15/11/2017

No Brasil, partidos e facções têm espalhado notícias falsas sem punição

 

“Queimem a bruxa!”, berram extremados empunhando crucifixos, antes de reproduzir simbolicamente o ritual clássico da Inquisição contra hereges. O fogo é ateado à boneca com o rosto da filósofa Judith Butler, professora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, uma das principais referências nos estudos de gênero, cujo combate se tornou principal tópico da plataforma de políticos brasileiros da extrema direita. A cena se deu na semana passada, diante do Sesc Pompeia, em São Paulo, onde Judith proferiu palestra a convite da Universidade de São Paulo (USP) sobre outro tema: “Caminhos divergentes – Judaicidade e crítica do sionismo”, no contexto do seminário “Os Fins da Democracia”.  A “versão corrente” sobre o que seriam os estudos de gênero que motivam manifestantes enfurecidos, também transborda à classe média, junto a eleitores medianamente engajados, sob o batismo de “ideologia de gênero”.

VERSÃO TOSCA

Trata-se de interpretação que vem à sombra de vídeos e notícias falsas que circulam pelas redes sociais, que, em sua versão mais tosca, dá conta de que essa “ideologia destrói a família e pretende mudar a orientação sexual de seu filho nas escolas”. O que de fato sejam os estudos de Judith Butler pouco importa, na “bolha” virtual de relacionamentos que reproduz a desinformação e rechaça como “mentirosos” todos e quaisquer argumentos em direção contrária. O caso da filósofa é apenas mais um em que a crença é dissociada do conteúdo real, sobrepondo-se aos fatos por meio de milhares de notícias falsas, estrategicamente produzidas e compartilhadas nas redes sociais.

ATIVISMO VIRTUAL

Auxiliado por robôs eletrônicos, os espalhadores de notícias manipuladas fazem os algoritmos manter ativo o conteúdo nas timelines. Verdadeiros ou não os argumentos, o ativismo virtual no mundo todo se transforma em ação política material porque influencia na formação de opiniões políticas. A eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, o Brexit na Inglaterra, a crise da Catalunha na Espanha, as eleições francesa e alemã e, no ano passado, a mobilização pelo impeachment de Dilma Rousseff, são exemplos. Mas não os únicos.

No Brasil, as fake news têm sido usadas por todos os partidos, da direita à esquerda, crescentemente nas eleições gerais e municipais a partir de 2008.

BATALHA PERDIDA

Embora o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, tenha anunciado a formação de um comitê no âmbito da Justiça Eleitoral, para enfrentar o que ele chama de “notícias falsas” nas eleições de 2018, essa é uma batalha que já nasce perdida: a começar pela tênue linha entre a censura e a identificação das notícias falsas. E a terminar pela dificuldade, não do monitoramento, mas da suspensão desse material, armazenado no exterior. “Nas eleições de 2018 o volume de fake news vai superar de longe o de todas as eleições anteriores”, acredita a cientista política e pesquisadora Helcimara Telles, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do grupo Opinião Pública. Ela constata que cresce a tecnologia com emprego de robôs para impulsionamento nas redes sociais e acumula-se expertise para ataques cognitivos sofisticados, porque são dirigidos aos segmentos de eleitores segundo as suas preferências registradas nos algoritmos.

DISCURSOS DE ÓDIO

“Movimentos on-line de extrema-direita, que em nome de uma radical liberdade de expressão, professam valores de intolerância, discursos de ódio, extremamente dogmáticos e negando qualquer afirmação que possa ser comprovada em métodos científicos, crescem no mundo todo”, avalia Helcimara Telles. “No Brasil, esses grupos contestam que tenha existido uma ditadura no país, espalham que o nazismo foi um fenômeno da esquerda, interpretam fatos segundo o seu interesse, atacam movimentos feministas e fazem a caricatura dos estudos de gênero, cooptando muitos jovens pelo desalento com a representação política e pela linguagem que utilizam na internet”, diz a pesquisadora. Num contexto de polarização política – em que extremos estão motivados ao ativismo –, o Brasil tem todos os ingredientes para a ebulição do caldo da insegurança sobre o que venha a ser verdade e mentira nas eleições de 2018.

BOLHAS NARRATIVAS

Além dos usuários das redes interagirem, preferencialmente, com pessoas com quem partilham ideologias e visões de mundo – formando as chamadas bolhas narrativas –, os brasileiros estão, ao lado dos chilenos, entre os usuários das redes que mais compartilham informação no mundo: 64% têm esse tipo de engajamento, segundo pesquisa feita este ano com 70 mil pessoas em 36 países pela Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Ao mesmo tempo, 65% usam smartphones, portanto, levam o clique e a possibilidade de compartilhamento para onde vão. E mais: 60% acreditam nas notícias com as quais interagem, que chegam principalmente pelo Facebook e pelo WhatsApp. “Nesse cenário de bolhas narrativas, em que as fake news pipocam e se reproduzem indiscriminadamente por instant messages com notícias que as pessoas acreditam ser verdadeiras, podem ser produzidos mundos alternativos, e realidades paralelas, que permitem que as pessoas acreditem que a terra é plana”, afirma Marco Konopacki, administrador e cientista político do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, em referência ao movimento virtual internacional que advoga essa teoria.

NÃO HÁ DIÁLOGO

“As pessoas são envolvidas numa bolha de argumentos e atacam qualquer um que apresente informação contrária. Esse comportamento explica, por exemplo, a formação de grupos radicais que acreditam que a terra seja plana e mesmo as distorções em torno dos estudos de gênero”, acrescenta. Para lidar com as fakes news que circulam na internet, não há novidades para 2018. O ato é crime. “A lei veda o anonimato, prevê multa e a retirada imediata do conteúdo do ar. Dessa forma, as fake news continuam tratadas com a mesma disciplina de antes, que inclusive, até criminaliza essa ação”, sustenta Edson Resende, da Coordenadoria Estadual de Apoio aos Promotores Eleitorais (Cael). “A veiculação de fatos inverídicos, injuriosos e difamatórios é um tipo penal. Além disso, no contexto das eleições, basta que o fato seja mentira para que constitua crime eleitoral”, adverte Resende.

Boaventura: elite capitalista age com a arrogância de quem não tem medo

O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos afirmou que a ascensão da política neoliberal em todo o mundo hoje se dá pela ausência de uma alternativa real à esquerda, o que permite que as elites instituam livremente projetos de destruição de direitos e não enfrentem a devida resistência. "Eles se comportam com a arrogância de quem não sente medo", afirmou. Em evento realizado neste domingo (12) no Teatro Oficina, em São Paulo, pelo Vamos! – plataforma de debates da Frente Povo Sem Medo –, o sociólogo português disse que só foi possível o crescimento econômico combinado com redução das desigualdades sociais entre o fim da Segunda Guerra Mundial e as crises do petróleo da década de 1970, no mundo ocidental, devido à existência da União Soviética, que era a representação real de outro modelo que imputava medo aos capitalistas. "Temos no mundo hoje muita gente que tem muito medo e pouca esperança. E um pequeno grupo de poderosos – os oito homens mais ricos, que têm tanta riqueza quanto a metade mais pobre do mundo – vê um futuro grandioso." Segundo ele, não foi apenas a União Soviética que ruiu com a queda do muro de Berlim, em 1989, mas, junto com a URSS, caíram também a social-democracia e o socialismo democrático.

Sobre o Brasil, Boaventura questiona como foi possível "tanto retrocesso político e social" sem que houvesse forte resistência. Para ele, as reformas do governo Temer colocam em risco não apenas as conquistas sociais dos governos do PT, nos últimos 13 anos, mas também avanços que foram conquistados em mais de oito décadas. Ele diz que um dos erros das esquerdas, principalmente na América Latina, foi desconsiderar que a luta anticapitalista deveria ser também anticolonial e antipatriarcal, pois as contradições que afetam as sociedades ocidentais não são apenas de classe, mas também se manifestam no racismo e no sexismo. O sociólogo defendeu a participação das mulheres como força inovadora nas esquerdas, aos moldes do que ocorre em Portugal, com a chamada "geringonça", que conseguiu superar as divergências entre socialistas, comunistas e o Bloco de Esquerda, com o protagonismo de lideranças políticas femininas e colocando o país como alternativa à agenda de austeridade, defendida pelas elites econômicas da União Europeia. Outro exemplo, segundo Boaventura, foi a marcha do MTST até o Palácio dos Bandeirantes, que forçou o governo Alckmin a negociar. Segundo o sociólogo, negociaram "porque tiveram medo" dos milhares de sem-teto ali reunidos. Esse seria o modelo para a esquerda, de manter um pé na luta institucional e política, e o outro junto aos movimentos populares de base.

A geringonça portuguesa

O debate sobre os rumos da esquerda no mundo também contou com a participação, por vídeo-conferência, da política portuguesa Maria Matias, do Bloco de Esquerda, que deu mostras de que é possível grupos de esquerda superarem divergências de fundo ideológico para governarem juntos frente a uma ameaça maior, dando sustentação parlamentar ao governo do primeiro-ministro socialista Antônio Costa. Ela diz que o que uniu a todos foi a elaboração de uma agenda centrada em questões essenciais, como a reversão da queda dos rendimento dos trabalhadores, o fim da política de austeridade defendida por Bruxelas e a manutenção do sistema público de seguridade social – as aposentadorias. "A soma dessas partes acabou sendo maior do que se tivesse havido uma coligação pré-eleitoral", destacou Maria.

Com dois anos da geringonça, a chamada "máquina imperfeita", Portugal deixou para trás um ciclo de empobrecimento, com quatro aumentos sucessivos do salário mínimo, a reposição dos cortes em aposentadorias e pensões antes impostas pela Troika – Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), dentre outras medidas, além da manutenção dos bancos públicos, frente a pressões privatistas.

"Houve, sobretudo, uma alteração profunda da política fiscal, no sentido de taxar mais o capital e aliviar os impostos sobre quem trabalha. Foi uma das mudanças mais profundas entre as medidas aprovadas", sinalizou a política portuguesa.

Podemos

Já o deputado espanhol pelo Podemos Rafael Mayoral destacou os nomes dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump; da Argentina, Maurício Macri, e do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, para dizer que os milionários atualmente abriram mão da mediação com a classe política e decidiram tomar as rédeas do sistema político. Ele afirmou que hoje a democracia se depaupera, em todo o mundo, porque, na sequência dos ataques neoliberais pela destruição dos direitos sociais, vem também os ataques aos direitos civis e políticos. Ele contou que, na Espanha, rappers são chamados aos tribunais para explicar o conteúdo de suas letras, pessoas são processadas por mensagens postadas pelo Twitter, e fotojornalistas são multados por registrar imagens incômodas aos detentores do poder.

Segundo ele, o modelo neoliberal, de destruição de direitos só pode parar em pé "na ponta da baioneta", porque é, na sua origem, antagônico à democracia e a liberdade. "É preciso marcar isso a fogo", para que nunca se esqueçam dessa incompatibilidade política, defendeu.

Frente a essas ameaças, Mayoral afirmou que as forças políticas de esquerda devem servir de ferramenta ao povo, e esse sim é que deverá definir os rumos a serem seguidos. Ele advogou a subversão do modelo que encara os partidos políticos como a "vanguarda" das forças progressistas. A postura defendida pelo Podemos, segundo ele, é que o partido assuma a retaguarda da luta, dando o apoio institucional aos movimentos populares. O deputado também afirmou que diante das ameaças à democracia e à liberdade, é preciso fazer a defesa de um tesouro do século 20, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), documento capaz de congregar a luta por direitos como o acesso à saúde, educação e moradia.

Na sucessão presidencial, é preciso discutir as ideias e não apenas as pessoas

Estamos ainda a 11 meses das eleições presidenciais mas, com um presidente com baixíssima popularidade, com inúmeros políticos envolvidos em denúncias de corrupção, com as contas públicas desequilibradas e com a alta taxa de desemprego, é natural que o debate sobre as próximas eleições tenha sido antecipado. O enorme aparelhamento do Estado brasileiro – em benefício de projetos partidários – e a maior recessão da história do país são fatos que trouxeram importantes lições que devem nortear as escolhas que faremos em 2018. Apesar de alguns sinais de leve recuperação da economia, o modelo de Estado que temos hoje está falido e precisa ser revisto. Essa revisão começa com o diagnóstico, passa pela definição de valores e princípios, pelo debate de propostas e termina no perfil das pessoas que queremos no comando, com uma análise das suas competências.

MUITO A DISCUTIR

Temos questões práticas a serem resolvidas: quais princípios irão nortear as nossas decisões? Qual a forma mais eficaz de combate à pobreza? Qual o modelo de previdência sustentável? Como termos uma representatividade política adequada? Como manter e aprimorar a independência entre os Poderes?

As respostas passam, necessariamente, pela definição de conceitos. O principal deles é saber qual caminho escolheremos: acreditar que as pessoas são capazes e responsáveis pelo seu destino ou apostar em uma classe política superior que, por meio de um Estado intervencionista, determinará o que devemos, podemos e estamos aptos a fazer. Sou totalmente convicto de que o caminho para a construção de um país admirado e com qualidade de vida para todos é o primeiro, a definição de conceitos.

EM BAIXO NÍVEL

Infelizmente a discussão antecipada sobre 2018 está deixando esse debate de fora. Ela está muito concentrada na avaliação de nomes, quando deveria estar – neste momento e nos próximos meses – direcionada ao debate de ideias. Ao discutirmos, prioritariamente, a viabilidade eleitoral de candidatos e não as suas competências para a reforma do Estado brasileiro, corremos o risco de – mais uma vez – adotarmos uma solução medíocre. É lamentável que boa parte dos formadores de opinião e da elite brasileira se mantenha omissa do debate de ideias e continue a adotar o velho roteiro de procurar alguém que possa assumir o papel de salvador da pátria.

SEM CONVICÇÕES

Nesse cenário, a consequência é que vários candidatos passam a se utilizar das pesquisas, e não mais de suas convicções, para definirem os seus discursos. Porém, não podemos nos enganar, as suas práticas serão definidas pelas suas crenças. A antecipação da discussão sobre o processo eleitoral deveria ser uma ótima ocasião para refletirmos sobre os valores e princípios necessários para a construção de um país desenvolvido, seguro e próspero. Não faltam exemplos pelo mundo. Não podemos abrir mão dessa oportunidade, cabe a cada um de nós defender e adotar essa agenda para o Brasil.

Como a honestidade tornou-se rara, Joaquim Barbosa é uma esperança em 2018. Por Pedro do Coutto

Reportagem de Raymundo Costa, no Valor desta segunda-feira, revela que Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF, pediu um tempo para decidir se aceita ou não ser o candidato do PSB às eleições presidenciais de 2018. Joaquim Barbosa recebeu o convite de Carlos Siqueira, presidente do Partido, na semana passada, em encontro público realizado em Brasília. O ex-ministro condicionou o encontro a que ele fosse em um lugar aberto, uma vez que tem por hábito não manter conversações reservadas.

O encontro deu-se numa grande confeitaria na capital, presenciado por várias pessoas. Carlos Siqueira lembrou a Joaquim Barbosa o resultado de recente pesquisa do Datafolha que o apontou cm 11% das intenções de voto. Barbosa vai dar sua resposta até o final de janeiro do ano que vem. Mas se aceitar, acrescentará um motivo capaz de entusiasmar eleitores e eleitoras insatisfeitos com as opções até agora colocadas.

VIROU DEFEITO

A importância maior de uma candidatura de Joaquim Barbosa é a de que a sociedade brasileira poderá rechaçar com seu apoio, uma realidade que infelizmente se consolidou no país, especialmente de 2003 para cá: a certeza de que a honestidade passou de ser qualidade para ser defeito na ocupação de cargos públicos. Consequência de a corrupção ter se estruturado de modo profundo, a partir do escândalo do mensalão. Pode se citar também o roubo praticado em conjunto com a JBS de Joesley Batista no BNDES, assim como o petrolão, que atingiu em cheio a Petrobrás e irradiou-se pelo país a fora, ao ponto de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e ex-presidente da Petrobrás, ter reivindicado uma cota de suborno junto à Odebrecht.

INÚMEROS CASOS

Bendine não foi um exemplo isolado, a inúmeros casos. O apartamento dos 51 milhões de reais de Salvador é um emblema irrespondível dos assaltos praticados contra o dinheiro público e, portanto, contra a população. Dois ex-ministros do governo Michel Temer encontram-se presos: Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves. São muitas as acusações também contra a equipe do Palácio do Planalto, começando pelo próprio presidente da República.  Há uma necessidade urgente de resposta para evitar que o Brasil afunde ainda mais, tragado pelo redemoinho da roubalheira.  Joaquim Barbosa poderá se tornar um caminho para redenção do país. Ele pode até não vencer a eleição, porém sua presença nas urnas constituirá um fato saneador.

TEMER E GUANAES

Em sua coluna domingo de O Globo, Lauro Jardim informou que o presidente Michel Temer encontrou-se com o publicitário Nizan Guanaes em busca de orientação para melhorar a imagem pública do governo. Michel Temer precisava saber, antes de mais nada, quais fatos concretos pode apresentar de caráter construtivo à opinião pública brasileira. Publicidade não faz milagre, ela parte de fatos palpáveis que sejam importantes de destacar.  Publicidade, da mesma forma que o jornalismo, tem que refletir o interesse legítimo. Fantasias não funcionam. Um governo não é uma loja de departamentos. Lojas de departamentos são procuradas pelos que desejam adquirir seus produtos. A população brasileira busca mais empregos e melhores salários. Algo completamente diferente do que os apelos para venda de bens de consumo.

ELETROBRAS

O governo Michel Temer, matéria de  Cláudia Safatle e Daniel Ritner, no Valor também, decidiu privatizar a Eletrobrás através de projeto de lei ao Congresso Nacional. O ministro Fernando Coelho Filho, de Minas e Energia, anuncia esperar uma receita para a União de apenas 12,2 bilhões de reais. Esta parte, no seu modo de ver será de apenas 1/3 do que for apurado. 1/3 vai para a conta de desenvolvimento energético e o terço final para um fundo destinado a manter as tarifas equilibradas. Solução difícil.

 

 

Fonte: Correio Braziliense/Folha/Tribuna da Internet/RBA/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!