13/10/2017

TCA celebra 50 anos do Tropicalismo com programação especial

 

No ano de seu cinquentenário, o Teatro Castro Alves (TCA) divide as velas do bolo com outro aniversário de 50 anos essencial para a cultura brasileira: o Tropicalismo. A festa conjunta se integra ao projeto 'Tropicália: Régua e Compasso', da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), para encerrar todo um ano de atividades em torno deste marco.

A programação convida a pesquisadora e documentarista Ana de Oliveira, reconhecida internacionalmente como uma das maiores estudiosas do movimento tropicalista, para relançar o livro-objeto 'Tropicália ou Panis et Circencis' e ainda participar de um bate-papo musicado, no momento em que também abre a exposição 'Tropicália 50 Anos'. O evento acontece na quinta-feira (19), às 19h, com entrada franca.

No domingo seguinte (22), às 11h, o 'Domingo no TCA' apresenta o show 'Sarau Tropicália', comandado pelo Sarau do João, reunindo 24 artistas no palco da Sala Principal do TCA. Os ingressos custam R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia).

Bate-papo e exposição

Baiana radicada em São Paulo, Ana de Oliveira, além de ter concebido e editado 'Tropicália ou Panis et Circencis', também criou o site Tropicália, a maior referência de informações sobre o tema, ao qual se dedica há mais de 20 anos. Ana ainda integrou a equipe curatorial e de pesquisa da exposição internacional 'Tropicália: A Revolution in Brazilian Culture', realizada pelo Museum of Contemporary Art Chicago e Bronx Museu, e roteirizou os vídeos exibidos na mostra.

Além de relançar o livro-objeto em sessão de autógrafos, Ana de Oliveira fará, ao lado da cantora Claudia Cunha e da violonista Jana Vasconcellos, um bate-papo musicado, numa viagem pelo Tropicalismo embalada pela execução de canções simbólicas para o movimento.

Já a exposição 'Tropicália 50 Anos' exibe obras criadas especialmente para o livro, com inspiração no disco que lhe deu nome. A mostra reverencia, atualiza e expande o alcance do disco-manifesto tropicalista, com criações de Gringo Cardia, Lenora de Barros, André Vallias, Guto Lacaz, Aguilar, Ernane Cortat, Ailton Krenak, coletivo artístico Assume Vivid Astro Focus, entre outros, que fizeram interpretações visuais de cada uma das 12 faixas do álbum, resultando em um variado painel que mantém vivo o espírito do Tropicalismo. A visitação seguirá até 17 de novembro.

Domingo no TCA

O show 'Sarau Tropicália' será um mergulho na musicalidade, poesia, moda e ambientação do impactante universo do Tropicalismo, que terá uma tradução dentro da contemporaneidade, porém com fidelidade ao movimento. As artes plásticas também se farão presentes, com a ação da pernambucana Simone Mendes, que criará uma obra em cena. Além disso, para a homenagem, estará em cena o tropicalista José Carlos Capinan.

Os outros 22 nomes que comandam a parte musical são Alexey Martinez, Ana Américo, Banda de Boca, Carlinhos Cor das Águas, Carlos Eládio, Carlos Pitta, Cinho Damatta, Claudia Cunha, Coro de Cor, Fernando de Oliveira, Hélio Gazineo, Jana Vasconcellos, Leonardo Barros Reis, Luíza Britto, Lula Gazineu, Mauricio Peixoto, Mônica San Galo, Priscila Magalhães, Rita Tavarez, Roberto Carvalho, Tertuliano da Gaita e Tom Tavares.

O Sarau do João tem coordenação geral de João Américo, um tradicional promotor de saraus musicais na Bahia. A direção musical é do cantor, compositor e radialista Tom Tavares e a produção executiva, da dançarina, coreógrafa, professora, diretora e produtora de Rita Basttos.

Companhia de teatro de Alagoinhas fará ocupação no Pelourinho em novembro

O Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas (Nata) vai promover uma invasão ao Pelô, em novembro. Seis espetáculos de intérpretes e criadores do grupo serão apresentados no Teatro Sesc Senac Pelourinho, entre os dias 9 e 18. Tudo dentro do projeto Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo.

Quem abre os trabalhos é As Balas Que Não Dei Ao Meu Filho, de Antônio Marcelo, na primeira data. No dia seguinte, Sanara Rocha encena Iyá Ilu e, no dia 11, vem Daniel Arcades com seu Impopstor.

As programações seguem na semana seguinte com Rosas Negras, de Fabíola Nansurê (dia 16), Mundaréu, de Thiago Romero (17) e Gbagbe, de Nando Zâmbia (18). As peças começam às 20h e têm produção executiva da Modupé Produtora. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

Aliás, além de integrar o projeto Natas em Solos – Seis Olhares Sobre o Mundo, Daniel Arcades irá apresentar Impopstor em uma temporada no Teatro Sesi Rio Vermelho. As performances serão em todas as quintas-feiras de novembro (dias 2, 9, 16, 23 e 30), às 20h, e em 1º de dezembro, com sessão dupla, às 17h e 20h. Com direção de Susan Kalik, o espetáculo tem ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Exposição: Do Rio que era Doce à Águas do Semiárido Baiano – as Contradições do Modelo Mineral. Por Zoraide Vilasboas

A exposição itinerante DO RIO QUE ERA DOCE ÀS ÁGUAS DO SEMIÁRIDO: CONTRADIÇÕES DO MODELO MINERAL do Comitê Nacional dos Territórios Frente a Mineração será apresentada na Biblioteca Central da UFBA, de 17 a 20 da próxima semana, como atividade do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão da UFBA. A mostra reforça o debate nacional sobre os efeitos perversos da mineração no Brasil a partir da maior tragédia da história do país, provocada pela Mineradora Samarco, na região de Mariana (MG). 

O rompimento da barragem do Fundão, que matou 19 pessoas e deixou centenas desamparadas, vai completar dois anos de sofrimento em 5 de novembro próximo, sem que as vítimas da mineradora  tenham seus direitos reconhecidos pelo Estado Brasileiro e pela Justiça. Ao contrário. Nem uma das 38 multas aplicadas pelo Ibama foi paga.  Duas ações criminais contra dirigentes da empresa foram suspensas, enquanto dezenas de ações penais e administrativas enfrentam prazos e recursos judiciais, prolongando indefinidamente os efeitos socioambientais da catástrofe, que partindo do distrito de Bento Rodriques contaminou o meio ambiente da Bacia do Rio Doce ao Oceano Atlântico.

A exposição já passou por São Paulo (SP), Belém (PA), Açailândia e São Luís (MA), Caetité (BA) e estará em Salvador na Biblioteca Central da UFBA, na Praça das Artes do campus Ondina.  É composta de maquetes, fotos e infográficos sobre a mineração em diversos estados, incluindo rodas de conversa e debates sobre os impactos do modelo mineral brasileiro, em especial a contaminação das águas. Traz como destaque a tela O Rio que Era Doce, de 14 x 3 metros, da artista plástica argentina Leila Monségur. A realização na Bahia, é uma iniciativa da Comissão Pastoral da Terra (CPT),  Movimento pela Soberania Popular da Mineração (MAM), Grupo de Pesquisa GeografAR (UFBA) e Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania, com apoio da CESE e outras entidades. A programação completa será divulgada em breve.

  • Serviço:

Exposição: Do Rio que era Doce à Águas do Semiárido Baiano – as Contradições do Modelo Mineral

Local: Biblioteca Universitária Reitor Macedo Costa

Rua barão de Jeremoabo, s/n – Ondina – Salvador

Data: de 17 a 20 de outubro

Horário: das 09:00h às 20:00h

Evento gratuito.

Projeto sobre moda e ancestralidade viaja para Nova York com apoio do Fundo de Cultura

Projeto de caráter colaborativo entre três artistas, Carol Barreto - Modativista; Laila Rosa - Musicista e Luana Amaral - Video Maker, a finalização do documentário Coleção Asè, com curadoria de Juci Reis e parceria com Flotar Programa e Untitled Arts Media, ocorrerá entre os dias 19 a 29 de outubro de 2017 na cidade de Nova York, US.

Contempladas no Edital de Mobilidade Artística e Cultural 2017 do Fundo de Cultura da Bahia, Secretária de Cultura do Estado da Bahia, o projeto de intercâmbio e difusão visa a realização de Artist Talk sobre o processo criativo da Coleção Asè sob a perspectiva do Fashion Activism e sobre a produção da trilha sonora, bem como atividades de pesquisa e produção de conteúdo com a gravação de entrevistas com mulheres negras ativistas no campo da moda e da arte, para a finalização do documentário Coleção Asè.

“A coleção Asè nasce com inspiração nas marcas da afrobrasilidade, sob o impacto do retorno de uma mulher negra baiana à Angola, terra de onde saíram nossos ancestrais, reverenciando nossa história de negritude no Brasil. O ponto de partida é o imaginário alimentado durante décadas, por meio da oralidade, de rituais religiosos e culturais, por africanos escravizados no Brasil, de volta à nossa terra original”, dizem as realizadores.

As atividades para elaboração do documentário versam sobre os temas: Gênero, Moda e Ativismo Anti-Racista, debatendo o conceito de arte sob a perspectiva do Racismo a designer compartilhou todo o processo de elaboração conceitual com as 50 pessoas envolvidas no projeto e contou com a participação das artistas colaboradoras que compõem a equipe para continuidade: Laila Rosa e Luana Amaral, trabalham em parceria desde a apresentação da coleção Asè no Angola International Fashion Show em Luanda, à apresentação de desfile-show no Teatro Castro Alves que contou com a participação do Projeto Rum Alagbé do Ilê Iyá Omin Axé Iyá Massê do Terreiro do Gantois, para execução da trilha sonora composta por Laila Rosa com base no hinos e toques das religiões afro-brasileiras Umbanda e Candomblé. Todas as etapas foram momentos registrados pelas lentes de Luana Amaral que irá produzir o conteúdo internacional para finalização do documentário.

No Artist Talk a Designer Carol Barreto irá expor peças de roupa, materiais, imagens de fotografia e vídeo da Coleção Asé, a fim de debater sobre as implicações políticas presentes no processo criativo compartilhado e sobre a ações de Modativismo que integram o trabalho. A musicista Laila Rosa vai comunicar o processo de criação da trilha sonora dos desfiles e do documentário, e fará um Live p.a com base na trilha da Coleção Asè. Luana Amaral registrará as imagens dos eventos e atuará na gravação das entrevistas.

O intercâmbio dá continuidade à circulação internacional da Coleção Asè e à construção do vídeo por meio do diálogo com instituições culturais e ativistas que historicamente tem atuado no campo do Artevismo que na cidade Nova Iorque, Estados Unidos, cidade onde o campo teve o seu estabelecimento e expansão.

A etapa internacional do documentário ‘Coleção Asè’ poderá construir um diálogo com mulheres negras afro-diaspóricas que atuam no campo do ativismo político e que têm as artes como forma de expressão de suas lutas e numa atividade educativa de laboratório criativo experimentar por meio de atividades musicais e de criação estética envolvendo vestuário e moda, um debate sobre a importância da relação entre moda e ativismo político antirracista e feminista.

 

Fonte: Correio/ Movimento Paulo Jackson/SecultBa/Ascom TCA/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!