31/10/2017

Santo Amaro recebe Projeto “Chulas na Feira”

 

Santo Amaro da Purificação será palco, nos meses de novembro, dezembro e janeiro, do projeto cultural “Chulas na Feira”. A proposta, idealizada pelo cantor, compositor e pesquisador Roberto Mendes, é compartilhar e preservar a manifestação cultural que originou o samba na Bahia e no Brasil – As Chulas do Recôncavo; despertando no povo o sentimento de pertencimento desse patrimônio cultural e a continuidade da história para as gerações futuras. Mendes também comemora 65 anos de idade e 40 anos de pesquisa da Chula. O projeto tem patrocínio do Governo do Estado, via Secretaria de Cultura (SecultBa) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

Integra a iniciativa, apresentações musicais na feira de Santo Amaro, uma exposição, seminários, exibição de vídeos e realização de oficinas musicais. Parte das ações terá como cenário o Solar Biju, edificação originária do século XIX, de propriedade do IPAC, construído em 1804 e localizado na Praça da Purificação. “O universo cultural do Recôncavo reúne dezenas de elementos identitários, onde existem patrimônios materiais e imateriais, modos de ser e fazer a cultura que merecem ser protegidos e exercitados pelo povo que os vivenciam, garantindo a continuidade dessas práticas para as novas e futuras gerações”, comenta o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.

BENS CULTURAIS

Além de várias edificações já tombadas como Patrimônio do Brasil via IPHAN em Santo Amaro, o diretor do IPAC ressalta os bens intangíveis da região, como o Samba de Roda do Recôncavo já reconhecido como Patrimônio do Brasil pelo IPHAN/MinC e chancelado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. “Nessa mesma região registramos o Bembé do Mercado como Bem Imaterial da Bahia, lançando um belo livro e um videodocumentário sobre o tema”, afirma.

Para Roberto Mendes, o projeto é apenas uma maneira de trazer o Santo Amaro e sua história, para os santo-amarenses. “Debruçar-se na história do povo do Recôncavo, seu comportamento, sua concepção artística e, ao mesmo tempo, técnica da criação desse ritmo musical é, sem dúvida, dar oportunidade de conhecimento da diversidade cultural, além de preservar essa manifestação para as gerações futuras através da oralidade”, destaca Mendes.

PROGRAMAÇÃO e HISTÓRIA

Os tombamentos de registros de bens culturais são importantes pois ao serem reconhecidos oficialmente eles passam a ter prioridade nas linhas de financiamento, sejam elas municipais, estaduais, federais ou até internacionais. “O apoio da SecultBa a esse projeto em Santo Amaro permite extensa programação durante 90 dias justamente na temporada de verão, criando mais um calendário para a cidade, atraindo ainda populações de municípios vizinhos e turistas, com atividades de alta qualidade e implementando a economia local”, finaliza o diretor João Carlos.

A Chula é música, fé, dança, poesia e festa, embalada pelo violão em percussão ferida. É o samba antes do samba. Ela surge no meado do século XIX. Quando do fechamento da Baía de Benin, os sudaneses, passando pela Ilha da Madeira, trazem para o Recôncavo a viola 3/4 e a machete. Aqui se juntam ao batuque (cabila, ou cabula), já existente no Brasil há 200 anos. Juntos, formam o canto violado que passou a se chamar de Chula. O samba de roda, que foi declarado obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade em 25 de novembro de 2005, é uma das vertentes da Chula, que Roberto Mendes define “como um belíssimo canto português com letras compostas organicamente em redondilhas menor e maior”, ou seja, em versos de cinco e sete sílabas.

Os mais antigos registros remontam ao século XVIII e são descritos como uma manifestação musical, onde homens negros tocavam instrumentos de percussão e cantavam, num ritmo que remontava à matriz africana. Uma tarefa difícil que era transformada em autêntica festa, com canto forte e coral dos negros. Uma missão traduzida em especial beleza poética e musical.

Na exposição itinerante “Chula: comportamento traduzido em canção”, além de fotografias, o público terá a oportunidade de conferir painéis que irão retratar a história da chula, do samba e também depoimentos de personagens importantes do Recôncavo, como João do Boi, Alumínio, Dona Dalva, Rita da Barquinha.O projeto “Chulas na Feira” é fruto de um termo de cooperação técnica assinado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (IPAC), vinculado a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) e a Ong Roda Baiana.

  • SERVIÇO

04/11 – Show de Roberto Mendes e convidados na feira de Santo Amaro

18/11 –Show de Roberto Mendes e convidados na feira de Santo Amaro

02/12 –Show de Roberto Mendes e convidados na feira

06/12 -Seminário “Olhares do Patrimônio: valorização e preservação do patrimônio cultural imaterial através da oralidade”.

06/12 – Apresentação do Recôncavo Experimental

12/01 /18 – Lançamento da Exposição “Chula: comportamento traduzido em canção. 

Rodovia BA 084 em Santo Amaro precisa de recuperação urgente

Em meio as ultimas noticias de que a BA 876, que leva as prais de Cabuçu e Bom Jesus, será recuperada no próximo ano,  moradores e motoristas de Oliveia dos Campinhos reclamam das más condições da BA 084.

O trecho entre Santo Amaro e o distrito de Oliveira dos Campinhos, que vai ate a BR324. As principais queixas são: buracos, falta de acostamento, mato invadindo a pista, são muitos trechos com com pontos críticos próximo às subidas e curvas.

Os buracos já ocupam toda pista em alguns trechos, obrigando os motoristas a sair da sua faixa para evitar danos nos veículo e com isso há o risco de colisão com outros carros, já que não há acostamento.

A rodovia está bastante esburacada e até agora não foi realizado o trabalho de "tapa-buracos". Os motoristas e a população que dependem dessa rodovia pedem aos órgãos competentes que providenciem as melhorias necessárias nesta importante BA.

A situação tende a piorar com a proximidade do verão e dos festejos de final de ano nas praias da região o que fará aumentar bastante o fluxo de veículos na rodovia e o risco de acidente.

Programação Especial 10 anos do Palacete das Artes Novembro 2017

O Palacete das Artes está com uma programação de filmes diversificados durante o mês de novembro. Todas as exibições irão acontecer no período das 17horas, desta forma facilitando a organização do projeto em consonância com a população.

Para iniciar o projeto em comemoração a 10 anos do Palacete das Artes, no dia 01 de novembro (quarta-feira) será exibido o filme “Para sempre Lilya, com a direção de Lukas Moodysson. O elenco contará com a participação por Oksana Akinshina, Artyom Bogucharskiy e Pavel Ponomaryov.

No dia 8 (quarta-feira), será exibido o filme ‘’Ainda há Tempo’’, direção de Roger Goldby. Os atores Joan Collins, Pauline Collins e Franco Nero fazem parte do elenco.

O documentário Que ‘’Estranho Chamar-se Federico’’ será exibido no dia 22 (quarta-feira), onde é aplicada uma linguagem poética, tendo como objetivo apresentar um tributo a Fellini, valorizando a amizade de 46 anos entre eles. O elenco é constituído pelos atores Tommaso Lazotti, Maurizio De Santis e Giacomo Lazotti, com a direção de Ettore Scola.

No dia 29 de novembro, para encerrar o mês de comemoração será apresentado o filme “Medéia”, direção de Lars Von Trier. Os atores Udo Kier, Kirsten Olesen e Henning Jensen serão integrantes do grupo do elenco, permitindo que o roteiro de Carl Theodor Dryer, “A Paixão de Joana D’Arc”, tenha uma releitura.

O Palacete das Artes é um órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC)/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA). Funciona de terça a sexta, das 13h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

  • Programação:

Dia 1º (quarta feira) – PARA SEMPRE LILYA (Lilja 4-ever)

Direção: Lukas Moodysson – Suécia, 2002

Elenco: Oksana Akinshina, Artyom Bogucharskiy e Pavel Ponomaryov

Sinopse: Lilya de 16 anos e seu amigo, um garoto, vivem em uma vila pobre da Estônia, até que um dia, ela se apaixona por um rapaz que a convida a morar na Suécia em busca de uma vida melhor. Ela não sabe é que irá viver um pesadelo. Filme belíssimo que mostra as armadilhas que esperam por emigrantes incautos.

Duração: 109 minutos/ Cores

Horário: 17 horas

Dia 8 (quarta feira) – AINDA HÁ TEMPO (The Time of Their Lives)

Direção: Roger Goldby – Reino Unido, 2017

Elenco: Joan Collins, Pauline Collins e Franco Nero

Sinopse: Deliciosa comédia inglesa com a participação de duas ótimas atrizes veteranas. Uma antiga lendária atriz de Hollywood convence uma dona de casa, subjugada pelo marido, a acompanha-la numa viagem ao enterro do seu ex-amante. Muita diversão e ainda a participação de Franco Nero. Imperdível.

Duração: 104 minutos - Cores

Horário: 17 horas

Dia 22 (quarta feira) – QUE ESTRANHO CHAMAR-SE FEDERICO (Che strano chiamarsi Federico)

Direção: Ettore Scola – Itália, 2013

Elenco: Tommaso Lazotti, Maurizio De Santis e Giacomo Lazotti

Sinopse: O diretor de “O Baile” faz um tributo a Fellini, seguindo sua vida e a amizade dos dois entre 1947 até 1993, ano de sua morte. Excelente e poético documentário onde muitas sequências são recriadas em estúdio, bem ao gosto do genial diretor de “Amarcord”.

Duração: 90 minutos – Cores e Preto e Branco

Horário: 17 horas

Dia 29 (quarta feira) – MEDÉIA (Medea)

Direção: Lars Von Trier – Dinamarca, 1988

Elenco: Udo Kier, Kirsten Olesen e Henning Jensen

Sinopse: A partir de um roteiro do mestre Carl Theodor Dryer, de “A Paixão de Joana D’Arc”, baseado na tragédia grega de Eurípedes, Lars Von Trier recria esta obra clássica com uma beleza visual deslumbrante. Imperdível. Feito para a TV Dinamarquesa.

Duração: 77 minutos / Cores

Horário: 17 horas

Entrada gratuita

Palacete das Artes – Rua da Graça, 284

 

Fonte: Ascom IPAC/Santo Amaro Noticias/SecultBa/Municipios Baianos

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