10/11/2017

‘O DEM nunca será um partido de esquerda’, diz Aleluia

 

Presidente do Democratas na Bahia, o deputado federal José Carlos Aleluia disse à Tribuna que não há possibilidade de o partido se alinhar à esquerda, como sugeriu o presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Léo Prates, seu correligionário. Aleluia afirmou que ainda não há definições sobre as mudanças que estão para acontecer no DEM, como alteração no seu nome e no seu estatuto, mas garantiu que o posicionamento continuará sendo de direita. O líder democrata afirmou também que o partido está esperando a entrada de deputados federais, cuja maioria seria dissidente do PSB. “Estamos ainda aguardando que os deputados entrem no DEM. Aí nós faremos a nossa parte, faremos as mudanças necessárias para tomarmos novos rumos”, afirmou o deputado.

Sobre as declarações de Léo Prates, Aleluia afirmou que as respeita, mas ponderou que o vereador não fala pelo partido. “É uma opinião dele. O Democratas é um partido democrático, e seus membros têm liberdade para pensar e se expressar. Mas o partido não vai se deslocar para a esquerda. De jeito nenhum. Isso eu garanto. Ele Léo Prates é muito respeitado no Democratas, mas essa fala dele não reflete um posicionamento do partido. As mudanças ocorrerão, mas nada terão a ver com a esquerda”, garantiu Aleluia.

Na sessão de anteontem na Câmara Municipal, Prates usou a gestão do prefeito ACM Neto (DEM) para justificar sua tese de que o DEM deve se tornar um partido de “centro-esquerda” num futuro breve. “Eu sempre me disse como sendo um sujeito de centro. Acho que o DEM e a gestão do prefeito ACM Neto têm mostrado que é possível conciliar justiça social e desenvolvimento econômico. Porque as dicotomias de direita e esquerda se baseiam em um lado, que privilegia o desenvolvimento econômico, e outro lado que privilegia o desenvolvimento social. O prefeito ACM Neto, na nossa avaliação, tem mostrado que é possível conciliar os dois. Defendemos que o DEM vá para o centro-esquerda, para privilegiar ainda mais os mais pobres do nosso país, da nossa cidade e do nosso estado”, disse o presidente do Legislativo municipal.

Dividido, PSDB da Bahia tenta manter “as aparências” em convenção estadual

O PSDB da Bahia realiza sua convecção estadual neste sábado (11) na sede da Abase, em Salvador. A divisão no cenário nacional reflete no campo estadual do partido que tem dois (João Gualberto e Jutahy Magalhães) dos três deputados federais apoiando a candidatura de Tasso Jereissati para presidência e Antônio Imbassahy nas fileiras do governador de Goiás Marconi Perillo.

O ambiente político no ninho tucano da Bahia está longe da tranquilidade de outrora, mas uma costura entre o atual presidente e candidato único à presidência João Gualberto e o ministro da secretaria de Governo de Michel Temer, Imbassahy, colocou “panos quentes” nas disputas regionais pelo comando do diretório. O PSDB terá chapa única com a manutenção dos espaços que cada um tem na composição atual.

A reportagem do BNews apurou que antes das conversas entre Gualberto e Imbassahy havia a possibilidade real de o ex-prefeito de Salvador ficar de fora da direção e sem representação na executiva estadual do partido. Esta seria a sinalização de que Imbassahy e seus aliados mais próximos deixariam o ninho tucano em um movimento que continua tendo força na rádio corredor dos palácios Thomé de Souza e do Planalto.

Neste sentido, a permanência dos indicados do ministro de Michel Temer na composição do diretório tucano da Bahia demonstra que ainda não há martelo batido e também que as investidas de Imbassahy para migrar, ao que tudo indica, para o PMDB não foram exitosas.

Por outro lado, especula-se que todos os tucanos aguardam a eleição da direção nacional para tomar decisões. Como a janela para migração partidária só será aberta em abril o tempo joga a favor dos agrupamentos divergentes.

Em Brasília, o centrão composto por PP, PSD, PR, SD cobra a saída sumária de todos os tucanos nos ministérios. O problema é que o PSDB presente da gestão de Temer é indicado pelo campo ligado ao senador Aécio Neves ou está na cota pessoal do próprio presidente, de modo que as pressões não surtiram efeito até então.

Dizia-se que após a votação da segunda denúncia contra o peemedebista por organização criminosa e obstrução de Justiça estaria selado o destino de Imbassahy. Ele deixaria o governo. Não aconteceu.

Resta saber como serão os discursos dos tucanos baianos durante a própria convenção. Gualberto costuma ser ácido contra o governo Temer e muito mais aos petistas. Já Imbassahy terá a oportunidade de falar para os correligionários que se queixam da falta de atenção.

Eleição

O PSDB tende a ter o direito de indicar um representante na chapa que será encabeçada pelo prefeito de Salvador ACM Neto (DEM). As apostas iniciais davam conta de que este nome seria o deputado federal Jutahy Magalhães. Imbassahy também quer. Gualberto será candidato a reeleição para a Câmara dos Deputados.

O deputado estadual Adolfo Viana disputa uma cadeira na Casa Baixa do Congresso Nacional. Augusto Castro e Carlos Geilson vão em busca de novo mandato na Assembleia Legislativa. O vereador Tiago Correa tentará subir para a ALBA também.

Imbassahy avalia repensar sua permanência no PSDB se ala anti-Temer ganhar o comando do partido

O deputado federal baiano licenciado e ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, colocou na mesa a possibilidade de deixar o PSDB. De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, o tucano diz que pode repensar sua filiação à legenda caso o grupo contrário ao presidente Michel Temer (PMDB), seu chefe, ganhe o comando do partido na convenção nacional que acontece em dezembro. Homem de confiança de Temer, o ministro passou a ser alvo de críticas do Centrão, que quer a cabeça do tucano.

DEM deve emplacar Leo Prates na chapa com Bruno Reis em 2020

Dizem os políticos que é cedo para falar das eleições que acontecem em outubro do próximo ano. Mas, pasme, já existe articulação para as eleições de 2020 à prefeitura de Salvador. No campo da chamada ‘esquerda’ ainda há indefinição. Mas dos partidos ligados ao prefeito ACM Neto já existe o desenho de uma chapa que reeditará a de 2015, com PMDB e DEM. A diferença é o posicionamento das peças.

Enquanto no ano passado o DEM foi cabeça de chapa com ACM Neto e o PMDB na vice, com Bruno Reis, em 2020 as peças se moverão. Bruno Reis será cabeça de chapa e o presidente da Câmara Municipal, Léo Prates (DEM), será candidato a vice. As conversas já ganharam os corredores da Câmara Municipal.

Procurado pelo BNews, o vereador Léo Prates diz que ainda é cedo para tratar de 2020. “Ainda nem decidi se serei candidato a deputado estadual em 2018”, argumentou. Enquanto Léo nega, as conversas ganham ‘corpo’ nos bastidores do Poder na Praça Municipal.  Apesar das articulações, correm por fora o secretário de Cultura e Turismo, Claudio Tinoco, e Guilherme Bellintani, que deixou a gestão depois de cinco anos para disputar a presidência do Esporte Clube Bahia. Ambos têm o desejo de disputar o Thomé de Souza.

De malas prontas para o PSB, Nilo alfineta: minha desvantagem é que não mudo de lado

Após conversar com alguns partidos da base governista, como PR e PSD, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) está praticamente fechado com o PSB, conforme mostrou a coluna Tempo Presente desta quinta-feira (09). Procurado pelo BNews, o parlamentar confirmou a articulação, mas ressaltou que só ingressará na sigla depois de se reunir com a direção nacional do PSL, o que deve acontecer nas próximas semanas. Além disso, Nilo afirmou que exigiu da senadora Lidice da Mata, presidente do PSB na Bahia, o compromisso de estar na majoritária do governador Rui Costa (PT), em 2018.

“Só entrarei no PSB se Lidice assumir o compromisso de ela ser candidata a senadora, e ela já assumiu. Ela será candidata. Não vejo uma chapa de Rui sem Lídice, seria muita injustiça. Pela sua coerência, por sua história. Qual a desvantagem dela? Ela não muda de lado”, disse o parlamentar, e provocou: “O PCdoB e o PT vão deixar de votar nela para votar em candidato de direita, que muda de lado a toda hora? Eu não fui candidato a vice porque todo mundo sabia que eu não mudaria de lado. A minha desvantagem é essa, assim como a dela”.

Conforme noticiamos nesta quinta-feira (09), na coluna Na Sombra do Poder, Lidice está cada vez mais perto de perder a chance de renovar o mandato no Senado, pela chapa de Rui. Petistas já dariam como certa sua candidatura à Câmara dos Deputados. Nilo, que também almeja uma mudança para Brasília, garantiu que não quer “disputar uma candidatura a deputado federal com Lidice da Mata pela relação de amizade que tenho com ela”. “Não é por voto. Ela nunca me abandonou na disputa pela presidência da Assembleia, temos uma longa relação fraterna” , acrescentou o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Sindicato responde ACM Neto e diz que críticas à Embasa têm 'motivação política'

O Sindicato dos Trabalhadores de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sindae) considera que as críticas do prefeito ACM Neto à Embasa têm "motivação política" e refletem "total desconhecimento" sobre a situação.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (8), o sindicato destacou que a Embasa tem título de terceira melhor empresa em prestação de serviços públicos do país.

"A fala do gestor municipal é parte de um jogo político. A Embasa tem como sócio majoritário, o Governo do Estado e, grande parte dos recursos são próprios", diz o texto.

O sindicato também criticou a sugestão do prefeito de incentivar a participação da iniciativa privada na área de saneamento básico. "Se privatizarmos o saneamento, se transformarmos a água em mercadoria, vamos transformar um bem essencial à vida em um bem gerador de lucros", aponta o comunicado do Sindae.

Nesta quarta, durante a abertura do 1º Encontro de Gestores Municipais, em Salvador, ACM Neto afirmou que a Embasa traz uma “série de dores de cabeça para a cidade”.

Temer sugere a Fachin que pare investigação sobre organização criminosa no PMDB

defesa do presidente Michel Temer sugeriu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que volte atrás em sua decisão de enviar ao juiz federal Sérgio Moro as investigações por organização criminosa contra os ex-deputados Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures, todos do PMDB.

Os ex-parlamentares foram denunciados junto com Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Especial da Presidência) de integrarem uma organização criminosa do PMDB na Câmara, com objetivo de arrecadar propinas de empresas em troca de favorecimentos ilegais em órgãos públicos. A denúncia foi feita pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Após a Câmara ter votado por suspender a tramitação da denúncia contra Temer, Padilha e Moreira Franco, o ministro Fachin decidiu, no início deste mês, desmembrar o processo, enviando para a primeira instância as investigações contra os acusados sem foro privilegiado na Corte.

Para o advogado de Temer, Eduardo Carnelós, o desmembramento do processo é, no mínimo, inconveniente, pois a continuidade das investigações poderia atingir o presidente, que ficaria sem ter como se defender por não ser parte no processo em primeira instância.

Carnelós destacou que o crime de organização criminosa é "somente configurável por meio de condutas de quatro ou mais pessoas, com exigência de unidade de propósitos e estabilidade".

"Ora, permitir que tal imputação tenha sequência em relação a alguns dos denunciados, e permaneça suspensa em relação a outros (...) implica aceitar o risco de que, sem que estes últimos possam defender-se na eventual instrução criminal que venha a ser realizada, o julgamento dos fatos poderá atingir, irreversivelmente, aqueles que não puderam participar da colheita da prova, com prejuízo evidente a eles", escreveu o advogado.

Obstrução das investigações

Além das investigações por organização criminosa enviadas a Moro, Fachin enviou à Justiça Federal no Distrito Federal a parte de denúncia pelo crime de obstrução de Justiça que envolve Joesley Batista, Ricardo Saud, Lúcio Funaro, Roberta Funaro, Eduardo Cunha e Rodrigo Rocha Loures.

Eles foram denunciados, junto com Michel Temer, de participar de um esquema para comprar o silêncio de Funaro, evitando que o operador financeiro fechasse um acordo de delação premiada. O pedido da defesa de Temer para que Fachin repense o desmembramento das investigações não menciona este caso.

 

Fonte: Tribuna/BNews/BN/Municipios Baianos

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