15/11/2017

Barragem Duas Ilhas volta a transbordar em Jussiape

 

Em Jussiape, na Chapada Diamantina, a Barragem Duas Ilhas, que é abastecida por águas do Rio de Contas, voltou a transbordar devido às chuvas que caíram na primeira quinzena deste mês de novembro.

A população comemorou a notícia e renovou as esperanças pelo fim da estiagem.

A barragem havia sangrado em janeiro do ano passado, mas os níveis tinham voltado a baixar.

Com as últimas chuvas, a barragem, que é a responsável pelo abastecimento da cidade, alcançou o nível mais elevado dos últimos quinze meses.

Dom Basilio: À base de carro-pipa, espera adutora para resolver problema de água

O prefeito de Dom Basílio, no Sertão Produtivo, sudoeste, Roberval Meira (PR) vai até Brasília, na semana que vem, tentar a liberação de recursos para a construção de uma adutora de água.

Orçado em mais de R$ 1,8 milhão, a obra é vista como a solução para o problema de abastecimento da cidade, que atualmente vive de carro-pipa.

“Um reservatório que temos na serra já se esgotou. Não tem mais água, e nós estamos com todo o município, não só a sede, abastecido por carro-pipa. Essa é a grande dificuldade da gente”, diz Meira.

O gestor estima que quando a adutora estiver em funcionamento, 70% do abastecimento local estará garantido. “O projeto já foi aprovado pela Defesa Civil. Neste momento, só estamos aguardando a liberação dos recursos”, declara.

A dificuldade do município ficou mais agravada após a diminuição de mais da metade dos carros-pipa, que fazem a distribuição de água na zona rural. “Antes, tinha 15 carros-pipa, agora são sete”, conta. Com a economia sustentada pela agricultura, principalmente na produção de maracujá, o prejuízo causado pela seca aos pequenos produtores chegou à soma de R$ 20 milhões neste ano. Meira participa nesta terça-feira do 1° Encontro Estadual de Proteção e Defesa Civil, que ocorre no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

Repasse para carros-pipa reduziu de R$ 90 mi para R$ 60 mi, diz chefe da Sudec

Presente no I Encontro Estadual de Proteção e Defesa Civil, o chefe da Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado (Sudec), Paulo Sérgio Menezes Luz, apontou que a além da estiagem, a Bahia tem enfrentado corte de recursos que são destinados para ações complementares de auxílio aos municípios em situação de emergência.

De acordo com o superintendente, o governo federal reduziu de R$ 90 milhões para cerca de R$ 60 milhões por mês o repasse para a Operação Carro-Pipa, executada pelo Exército.

“Muitos municípios da Bahia estão passando sérios problemas por conta dessa diminuição da quantidade de carros-pipa e na quantidade de viagens que cada um deles tem que fazer, como por exemplo: Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, Tinha 37 carros-pipa até o ano passado do Exército, que foi obrigado a reduzir para 18 – um município daquele tamanho, com quase 40 mil pessoas na zona rural. Uauá tinha 68, reduziu para 32”, cita.

Luz menciona também um plano de trabalho destinado a atender 217 cidades, no valor de R$ 14,142 milhões. “Esse recurso foi aprovado no final de setembro pela Defesa Civil Nacional, mas até o momento não foi feito ainda o repasse do recurso para que o governo do Estado possa atender todos esses municípios que estão com esse problema”.

O gestor explica que o encontro, que está sendo realizado na sede da Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri), discute, entre outros aspectos, medidas práticas que a administração municipal pode tomar para prevenção.

“O que é isso: a gente trabalhar nas comunidades antes que o desastre veio a ocorrer. Como: preparando essas comunidades, fazendo palestras nas escolas, capacitando os presidentes das associações de moradores de bairros, fazendo obras de mitigação, de prevenção, construção de muros que impedem deslizamento de encostas, e principalmente – essa é a maior responsabilidade hoje que o gestor municipal tem – evitar que novas áreas habitacionais sejam construídas em áreas de risco, senão a gente vai ficar enxugando gelo”, explica.

Chuvas causam alagamentos em Caetité; Jequié e Tanhaçu também têm temporais

As chuvas que caíram nesta segunda-feira (13) em cidades do sudoeste baiano, entre elas Caetité e Rio de Contas, deixaram várias ruas alagadas. Em Caetité choveu 85 milímetros, conforme informou a prefeitura da cidade.

Segundo o G1, ruas ficaram inundadas, com a água invadindo casas e lojas do comércio. Parte do muro de um ginásio de esportes desabou.

Apesar dos estragos, não há registro de feridos e desabrigados.

Fortes chuvas também foram registradas em Jequié, onde galerias de esgoto ficaram entupidas, o que fez o volume de água transbordar no centro, impactando no trânsito. Tanhaçu e Valente, a última cidade na região sisaleira, também tiveram chuvas intensas.

MP processa Prefeitura Municipal de Paramirim por danos ambientais

O Ministério Público do Estado da Bahia processou o Município de Paramirim por danos ambientais em decorrência da decisão da prefeitura de desviar água para a lagoa da cidade.

A Ação Civil Pública, de autoria do Promotor de Justiça Leandro Ribeiro de Mattos Oliveira, se embasou na representação formulada por Anselmo Barbosa Caires e Gildásio Batista da Silva, dando conta de que o gestor municipal, sem qualquer estudo de impacto ambiental ou autorização dos órgãos estatais competentes, implementou a abertura de um canal no intuito de desviar águas para a lagoa existente na área urbana de Paramirim, afetando os recursos hídricos existentes na região.

De acordo com o jornal o Eco, em sua defesa, a prefeitura admitiu a irregularidade, frisando que toda a ação desenvolvida pela Administração, em especial direcionada ao aporte de água na lagoa, tem como objetivo evitar uma grande catástrofe ambiental, já experimentada no ano de 2012.

“Já que não se pode barrar o fluxo do esgoto atualmente lançado nela [lagoa], a outra alternativa natural e acessível seria não se permitir que a lagoa baixe o seu nível limite (...) ciente da demanda, o município vem utilizando apenas dois dias e meio de ‘água da intendência’ (…), entre sexta, a partir de 18h, até segunda, às 6h, para em um pequeno rego colocar água na lagoa, sem qualquer prejuízo a vazão ecológica do rio”. O gestor destacou ainda que a Lei Orgânica do Município prevê a possibilidade de utilização das águas do Rio Paramirim para encher as lagoas da cidade e da Tábua.

Produção de Umbu pode superar safras dos últimos anos e fruto deve ficar mais barato em Brumado

Os produtores rurais estão animados com o início da safra do umbu na região de Brumado. Os umbuzeiros já floridos começam a brotar os primeiros frutos da temporada.

“Este ano, as árvores estão mais carregadas do que nos anos anteriores e tanto a floração quanto o broto do fruto começaram a surgir mais cedo, o que nos faz acreditar que teremos uma produção maior e mais extensa em comparação aos três últimos anos”, disse Judicael Pinheiro, vice-presidente da usina de beneficiamento de frutas da comunidade do Campo Seco.

Outro aspecto observado pelo produtor é a qualidade do fruto, que, a princípio, apresenta mais polpa e um sabor mais suculento e adocicado.

“Sempre há essa variação de uma safra pra outra. Como no ano passado a safra ainda estava em ascensão em comparação aos anos anteriores, esse ano o fruto chega com melhor qualidade”, explicou. Devido à safra maior, o produtor acredita que o fruto deverá chegar mais barato ao consumidor final na feira livre da cidade.

Rio do Antônio: Ex-prefeito nega débitos previdenciários relativos aos anos de 2013 e 2014

O ex-prefeito de Rio do Antônio, Antônio Humberto Celio Guimarães (DEM), o Celinho, negou em nota enviada ao site Achei Sudoeste, que o Município tenha sido notificado pela Receita Federal por conta de débitos previdenciários referentes aos anos de 2013 e 2014.

O ex-gestor argumentou que, no período que esteve à frente da Administração, os recolhimentos previdenciários da folha de pessoal eram devidamente efetivados através de guias de previdência social emitidas e pagas mensalmente, assim como vinha sendo feitos nas gestões anteriores e nos anos de 2015 e 2016.

Os débitos alusivos ao biênio totalizariam o valor de R$ 18.194.922,03, porém, segundo o ex-prefeito, a despesa total dos vencimentos e vantagens fixas-pessoal civil foram de R$ 10.138,092,83 e 10.958,646,18, respectivamente, que juntas somam o valor global de R$ 21.096,739,01, o que corresponderia a 82,24% do total da despesa de pessoal no período, bem acima dos percentuais impostos para recolhimento das obrigações patronais vigentes.

O ex-prefeito indagou que, mesmo recolhendo as contribuições previdências no período de sua competência, seria ele o único responsável legal por quitar todo o débito previdenciário histórico do município. Por fim, Guimarães lamentou as disparidades das informações.

 

 

Fonte: BN/Achei Sudoeste/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!