09/11/2017

Feira: Educação inclusiva é debatida em Congresso

 

Cerca de mil participantes, entre edu­ca­dores, es­tu­dantes, pais de alunos e pes­qui­sa­dores baianos e de outros Estados do país, estão discutindo a Edu­cação In­clu­siva no con­texto das di­fe­renças e da di­ver­si­dade hu­mana, no 5º Con­gresso Baiano de Edu­cação In­clu­siva (CBEI), que começou nesta quarta-feira (8), na Uni­ver­si­dade Es­ta­dual de Feira de San­tana (UEFS), no município de Feira de San­tana, com o apoio da Secretaria da Educação do Estado. Até sexta (10), os congressistas dialogam sobre os processos educacionais inclusivos e excludentes, por meio de temas que en­volvem os di­reitos e a eman­ci­pação das pes­soas com de­fi­ci­ência e com do­enças crô­nicas.

A coordenadora de Educação Inclusiva da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Patrícia Braille, afirma que, além de funcionar como um espaço de aprofundamento das discussões acadêmico-científicas, o Congresso da Educação Inclusiva traz ao diálogo relatos e teorizações de profissionais da Educação Básica que vivenciam processos de (não) inclusão. “Este evento, mais que um espaço de socialização, de congregação de toda uma produção teórica de pesquisadores das universidades, é uma oportunidade de darmos visibilidade às experiências exitosas na rede estadual, protagonizadas por nossos estudantes da Educação Inclusiva, como é o caso de Janine, ex-estudante da rede estadual, que é surda e cega, e, graças ao nosso trabalho na rede, foi aprovada para o curso de Pedagogia, na Universidade Estadual do Sudoeste Baiano (UESB)”.

A presença de Janine no congresso, completa Patrícia Braille, é a prova de que é possível a inclusão social de uma pessoa como ela, que não enxerga e não ouve. “São exemplos como estes que estamos trazendo à luz no congresso para pesquisadores e público em geral”, acrescentou Patrícia. Durante o encontro, destaca, o público alvo da Educação Inclusiva terá a chance de dialogar com pesquisadores com a legitimidade de um trabalho que que, hoje, tem como base um documento orientador: a Diretrizes para a Educação Inclusiva no Estado da Bahia, lançada no mês de julho deste ano pela Secretaria da Educação do Estado.

Conhecimentos e práticas

O professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UESF), Danilo de Oliveira, também destacou a importância de o encontro, que está de­batendo ques­tões que con­tem­plam ca­te­go­rias de gê­nero, et­nias e mi­no­rias, bem como o pro­ta­go­nismo das pes­soas com de­fi­ci­ência/ ne­ces­si­dades edu­ca­ci­o­nais es­pe­ciais e com do­enças crô­nicas no con­texto edu­ca­ci­onal. “Este congresso é um espaço que está agregando tanto o conhecimento como as práticas no campo da Educação Inclusiva e isto torna este encontro especialmente importante, já que nessa última década conquistamos a integração da Educação Inclusiva à Educação Básica, bem como a ampliação do acesso dos estudantes com deficiência ao ensino regular, o que nos exige pensar e produzir mais conhecimentos e renovação de práticas”, avaliou.

Incubadora da Uefs realiza a segunda Feira de Saberes e Sabores

O Programa Incubadora de Iniciativas da Economia Popular e Solidária da Universidade Estadual de Feira de Santana (IEPS/Uefs) está promovendo a 2ª. Feira do Projeto Feira Permanente denominada Feira de Saberes e Sabores. O projeto da IEPS vem sendo construído há alguns anos em parceria com grupos que trabalham seguindo os princípios da Economia Popular e Solidária e com agricultores que produzem seguindo os princípios agroecológicos.

O evento está programado para o dia 9 de novembro (quinta-feira), das 8h às 17h, no estacionamento que fica localizado em frente aos bancos no campus universitário. Na Feira de Saberes e Sabores será possível encontrar artesanatos, plantas ornamentais, produtos alimentícios, apresentações culturais além de poder conhecer um pouco mais do trabalho dos grupos acompanhados pela IEPS.

O espaço está aberto, inclusive, para quem quiser participar com música, dança, performance. Interessados devem entrar contato através do e-mail da IEPS: incubadora.popular.uefs@gmail.com ou do telefone 3161- 8230.

Para vereador, Feira de Santana é terra sem lei

Em pronunciamento na Casa da Cidadania, o vereador Alberto Nery (PT) afirmou que Feira de Santana é uma cidade sem lei. O discurso aconteceu após a divulgação, em meios de comunicação e redes sociais, da construção de uma passarela que ligam dois prédios de uma escola particular da cidade.

“As coisas nesta cidade estão acontecendo e não aparecem os culpados. O exemplo de hoje foi a construção de uma passarela feita pelo Colégio Helyos. A construção interliga dois prédios da escola em plena via pública e sem autorização do poder público Municipal, que deveria tomar uma posição sobre o fato, mas nada faz. Porém, se fosse o imóvel de um pobre no outro dia a máquina já estaria lá destruindo tudo, mas como se trata de um grande colégio, onde estudam os filhos dos burgueses da cidade ninguém faz nada. Foi preciso provocar o Ministério Público para que alguma posição seja adotada”, analisou Nery.

O edil continuou a tratar sobre o assunto e ressaltou que espaços públicos estão sendo ocupados, pois contam com a inércia do Município. “Temos mesmo que engolir a realidade de vivermos numa cidade sem lei. No Feiraguay manequins são amarrados aos postes; embaixo do viaduto do Tomba virou uma feira livre; na rua Andaraí, os bares tomam conta das calçadas com mesas e cadeiras. Que cidade é essa? Ouço aqui críticas ao Governo do Estado, quando os vereadores que deveriam fiscalizar o Município não o fazem. Gostaria de pedir ao líder governista que peça providências ao Município e que não fique por ai derrubando barracas durante a madrugada e sem diálogo”, pediu.

Em aparte, o líder do Governo na Casa, vereador Luiz Augusto de Jesus, Lulinha (DEM), elogiou o discurso do colega e disse que quando o Governo Municipal adota medidas é criticado e chamado de perseguidor. “Assim aconteceu em relação aos camelôs”, lembrou.  

De volta com a palavra, Nery disse que o poder público só age depois que se passa muito tempo e que se agisse de imediato evitaria transtornos. “Se no início fosse impedida a instalação de muretas na Rua Andaraí e as barracas embaixo do viaduto do Tomba, e houvesse diálogo para a retirada, não haveria problemas agora. Porém, o Município só quer agir depois que o tempo passa, onde é preciso usar força e assim não sou a favor”, pontuou.

Também em aparte, o vereador Marcos Lima (PRP) expôs sua opinião em relação à passarela construída pelo Colégio Helyos. “Se não há lei específica que proíba a construção, então ela é legal”, opinou. Em resposta, Alberto Nery disse que Feira de Santana é a única cidade que permite esse tipo de obra. “É ilegal e a sensação que temos ao passar na rua é ela está interditada. Se a obra fosse permitida não teria sido notificada”, observou.

Para finalizar, o edil Cadmiel Pereira (PSC) afirmou que toda grande obra precisa de autorização. “Aquela obra foi feita à revelia do Município, que não comunga com ela, tanto que houve um embargo”, findou.

Uso da água da chuva e de energia solar é tema de curso na Unamacs

Montar um belo jardim a partir do reaproveitamento de materiais descartáveis, como copos, garrafas pet, latas e pneus, além de fazer uso das águas das chuvas e de energia solar, será o tema do próximo curso promovido pela Universidade Aberta do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Unamacs), nesta quinta-feira, 9.

O Curso de Extensão em Jardinagem Sustentável será realizado das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Parque da Cidade Frei José Monteiro Sobrinho, localizado no conjunto Feira VII. As atividades serão ministradas pelo professor Gilberto Mendonça e o agrônomo Mário Nunes Júnior. Na oportunidade também será apresentado o conceito de agroecologia – mistura de culturas.

Este é o nono curso promovido pela Unamacs, desde que iniciou suas atividades em julho. Ainda neste ano haverá o Curso de Primeiros Socorros em Trilhas Ecológicas, nos dias 24 e 25.  Mais informações podem ser obtidas acessando o site da Prefeitura (www.feiradesantana.ba.gov.br), clicando no banner localizado no lado direito da tela ou através de contato telefônico: 3322-9318.

Certificação Unamacs

Os primeiros alunos da Unamacs receberão seus certificados no dia 22, em solenidade no Parque do Saber Dival da Silva Pitombo, às 19h. De acordo com a educadora ambiental Elizângela Lucena, o planejamento das atividades a serem executadas em 2018 pela Unamacs já está em andamento. Ela antecipa que está previsto para fevereiro o curso de apicultura.

Paciente de hanseníase mais perto de casa, com descentralização do atendimento

Profissionais das unidades de saúde do município participaram nesta terça-feira, 7, de uma Capacitação em Hanseníase promovida pela Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica (Viep) e Atenção Básica. O evento teve como objetivo a descentralização do atendimento da hanseníase e a ampliação do conhecimento da comunidade.

“O papel da descentralização é deixar o paciente mais perto de casa e por isso estamos descentralizando o programa e atualizando os profissionais”, informa Francisca Lúcia, coordenadora da Viep.

A atualização abordou desde a epidemiologia da hanseníase, diagnóstico, tratamento, além de procedimentos na consulta de enfermagem. Segundo a dermatologista Renata Dórea, a alteração da sensibilidade térmica, dolorosa ou tátil da pele, lesões, ressecamento da pele e dor nos nervos são alguns dos sintomas da doença. “Viu a mancha, testa a sensibilidade, comprovada a alteração na pele, já se deve iniciar o tratamento”, alerta.

Um dos meios mais importantes para a cura é o diagnóstico precoce. A avaliação da sensibilidade da pele, baciloscopia (esfregaço no cotovelo e orelha) e a biópsia são meios para o diagnóstico. A enfermeira Monalisa Oliveira informa que em Feira de Santana o exame da basciloscopia é feito no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Leda (CSE). “O paciente cujo resultado do exame der positivo recebe, no próprio local, o primeiro kit de tratamento da doença”, ressalta.

O tratamento da hanseníase é feito com periodicidade mensal e assegurado de forma gratuita pelo município.

 

Fonte: Ascom Educação/Ascom UEFS/Ascom CMFS/Secom PMFS/Municipios Baianos

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