20/10/2017

Sento Sé: Constesf inicia nova etapa do Projeto Cisternas

 

O Projeto Cisternas segue proporcionando mais qualidade vida aos homens e mulheres do campo que precisam viver e produzir no semiárido. Após alcançar 100% da meta na construção de barreiros nos municípios de Remanso, Curaçá, Canudos, Casa Nova, Uauá, Sobradinho e Remanso, o Consórcio Sustentável do Território do São Francisco (Constesf) deu início a mais uma etapa de construção de barreiros em Sento-Sé.

Em 2016 foram entregues 50 barreiros no município e nesta próxima etapa mais 52 famílias serão beneficiadas gratuitamente com construção da tecnologia, capaz de armazenar até 500 mil litros de água, em suas propriedades.

De acordo com o Presidente do Constesf e Prefeito de Canudos, Genário Rabelo, além de Sento-Sé, mais dois municípios terão o Projeto Cisternas iniciado nos próximos dias. "Apesar das dificuldades financeiras que o país enfrenta, temos conseguido tocar o projeto proporcionando acesso à água a quem mais necessita. É preciso garantir que as famílias que vivem nas zonas rurais tenham água para comer e produzir e é isso com o Constesf vem fazendo. Visando isso, iniciamos mais uma etapa em Sento-Sé, e iniciaremos a construção de barreiros também em Campo Alegre de Lourdes e em Pilão Arcado", afirmou.

O Projeto Cisternas tem o objetivo de garantir às famílias do Território o acesso à água no período de estiagem, através da captação e armazenamento de água nos períodos de chuva. A meta é universalizar o acesso à água de qualidade em todo o Território do São Francisco, formado por 10 municípios.

Pilão Arcado: Incêndio alcança mais de 100 km de vegetação

Um incêndio que atinge a zona rural do município de Pilão Arcado, no Norte da Bahia, desde o dia 29 de setembro, já chega a 100 quilômetros de devastação. Segundo o delegado Anóbio Dionísio, que deve investigar se a causa do incêndio é criminoso, cerca de 80 homens (entre bombeiros e voluntários) trabalham no combate às chamas.

"Como não temos bombeiros (na cidade), vieram 20 homens do 9º Grupamento de Bombeiros Militar de Juazeiro, que fica aproximadamente 300 quilômetros daqui, além de voluntários e funcionários da prefeitura", informou ele, na manhã desta quinta, 19, à reportagem do jornal A Tarde.

De acordo com Anóbio, o incêndio acontece às margens da BR-020, bem perto do limite com o estado do Piauí. As áreas mais afetadas foram os vilarejos de Mandarino, Anicente e Zé Lopes.

"Ali é uma região de serra e tem apenas um carro dos bombeiros para combater. Mesmo com o auxílio de carros pipas do município, não está dando conta (de apagar as chamas). Teria que ter o auxílio de alguma aeronave", comentou.

O fogo consome a vegetação há aproximadamente 20 dias. "A maior perda está na fauna e na flora. Vários tatus foram encontrados mortos, além muitos animais caprinos e bovinos e sem contar as árvores da região", desabafou ele, dizendo que o bioma é área de caatinga.

O prefeito de Pilão Arcado Alfonso Mangueira informou que "as chamas se alastraram muito mais neste último final de semana por causa dos ventos, mas, graças a Deus, ainda não atingiu nenhuma casa. O que perdemos foram muitos postes de fiação elétrica e áreas de plantio".

Ele ainda contou que funcionários do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devem chegar na cidade ainda hoje.

"A última temporada de chuva na região foi entre os meses de fevereiro e março (deste ano). De lá para cá, é só seca", disse o gestor municipal, acrescentando que solicitou "o apoio aéreo (da PM), porque tem áreas que os bombeiros não chegam, que são de difícil acesso".

A reportagem tentou falar com o Corpo de Bombeiros, mas ninguém foi localizado para dar mais informações. A equipe também procurou a assessoria de comunicação da Polícia Militar, para saber se o Grupamento Aéreo (Graer) vai auxiliar no combate as chamas, mas o órgão informou que não há o registro do incêndio no sistema deles até o momento.

Arara-azul-de-lear resgatada pelo Cemafauna é encaminhada a criadouro científico indicado pelo Cemave

No início desse mês, uma equipe do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga foi solicitada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), para realizar resgate de um indivíduo da espécie arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) em Euclides da Cunha, Bahia.

A ave foi avistada numa área aberta de Euclides da Cunha sem conseguir voar. O Cemave foi acionado pela população local; o animal foi resgatado e levado até o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Cemafauna onde passou por exames clínicos e visualizou-se um aumento de volume da articulação na asa direita, no entanto, sem ferimentos. No dia 10, a arara foi encaminhada ao criadouro científico Fazenda Cachoeira (uma instituição indicada pelo Cemave), responsável pela conservação de espécies de aves ameaçadas de extinção, com o objetivo de reintroduzi-las à natureza. 

Endêmica da caatinga baiana, a arara-azul-de-lear é uma espécie que se encontra ameaçada de extinção devido a forte pressão de caça, intenso tráfico e também pela destruição de seu habitat natural pelas ações antrópicas. Diante disso, o ICMBio elaborou o ‘Plano de Ação Nacional para a Conservação da Arara-Azul-de-Lear: Anodorhynchus leari’, numa tentativa de reverter esse status iminente de extinção. Tal medida, prevê ações de educação ambiental, conservação e pesquisa.

Desde 2001 o Cemave realiza o monitoramento populacional dessa espécie, contando com a parceria de diversas instituições e pessoas, dentre elas o Cemafauna que a contar de 2013 atua no resgate e encaminhamento de araras-azuis-de-lear ao criadouro científico contribuindo assim, para o retorno dessas aves ao seu habitat.

Técnicos da SDR são capacitados sobre barragens subterrâneas

Com o objetivo de capacitar a equipe técnica com informações detalhadas de todas as etapas de seleção, construção e manejo de barragem subterrânea, tecnologia social de captação de água da chuva para produção de alimentos e dessedentação animal, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) realiza, até esta sexta-feira (20), um curso sobre locação, construção e manejo de barragem subterrânea, no município de Juazeiro.

A iniciativa, que teve início na segunda-feira (16), foi realizada por meio do programa Água para Todos e do projeto Pró-Semiárido, executados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semiárido).

O curso é fruto dos convênios firmados com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que visam a construção de 2.600 barragens subterrâneas, em 82 municípios, com investimento de 41.467 milhões.

De acordo com o coordenador de projetos do Programa Água para Todos (PAT), Abimael Passos, foram realizadas duas etapas, uma teórica e outra prática: “A capacitação prática foi na comunidade de Curral Velho, onde está sendo implantada uma barragem subterrânea. A principal meta dessa ação é acumular água no subsolo, o que proporciona que o terreno após a chuva fique umedecido por vários meses e, após a estiagem, possibilita que o agricultor produza por mais tempo”.

A coordenadora de Água para Produção do PAT, Ana Luiza Marques, explica que a barragem subterrânea é uma tecnologia social que visa o barramento de água da chuva no subsolo, permitindo o cultivo em período de estiagem: “A capacitação nos proporcionou o aperfeiçoamento de técnicas em todas as etapas do processo da barragem subterrânea. Iremos aplicar o conhecimento adquirido na execução dos convênios com a Codevasf”.

Para a representante da Embrapa Semiárido, Roseli Melo, a capacitação para os técnicos é de suma importância: “Os técnicos é que vão acompanhar a multiplicação dessa tecnologia na área do produtor, entã, eles têm que ter conhecimento do início desse processo, desde a localização da área até a construção em si”.

O técnico do Pró-Semiárido, Nelson Santana, ficou satisfeito com o que aprendeu: “Pudemos avaliar a classificação de solo, que implica em diagnósticos para a implantação, e os detalhes da construção da barragem, além de propor encaminhamentos para que a metodologia seja mais adequada”.

Forró pode ganhar o título de Patrimônio Imaterial do Brasil

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) vai discutir formas para preservar a cultura do forró, que inclui o registro do ritmo musical como patrimônio imaterial do Brasil. Foi aprovada em reunião da comissão requerimento para realização de audiência pública sobre a proposta. O debate deve ocorrer durante o Encontro Nacional dos Forrozeiros, no dia 20 de novembro, em João Pessoa (PB).

A presidente da CDR, senadora Fátima Bezerra (PT-RN), lembrou que a Unesco já concedeu o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade ao frevo pernambucano.

"Assim como merecidamente, acertadamente, já foi feito com o frevo, nós queremos que a mesma coisa seja feita com o forró. Seria por demais oportuno que a comissão fosse até lá como forma de a gente prestigiar toda essa mobilização, porque defender o forró é defender uma das expressões mais genuínas de identidade cultural do Nordeste e do Brasil", disse.

O senador Elmano Férrer (PMDB-PI) observou que o forró faz parte de festividades tradicionais, como as festas de São João, e tem importância cultural e social. "Eu acho que isso faz parte da nossa tradição, da nossa cultura. Eu vejo o mérito da proposta, o alcance social e cultural sobretudo", afirmou.

Para a também piauiense senadora Regina Sousa (PT-PI), o forró é um ritmo genuinamente brasileiro. "É importante a gente estar resgatando e reavivando as nossas expressões culturais. Tem um preconceito ainda muito grande com o nordestino e o forró é nacional, acho que nos une, não nos separa", frisou.

 

Fonte: Ascom Constesf/A Tarde/Cecom MP/Ascom Cemafauna/Ascom SDR/Municipios Baianos

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