de sangue podem comparecer ao Hospital Roberto Santos para participar da campanha.

Nesse período, o ônibus do Hemóvel ficará estacionado em frente ao auditório central da instituição, onde a equipe fará coleta de material e cadastro de medula óssea, sempre das 8h às 17h.

O cidadão que deseja doar sangue precisa se apresentar ao ponto de coleta portando documento original com foto e ter entre 16 e 69 anos de idade. Menores de 18 anos devem estar acompanhados por um responsável legal. O candidato também deve pesar acima de 50 kg, estar bem descansado e alimentado, não fumar por, pelo menos, duas horas antes da doação e não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas.

Parlamentares da Comissão de Saúde vão visitar hospitais do Estado

Parlamentares da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa da Bahia defi niram as datas para visitar instituições médicas do Estado. O primeiro órgão a ser visitado será o Hospital da Mulher, em Salvador, dia 16 de outubro, às 10h. O objetivo é conhecer as instalações, as condições de funcionamento e conhecer as intervenções necessárias para o melhor atendimento dos cidadãos.

A deputada Maria del Carmen (PT) sugeriu à Comissão de Saúde estender o convite da visita para a Comissão de Direitos da Mulher. A petista disse que o assunto interessa aos dois colegiados e que as deputadas precisam entender o funcionamento de um hospital com demanda fechada.

No dia 6 de novembro, a Comissão de Saúde vai à Feira de Santana visitar as unidades hospitalares do município. Os parlamentares vão visitar o Hospital Cleriston Andrade, Hospital da Criança, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e visitar a construção da Policlínica. O convite do colegiado vai ser ampliado à Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores da cidade.

A iniciativa de visitar às instituições hospitalares é do presidente do colegiado, o deputado Alex da Piatã (PSD). Para ele, a Comissão possui papel relevante e as visitas in loco apresentam novas perspectivas aos parlamentares. “Teremos sensibilidade para propor discussões e apresentar projetos de lei mais qualificados. No final, quem ganha é o cidadão”.

Os deputados também aprovaram visita à Santa Casa de Misericórdia, em Cachoeira, e nos hospitais de Santo Antônio de Jesus para o dia 14 de dezembro.

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Alex da Piatã informou aos pares sobre a audiência pública que acontece na próxima reunião do colegiado, dia 16, sobre o Comitê de Combate a Acidentes de Motocicletas. “Este é um assunto de relevância e importância para a saúde pública. O Comitê vai apresentar o seu trabalho e os projetos”. Alex também apresentou requerimento para realizar audiência sobre a criação de carreira de fisoiscal estadual na Vigilância Sanitária. Segundo o presidente do colegiado, o debate está avançado no governo e a Comissão precisa conhecer as propostas dos servidores da Vigilância. O evento vai acontecer no dia 31 de outubro.

Ângelo Almeida (PSB) apresentou requerimento para realizar audiência pública sobre a Fundação Estadual de Saúde da Família (FESF-SUS). “É importante que a Comissão interaja com o corpo diretivo da Fundação”, disse o deputado, que informou sobre simpósio realizado pelo órgão para debater “O que deu certo e o que deu errado nos 30 anos do SUS”. A audiência vai acontecer no dia 24 de outubro.

A petista Maria del Carmen convidou os pares para participarem da Sessão Especial Outubro Rosa que vai acontecer no município de Juazeiro, dia 18 de outubro, às 9 horas, na Univasf, promovida pela Comissão de Direitos da Mulher. A deputada informou que o município foi escolhido devido ao trabalho de rastreamento do câncer de mama com o Instituto Ivete Sangalo. “A ideia é que a gente promova esses debates em locais fora da Assembleia para alertar e conscientizar mais mulheres”, disse.

Casos de malária voltam a crescer no Brasil, mostra Ministério da Saúde

O número de casos de malária voltou a crescer de forma preocupante no País, depois de anos de queda. Os dados são do Ministério da Saúde. Segundo a pasta, até julho deste ano, 88.757 pacientes foram contabilizados com a doença, 28% a mais do que o registrado no mesmo período de 2016.

Especialistas atribuem o aumento a uma piora na organização do sistema de prevenção e combate à doença. No último ano, a área do Ministério da Saúde que atuava nesse sentido sofreu profundas alterações - entre elas, a fusão do departamento de malária com o de dengue e a substituição de técnicos.

A pasta atribui a expansão da malária às condições climáticas e ao próprio ciclo da doença.

O professor da Universidade de Brasília, Pedro Tauil, no entanto, discorda desse argumento. "Não houve uma mudança significativa do clima no último ano que explicasse esse avanço", disse ele, que acompanha há anos as estratégias de prevenção à doença. "Além disso, o País assistiu nos últimos anos a uma queda constante de casos da malária", completou.

Para o professor, a redução de casos identificada até 2016 afasta a hipótese de que o aumento atual esteja associado a um eventual ciclo da doença. "O que ocorreu foi uma perda do prestígio político desse tema."

Para o professor da FMUSP, um dos sinais da perda de espaço do combate à malária no Ministério da Saúde é a desativação do comitê assessor, um grupo de especialistas que tradicionalmente é convocado para discutir a situação da doença no País.

Neste ano, o grupo completo não se reuniu nenhuma vez. Apenas o subcomitê, se reuniu uma vez para discutir tratamentos. "O assunto não faz mais parte da rotina", disse. Ele citou ainda algumas mudanças da equipe "não técnicas, mas políticas", que acabaram influenciando negativamente as ações de combate à malária.

A meta do ministério era eliminar a transmissão de uma das formas da doença, provocada pelo protozoário Plasmodium falciparum, o mais rapidamente possível.

A corrida contra o relógio se explica. Na Ásia, o plasmódio já desenvolveu resistência ao medicamento usado para tratar a doença. "É uma questão de tempo. Isso também vai chegar ao Brasil, o que vai dificultar o tratamento de pacientes", observou Tauil. "O que desejávamos era evitar que isso ocorresse, eliminar a transmissão no Brasil antes da chegada do protozoário resistente."

Boulos avaliou que a retomada do avanço da doença no País torna ainda mais distante o controle. "É pior do que apenas recuperar o que foi perdido. A retomada de casos traz um desânimo para população, o que tornam a implementação de medidas de prevenção mais difíceis do que nas primeiras tentativas."

O professor da FMUSP afirmou que a melhor forma de se evitar o avanço da doença é diagnosticar e ofertar tratamento para o paciente o mais rapidamente possível. Em nota, o Ministério da Saúde informou haver 3.700 postos de notificação para diagnóstico e tratamento da malária.

De acordo com a pasta, 64% dos pacientes recebem o diagnóstico e o tratamento em até 48 horas do início do sintomas, o que evita a gravidade dos casos. A pasta informou ainda que, desde 2012, mantém uma equipe de profissionais especialistas da área da saúde em municípios prioritários para a malária, para auxiliar as ações locais. Em cinco anos, foram 43 municípios da Amazônia apoiados. Eles tiveram uma redução de quase 50% dos casos de malária em seus territórios.

 

Fonte: Carol Campos - Assessoria de Imprensa/Ascom HGRS/Bahia Já/Agencia Estado/Municipios Baianos

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