11/11/2017

Constesf discute recuperar estradas e limpezas de aguadas

 

O Consórcio Sustentável do Território do São Francisco (Constesf) realizou mais uma assembleia reunindo os Prefeitos dos municípios de Juazeiro, Campo Alegre de Lourdes, Curaçá e Canudos, e representantes dos municípios de Sento-Sé, Uauá, Casa Nova, Sobradinho e Pilão Arcado. Os gestores debateram o projeto de recuperação e manutenção de estradas que está em execução pelo Constesf, através de convênio com a Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia.

Trechos que dão acesso a Sento-Sé, em Quixaba e Piçarrão, e o trecho da BA 316 à BR 235, entre Sobradinho e Casa Nova, já receberam serviços como capina, roçagem e limpeza lateral, limpeza de bueiros, tapa buracos com massa asfáltica, patrolamento, terraplanagem, drenagem e sinalização. "A próxima estrada que receberá nossos serviços é o trecho entre Juazeiro e Sobradinho. A nossa equipe irá, na próxima semana, começar a avaliação do local, a fim de melhorar o tráfego e garantir mais segurança a quem utiliza a via", anunciou o presidente do Constesf e Prefeito de Canudos, Genário Rabelo.

Os prefeitos também discutiram e definiram a execução de mais um projeto pelo Constesf. Através de Convênio no valor de R$ 280 mil reais com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), serão realizados, em parceria com os municípios, serviços de limpeza, ampliação e requalificação de aguadas, barreiros e barragens na região. "Este é mais um resultado dos nossos esforços que irá ajudar 448 famílias do nosso Território que precisam de acesso à água para conviver produtivamente nas suas propriedades rurais", comentou o presidente.

Aproveitando a presença do Deputado Estadual, Crisostomo Lima (Zó), Genário Rabelo, em nome dos demais prefeitos, solicitou apoio do parlamentar para interceder junto à Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado da Bahia para a aquisição de caminhões-pipa, com objetivo de amenizar a situação de famílias que sofrem com a estiagem.

Rio São Francisco: O cenário de devastação e tristeza

Vivenciando um dos piores períodos de estiagem já registrados, o Vale do São Francisco onde fica situado o maior lago artificial do mundo, o reservatório de Sobradinho, no norte baiano, reúne, como em toda bacia hidrográfica, cenários de desolação com a crescente redução no volume de água. A formação de bancos de areia, o aumento das margens do rio, a diminuição dos peixes, problemas para o abastecimento humano e animal nas cidades, além do desafio para a irrigação das plantações são os problemas cada vez mais evidentes para todas as comunidades na região do Submédio São Francisco.

Nas cidades com alguma distância das margens do rio, os problemas com o abastecimento já são conhecidos desde o início do período seco, há cerca de 10 anos. Agora, além de acentuadas as dificuldades, as cidades ribeirinhas como Casa Nova e até a própria Sobradinho buscam novas alternativas para evitar colapsos no sistema que precisou ganhar novos metros de tubulações nos pontos de captação.

“O cenário é de devastação. Onde hoje podemos caminhar em solo firme, existia muita água, quase quatro metros de altura e a cena que nos deparamos agora é de muita tristeza. Este é o resultado não só da seca que nos assola há 10 anos, mas também da ausência de medidas continuas de preservação. Não temos mais tempo, precisamos revitalizar, ou em muito breve, não haverá mais rio”, afirmou o funcionário público Francisco Ivan de Aquino, membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Lago de Sobradinho.

Assim como em Sobradinho, a cidade de Casa Nova também vem adotando medidas para continuar garantindo o acesso à água e acabar com o racionamento, com o qual a comunidade vive há algum tempo. “A cada recuo do rio, temos que colocar novos metros de tubulação. Atualmente o município tem se preparando para garantir uma rede de distribuição eficiente”, afirmou Amilton do Nascimento Souza, funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).

Operando com uma vazão de 550 m³/s, o reservatório de Sobradinho que recebe em torno de 310 m³/s comporta apenas 3,6% do seu volume útil, segundo o último relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), divulgado em 19 de outubro. De acordo com o Diretor de Operação da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique de Araújo Franklin Neto, o reservatório de Sobradinho poderá atingir o seu volume morto no final do mês de novembro, segundo a simulação realizada pelo ONS. “Considerando que o período úmido da Bacia do São Francisco inicia no mês de novembro, espera-se que, se for o caso de operar o reservatório no seu volume morto, será por curto intervalo de tempo”.

Embora haja uma perspectiva esperançosa em relação ao período de chuva por parte da companhia, os ribeirinhos seguem preocupados se esse volume será suficiente para minimizar os efeitos atuais da seca. Pessoas como o pescador Manoel Eduardo Souza, um dos poucos a resistir na profissão relata as dificuldades em viver apenas da pesca. “É cada vez mais difícil viver da pesca. Todos os anos vemos o rio secar ainda mais, formando ilhas onde antes só existia água. Muitos pescadores se viram obrigados a deixar seu ofício porque não tem mais peixe”.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) continua atuando para garantir do Governo Federal a execução imediata da revitalização, única forma viável para preservar e recuperar todo o leito do rio. “Precisamos sim discutir políticas públicas viáveis e que possam contribuir para a qualidade do rio e consequentemente para a quantidade de água e qualidade para atender os múltiplos usos”, concluiu o coordenador da Câmara Consultiva Regional (CCR) Submédio São Francisco, Julianelli de Lima.

Jaguarari: prefeito rebate informação de rombo nas contas do município e atribui déficit à crise

O prefeito de Jaguarari, Everton Rocha, rebateu as informações veiculadas pelo blog Jaguarari Online e replicadas pelo BNews nesta quinta-feira (9). De acordo com a publicação, a prefeitura da cidade localizada no centro-norte baiano teria acumulado um rombo de R$ 2,1 milhões em nove meses de gestão.

Em nota enviada ao BNews, o gestor explicou que os números são resultado da crise financeira que é enfrentada pela maioria dos municípios brasileiros. "A situação deficitária no orçamento infelizmente não é uma realidade apenas de Jaguarari. Pelo contrário. Municípios vizinhos estão com déficits de mais R$ 4,5 milhões. E, no país, conta-se nos dedos os municípios que estão com superávit, visto que a diminuição dos repasses e a municipalização de serviços deixaram ainda mais complicadas a sobra de recursos mediante o aumento das necessidades", pondera o prefeito.

Segundo o gestor, em 2016 o município de Jaguarari registrou um déficit de mais de R$ 3 milhões no mesmo período recortado pela publicação. "Sendo que no 5º bimestre, o déficit chegou a quase R$ 4 milhões de reais. E isso não chamou a atenção do referido site ou não atendeu as conveniências de quem lhe financia", contraatacou.

"População da nossa terra, não acredite em fontes não seguras, em opinião de pessoas que não tem preparo técnico para exercerem a função que por ora querem. A responsabilidade de um profissional de comunicação é zelar para que a verdade venha a público, e isso não se faz baseado em boatos. Os caminhos do jornalismo pautados pela ética é o de apurar toda informação, checar com todos os envolvidos e principalmente, ouvir especialistas no assunto. Afinal um bom jornalista se coloca como mediador da informação e não o dono da verdade", desabafou o prefeito.

"Reiteramos que a transparência e a gestão eficiente sempre foram pauta diária do executivo municipal. Por isso mesmo, nosso relatório de controladoria, que pode ser acessado por qualquer cidadão, mostra a clareza dos nossos atos e indicam que estamos no caminho certo, quando precisamos, mesmo a contra gosto realizar corte de pessoal e reduzir despesas. Tudo isso pensando em fazer diferente dos anos de descontrole financeiro, que nunca vieram à público", alfinetou Everton Rocha.

Cemafauna sedia oficina do ICMBio sobre PAN para a conservação da Ararinha-azul em Petrolina

Durante os dias 13 a 17 desse mês o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga) no Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Petrolina-PE, sediará uma programação que conta com reuniões e rodadas de apresentações que fazem parte do Plano de Ação Nacional para a conservação da ararinha-azul (PAN Ararinha-azul) promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

De acordo com o ICMBio, a oficina tem público específico, voltado para pesquisadores, representantes comunitários, gestores públicos das três esferas governamentais, empresas, dentre outros atores importantes para a conservação da ararina-azul e seu habitat. Tem por objetivos concretizar a monitoria final e avaliação final do PAN Ararinha-azul – 1º Ciclo, também a elaboração do PAN Ararinha-azul – 2º Ciclo, com ações tangíveis e pragmáticas que reflitam uma melhoria na conservação do foco do PAN e com compromissos estabelecidos para sua implantação no período de 2018 a 2022.

Segundo a coordenadora do PAN Ararinha-azul e organizadora do evento, Camile Lugarini, a abordagem metodológica da oficina está referenciada no método de elaboração de PAN desenvolvida pelo ICMBio (IN 25 E PAN GUIA) e em técnicas de facilitação de planejamento participativo com foco em alcance de resultados concretos. Também serão aplicados conceitos e técnicas do passo 1 (avaliação) da IUCN/SSA (2014). A participação é considerada um elemento chave dos processos de planejamento e gestão por resultados.  Tal modelo de gestão permite maior envolvimento e comprometimento com os objetivos a serem alcançados; implica em aprendizagem mútua e desenvolvimento da capacidade de comunicação; faz com que as pessoas se sintam estimuladas e confiantes no trabalho em equipe.

Na terça-feira (14), pela manhã, a programação será aberta ao público em geral, principalmente a estudantes universitários, professores e profissionais da área ambiental.

 

 

Fonte: Ascom Constesf/CBHSF/BNews/Cemafauna/Municipios Baianos

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