18/10/2017

Juazeiro: Hospital Regional volta a funcionar após 15 dias

 

O Hospital Regional de Juazeiro, no Sertão do São Francisco, informou a volta do funcionamento normal nesta segunda-feira (16). Desde o dia 4 de outubro, a unidade de saúde estava sem realizar boa parte das consultas e atendimentos ambulatoriais e de ortopedia.

Conforme a TV São Francisco, o sindicato dos médicos declarou que a suspensão dos serviços se devia à falta de verbas que deveriam ter sido repassadas pelo governo do estado à administradora do hospital.

Com o bloqueio pela Justiça de R$ 11 milhões das contas do governo e o repasse desse montante, a unidade voltou a funcionar.

A denúncia sobre a falta de repasses para a associação que administra o hospital foi feita pelo sindicato dos médicos. Ainda segundo a emissora, no período em que consultas e atendimentos ficaram suspensos, a UPA de Juazeiro ficou sobrecarregada, com aumento de 30% da demanda de clínica médica e ortopedia diária.

Instalação de fusegates aumentará capacidade da Barragem Ponto Novo

A instalação de fusegates, uma tecnologia de origem francesa, no vertedouro da Barragem Ponto Novo - que tem o mesmo nome do município, no centro norte -, vai aumentar a sua capacidade de acumulação de água entre 25 e 30% e reforçar o abastecimento para atender 250 mil baianos, moradores no entorno do empreendimento. Também beneficiar irrigação, que se constitui num expressivo segmento econômico da região. O equipamento foi construído pela Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), vinculada à Secretaria de Infraestrutrurea Hídrica do Estado (Sihs) em 1999

O avanço do projeto, que deverá ser concluído até o final de janeiro de 2018, foi apresentado, na segunda-feira (16), no auditório na Cerb, em Salvador, aos representantes do Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (Fida), agência especializada das Nações Unidas; da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), emprea da Secretaria do Desenvolvimento do Estado (SDR) e técnicos da Cerb, pelo engenheiro italiano responsável pela implantação dessa tecnologia, Cesare de Simone.

A construção dos 58 módulos, interligados, em concreto pré-moldado, de baixa porosidade e de alta resistência, pesando cada um cinco toneladas, com 1,50 metros de altura, já está fase bastante adiantada. O engenheiro explicou que foi preciso fazer uma modificação no vertedouro para adaptação dos módulos. Antes de iniciar o projeto para implantação dos fusegates, foi feita uma simulação num laboratório na França para avaliar o comportamento das estruturas da Barragem de Ponto Novo.

Os fusegates serão implantados lado a lado sobre a crista do vertedouro, além de dispositivos de segurança. Cesare de Simone explicou que é um método muito eficaz e mais barato do que a construção de uma barragem. Essa tecnologia apresenta uma série de vantagens, desde a questão do tempo de duração da obra, que é bem menor, além das questões de impacto social e ambiental.

Complexo Eólico Umburanas já conta com licença

A Engie Brasil Energia já conta com a licença para a implantação do Complexo Eólico Umburanas. Localizado nos municípios de Sento Sé e Umburanas, o empreendimento terá 25 parques eólicos, 188 aerogeradores e potência total instalada de 605 MW.

O projeto de Umburanas foi comprado pela Engie junto à Renova em agosto passado por R$ 15 milhões e fica ao lado do Complexo Campo Largo, já em construção pelo grupo, e que terá 326,7 MW de capacidade instalada em 121 aerogeradores. "O potencial eólico e solar da Bahia é muito bom e há alguns anos pesquisamos áreas para empreender no estado", diz Eduardo Sattamini, CEO da Engie.

Técnicos realizam ações de georreferenciamento no Sertão do São Francisco e na Costa do Descobrimento

Dando continuidade aos trabalhos de Regularização Fundiária, equipes técnicas da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), propriedades rurais nos territórios do Sertão do São Francisco e Costa do Descobrimento. O projeto de Regularização Fundiária integra o Projeto Bahia Mais Forte, Terra Legal, e é desenvolvido pela CDA, em parceria com os Consórcios Públicos.

Em Juazeiro, o Consórcio do Desenvolvimento Sustentável do Sertão do São Francisco (Constesf) iniciou medições nos imóveis rurais do Distrito de Pinhões. Ainda este mês, está prevista a visita técnica no distrito de Massaroca. Ao todo, foram realizadas 1.254 medições, em 256 comunidades, o equivalente a 62% da ação do projeto no território.

A agricultora familiar Luzia Antunes, moradora da comunidade de Goiabeira II, distrito de Salitre, em Juazeiro, recebeu a visita da equipe técnica e reconheceu a relevância da regularização fundiária. “Eu acho muito importante essa equipe chegar aqui e fazer esse trabalho por nós, porque a gente não tinha condições de pagar por isso. A gente sabe que o papel é muito importante e que um dia vamos precisar porque é um documento que comprova que a terra é nossa”, disse a agricultora.

Thamires Gomes, secretária executiva do Constesf, destaca a importância da parceria entre Estado e Consórcio para o êxito da ação: “Por meio deste convênio, o Constesf está tendo a oportunidade de contribuir para essa população rural tão carente de políticas públicas. A regularização fundiária é fator de extrema importância. Sem ela, a população rural é impedida de solicitar investimentos em suas propriedades, além de ter dificuldade de acessar políticas públicas, recursos dos programas de Governo, especialmente, o acesso ao crédito".

Já no município de Belmonte, a equipe do Consórcio Sustentável do Território da Costa do Descobrimento (CONDESC) realiza até o final do mês de outubro medições nas propriedades rurais das comunidades de Ubu, Poeira, Beira do Rio, Santa Maria e Boca do Córrego. Valdiran Marques, secretário executivo do CONDESC, explica que “estas medições celebram o início dos trabalhos de georreferenciamento no território, etapa fundamental para a lisura do processo da regularização fundiária, que resultará na emissão do título de terra”.

Victor Fernandes, coordenador de Ação Fundiária da CDA, explica como ocorre a parceria firmada entre Estado e Consórcio para viabilizar a Regularização Fundiária no Estado: “Além de conceder os recursos que custeiam as ações dos consórcios, a CDA receberá o material oriundo dos trabalhos de campo e realizará a análise técnica e jurídica para posterior emissão do título de terra. Os procedimentos técnicos de análise passaram por reestruturação visando trazer maior agilidade, o que inclui o uso de novas tecnologias, revisão dos parâmetros técnicos e consolidam a elaboração de uma referência técnica própria do órgão. A intenção é reduzir o tempo de análise e ao mesmo tempo aumentar o rigor na observância dos requisitos para a titulação”.

BA-210 terá mais de 400 km de estradas recuperadas

O Vale do São Francisco tem o agronegócio como uma das principais atividades econômicas. Com isso, a BA-210 tem fundamental relevância para o escoamento da produção agrícola de frutas, como uva e manga, e hortaliças na região. Para melhorar a qualidade no fluxo de veículos, a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) realizará serviços em mais de 420 km de extensão da rodovia a partir de novembro. O trabalho será feito em duas etapas.

A primeira fase das obras terá mais de 373 km de extensão e investimento de mais de 100 milhões de reais. As intervenções serão realizadas em oito trechos da estrada: BR-110 a Paulo Afonso; Paulo Afonso ao Acesso a Barragem Itaparica; Acesso a Barragem Itaparica até Rodelas; Rodelas a Barra do Tarrachil; Barra do Tarrachil até Abaré; Abaré ao Acesso a Ibó; Acesso a Ibó e Curaçá; Curaçá até Juazeiro.

No segundo momento, outro trecho da rodovia também passará por intervenções. Está em processo de licitação, os serviços de restauração e pavimentação da BA-210, entre Piçarrão e Quixaba. A obra de 48 km de extensão vai contemplar 280 mil moradores das cidades de Sento Sé, Sobradinho e Juazeiro. O investimento é de R$ 15 milhões.

O secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, ressalta a importância dos trabalhos na BA-210 para o Vale do São Francisco. "Mais de 115 milhões de reais serão investidos para as intervenções na rodovia. Com isso, vai ajudar no desenvolvimento econômico e gerará mais emprego e renda para a região", ressalta o secretário.

Manutenção em andamento

Mais de 145 km de extensão da BA-210, entre Sobradinho e Sento Sé, e cerca de 21 quilômetros da BA-316, entre Sobradinho e Casa Nova, estão passando por serviços de manutenção executados pelo Consórcio do Território do São Francisco (CONSTESF). Intervenções como capina, roçagem e limpeza lateral, limpeza de bueiros, tapa buracos e patrolamento nos trechos de revestimento primário.

Deputada propõe ação no MP contra a privatização da Eletrobrás/Chesf

O Governo de Michel Temer, por meio do Ministério de Minas e Energia, pretende privatizar a Eletrobrás. Para tratar do tema, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), por meio da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano (Cedurb), da Comissão de Infraestrutura e da Comissão de Meio Ambiente, realizou audiência pública, nesta terça-feira (17).

Durante a atividade, a presidente da Cedurb, deputada Maria del Carmen (PT), propôs que os parlamentares baianos entrem com uma ação no Ministério Público Federal (MPF) e uma ação civil pública na Justiça Estadual contra esta medida.

“Oito dos nove estados do Nordeste são atendidos pela Chesf. Entregar o controle da Eletrobrás, responsável por 31% da geração de energia e de 47% do sistema de transmissão no País e a qual a Chesf está vinculada, é abrir não da maior holding do setor na América Latina. É inadmissível que queiram entregar setores estratégicos a empresas privadas, sobretudo estrangeiras. Portanto, nossa tarefa é resgatar a Eletrobrás e batalhar pelo aprimoramento do setor elétrico no País. Energia é bem essencial e deve permanecer sob o controle do Estado para que se garantam bem estar para a sociedade, desenvolvimento econômico e soberania nacional”, comentou Maria del Carmen.

Sobre a Eletrobrás estar “quebrada”, a engenheira Laís Falcão, que fez uma apresentação técnica a respeito da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), disse que isso que é uma falácia. “Diz-se que a Eletrobrás não está dando lucro para vender a empresa por preços baixos”. Segundo Laís, apenas em 2016, a empresa teve o lucro líquido de R$ 3,4 bilhões.

“Nós estamos discutindo um pedaço do Brasil neste debate e precisamos fazê-lo para que compreendamos o que está em jogo. Privatizar a Eletrobrás é abrir mão da nação”, concluiu o engenheiro e presidente do Conselho de Administração da Chesf, Fernando Ferro, ao lembrar que o custo para a implantação da Eletrobrás foi de quase R$ 300 bilhões e querem vende-la por R$17 bilhões. Ele ainda disse que a empresa tem cerca de R$ 40 bilhões para receber do Ministério de Minas e Energia por distribuição de energia e questionou: “quem vai ficar com este dinheiro se a empresa for vendida?”

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf em Pernambuco, o deputado estadual Lucas Ramos propôs a instalação de uma Frente Parlamentar em Defesa da Chesf na Bahia. Outra posposta é a realização de audiência pública com gestores estaduais e Assembleias Legislativas do Nordeste para tratar do tema.

 

Fonte: BN/Ascom Cerb/A Tarde/Ascom SDR/Ascom Seinfra/Municipios Baianos

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