11/11/2017

Saubara recebe a última etapa do projeto Sambas de Roda Mirins

 

A cidade de Saubara será palco do encerramento do projeto “Sambas de Roda Mirins, foi meu Mestre que ensinou”, que tem como principal objetivo salvaguardar, preservar, recriar e difundir o Samba de Roda, mediante os grupos de samba de roda mirins formados através da Rede das Casas de Samba de Roda, por meio de diversas ações formativas, artísticas e educativas. A programação acontece domingo (12), na Escola Luís Eduardo Magalhães, a partir das 14h.

O projeto, que iniciou suas atividades em agosto de 2017, já passou pelas cidades de Maragojipe, Irará, Acupe e São Francisco do Conde. Em Saubara, haverá a participação de todos os 11 grupos de samba de roda mirins, formados por crianças e jovens e será lançado também o vídeo documentário produzido durante o projeto.

A partir do ano de 2005 foi dado início ao plano de salvaguarda do samba de roda que ganhou ainda mais força e visibilidade quando em 2010 um grupo de sambadores e sambadeiras começaram juntamente com a Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia uma articulação para a criação da “Rede de Casas do Samba” (espaços simples, a serem usados coletivamente pelos sambadores para ensaios, atividades educativas, reuniões e o que mais necessitarem) (dossiê IPHAN nº04, pg 90). Esta ação possibilitou a implantação de 14 Casas do Samba de roda em 14 cidades da Bahia. Uma série de atividades foi desenvolvida, a partir da execução da Rede de Casas do Samba com destaque para o trabalho de transmissão de saber ministrados por Mestres do Samba de Roda, por meio de oficinas e encontros que resultaram na constituição de grupos mirins de samba de roda compostos na sua maioria por filhos e netos de sambadores.

Este projeto é realizado com o apoio financeiro do Governo do Estado, e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPAC, através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia”, por meio do Edital 23/2016 – Setorial de Patrimônio Cultural, Arquitetura e Urbanismo.

  • Programação:

5º Encontro “Sambas de Roda Mirins, foi meu Mestre que ensinou”

Data: 12 de novembro, domingo

14h – Exibição do vídeo documentário Sambas Mirins

15h – Roda de conversa com os Mestres do Samba de Roda e os grupos

17h – Performance musical dos grupos

Local: Escola Luis Eduardo Magalhães

Panorama Internacional Coisa de Cinema movimenta classe artística e cultural

O cinema internacional e nacional está na Bahia, na 13ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema. O evento de abertura ocorreu na quarta-feira (08), no Espaço Itaú de Cinema- Glauber Rocha, com cinéfilos, cineclubes, agentes produtores do audiovisual e da Secretaria de Cultura, com as representações da Secretária Arany Santana, da Diretora da Funceb, Renata Dias, do Superintendente da Suprocult, Alexandre Simões e Bertrand Duarte, da Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado.

A Diretora da Funceb, Renata Dias, destacou a importância da sétima arte em sua relação com a educação e o desenvolvimento social. Ressaltou que a participação do Estado reforça o compromisso com a classe artística e os cidadãos. Apontou para as ações internas de investimento em audiovisual, sinalizando aumento no apoio ao segmento para o próximo ato convocatório, afirmou.

Para o Superintendente Alexandre Simões o Panorama é um acontecimento importante para a cultura audiovisual da Bahia, pois coloca o estado no grande circuito, sendo uma vitrine para cineastas baianos e brasileiros. Segundo o superintendente, o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura reconhece a importância de eventos em audiovisual e permite por meio do Edital de Ações Continuadas a longevidade de projetos como o Panorama, apoiado para as três próximas edições, 2017 a 2019, afirmou.

Com apoio do Fundo de Cultura, contemplado no Edital de Eventos Culturais Calendarizados, o Panorama acontece de 08 a 15 de novembro, em Salvador e em Cachoeira com uma programação diversa.  São 136 filmes incluídos em mostras, competitivas: Baiana Nacional e Internacional, sessão infantil, debates, oficinas, premiações e homenagens.

IX Jornada de Dança da Bahia ocupa Palacete das Artes no feriado de 15 de novembro

A Jornada de Dança da Bahia comemora a nona edição de sua história, explorando o tema Todo artista é um revolucionário. O evento, realizado pela Escola Contemporânea de Dança, sob a direção da dançarina Fátima Suarez, ocupa, dentre outros espaços, o Palacete das Artes – espaço administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), entidade vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) –, que recebe diversas atividades no dia 15 de novembro, com foco no público infantil e entrada franca.

O feriado começa com a Oficina de Musicalização, com Gabriel Macêdo e Caroline de Jesus (BA), com músicas de roda, histórias e instrumentos, para bebês a partir de três meses e crianças de até 12 anos. Depois, é hora de um espetáculo voltado para crianças de 6 a 10 anos, às 16h30: Pequenices: minipeça viajante de dança, de Fernanda Bertoncello Boff (RS), tem o tema “viagem” como mote e, como um jogo, convida as crianças a “viajar nessa dança”. Às 17h30, O Vilarejo de Blacksbird (Prólogo), da Katharsis Cia. de Dança (BA), explora o imaginário numa história que se passa em um vilarejo e que aborda temas relacionados ao cotidiano de uma família em conflito, utilizando a linguagem do contemporary jazz.

A IX Jornada de Dança da Bahia tem patrocínio da Termonorte, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com realização do Ministério da Cultura (MinC).

  • IX JORNADA DE DANÇA DA BAHIA

Palacete das Artes

(Rua da Graça, 289 – Graça)

Quando: 15 de novembro de 2017

15h00: Oficina de Musicalização para Crianças Gabriel Macêdo e Caroline de Jesus (BA)

16h30: Pequenices: minipeça viajante de dança Fernanda Bertoncello Boff (RS)

17h30: O Vilarejo de Blacksbird (Prólogo) Katharsis Cia. de Dança (BA)

Quanto: Gratuito

Ilê Aiyê é a próxima atração do projeto Concha Negra

No Novembro Negro, às vésperas do Dia da Consciência Negra, em 18 de novembro (sábado), a terceira edição do Concha Negra será comandada pelo Ilê Aiyê, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), às 18h. O espetáculo terá como convidados especiais os cantores Daniela Mercury e Criolo, além de abertura com o Bando de Teatro Olodum. Iniciativa do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), através do próprio TCA e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), e em alinhamento com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), o projeto garante o lugar da música afro-baiana na programação mensal deste que é o maior complexo cultural da Bahia. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e podem ser adquiridos no site www.ingressorapido.com.br, na bilheteria do Teatro Castro Alves ou nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista.

Primeiro bloco afro da Bahia, o Ilê Aiyê nasceu no Curuzu – Liberdade, bairro de maior população negra do país. Foi fundado em 1º de novembro de 1973, com o objetivo de preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira. O espetáculo no Concha Negra será o palco de celebração dos 44 anos recém-completados, além do fortalecimento da campanha de financiamento coletivo “Sou Ilê o ano inteiro” (disponível em http://tinyurl.com/sou-ile), que visa a arrecadar recursos para regularizar as atividades das escolas Mãe Hida e Band’Erê, que, até 2016, atendiam 340 crianças.

Países africanos, revoltas negras, personalidades e estados brasileiros que contribuíram fortemente para o processo de identidade étnica e autoestima do povo negro são temas recorrentes das atividades do bloco. E o movimento musical inventado por ele foi certamente responsável por uma revolução no carnaval baiano: com o Ilê, a musicalidade da Bahia ganhou novos ritmos oriundos da tradição africana. Propondo um trabalho político-educacional consciente, transmite o passado da ancestralidade africana, com o contexto histórico-social do negro em condição de escravo no Brasil, e o cotidiano presente dos negros e negras. Com mais de mil associados, o Ilê Aiyê é patrimônio da cultura baiana e um marco no processo de reafricanização do carnaval desta terra.

Convidados

Em mais de 30 anos de carreira, Daniela Mercury é uma das cantoras brasileiras mais conhecidas e respeitadas dentro e fora do país. Seus 19 CDs, sete DVDs, 23 turnês internacionais e vários prêmios de música refletem o conceito de seu trabalho, com referências de cultura brasileira e de influência afro que traz como raiz. A percussão tem papel fundamental e é a base de toda a obra de Daniela. Um destaque do repertório da “Rainha da Axé Music” é a canção “Ilê Pérola Negra”, que homenageia “o mais belo dos belos”.

Já o MC, cantor e compositor paulistano Criolo, um dos mais importantes nomes da música contemporânea nacional, demonstra seus multitalentos e versatilidade numa carreira bastante inventiva. Seu discurso, suas raízes e música transparecem contundência e beleza. Atualmente em turnê do show “Espiral de Ilusão”, de seu álbum de sambas, Criolo já gravou com o Ilê o videoclipe “Que bloco é esse?”, uma composição feita como uma ode ao bloco afro.

Para abrir a noite, o Bando de Teatro Olodum, formado há mais de 20 anos apenas com atores e atrizes negros e negras, exibe em esquete a sua linguagem cênica contemporânea, comprometida com um teatro engajado, mas também atento à alegria do palco. Humor e discussão racial, leveza e ironia, diversão e militância, palavra, dança e música: tudo se mistura e embriaga na fonte da cultura afro-brasileira.

CONCHA NEGRA

O projeto Concha Negra se compromete a fomentar a diversidade cultural da Bahia, suas tradições e patrimônios. O incentivo a mais um canal de visibilidade e acesso à música afro-baiana se alinha a políticas que reconhecem a cidadania cultural e a afirmação de identidades, combatendo preconceitos e valorizando a expressão das variadas manifestações humanas. A primeira etapa do projeto foi iniciada em setembro, com show dos Filhos de Gandhy, depois com o Muzenza, em outubro, e segue por um semestre até o mês de fevereiro. Depois do Ilê Aiyê, completam a lista: Cortejo Afro (17 de dezembro), Olodum (7 de janeiro) e Malê Debalê (4 de fevereiro). Além das apresentações principais, cada espetáculo terá a participação de pelo menos um convidado especial e também uma abertura com intervenções de outras linguagens artísticas, como teatro, dança e moda.

  • Serviço:

Concha Negra – Ilê Aiyê com participação de Daniela Mercury e Criolo.

Abertura: Bando de Teatro Olodum

Data: 18 de novembro (sábado), 18h

Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves

Valor: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

 

Fonte: SecultBa/Municipios Baianos

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