14/10/2017

Codevasf incentiva produção leiteira no norte baiano

 

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) fortaleceu a Associação dos Produtores de Leite do município de Morro do Chapéu (APLeite), no Norte da Bahia, com máquinas e implementos para serem usados na estruturação das atividades agrícolas voltadas à produção de leite. O investimento realizado pela 6ª Superintendência Regional da Codevasf, sediada em Juazeiro (BA), foi de mais de R$ 117 mil.

O conjunto de máquinas e implementos é composto por um trator, uma carreta agrícola com capacidade para seis toneladas, uma grade aradora e outra niveladora, um sulcador leve e uma roçadeira hidráulica. Com os equipamentos, os produtores de leite já estão preparando a terra para o plantio. “Agora em outubro, e em novembro, nós vamos preparar a terra para plantar capim, milho, mamona e também feijão, pois está chegando a época das trovoadas”, afirma entusiasmado o produtor e presidente da APLeite, José Mário Miranda.

A associação reúne 56 produtores, que vão usar o maquinário na preparação das lavouras, obedecendo uma agenda de utilização elaborada por eles durante as assembleias da entidade. “A associação foi fundada em 2006 e, naquela época, nós produzíamos mais de dois mil litros de leite por mês”, lembra o presidente da APLeite. “Com o tempo e a seca, nossa produção caiu um pouco e, depois de muito sofrimento, conhecemos a Codevasf e o trabalho que ela realiza nesta área agrícola. Nós fomos atrás desses equipamentos, e conseguimos”, acrescenta José Miranda.

Segundo Everaldo de Andrade Cavalcanti, da Unidade de Desenvolvimento Territorial da Gerência Regional de Revitalização da Codevasf em Juazeiro, ações como essa são muito importantes para o homem do campo, pois com o uso consciente da tecnologia, os bons resultados serão alcançados mais rapidamente.

Os recursos investidos pela Codevasf na ação foram do Orçamento Geral da União, destinados à Companhia por meio de emendas parlamentares.

Bacia leiteira

O município de Morro do Chapéu possui cerca de 36 mil habitantes (IBGE 2014), e faz parte da microrregião de Jacobina, distante cerca de 394 quilômetros de Salvador. A temperatura média anual de 22° C tem possibilitado aos pequenos produtores buscarem alternativas agrícolas, como a produção de morangos, que começa a se destacar na região. Mas a grande vocação do município é a produção de leite.

O produtor da APLeite Tarcísio Guimarães de Souza estima que, mesmo neste período de estiagem, consegue tirar cerca de 75 litros de leite por dia, com um rebanho de aproximadamente sete vacas. No período verde, a produção dele chegou até a 120 litros de leite/dia. Ele também cria galinhas, ovelhas e porcos como alternativas econômicas.

Já o produtor Ramilton Guimarães de Souza, irmão de Tarcísio, optou por criar cabras leiteiras, por serem de fácil manuseio. Ele é um dos sócios-fundadores da APLeite, e fez um curso de inseminação artificial na cidade de Feira de Santana a fim de melhorar os rebanhos locais de caprinos e ovinos.

Ramilton Souza vislumbra com otimismo o futuro da produção de leite no município e, com os demais associados, está buscando novas alternativas para que os produtores possam atender a todas as exigências sanitárias e agregarem valor ao que produzem. “Com esses equipamentos entregues pela Codevasf, nós produtores familiares poderemos melhorar a eficiência do trabalho no campo, economizar dinheiro e tempo, e ainda fortalecer nossa associação”, observa.

Para o presidente da APLeite, José Mário Miranda, o apoio da Codevasf foi um grande passo para a associação, que já pensa em trazer outras melhorias para os produtores. Como o laticínio mais próximo fica em Irecê, a cerca de 90 quilômetros de Morro do Chapéu, o custo do frete inviabiliza a venda, o que está motivando os produtores a buscarem a implantação de uma indústria de beneficiamento no município.

“Nós pensamos em construir nossa sede própria, construir currais e fazer um parque para exposição e comercialização de animais e um local para venda de nossos produtos”, afirma José Miranda. “Tudo isso está continuando com essa ajuda da Codevasf, que nos deu mais esperança de que conseguiremos alcançar todos esses benefícios”, concluiu.

Museu do Serão reabre as portas para resgatar história do povo de Petrolina

Um templo de conservação da história sertaneja e da memória petrolinense voltou a ficar de portas abertas para a população. Após quase dois anos desativado, o Museu do Sertão foi reinaugurado na noite desta quarta-feira (11) pelo prefeito Miguel Coelho. A cerimônia de reabertura foi prestigiada por centenas de pessoas e marcou também a estreia do espetáculo Camerata, da Orquestra 21 de Setembro.   O novo Museu do Sertão dispõe de mais de 3 mil artigos históricos e culturais. Ao viajar pelos corredores do memorial, o público vai se deparar com telas artísticas, roupas típicas de sertanejos, fotos antigas de personalidades e do povo simples do semiárido, acessórios religiosos, peças do artesanato petrolinense, como as famosas esculturas de Ana das Carrancas, entre outros atrativos.

Orgulhoso por reabrir um patrimônio que data de 1973, o prefeito Miguel Coelho destacou a importância sociocultural do Museu do Sertão para os petrolinenses. "Uma cidade que não preserva sua história também não tem alma. É um sabor especial reabrir esta casa de preservação da identidade do sertanejo. Não estamos apenas reabrindo as portas de um museu, estamos abrindo as portas da história de Petrolina para as novas gerações", discursou Miguel antes de ser o primeiro visitante a assinar o livro de presença do novo Museu do Sertão.

Para ser reativado, o memorial recebeu diversas intervenções. Foram realizados reparos nas redes elétrica e hidráulica, manutenção nas grades, forro, impermeabilização, pintura geral e instalação de novos climatizadores. O equipamento também passou por uma readequação que permitiu oferecer uma novidade aos visitantes, um espaço museal dedicado a peças do Memorial Nilo Coelho. O Museu do Sertão funcionará de terça a sábado, nos horários das 9h às 17h. No domingo, o memorial fica aberto entre as 9h e 14h. Acesso a todas as instalações do patrimônio histórico e cultural é gratuito.

Depois de Salvador e Recife, Petrolina pode ser o novo destino da Azul Linhas Aéreas

Depois de consolidar os voos Paulo Afonso\Salvador e mais recentemente Recife, com voo de estréia previsto para dezembro deste ano, a Azul Linhas Aéreas poderia vislumbrar a cidade de Petrolina (PE) como possível novo destino da empresa no nordeste. Nos tempos atuais não temos como pensar em desenvolvimento sem conectividade aérea. Assim, o prefeito de Paulo Afonso em exercício Flávio Henrique Magalhães Lima como futurista que é, deve avaliar a possibilidade de viabilizar essa operação.  Com isso a empresa estaria ampliando o leque de destinos no nordeste, além de proporcionar uma viagem segura e rápida.

Justiça define que enfermeiros não podem mais fazer diagnósticos e solicitar exames

No fim do mês de setembro, o juiz federal Renato Borelli, substituto da 20ª Vara do Distrito Federal, suspendeu itens da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) no qual estão definidos que enfermeiros podem solicitar exames complementares, prescrever medicamentos e encaminhar usuárias e usuários a outros serviços. Com a liminar, as atuações dos enfermeiros ficam restritas no Sistema Único de Saúde (SUS) e apenas os médicos podem exercer tais funções.

Uma enfermeira, profissional de Petrolina e Juazeiro (pediu para não identificada), garante que a medida prejudica principalmente os mais pobres, em especial as mulheres. "Essa liminar afeta diretamente o diagnóstico precoce de algumas doenças, como as infecções sexualmente transmissíveis, sífilis congênita, exames preventivos e outras anomalias para o bebê e a mãe, e tuberculose, por exemplo, já que os enfermeiros não vão poder mais solicitar exames".

A solicitação de exames de rotina e complementares é realidade consolidada no Brasil desde 1997, quando foi editada a Resolução Cofen 195/97 (em vigor), contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência à Saúde da população brasileira.

Os enfermeiros alegam que a liminar contraria as regulamentações do Ministério da Saúde e acaba por prejudicar a efetividade do atendimento do sistema público de saúde brasileiro. Segundo o Conselho Regional de Enfermagem, a decisão atende a interesses que visam apenas garantir uma reserva de mercado para a categoria médica brasileira, causando prejuízos graves à população.

Em nota, Os conselhos regionais de enfermagem lamentam a decisão da Justiça Federal, mas orientou os profissionais da área a obedecerem a liminar.

 

Fonte: O Diário da Região/BlogdaGeraldoJosé/Ascom Coren/Municipios Baianos

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