13/10/2017

SUS distribuirá novo tipo de insulina para crianças com diabete tipo 1

 

A partir de 2018 o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a distribuir para crianças com diabete tipo 1 a insulina análoga, medicamento que pode reduzir o risco de complicações da doença.

A expectativa é de que 100 mil crianças passem a usar o medicamento, hoje obtido por meio de decisões na Justiça. A insulina análoga é preparada a partir da biotecnologia.

De acordo com o Ministério da Saúde, ela permite maior controle dos níveis de açúcar, uma vez que sua ação é imediata.

O novo medicamento também tem uma aplicação mais fácil. Em vez das seringas, é usada uma caneta, que permite o reúso. "Ela traz maior conforto", afirma o diretor do departamento de assistência farmacêutica, Renato Alves Teixeira.

O valor investido é de R$ 135 milhões anuais.

O produto será ofertado prioritariamente a crianças e adolescentes. Mas a previsão é de que o produto seja usado também para adultos.

O processo de licitação para a compra já começou a ser realizado. Ele prevê doses suficientes para atender 250 mil pessoas, por um ano.

"Toda a demanda de crianças e adolescentes será atendida", disse Teixeira.

Além do novo medicamento, a previsão é de que no próximo ano o Ministério da Saúde passe a comprar canetas para aplicação de insulina regular.

A previsão é de que a licitação seja feita no primeiro trimestre e a entrega, no segundo semestre.

A insulina regular é distribuída de forma gratuita nas unidades do Farmácia Popular. Como o jornal O Estado de S. Paulo adiantou, no entanto, tal distribuição poderá ser suspensa, caso não haja uma redução dos preços pagos pelo Ministério da Saúde.

Para abastecer unidades básicas de saúde, a pasta desembolsa o equivalente a R$ 10. No caso da Farmácia Popular, o ministério faz o reembolso, no valor de R$ 27. "Se não houver entendimento com as farmácias, ela passará a ser distribuída na rede própria, como outros medicamentos", afirmou.

Pesquisa mostra que 2 em cada 10 pediatras sofrem atos de violência no trabalho

Dois em cada dez pediatras no Brasil têm sido submetidos frequentemente a atos de violência em seu ambiente de trabalho.

O dado é resultado de pesquisa elaborada pelo Instituto Datafolha, sob encomenda da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), apresentado nesta quarta-feira (11).

Em estruturas da rede pública de saúde, a incidência de tais casos aproxima-se de 30%, atingindo 26% do universo de médicos dessa especialidade. Em hospitais e consultórios privados, o indicador é de 12%.

Outra revelação do levantamento é que 53% dos profissionais dividem o tempo entre expedientes das duas esferas.

Para a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, a lastimável situação é uma realidade que não fica restrita somente aos pediatras brasileiros, constituindo-se na vida da maioria dos médicos. Para que esse quadro seja desenredado, ela diz que os órgãos representativos da categoria precisam se mobilizar. "Nós vemos que a sociedade se encontra em um momento delicado, porque a violência começa a fazer parte de nossos dias. A situação de trabalho também é muito estressante para os médicos e, além disso, há um volume muito grande de pacientes. Há vários fatores na determinação dessa violência", afirmou à Agência Brasil.

A médica destaca que as mulheres pediatras estão, "como sempre", mais vulneráveis.

Os números corroboram a opinião de Luciana, já que, enquanto 17% dos pediatras consultados declaram enfrentar agressões, 24% das profissionais mulheres sofrem com isso.

Quando consideradas ocorrências dos últimos 12 meses anteriores à entrevista, a percentagem de mulheres atacadas sobe para 26%.

Além disso, o nível de estresse ocasionado pelas condições de trabalho é o maior registrado entre as médicas nos últimos cinco anos: 66%.

Remédio similar a cafeína pode retardar perda de memória em pessoas com Parkison

Um grupo de neurocientistas descobriu uma proteína, parecida com a cafeína, que evita a perda de memória por pessoas com doença de Parkinson.

A doença, além de causar problemas associados a tremores e problemas motores, também pode afetar o sistema cognitivo. 

Em um estudo publicado na revista especializada "Nature Neuroscience" indica que essa perda de memória é causada pela interação entre duas proteínas, conhecidas dos cientistas: a proteína alfa-sinucleína –que se acumula no cérebro dos pacientes com Parkinson– reage a uma outra proteína, causando a combinação tóxica para o cérebro. No estudo, foi possível identificar que proteína era essa.

O grupo descobriu que a proteína "misteriosa" leva o nome de PrP, com ação muito semelhante em casos de Alzheimer.

A equipe foi liderada pelos cientistas portugueses Luísa Lopes, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, e Tiago Outeiro, da Universidade de Goettingen, na Alemanha.

Com a descoberta, os cientistas buscaram formas de impedir a combinação. A primeira foi medicamentosa, com uma droga que se vale de anticorpos para bloquear a proteína PrP. A segunda foi uma confirmação genética, com uma linhagem de camundongos transgênicos criados especificamente para não produzir a PrP.

As duas estratégias anularam os efeitos tóxicos da alfa-sinucleína. O remédio usado é parecido com a cafeína e já está sendo tesada em humanos para tratar os problemas motores do Parkinson. A istradefilina (KW-6002) teve sua segurança comprovada, assim, os testes para avaliar a eficácia podem ser acelerados.

Vacina para adultos contra a hepatite A está em falta há 6 meses

A vacinação contra a hepatite A em clínicas particulares está sendo prejudicada pela falta do imunizante em todo o país.

Segundo a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC), as doses para crianças acabaram no mês passado e a versão para adultos está em falta há cerca de seis meses.

"A hepatite A é só mais uma doença que está voltando. A demanda aumentou e as fábricas não têm uma resposta imediata. Para a gente, que trabalha com prevenção, isso é muito ruim", afirma Geraldo Barbosa, presidente da associação.

Segundo Barbosa, a vacina custa de R $ 160 a R$ 180 na rede privada e são dadas duas doses do imunizante, sendo uma delas de reforço. E é essa segunda dose que a publicitária Cristina Voltarelli, de 38 anos, está procurando para o filho de 1 ano e 8 meses. Ele iniciou a imunização na rede privada e, agora, ela não consegue encontrar a vacina.

"Está em falta desde setembro. Liguei nas clínicas e ninguém tem esse imunizante." A multinacional farmacêutica Sanofi Pasteur informou, em nota, que houve um aumento inesperado da demanda pela vacina contra a hepatite A.

"Como o imunizante é produzido fora do país, precisa cumprir diversas regras sanitárias de importação".

A empresa disse ainda que trabalha para atender aos novos pedidos o mais rápido possível, mas não informou prazos.

A GSK, outra multinacional farmacêutica, também disse enfrentar problemas de desabastecimento.

Informou que a vacina para adultos que previne contra as hepatites A e B ainda está disponível em algumas clínicas, mas as doses recebidas pela empresa não foram suficientes para atender todos os interessados. "Em relação à vacina que previne contra a hepatite A pediátrica e adulta, a regularização dos estoques tem previsão para 2018", disse, em nota. A GSK ainda informou que continua trabalhando para regularizar estoques no próximo ano.

Apesar de aumento da obesidade, fome cresce 6% na América Latina

A fome aumentou 6% na América Latina e no Caribe em 2016, uma região que tem 42,5 milhões de pessoas desnutridas e, ao mesmo tempo, o sobrepeso e a obesidade seguem em crescimento, advertiu nesta terça-feira (10) a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Após anos de visíveis melhoras, o número de pessoas que passa fome na região aumentou em 2,5 milhões no ano passado em relação a 2015, segundo o organismo.

Segundo a Agência Brasil, com informações da EFE, os dados fazem parte do relatório "Panorama da segurança alimentar e nutricional na América Latina e no Caribe 2017", elaborado pela FAO em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

"Estamos indo por um caminho difícil. A região deu um considerável passo atrás em uma luta que vinha ganhando. Não podemos tolerar os níveis atuais de fome e de obesidade, já que isso paralisará toda uma geração de latino-americanos e caribenhos", apontou o representante regional da FAO, Julio Berdegué.

Embora os níveis de fome continuem sendo baixos na América Latina e no Caribe em relação a outras regiões do mundo, há sinais de que a situação está se deteriorando, especialmente na América do Sul, onde a fome cresceu de 5% em 2015 para 5,6% em 2016.

Na América Central, a desnutrição afetou 6,5% da população em 2016 e 17,7% no Caribe, que é a sub-região com a porcentagem mais elevada, apesar de a fome não ter aumentado no ano passado.

Por países, os dados confirmam a heterogeneidade que existe na região, com um primeiro grupo formado por Brasil, Cuba e Uruguai, onde a fome é inferior a 2,5%, apontou a FAO. A FAO e a Opas advertiram que, se for mantida esta tendência, a região não cumprirá a meta de erradicar a fome e a má nutrição até 2030 fixada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

 

Fonte: Agencia Estado/Agencia Brasil/Municipios Baianos

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