22/10/2017

Aleluia garante votar a favor de Temer. Conseguirá se salvar?

 

O deputado federal e presidente do DEM na Bahia, José Carlos Aleluia, afirmou que o partido não vai fechar questão para a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

Ele disse também que deve manter no plenário o voto dado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, quando se posicionou favoravelmente ao relatório do deputado Bonifácio de Andrade (PSDB-MG), contrário ao prosseguimento da denúncia.

“O partido tem como princípio nessas questões não relacionadas ao programa do partido não fechar questão. Os deputados são livres para votar da maneira que entender. Nós respeitamos a dissidência”, afirmou.

O democrata avaliou também que, apesar do mal-estar nas relações entre o partido e o presidente, a maior parte dos parlamentares deve votar a favor do peemedebista.

Ele, entretanto, fez coro às críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e reclamou da falta de “unicidade” do governo. “Achamos que o governo precisa ter unicidade de comando. Os ministros agem mais com interesse político, do que do conjunto. O governo é um time sem conjunto”, atacou.

Ele avaliou, entretanto, que Temer deve ter uma semana difícil. “Essa semana ainda vai haver muita ebulição. O governo tem que melhorar a relação com os parlamentares”, recomendou.

O baiano ainda justificou que vai dar voto favorável ao relatório por falta de “elementos probatórios” da denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. “Acho que houve uma ação política do Ministério Público. O relator mostrou que não há elementos que justifiquem a saída do presidente”, avaliou.

Para evitar desgaste, deputados avaliam faltar votação de denúncia contra Temer

Deputados da base aliada estão avaliando não comparecer à votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, marcada para a próxima quarta-feira (25).

Segundo o blog do jornalista Gerson Camarotti, do G1, os parlamentares querem evitar o desgaste sofrido na primeira denúncia e a proximidade da eleição do ano que vem como motivo para preferir se ausentar a votar pelo arquivamento da acusação.

Na prática, a ausência continua contando a favor do Planalto, mas, nas palavras dos parlamentares, seria menos “carimbada” do que o voto pelo arquivamento. “Todo mundo já começou a pensar nas eleições e o desgaste é grande. Na minha bancada, vai crescer o número de ausentes”, admite um líder do “centrão”. O Planalto já foi avisado do movimento e calcula que pode ter até 10% a menos dos votos da primeira denúncia. Entretanto, o placar não deve afetar a vitória de Temer.

Para Daniel Almeida, mudança de comportamento de Maia pode prejudicar Temer

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) acredita que o cenário para a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), na próxima quarta-feira (25), é bem diferente do vivenciado na primeira denúncia, da qual o peemedebista foi salvo.

O comunista baiano afirma que o comportamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), em tensionar com o Planalto no debate de alguns assuntos, pode fazer a diferença. "Maia não está se apresentando como alternativa, mas se movimenta e estimula a movimentação, com jantares, encontros, etc. Não é o mesmo cenário que no passado, na primeira denúncia. Então não é impossível ter uma reviravolta na quarta feira", avaliou em conversa com o BNews.

O parlamentar, durante a conferência estadual do partido, neste sábado (21), ressaltou ainda que o PCdoB fechou questão e vai votar pela continuidade das investigações contra Temer, ou seja, a favor da denúncia. "É uma posição que está tendo força. A pressão está grande até mesmo com a base de Temer. Tem deputados que não conseguem circular em suas bases, em aeroportos", exemplificou.

Entenda rito de votação da segunda denúncia contra Michel Temer na Câmara

A votação da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral, Moreira Franco, todos do PMDB, está marcada para a próxima quarta-feira (25).

A sessão que analisará a acusação está marcada para as 9h.

O quórum de abertura dos trabalhos é de 51 parlamentares, mas a ordem do dia só poderá ser iniciada caso 52 deputados tenham registrado presença no painel do plenário.

Após o início da ordem do dia, o relator da denúncia, Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), terá 25 minutos para falar.

Em seguida, a defesa de Temer e dos ministros terão o mesmo tempo para sustentação oral. Logo depois dessa fase, os parlamentares que quiserem discutir o parecer do tucano terão 5 minutos para falar, alternando-se entre contrários e favoráveis ao relatório.

Encerrado o período de discussão, passa-se para a fase de votação.

A apreciação só será iniciada com a presença de 342 deputados em plenário.

Assim como no impeachment e na votação da primeira denúncia, os deputados serão chamados nominalmente e precisarão proferir seus votos no microfone.

Eles serão convocados em ordem alfabética, por estado, alternadamente do Norte para o Sul e vice-versa.

São necessários os votos de 342 deputados contrários ao parecer de Andrada, portanto favoráveis à denúncia contra Temer, para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) a analisar se aceita ou rejeita a acusação do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Já o presidente precisa que 172 deputados não votem pelo seguimento da acusação ao Supremo. Caso a Câmara dê a autorização e o STF aceite a denúncia, Temer se tornará réu e será afastado por até 180 dias, período em que o processo será julgado pela Corte. Neste caso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assume o Palácio do Planalto interinamente.

Se o peemedebista for condenado, perde o cargo definitivamente; se for absolvido, retoma a presidência.

Ministro vê Congresso perder tempo com denúncia contra Temer

Um dos oito ministros exonerados pelo Palácio do Planalto nessa sexta-feira (20), o deputado federal Maurício Quintella (PR-AL) conclui que o país está sendo prejudicado pela “perda de tempo” do Congresso Nacional com a análise de mais um pedido de investigação contra o presidente Michel Temer (PMDB), denunciado pela segunda vez pela Procuradoria Geral da República (PGR), agora por crimes de obstrução de Justiça e de organização criminosa.

Afastado do comando do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Quintella discorda que os prejuízos para o país são ampliados por causa desta nova etapa de negociações de apoios ao presidente, com parlamentares sedentos pela liberação de recursos públicos para suas bases eleitorais, visando 2018.

“O país acaba sendo prejudicado porque o Congresso perde um tempo enorme debatendo e votando uma denúncia inepta, quando poderia estar avançando em matérias de interesse da sociedade”, respondeu ao Diário do Poder o ministro que deixou o cargo para votar favorável a Temer.Maurício Quintella minimiza o poder de influência dos ministros exonerados sobre o convencimento dos parlamentares a não dar seguimento ao processamento de Temer. E classifica a denúncia do ex-chefe da PGR, Rodrigo Janot, como “absolutamente inepta” e com motivações políticas.

“Deputado é maior de idade e livre pra votar de acordo com seu convencimento. Estou pronto para exercer o meu. A denúncia foi urdida por motivações políticas do ex-procurador-geral da República e é absolutamente inepta, portanto deve ser rejeitada. O país precisa continuar avançando, recuperando sua economia, seus empregos. Ano que vem, teremos eleições livres e democráticas para a escolha de um novo presidente”, concluiu Maurício Quintella.

A PGR denuncia que o grupo do PMDB, ao qual pertencem ainda os também denunciados ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), teria atuado em estatais e em ministérios para obter propina. E, segundo a denúncia, Temer seria o chefe da organização criminosa.

A defesa do presidente nega e diz que a denúncia é “libelo contra a democracia” e não tem “elemento confiável de prova”. E o Supremo Tribunal Federal só poderá apreciar a denúncia contra Temer, se a Câmara dos Deputados autorizar.

Quando comentou a primeira denúncia contra Temer por corrupção passiva, em junho, Quintella disse que ela tinha sido baseada em uma “armadilha arquitetada pelo maior criminoso de colarinho branco que o país já viu”. Foi uma referência ao executivo Joesley Batista, dono do frigorífico JBS.

 

Fonte: BN/Agencia Estado/Ação Popular/Municipios Baianos

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