12/10/2017

Juazeiro discute dívidas dos fruticultores das áreas irrigadas

 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária de Juazeiro, Tiano Felix participou na manhã desta terça-feira (10), na agência do Banco do Brasil (Velho Chico) em Juazeiro, das discussões sobre a renegociação das dívidas dos fruticultores dos perímetros irrigados do município. O encontro que reuniu o superintendente regional do banco, Moisés da Silva Cunha, técnicos e os representantes dos projetos irrigados (Mandacaru, Tourão, Maniçoba e Curaçá) e o vereador Reinaldo Sabino, teve como pauta principal a liquidação das dívidas através da Lei 13.340.

Segundo o superintendente regional do banco a Lei que traz excelentes oportunidades para a liquidação das dívidas dos produtores rurais do Estado da Bahia, instituiu medidas de estimulo à liquidação de operações rurais da região da SUDENE, mediante concessão de rebate governamental. “Vale destacar, que as condições para o enquadramento dessa medida são para as dívidas contratadas até o dia 31 de dezembro de 2011, abrangendo produtores adimplentes ou não, sendo que o valor original do contratado é de até R$200 mil, com uma ou mais operações de um mesmo mutuário”, explicou Moisés. A Lei dá descontos e facilita a renegociação de dívidas de produtores rurais do Norte e Nordeste prejudicados pela seca.

De acordo com o produtor do perímetro irrigado de Curaçá – distrito de Itamotinga, Josival Barbosa, é necessário que os inadimplentes estejam cientes de suas condições, pois o prazo para o pagamento à vista com desconto vence no dia 29 de novembro.“Iremos levar os nomes de todos os produtores às associações de cada perímetro irrigado, para que os mesmos sejam informados da necessidade de irem às agencias bancárias para se informar da sua real situação. Essa é uma grande oportunidade para que as dívidas sejam saldadas com um bom desconto”, observou.

Durante a reunião, o grupo de produtores questionou a respeito das dívidas contratadas após o ano de 2011. Segundo os representantes do banco, os ativos devem ficar tranquilos, pois a instituição irá buscar soluções. “Mas é preciso que o produtor se dirija a agência bancária para saber se está ativo ou não, daí veremos a melhor saída”, afirmou Moisés, que solicitou apoio do município e dos representantes dos perímetros na realização da publicidade e mobilização para que os produtores procurem as agências para que tenha acesso aos benefícios da lei.

Para o secretário Tiano Felix, o encontro foi muito produtivo, pois os representantes do banco se comprometeram a buscar a melhor solução para a atual situação. “Vamos intensificar essas ações de mobilização para que mais produtores possam aderir à Lei de Renegociação e produzam com maior tranquilidade, gerando emprego, renda e fortaleçam ainda mais a nossa economia”, disse.

CHESF baixa vazão do São Francisco para evitar mais prejuízos ao abastecimento de água

Com 516 anos de exploração o rio São Francisco está passando pela mais severa crise hídrica contemporânea.  Hoje, o Velho Chico chegou aos menores níveis de reserva, o que afeta diretamente milhões de pessoas que dependem das suas águas. Na maior seca da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em quase 90 anos de medição oficial, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) reduz a vazão de reservatórios do Velho Chico a partir da Usina de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, para 550 metros cúbicos por segundo (m³). A vazão regular de Xingó era de 1.300 m³ por segundo em 2012, início da estiagem que se prolonga até agora.

A represa de Sobradinho também passou a operar com a vazão de 550 metros cúbicos de água por segundo.

De acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), o São Francisco é responsável por 70% da disponibilidade hídrica da Região Nordeste e do norte de Minas Gerais. A redução pretende evitar maior prejuízo ao abastecimento de água, em especial para consumo humano, de acordo com a Chesf.

O volume de água dos reservatórios do São Francisco vêm diminuindo sucessivamente. O maior reservatório do Nordeste, o de Sobradinho, na Bahia, está com apenas 4 por cento de sua capacidade. O objetivo da redução de vazão é impedir um colapso ao menos até novembro, quando começa o período chuvoso em parte da Bacia do São Francisco.

Essa redução vêm ocorrendo ao longo dos anos de estiagem. No ano passado, o Rio São Francisco tinha alcançado a menor vazão histórica desde 1979, quando o Reservatório de Sobradinho foi inaugurado.

Engie atinge um milhão de horas sem acidentes com afastamento no Complexo Eólico Campo Largo

A ENGIE alcançou no mês de outubro 1 milhão e 35 mil horas sem acidentes com afastamento, o correspondente a 365 dias, na obra do Complexo Eólico Campo Largo, que está sendo implantado nos municípios de Umburanas e Sento Sé. Para comemorar o resultado, a empresa sorteou, na última quinta-feira (05), brindes entre os colaboradores.

Para chegar a este marco, a ENGIE investiu em ações, auditorias, treinamentos e conscientizações constantes com os trabalhadores. “Esse é um mérito de todos que compõe a obra e só aumenta nossa responsabilidade. Foram milhões de horas, atitudes no campo que garantiram que chegássemos a esses números, numa fase em que estamos com mais de 100 fundações concluídas”, destacou o gerente da obra, Murilo Boselli, enfatizando que os números provam que é possível fazer obra sem acidentes.

A segurança é um valor prioritário da ENGIE na implantação de seus empreendimentos. “Não existe obra, ganho de cronograma, economia de orçamento que justifique um acidente de trabalho, por isso a segurança sempre será a nossa primeira preocupação” afirmou o gerente do Projeto, Marcio Neves, destacando que a garantia de segurança não é responsabilidade apenas dos profissionais da área, mas de todos os envolvidos na obra.

Em conversa com os colaboradores Neves chamou a atenção para a importância de se manterem atentos às situações de riscos, em especial nessa fase final das obras civis, que estão sendo executadas pela Cortez Engenharia.  “Na reta final dos trabalhos é natural que os profissionais relaxem, tornando o momento propício para acontecer acidentes. Sendo assim a gente reforça a importância de manter todas as ações de prevenção e de continuarmos alertas para as situações de perigo, pois só assim conseguiremos terminar esse projeto com segurança e sem acidentes”, alertou Neves.

O Complexo Eólico Campo Largo é o maior investimento em energia eólica no país, realizado pela ENGIE. O empreendimento, que deve começar a operar comercialmente em janeiro de 2019, poderá abastecer uma população de até 600 mil habitantes.

Embrapa: 84,3% dos brasileiros vivem em menos de 1% do território nacional

Com mais de 16 mil habitantes por quilômetro quadrado, o município de Nilópolis (RJ) é a cidade com a maior taxa de densidade demográfica urbana do país, conforme estudo sobre a identificação de áreas urbanas do Brasil divulgado hoje (10) pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com o levantamento, executado pela Embrapa Gestão Territorial, o município localizado na baixada fluminense, abriga seus 158.309 habitantes em uma faixa territorial urbana de aproximada de 10 quilômetros quadrados.

Segundo o estudo Identificação, Mapeamento e Quantificação das Áreas Urbanas do Brasil, 190,7 milhões de pessoas, ou 84,3% da população brasileira, vivem em menos de 1% do território nacional (0,63%). Entre as unidades federativas, o estado de Alagoas é o que tem a maior densidade demográfica urbana, com 4.880 pessoas por quilômetro quadrado. Já o Tocantins tem a menor, cujas áreas urbanas abrigam, em média, 1.538 habitantes por quilômetro quadrado.

De acordo com a Embrapa, o estudo levou três anos para ser concluído e exigiu a observação minuciosa de centenas de imagens de satélite. Todas as informações produzidas estão disponíveis para serem baixadas gratuitamente na internet, no site da Embrapa.

Para o geógrafo André Rodrigo Farias, analista da Embrapa e principal autor do trabalho, a pesquisa pode subsidiar políticas públicas, estudos demográficos, projetos de desenvolvimento urbano e investimentos em infraestrutura e logística. “Os municípios com maior densidade populacional nas cidades, por exemplo, costumam apresentar maiores desafios para a gestão pública e exigir mais demandas e serviços públicos”, disse Farias em comunicado divulgado pela Embrapa.

O trabalho exigiu a observação criteriosa das imagens de satélite de todos os municípios brasileiros. “O trabalho da equipe foi, inicialmente, o de comparar a área urbana delimitada no censo de 2010 com a observada nas imagens. Quando havia discrepância, o técnico realizava ajuste cartográfico delimitando manualmente a área urbana observada na imagem. Foi utilizada a escala 1:50.000 para cada um dos municípios o que garante elevada exatidão para o processo. A resolução maior proporcionada pelas tecnologias atuais também garantiu mais exatidão ao estudo, em comparação a trabalhos semelhantes feitos anteriormente”, diz nota da Embrapa.

Ao todo, somadas todas as áreas de todos os polígonos urbanos do Brasil, totalizou-se 54.077 quilômetros quadrados, o que correspondente a 0,63% de todo o território brasileiro.

Conceito

Para Farias, um dos maiores desafios da equipe foi conceituar área urbana e área rural, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) utiliza a delimitação legal que cada município determina para estabelecer cada tipo de região.

“Nessa classificação, é muito comum áreas tipicamente urbanas com grande densidade de construções serem catalogadas como rurais e vice-versa. Nesse estudo, o objetivo era mapear as áreas urbanas da forma mais exata possível por meio de imagens de satélite de alta resolução, reconhecendo, para isso, concentrações visíveis de edificações, loteamentos e arruamentos”, explicou Farias.

De acordo com a Embrapa, devido à velocidade da dinâmica de ocupação do solo no país, o estudo precisará de atualização a cada dez anos.

PRONERA sofre cortes de verbas do Governo Federal

O debate sobre o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e as políticas públicas de educação do campo continuam sendo discutido pelos representantes das entidades não governamentais. Os movimentos sociais estão se posicionando contra os cortes orçamentários no Programa. Segundo as entidades, a recomposição do orçamento é fundamental para que as atividades promovidas não parem.

Segundo as entidades o corte do orçamento afeta o desenvolvimento das ações previstas para 2018. O Pronera foi criado com o objetivo de ampliar os níveis de educação formal de jovens e adultos de assentamentos criados ou reconhecidos pelo Incra, beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário, acampados e quilombolas cadastrados pela autarquia.

A professora Mônica Castagna Molina, representante do Fórum Nacional de Educação do Campo, ressalta que, em 20 anos, o Pronera formou, nos mais diversos níveis, cerca de 200 mil pessoas. Ela criticou o corte orçamentário e o fechamento das escolas no meio rural por parte de municípios e estados. “Corremos o risco de termos centenas de jovens e adultos analfabetos no campo”.

O deputado federal Padre João (MG), destaca que o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária compreende cursos formais de educação de jovens e adultos, além de cursos técnicos e de nível superior (incluindo mestrado).

 

Fonte: Ascom PMJ/Ascom CNHSF/Ascom Engie/Agencia Brasil/Ascom MST/Municipios Baianos

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