17/11/2017

Que países fazem mais pelo clima global?

 

Muitos países estão exibindo na conferência COP23, em Bonn, os seus sucessos no combate à mudança do clima global. Mas isso faz com que sejam mais verdes? O Índice de Desempenho na Mudança Climática (CCPI, na sigla em inglês) 2017, divulgado nesta quarta-feira (15/11), lista 56 nações e a União Europeia de acordo com suas emissões de gases-estufa, desenvolvimento de energias renováveis, uso energético e política para o clima. O relatório é publicado pela ONG ambiental alemã Germanwatch e a rede Climate Action Network.

Suécia, Lituânia e Marrocos obtiveram as melhores cotações, cabendo as piores a Coreia do Sul, Irã e Arábia Saudita. Como no ano anterior, a Alemanha teve uma colocação relativamente modesta, em 22º lugar, especialmente devido a seu uso maciço de carvão mineral. Outros países desenvolvidos, como Canadá, EUA e Japão, aparecem entre os dez últimos colocados. O Brasil é 19º - o primeiro país na categoria desempenho mediano. O relatório atribui o posicionamento ao uso de energia hidroelétrica, que ajuda a limpar a matriz energética nacional. Porém, o texto destaca que nos últimos cinco anos o país fez muito pouco para cortar suas emissões e alerta para uma tendência negativa no atual governo.

Ninguém é "muito bom"

A boa notícia é que o crescimento médio das emissões de CO2 caiu, em relação ao CCPI 2016. Por outro lado, nenhum país se comportou de modo a merecer o predicado "muito bom". Apesar de a Suécia liderar a lista, graças a uma queda das emissões e alta percentagem de fontes renováveis em sua matriz energética, ainda lhe falta ambição. Segundo os autores do relatório, as metas do país escandinavo para a energia renovável até 2030 não bastarão para manter o aquecimento global abaixo de 2ºC em relação à era pré-industrial. Marrocos, por sua vez, está em ascensão, tendo promovido intensamente a transição para a energia renovável, que agora está implementando. A previsão é que nos próximos anos a nação norte-africana alcançará rankings ainda mais altos.

Fórmula de sucesso do Reino Unido

O primeiro a ancorar a redução de emissões em sua legislação nacional foi o Reino Unido, em 2008. Isso ajudou o país a avançar, pois, pelo menos nesse aspecto, a política energética não está à mercê dos caprichos de quem quer que chefie o governo. "Reduzimos as emissões carbônicas em 40% desde 1990, enquanto a economia cresceu 70%", disse Nick Bridge, representante especial de Londres para a mudança climática. As taxas cobradas sobre o CO2 estiveram entre os principais motores do sucesso britânico. "Fomos de 40% de carvão em nossa geração de eletricidade, cinco anos atrás, para quase nada", acrescentou. No ano corrente, o país, que ocupa a 8ª colocação no CCPI, conseguiu ter até mesmo um dia de emissão zero. O bom desempenho se deve também à produção de energia eólica offshore, em que o Reino Unido é campeão mundial, e uma guinada em direção à economia circular. No entanto, segundo o relatório apresentado na COP23, "as metas do país para 2030, em emissões e energia renovável, não são suficientemente ambiciosas para uma trajetória bem abaixo dos 2ºC".

Alemanha e o carvão

Como coanfitriã da conferência internacional do clima, a Alemanha desfila seu inventário de fontes de energia limpa. Na prática, porém, o país segue sendo um dos dez maiores emissores do mundo, estando ameaçado de descumprir suas metas climáticas. Embora os alemães se comprometam a reduzir em 40% seus gases-estufa até 2020, as medidas atualmente adotadas só bastarão para uma redução de cerca de 30%. Uma enorme indústria de linhita e o setor de transporte são os maiores obstáculos ambientais do país. "O carvão não tem futuro, o mundo está se afastando dele. A Alemanha tem que seguir a tendência", apelou Eberhard Brandes, da WWF Germany. "Senão, nós nem seremos um modelo a ser seguido, nem vamos cumprir nossos compromissos internacionais."

Gás na Rússia, atraso na Coreia do Sul

Os autores do Índice de Desempenho situam a Rússia entre os últimos da lista climática, devido a suas emissões elevadas e pouco uso de energias renováveis. O país possui a maior reserva de gás natural do mundo, assim como algumas das maiores de carvão e petróleo.

Esse fato não impediu Alexey Kulapin, diretor do Departamento Estatal de Política de Energia em Moscou, de afirmar, numa coletiva de imprensa na COP23, que o sistema russo é um dos mais verdes do planeta. "O gás natural responde por mais da metade das fontes energéticas da Rússia, e todos sabem que gás é uma das fontes mais ecológicas", insistiu. Segundo os especialistas, o país carece de ambição na política climática doméstica e tem um longo caminho a percorrer, até melhorar sua colocação no CCPI. Com um emprego extremamente reduzido de fontes renováveis, a Coreia do Sul consta em antepenúltimo lugar na lista. "Temos que incrementar nossas energias renováveis, mas com sabedoria", explicou Yoo Young-sook, diretora da ONG The Climate Change Center. Ela teme que um abandono drástico da energia nuclear só acarretará o aumento das emissões de combustíveis fósseis: para seu país, as fontes renováveis ainda são coisa do futuro, reconhece a ex-ministra do Meio Ambiente da Coreia do Sul.

Países formam aliança para abandonar carvão

Liderados por Canadá e Reino Unido, 20 países lançaram uma nova aliança destinada a incentivar a eliminação do uso de carvão, durante a Conferência do Clima COP23, em Bonn, na Alemanha. Alguns dos signatários, porém, já não fazem uso do carvão como fonte energética. Sob a aliança (Powering Past Coal Alliance), países, cidades e regiões se comprometem a abdicar da fonte responsável por 40% da energia mundial – o carvão é considerado o principal propulsor do aquecimento global, como fonte de energia que libera a maioria dos gases de efeito estufa. Ao lado de Canadá e Reino Unido, a lista inclui Angola, Áustria, Bélgica, Costa Rica, Dinamarca, El Salvador, Finlândia, França, Holanda, Ilhas Fiji, Ilhas Marshall, Itália, Luxemburgo, México, Niue (ilha no Pacífico que está vinculada à Nova Zelândia por um acordo de associação), Nova Zelândia, Portugal e Suíça. Além disso, fazem parte do pacto províncias canadenses, a cidade de Vancouver e os estados americanos de Washington e Oregon. "Este é outro sinal positivo de um impulso global de afastamento do carvão para beneficiar a saúde do clima, da população e da economia", disse Jens Mattias Clausen, da organização ambientalista Greenpeace. "Mas também emite um aviso aos governos que estão atrasados no corte do carvão, ou àqueles que o promovem, que o combustível fóssil mais poluente do mundo não tem futuro."

Suécia e Escócia, juntamente do estado americano da Califórnia e as cidades de Pequim, Berlim e Nova Déli, também afirmaram que eliminarão o carvão como fonte energética, mas não fazem parte da aliança. "Para atender ao objetivo do Acordo de Paris de ficar abaixo de 2 graus Celsius precisamos eliminar o carvão", disse a ministra do Meio Ambiente e Alterações Climáticas do Canadá, Catherine McKenna, numa coletiva de imprensa em Bonn. "Há também uma urgência – o carvão está literalmente sufocando e matando pessoas. O mercado mudou, o mundo mudou. O carvão não tem volta."

A aliança, que não é juridicamente vinculativa, visa ter ao menos 50 membros na próxima conferência do clima da ONU, que será realizada em 2018, em Katowice, na Polônia – uma das cidades mais poluídas da Europa. Alguns dos maiores usuários de carvão como fonte energética no mundo, como China, Índia, EUA, Alemanha e Rússia não assinaram o acordo.

Aliás, tendências apontam que a atual anfitriã da Conferência do Clima Alemanha (muito devido à projetada saída da energia nuclear) e a Polônia devem manter a indústria carvoeira, enquanto Indonésia, Vietnã e EUA anunciaram planos de expandir suas produções nos próximos anos. O ritmo lento da saída alemã da energia do carvão dominou esta semana, em Berlim, as negociações de formação de um novo governo alemão.

O lançamento da Powering Past Coal Alliance ocorreu poucos dias depois que funcionários do governo dos EUA, juntamente com representantes de empresas de energia, lideraram um evento paralelo à COP23 para promover "combustíveis fósseis e energia nuclear em mitigação climática". O evento desencadeou um protesto pacífico de manifestantes contrários ao uso do carvão e aborreceu muitos ministros que trabalham num livro de regras pra a implementação do Acordo de Paris de 2015, que visa afastar a economia mundial de combustíveis fósseis.

Merkel reconhece dificuldade para alcançar metas climáticas

Durante a 23ª Conferência do Clima da ONU (COP23), em Bonn, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, reconheceu nesta quarta-feira (15/11) as dificuldades para alcançar metas climáticas estabelecidas pelo país. O objetivo de reduzir, até 2020, as emissões de CO2 no país em 40% em relação aos níveis de 1990 é "difícil", disse Merkel.  Em setembro, um estudo apontou que a Alemanha não conseguirá atingir tal objetivo a tempo. "Agora, no final de 2017, sabemos que ainda nos falta uma grande parte", disse Merkel, destacando que a Alemanha estipulou uma meta "ambiciosa" para o combate ao aquecimento global. A chanceler federal admitiu que o uso do carvão para a geração de energia dificulta o cumprimento da meta. "Mesmo num país rico como a Alemanha há conflitos significativos sobre isso [o abandono da energia a carvão] na sociedade, que precisam ser solucionados."

Sobre a meta de eliminar o uso do carvão na geração de energia, Merkel disse que há duas questões envolvidas, a climática, mas também a social, que incluiu a perda de postos de trabalho gerados pelo setor e o fornecimento de energia elétrica a preços acessíveis. "Precisamos nos esforçar na Alemanha, mesmo que isso [abandono do carvão] gere muitas controvérsias", acrescentou. Cerca de 40% da energia gerada na Alemanha provém do carvão, incluindo o linhito, considerado um dos combustíveis fósseis mais poluentes. Essa dependência aumentou depois que o país anunciou o desligamento de usinas nucleares após o desastre de Fukushima, em 2011. Falando a chefes de Estado e governo, além de outros representantes governamentais, a chanceler federal alemã instou a comunidade internacional a trabalhar com "seriedade e confiança" na aplicação do Acordo climático de Paris, que classificou como um "ponto de partida" nos esforços para combater o aquecimento global.

Mais esforço da Europa

Logo após Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, subiu ao palco da COP23 para pedir à Europa que compense a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris. Em junho, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que pretende retirar o país do pacto, ratificado por Barack Obama em 2015. Com o recente anúncio de que a Síria vai aderir, os EUA devem passar a ser o único país fora do acordo. "Proponho que a Europa substitua os Estados Unidos. E a França vai enfrentar esse desafio", disse Macron. Ele anunciou que a França pretende compensar parte do corte do financiamento dos EUA ano Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) – órgão da ONU dedicado à pesquisa sobre o aquecimento global. "Gostaria que um bom número de países europeus fizesse o mesmo e compensasse o que os EUA deixaram de doar, para que o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas tenha o financiamento que necessita para continuar a trabalhar em 2018", ressaltou o presidente francês. Os Estados Unidos contribuíam com cerca de 2 milhões de euros para o orçamento do IPCC. Macron afirmou ainda que a França pretende acabar com o uso do carvão para a geração de energia até 2021. O cumprimento dessa meta é mais fácil do que para a Alemanha, pois a maior parte da energia consumida na França provém de usinas nucleares. Outros países, como Reino Unido, Canadá e Itália, também anunciaram o fechamento de todas as suas usinas termelétricas abastecidas com carvão nos próximos anos.

EUA promovem combustíveis fósseis "limpos" na COP23

A ausência da delegação oficial dos EUA chama atenção na 23ª Conferência do Clima (COP23), em Bonn, na Alemanha. No único evento paralelo à conferência organizado pelos americanos, delegados do país promoveram combustíveis fósseis "limpos" como uma solução para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Primeiramente anunciado sob o título "Ação de estímulo da inovação e implementação de tecnologias avançadas", o evento, nesta segunda-feira (13/11), foi finalmente apresentado como "O papel dos combustíveis fósseis mais limpos e eficientes e a energia nuclear na mitigação da mudança do clima".

O governador da Califórnia, Jerry Brown, ridicularizou a tentativa de seu país de cuidar do planeta, enquanto dezenas de ativistas ambientais entoaram "Keep it in the ground" ("Mantenha os combustíveis fósseis no solo") durante o discurso de Barry Worthington, diretor-executivo da Associação de Energia dos EUA. Os manifestantes argumentaram que a promoção de combustíveis fósseis mais limpos é meramente uma desculpa para continuar lucrando com as indústrias de combustíveis fósseis e, ao mesmo tempo, desacelera a transição para as energias renováveis. "Os eventos dentro das negociações climáticas que promovem os combustíveis fósseis devem ser interrompidos", afirmou Jagoda Munic, diretora para a Europa da organização Friends of the Earth (FoE). "Os EUA têm sido deliberadamente provocativos ao organizarem isso. Não há espaço para combustíveis fósseis nestas negociações ou para um clima seguro no futuro." No entanto, há uma questão válida na discussão. Uma vez que podemos depender de combustíveis fósseis por muito mais tempo do que esperávamos, não seria melhor ao menos torná-los mais limpos? "Combustíveis fósseis limpos" seriam um paradoxo?

Promotores do carvão numa conferência do clima

"Este painel só é controverso se escolhermos enterrar nossas cabeças na areia e ignorar as realidades do sistema energético global", disse David Barks, assistente especial da Casa Branca, em seu discurso de abertura. O acesso universal à energia é necessário para ajudar a erradicar a pobreza e atingir objetivos de desenvolvimento – e isso só é possível com combustíveis fósseis, argumentou Barks. "A ideia de que o mundo pode atingir objetivos ambiciosos de mitigação [das mudanças climáticas], apoiar o desenvolvimento de países pobres da maneira que deveríamos e assegurar o acesso à energia utilizando apenas energia eólica e solar é ingênua", disse. Para o governador da Califórnia, Jerry Brown, no entanto, esse movimento dos EUA é simplesmente ridículo. "Acredito que o governo federal não esteja fazendo nenhum progresso. Eles se transformaram numa espécie de Saturday Night Live [programa de humor da televisão americana] ou num programa de comédia", criticou. "Eles estão trazendo uma empresa de carvão para ensinar aos europeus como limpar o meio ambiente." Para ativistas ambientais, a ideia é uma resposta clara ao apoio do presidente americano, Donald Trump, à indústria de combustíveis fósseis.

Combustíveis fósseis mais limpos?

No evento paralelo à COP23, representantes de companhias energéticas gigantes, como a Peabody Energy Corporation – a maior empresa do setor privado de carvão no mundo –, apresentaram formas de alcançar o ideal de combustíveis fósseis mais limpos. "Existem tecnologias disponíveis hoje que podem reduzir drasticamente as emissões geradas pelo carvão e por outros combustíveis fósseis", afirmou Holly Krutka, vice-presidente de produção de carvão e tecnologias de emissões da Peabody. Os principais passos para tornar os combustíveis fósseis "mais ecológicos" seriam instalar sistemas de alta eficiência e de baixas emissões em usinas e atualizar o processo de captura e armazenamento de carbono (CCS, em inglês) – capturando dióxido de carbono (CO2) de grandes emissores, como usinas de carvão, e o armazenando em um depósito para evitar que ele chegue à atmosfera. No entanto, para Naomi Ages, líder do Climate Liability Project do Greenpeace dos EUA, "não existem combustíveis fósseis mais limpos". Segundo ela, esta é simplesmente uma estratégia desenvolvida pela indústria de combustíveis fósseis para retardar a transição do carvão para energias renováveis. Ela argumenta, ainda, que o CCS e processos tecnológicos similares não garantem a redução de emissões no nível necessário para alcançar as metas estabelecidos pelo Acordo de Paris. Eles são também um desperdício de recursos que seriam melhor aplicados na expansão das energias renováveis e substituição de combustíveis fósseis, aponta.

Papel determinante

Uma equipe de pesquisadores internacionais da Universidade de Tecnologia de Lappeeranta (LUT), na Finlândia, mostrou na COP23 que é perfeitamente possível uma descarbonização completa do setor elétrico até 2050. Ao usar energias renováveis apenas para o setor elétrico, as emissões poderiam cair 80% até 2030 e, embora um grande número de pessoas pudesse perder seus empregos, as energias renováveis criariam o dobro de novas vagas.

"A transição energética não é mais uma questão de viabilidade técnica ou econômica, mas de vontade política", afirmou Christian Breyer, chefe da equipe de pesquisa. Embora indústrias como de transporte marítimo, ferro ou cimento ainda representem um grande desafio para se alcançar um sistema de energia totalmente renovável, Ages, do Greenpeace, acredita que isso pode ser facilmente superado com mais investimentos e políticas mais ambiciosas – ou seja, com vontade política.

Christoph Weber, professor de gestão científica e economia da energia na Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, frisou que as energias renováveis terão um papel determinante nas próximas décadas. Mas, abandonar os combustíveis fósseis não será fácil nem rápido, disse. "Os combustíveis fósseis certamente não nos ajudarão a resolver nossos problemas climáticos, mas, por enquanto, devemos considerar todas as opções disponíveis – incluindo o CCS –, se quisermos manter o aquecimento global abaixo dos 2º C [meta do Acordo de Paris]", argumentou.

Por que mitigar?

Para os manifestantes reunidos dentro e fora do evento, claramente não há lugar para os combustíveis fósseis no futuro. Eles não estavam dispostos a permitir que o lobby dos combustíveis fósseis ofuscassem as negociações climáticas. Alguns deles brincavam dizendo: "Por que um dos delegados oficiais dos EUA iria querer mitigar as mudanças climáticas se elas são apenas uma farsa?" "O governo Trump deveria ser responsabilizado criminalmente pelo que está fazendo nos EUA e em todo o mundo", disse Karen Orenstein, diretora de política econômica da organização americana Friends of the Earth. Segundo ela, o presidente Trump acabou de "vagar" pela Ásia "vendendo poluição climática". "As ações de Trump demonstram um menosprezo cruel – e mesmo eventualmente uma malevolência genuína – em relação às pessoas de países pobres cujas vidas e meios de subsistência foram ameaçados, enfraquecidos e, em alguns casos, destruídos pelos efeitos devastadores das mudanças climáticas", concluiu Orenstein.

 

Fonte: Deutsche Welle/Municipios Baianos

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