20/10/2017

Paulo Afonso: Projeto de ampliação de Hospital é entregue à Chesf

 

O projeto executivo da reforma e ampliação do Hospital Nair Alves de Souza, unidade instalada em Paulo Afonso, no norte baiano, foi entregue, nesta quinta-feira (19), pelo secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, ao presidente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Sinval Gama, em Recife.

As obras na unidade serão realizadas através de convênio entre a Chesf e a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e permitirão ampliar o atendimento de saúde à população da região de Paulo Afonso, além de campo de prática para o curso de medicina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

O tão sonhado projeto de ter uma UTI na região será concretizado, com a implantação de 45 leitos de terapia intensiva e semi intensiva, sendo 20 de UTI adulto e 10 UTI neonatal, além de 15 leitos de cuidados intermediários neonatal. No total, a unidade contará com 168 leitos. Serão investidos cerca de R$49 milhões nas obras de reforma e ampliação.

O Hospital Nair Alves atende a uma região com 800 mil pessoas. A unidade foi construída e vem sendo administrado pela Chesf. Em 2015, foi firmado um acordo entre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalaras (Ebserh), a Univasf, a prefeitura de Paulo Afonso, a Chesf e o Governo da Bahia, através do qual o hospital foi transferido para a Univasf e a gestão está sendo gradualmente assumida pela Ebserh. "O Governador Rui Costa determinou que a Sesab viabilizasse a implantação de um hospital universitário em Paulo Afonso e vamos conquistar isso", pontuou Fábio Vilas-Boas.

Mutirão de Cirurgias deixa pacientes felizes em Ribeira do Pombal

"Olha, eu não estou saindo daqui com minha cirurgia marcada por conta do meu peso, mas estou saindo daqui feliz, pois já fui encaminhada para o Hospital da Mulher e dessa vez vou fazer minha cirurgia da vesícula lá", conta Raimunda do Carmo Silva Batista, 42 anos, agente de saúde de Ribeira do Amparo, que foi atendida no Mutirão de Cirurgias que está em Ribeira do Pombal atendendo os pacientes de toda a região até amanhã (20).

Ela falou que desde 2015 tenta fazer a cirurgia, mas ainda não conseguiu. "Eu já fui até para Salvador, mas sempre tem uma coisa que impede, agora estou confiante". Embora tendo por objetivo levar os serviços até a população, incluindo as regiões mais distantes, o Mutirão de Cirurgias também foi estruturado para não deixar os pacientes sem realizar o procedimento quando, por algum outro problema de saúde, a exemplo de sobrepeso, diabetes, hipertensão, dentre outros, necessitassem de unidades de saúde de alta complexidade.

O mesmo ocorreu com quatro pacientes de Banzaê, Domingos Manuel matos, 75 anos, José Abílio dos Santos, 67 anos, Serafim Dias dos Santos, 85 anos e Paulo Miranda nascimento, 74. Todos com indicativo cirúrgico de hérnia foram encaminhados para o Hospital Geral Roberto Santos e saíram satisfeitos com o atendimento, pois "esse Mutirão tá nota dez, a gente não veio aqui à toa, né? ressaltou Serafim, um dos mais falantes do grupo.

O Mutirão de Cirurgias, programa do Governo do Estado, viabilizado por meio da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), fica em Ribeira do Pombal até esta sexta-feira (20), com as unidades móveis estacionadas no Centro de Saúde do Centro da cidade, prestando atendimento partir das 7 até às 17horas, aos pacientes com diagnóstico cirúrgico para hérnias (umbilical, inguinal e epigástrica), histerectomia e vesícula.

Durante o atendimento, os pacientes passam por consulta com o cirurgião e realizam exames de raio X (pacientes acima de 45), ultrassonografias e eletrocardiograma. Eles já saem com o procedimento agendado, como foi o caso de Esmeralda Fiel dos Santos, 52 anos, que foi marcada para a próxima quinta-feira (26), no Hospital Santa Tereza, em Ribeira do Pombal. "Graças a Deus na próxima semana já vou fazer minha cirurgia, que espero há nove anos", ressalta Esmeralda, que acrescentou "os nossos governantes têm que fazer mais programas assim, que leva a saúde até o povo, pois a gente não tem dinheiro para pagar".

Recomendações para o atendimento

Para ser atendido no Mutirão, os pacientes devem ser cadastrados pelas Secretarias Municipais de Saúde em uma lista única, ou devem ter exames laboratoriais indicando a necessidade de realizar uma das cirurgias oferecidas pelo programa.

No caso de cirurgia de vesícula, os pacientes precisam estar em jejum para a realização do exame de ultrassonografia (USG). Para as mulheres que farão o procedimento de histerectomia, será preciso levar o exame preventivo atual e, se ainda menstruam, devem levar também o exame Beta HCG.

Para saber se a pessoa está cadastrada para passar pela cirurgia, basta consultar a lista, disponível no seguinte endereço: http://mutiraodecirurgias.saude.ba.gov.br

Sem vagas em clínicas, pacientes renais ficam internados em hospitais à espera de hemodiálise

Sem vagas em clínicas, pacientes com problemas renais estão sendo internados em hospitais de Salvador, muitos deles ocupando vagas em unidades de terapia intensiva (UTIs) que poderiam ser destinadas a pessoas em estado grave, a espera de um tratamento de hemodiálise, método de filtração do sangue por meio de um rim artificial.

A Bahia tem, atualmente, 11 mil pacientes que sofrem com problemas renais. Mais da metade, cerca de seis mil, depende de hemodiálise para sobreviver. É um tratamento que deveria ser ambulatorial, sem necessidade de internação, e realizado em clínicas médicas, mas faltam vagas nessas unidades de saúde.

Somente na capital baiana, ao menos 175 pacientes estão nesta situação: internados desnecessariamente e tendo condições de ter alta médica, mas sem poder deixar o hospital por causa da falta de vaga para fazer hemodiálise.

Das 11 clínicas que faziam o tratamento na capital, duas pediram o descredenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2016. Isso deixou 270 pacientes sem hemodiálise. O caso foi parar na Justiça, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual (MP-BA), desde fevereiro. Até agora, no entanto, não há uma decisão.

"Os órgãos constataram que as vagas [nas clínicas] não são suficientes. Como o hospital não consegue vaga nas outras clínicas de hemodiálise existentes no estado, então não tem para onde mandar [os pacientes]. Tem paciente que chega a ficar três meses morando no hospital", destaca a presidente da Associação dos Transplantados da Bahia.

Além de ocupar vagas em UTI, sem necessidade, ficar no hospital pode trazer outros problemas, segundo especialistas. "Tem situações, inclusive, que os hospitais não têm uma unidade de hemodiálise. Então, esses pacientes acabam ocupando leito de UTI. Quanto maior o tempo de internamento, maior a incidência de depressão", destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia da Bahia, Marcos Silveira.

Um irmão da dona de casa Simone Santos já está internado há seis meses em Salvador com problema nos rins. Há 15 dias, ele passou por uma cirurgia que antecede o processo de hemodiálise, mas até agora não teve confirmação vaga para realização do procedimento. "Vai numa clínica e não tem vaga. Tem 100 pessoas esperando na frente. São inúmeras respostas negativas. A confirmação ainda não temos, mas estamos esperançosos", diz Simone.

Situação parecida vive o pai da técnica em segurança do trabalho Viviane Silva. Ele está internado há quatro meses. Desde junho, quando o homem descobriu um problema no rim e foi internado, não saiu mais do hospital. Até poderia receber alta médica e voltar para casa, caso conseguisse uma vaga para fazer hemodiálise em uma clínica, mas não encontrou. "Ele já poderia estar em casa há muito tempo e ceder essa vaga dele para uma pessoa que precise mais", destacou Viviane.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) diz que 36 clínicas fazem hemodiálise e que está tentando resolver o problema. Admite, no entanto, que quase 400 pacientes estão sem ser atendidos. "O acesso ao tratamento está sendo garantido pelo governo do estado nas unidades de emergência, a um custo alto. E estamos em busca de captação de novos prestadores e abertura e ampliação de novos serviços", afirma a dirigente de atenção especializada da Sesab, Alcina Romero.

A secretaria de Saúde de Salvador disse que, atualmente, cerca de 1300 pacientes estão em tratamento em oito unidades na capital e que essa é a capacidade máxima das vagas. Disse, ainda, que a ampliação do serviço está em negociação com o estado e o Ministério da Saúde.

Funcionários protestam em frente a hospital no bairro de Nazaré e alegam atraso de salários

Funcionários do Hospital Professor Carvalho Luz protestaram em frente à unidade médica, na manhã desta quinta-feira (19), e alegam atraso no pagamento de salários. As informações são do Centro Integrado de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública (Cicom). O protesto começou por volta de 6h10. Uma viatura da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar foi encaminhada ao local.

"Já vem há muito tempo atrasando os salários agora atrasou há dois meses. Do ajudante de serviço gerais a médicos têm sofrido sérios atrasos. Há muito tempo a Sesab (Secretaria da Saúde do Estado) não faz o pagamento normal. Vem atrasando bastante, mas isso não é desculpa para o IFF atrasar mas não é normal o pagamento", disse o diretor do Sindicato dos Trabalhadores dm Saúde do Estado da Bahia, Jamilton Goef.

O hospital é da rede estadual e administrado pelo Instituto Fernando Filgueiras (IFF). A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) realiza informou, em nota, vem realizando pagamentos mensais e consecutivos para o instituto e que está rigorosamente dentro do contrato assinado com a instituição. O G1 não conseguiu contato com o Instituto Fernando Filgueiras.

Cai liminar e enfermeiros estão autorizados a solicitar exames no SUS

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, suspendeu a liminar que impedia enfermeiros de requisitar exames laboratoriais complementares nas unidades da atenção básica. Com a decisão, enfermeiros podem voltar a pedir (e, em alguns casos, coletar material) exames nas unidades básicas do Sistema Único de Saúde (SUS).

A decisão, tomada pelo desembargador Hilton Queiroz, presidente do TRF-1, acata recurso protocolado pela Advocacia-Geral da União (AGU). A medida derruba a decisão em 1ª instância, da 20ª Vara da Justiça Federal, do último dia 27 de setembro, que restringia a prática de solicitação de exames a profissionais de medicina.

A ação movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) revogava uma portaria de 2011 do Ministério da Saúde, que permite aos enfermeiros tal prática. A portaria é baseada na lei 7.498/86, que regulamenta o exercício da enfermagem. De acordo com a decisão do TRF-1, a suspensão é válida até que o mérito seja julgado no Tribunal e se dá “tendo em vista a grave lesão à ordem jurídica, à economia pública e à ordem administrativa”.

“Os profissionais de enfermagem poderão continuar fazendo o que sabem e fazem bem: cuidar da saúde das pessoas. É uma retumbante vitória da enfermagem e do Sistema Único de Saúde”, comemorou Manoel Neri, presidente do Cofen.

 

Fonte: Ascom Sesab/G1/Cecom MP/Agencia Brasil/Municipios Baianos

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