12/11/2017

Situação de Robério e Cláudia Oliveira tende a piorar

 

A situação dos prefeitos afastados de Eunápolis e Porto Seguro, Robério Oliveira e Cláudia Oliveira, respectivamente, não tende a melhorar nos próximos dias. Ao BNews uma fonte da região extremo sul da Bahia afirmou que os 25 auditores federais e os agentes da polícia federal continuam as investigações e a tendência, conforme este mesmo interlocutor, é que quanto “mais mexer, pior vai ficar”. A expectativa é que nas próximas semanas outras denúncias surjam tornando o retorno do casal às atividades públicas ainda mais difíceis.

As investigações apontam que as prefeituras envolvidas contratavam empresas relacionadas ao grupo familiar para fraudar licitações, simulando a competição entre elas. Após a contratação, parte do dinheiro repassado pelas prefeituras era desviado, utilizando-se de “contas de passagem” em nomes de terceiros para dificultar a identificação do destinatário final dos valores arrecadados, que, em regra, retornavam para membros da organização criminosa, inclusive através repasses a empresa de um dos prefeitos investigados. Essas mesmas empresas também eram utilizadas para a lavagem do dinheiro ilicitamente desviado.

Em um dos casos investigados, foi observado que uma das empresas do esquema tinha como sócio um ex-funcionário de outra empresa do grupo criminoso, que teria investido 500 mil reais na integralização do capital. Os policiais federais descobriram, no entanto, que a renda mensal do ex-funcionário era de apenas R$ 800,00 à época.

Os contratos fraudados somam aproximadamente 200 milhões de reais. Os policiais identificaram uma verdadeira “ciranda da propina” na qual as empresas dos parentes revezavam as vitórias das licitações para camuflar o esquema e, em muitos casos, chegavam ao extremo de repassar a totalidade do valor contratado na mesma data do recebimento a outras empresas da família.

AÇÃO DA PF PODE FAZER LARISSA OLIVEIRA DESISTIR DE CANDIDATURA A DEPUTADA

A secretária de assistência social de Eunápolis, Larissa Oliveira (PSD), estava trabalhando para ser candidata a deputada estadual em 2018. Ela é filha do prefeito Robério Oliveira (PSD), e da prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira (PSD).

Mas nesta semana a justiça federal afastou por tempo indeterminado os pais de Larissa da prefeitura. A medida foi a pedido da Polícia Federal, que acusa o casal de de participar de uma quadrilha especializada em fraudar licitações. Os valores dos contratos fraudulentos chegam a R$ 200 milhões. O outro prefeito afastado foi Agnelo (PSD), de Santa Cruz Cabrália, que é tio de Larissa.

O “QG” político do casal Oliveira está analisando a possibilidade de “abortar” a candidatura de Larissa, pois dependendo do desenrolar da operação, a desgaste político pode ser ainda maior e inviabilizando uma candidatura da filha do casal.

Cabrália tem Feira Cultura no sábado,16

Neste sábado, 16/11/17, a comunidade de Santa Cruz Cabrália promove a Feira Cultural Encontro na Praça, um momento de celebração para moradores e turistas de todas as idades.

Esta edição homenageia o Mês da Consciência Negra, com várias atrações culturais, artesanato e gastronomia. Tudo feito por nossa gente.

Às 19h00 tem bingo para arrecadar fundos para pagamento dos artistas que se apresentam na feira. Esta edição vai premiar com 1 avaliação física + 1 mês de academia SL Fitness, artesanato e quitutes surpresas.

Os organizadores da feira informam que continua funcionando um espaço para troca e desapego de itens diversos.

Suzano Papel e Celulose realiza mais um plantio de mudas na região

Como parte do projeto “Nascentes do Rio Mucuri”, a Suzano Papel e Celulose realizou mais um plantio de mais de 300 mudas de espécies nativas em Itabatã, distrito de Mucuri (BA), em área próxima da escola Casa do Estudante. A ação também integra a campanha “Cada Curtida, Uma Semente”, promovida nas redes sociais da companhia, a qual propôs aos seguidores da página no Facebook o plantio de uma muda de árvore nativa para cada curtida na publicação sobre o Dia da Árvore.

A ação contou com cerca de 140 participantes, entre eles alunos da Casa do Estudante, crianças e jovens do programa Ler é Preciso da Biblioteca Comunitária Ecofuturo, além de gestores e colaboradores integrantes do Programa Voluntariar da Unidade Mucuri. Os grupos se revezaram para o plantio e, durante os intervalos, participaram de dinâmicas e brincadeiras relacionadas à educação socioambiental, com o objetivo de enfatizar a relação do homem com o ambiente em que vive.

No total, já foram dispersas mais de 20 mil sementes e plantadas 280 mudas em ações que ocorreram nas cidades de Imperatriz (MA), Conceição da Barra (ES) e no Parque das Neblinas, unidade de conservação da Mata Atlântica localizada entre os municípios de Mogi das Cruzes e Bertioga (SP), gerida pelo Instituto Ecofuturo. Somente na ação de ontem, em Mucuri, foram plantadas mais de 300 mudas. O número de curtidas, incluindo as de compartilhamentos, somou mais de 35 mil até o final do prazo previsto pela campanha. Os plantios devem continuar até dezembro e, com o resultado, a companhia já planeja a segunda edição da iniciativa.

Ao final do evento, os participantes receberam como brinde uma muda de espécie nativa para que possam continuar semeando essa ideia.

Prefeitos se preparam para mobilização em Brasília dia 22

A crise que afeta os municípios e tem deixado as prefeituras, em quase sua integralidade, sem condições de pagar a folha de pessoal e manter serviços de saúde, educação e assistência social, faz com que os prefeitos de todo Brasil ocupem a capital federal no próximo dia 22 de novembro (quarta-feira) em uma grande mobilização. O objetivo principal é forçar o Planalto a conceder, por meio de Medida Provisória, o Apoio Financeiro aos Municípios (AFM), de forma emergencial, no valor de R$ 4 bilhões. Desse total, R$ 373,8 milhões socorreriam os municípios baianos.

A iniciativa é vista pelo movimento municipalista como uma saída para fechar as contas no final do exercício deste ano fiscal, em que a queda das receitas prejudicou o cumprimento de índices constitucionais, exigidos por lei. De acordo com a União dos Municípios da Bahia (UPB), os prefeitos baianos se unirão a gestores de outros estados em um movimento nacional organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

“A estagnação econômica do país inviabilizou as administrações municipais. Estamos governando as prefeituras com a metade da capacidade financeira de 10 anos atrás e as obrigações só crescem, a exemplo dos programas federais que a União joga no colo dos municípios sem enviar recurso suficiente para mantê-los”, reclama o presidente da UPB e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro. Segundo ele, Cras, Creas, Bolsa Família, Programa de Saúde da Família e de Alimentação Escolar são algumas das ações que as prefeituras tiveram que arcar sem ter recurso em caixa para isso.

No dia 22 de novembro, os prefeitos também exigirão do Congresso Nacional a derrubada do Veto 30, que promove uma espécie de “encontro de contas da Previdência Social”, definindo quanto deve cada município e quanto pode haver de crédito. A medida ajudará a diminuir os descontos conferidos ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para abatimento de dívidas previdenciárias.

A expectativa de conquista entre os prefeitos é grande. No último dia 26 de outubro uma marcha no Centro Administrativo da Bahia (CAB) reuniu mais 350 gestores baianos para denunciar o descaso com os municípios. A previsão é que esse número expressivo de prefeitos se repita em Brasília.

O prefeito de Santa Brígida, Carlos Clériston Santana, espera que o governo federal alivie a situação das prefeituras, aportando mais recursos e revendo o pacto federativo, que concentra a maior parte dos recursos na União. “Tenho esperança de que com a nossa mobilização a gente consiga sensibilizar o Congresso Nacional e o governo federal para que a pauta municipalista seja colocada em prioridade. As prefeituras estão sufocadas. É preciso socorrer os municípios”, avalia.

No centro sul baiano, o município de Matina passa por uma “situação complicada”, relata o prefeito Juscélio Fonseca. “Tivemos que nos adequar as dificuldades e reduzir praticamente a zero a capacidade de investimentos. Todo recurso que entra a gente só consegue cumprir com as obrigações, como folha de pagamento e fornecedores, porque a despesa cresceu muito enquanto a receita tem diminuído”, destacou.

Inscrições para a mobilização de 22 de novembro no site da CNM.

 

Fonte: BNews/Políticos do Sul da Bahia/Jornal do Sol/O Sollo/Municipios Baianos

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