17/11/2017

Atividades físicas ajudam a reduzir os riscos de câncer de próstata

 

Depois do mês de outubro ser marcado pela campanha Outubro Rosa, em novembro é a vez dos homens. O movimento Novembro Azul visa orientar a população masculina sobre a importância dos exames para diagnóstico precoce do câncer de próstata, segundo câncer mais comum entre os homens brasileiros e o sexto tipo mais comum no mundo. Dados do Instituto Nacional de Câncer mostraram que para 2016/2017 são esperados 61.200 novos casos da doença. Apesar dos números alarmantes, estudos demonstraram que é possível prevenir a patologia com a prática regular de atividades físicas. 

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelaram que exercícios físicos podem proteger o homem do aparecimento do câncer de próstata. O estudo observou 2.705 homens com câncer de próstata, separados em dois grupos: os que se exercitavam três horas ou mais por semana, e outro que realizava exercícios da mesma intensidade, porém durante menos de uma hora por semana. Ao final, os pesquisadores constaram que participantes do primeiro grupo apresentaram risco de mortalidade pela doença 61% menor do que o segundo grupo.

De acordo com José Carlos Oliveira, personal trainer e especialista em musculação e treinamento funcional da 2 Spin, um dos fatores de risco no desenvolvimento do câncer de próstata é a obesidade, o que explica o sucesso da pesquisa: “a obesidade, que normalmente é decorrente do sedentarismo, promove um desarranjo hormonal perigoso e um estímulo à progressão do câncer. Desta forma, homens sedentários podem ter diferentes funções hormonais desreguladas, como altos níveis de insulina, baixos níveis de testosterona e altos níveis de citocinas inflamatórias, o pode ser determinante para a progressão do câncer”, explica.

Ainda de acordo com o especialista, a recomendação é, pelo menos uma hora de exercícios diários durante três dias da semana. “Além disso, é fundamental garantir uma dieta balanceada e visita regular ao urologista”, finaliza.

Sintomas de câncer de pâncreas que muitas vezes passam despercebidos

Os sintomas como dor no estômago, indigestão e perda de peso muitas vezes passam despercebidos. Mas podem indicar um problema grave - que, quanto antes for identificado, mais chances tem de ser curado.

São sinais, por exemplo, do câncer de pâncreas. A doença pode ser fatal e, segundo uma organização beneficente britânica, um em cada três adultos acaba ignorando seus sintomas.

Nikki Davies foi diagnosticada com câncer de pâncreas em março, aos 51 anos. O tumor dela foi identificado logo no início, o que fez com que ainda fosse possível removê-lo cirurgicamente.

"Eu tive muita sorte que o meu pôde ser retirado na operação e que não tinha se espalhado ainda, pelo menos até onde se sabe", conta Nikki.

"Minha dica para as outras pessoas é que ninguém conhece melhor seu corpo do que você mesmo. Então fique atento aos sinais, para saber quais são os sintomas, e fale com seu médico se notar qualquer coisa que não seja normal para você", recomenda.

Nikki começou a suspeitar que havia algo errado quando passou a sentir uma dor muito forte no estômago.

"Acredito que, no fundo, você sabe quando há algo errado. No meu caso, foi a dor. Era como se tivesse um animal me devorando por dentro. Sentia dor nas costas também, entre os ombros. E perdi muito peso bem rápido", relembra.

"Eu não sabia nada sobre câncer de pâncreas antes do meu diagnóstico e certamente não sabia nada sobre os sintomas", completa.

Conheça os sinais

Atualmente, apenas uma em cada 10 pessoas diagnosticadas com câncer de pâncreas sobrevive mais do que cinco anos. Isso acontece principalmente porque os pacientes são diagnosticados tardiamente, quando as opções de tratamento já são muito limitadas, segundo a Pancreatic Cancer UK, organização que luta contra esse tipo de câncer no Reino Unido.

Uma pesquisa feita pela organização com 4 mil adultos mostra que o conhecimento sobre os sintomas da doença ainda é muito reduzido.

Alex Ford, chefe da organização, explica que a intenção não é causar pânico, uma vez que "a maioria das pessoas que apresenta algum desses sintomas não tem câncer de pâncreas."

"Mas é essencial que elas saibam mais sobre a doença e que falem com seu médico se tiverem alguma preocupação", acrescenta.

"Quanto antes as pessoas forem diagnosticadas, mais elas têm chances de fazer a cirurgia, que é o tratamento mais eficiente e que consegue salvar vidas", ressalta.

No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% dos casos de câncer - e 4% das mortes causadas pela doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). É mais comum em pessoas acima de 60 anos e tem maior incidência entre homens.

•       Sintomas comuns do câncer de pâncreas incluem:

Dor no estômago e nas costas

Perda de peso sem motivo

Indigestão

Mudança nos hábitos intestinais, como fezes que flutuam

Outros indícios são:

Perda de apetite

Icterícia (pele ou olho amarelado)

Sensação de estar doente

Dificuldade de engolir

Diagnóstico recente de diabetes

Câncer de estômago: sintomas, tratamentos e causas

Também conhecido como câncer gástrico, os tumores do estômago aparecem em terceiro lugar na incidência entre homens e em quinto entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) são diagnosticados mais de 20 mil novos casos de câncer gástrico por ano.

A infecção pela bactéria H. pilory, o consumo de alimentos em conserva ou conservados em sal e a má conservação de alimentos têm sido apontados por muitos especialistas como uma das causas mais prováveis de câncer de estômago. Mas como o número de equipamentos de refrigeração, usados principalmente para a conservação de alimentos, tem aumentado em todo o mundo, as taxas deste tipo câncer caíram consideravelmente, principalmente em países desenvolvidos, como os Estados Unidos e a Inglaterra. O Japão, apesar de ser a terceira maior economia do mundo, é o que registra o maior número de casos da doença em todo o planeta. São aproximadamente 780 casos para cada 100 mil habitantes. A maior taxa de mortalidade em decorrência deste tipo de câncer, no entanto, está na América Latina, principalmente em países como Costa Rica, Chile e Colômbia.

Tipos

O câncer de estômago se apresenta, geralmente, em três tipos distintos: adenocarcinoma (correspondente a 95% dos casos), linfoma (3% dos casos) e leiomiossarcoma (2%).

Adenocarcinomas são um tipo maligno de tumor que acometem células secretoras e que podem acontecer em qualquer parte do corpo. Já os linfomas são um tipo específico de tumor que afeta células do sistema linfático. Um leiomiossarcoma, por sua vez, é um tipo de tumor que afeta os tecidos que dão origem aos ossos e músculos do corpo.

Causas

Não se sabe ao certo o que causa o câncer de estômago, mas sabe-se que há uma forte correlação entre a infecção pelo H. pilory, uma dieta rica em sal e em alimentos defumados e em conserva e o desenvolvimento de câncer gástrico.

Em geral, o câncer de estômago começa quando ocorre um erro no DNA da célula. Essa mutação faz com que a célula cresça e se multiplique rapidamente. As células cancerosas acumuladas formam aquilo que chamamos de tumor, podendo invadir outras partes do corpo também, podendo se espalhar por todo o organismo.

Fatores de risco

Os médicos apontam alguns fatores como de risco para o desenvolvimento de um câncer no estômago. Veja:

Alimentar-se por uma dieta rica em alimentos salgados, defumados e em conserva

Ter uma dieta pobre em frutas e legumes

Comer alimentos contaminados

Ter histórico familiar de câncer de estômago

Ter uma infecção por Helicobacter pylori

Sofrer de uma inflamação do estômago a longo prazo

Ter anemia perniciosa

Ser fumante

Apresentar pólipos do estômago

Sintomas de Câncer de estômago

Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Alguns sinais da doença podem, na verdade, ser confundidos com outras doenças gástricas, a exemplo da gastrite, úlcera e outros problemas. Os principais sintomas são:

Fadiga

Sensação de inchaço após comer

Sensação de saciedade após ingerir pequenas quantidades de alimentos

Azia grave e persistente

Indigestão grave

Náuseas persistentes e aparentemente sem explicação

Dor de estômago

Vômitos persistentes

Perda de peso não intencional

Vômito com sangue ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago. Também podem surgir sangue nas fezes, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte (indicativo de sangue digerido).

Quando o exame físico está sendo realizado, o paciente com câncer pode sentir dor no momento em que o estômago é palpado.

Buscando ajuda médica

Se você tem sinais e sintomas que possam estar relacionados ao câncer de estômago, marque uma consulta com um médico, que investigará as causas mais comuns destes sinais e sintomas e poderá orientá-lo adequadamente.

Na consulta médica

Quando for consultar um médico, certifique-se de falar tudo o que ele precisar saber sobre seus sintomas. Isso o ajudará – e muito – a fazer o diagnóstico. Descreva seus sintomas em detalhes e tire todas as suas dúvidas. Esteja preparado, também, para responder às perguntas que o especialista poderá lhe fazer, como essas:

Quando seus sintomas começaram?

Seus sintomas são ocasionais ou frequentes?

Qual a intensidade de seus sintomas?

Há alguma medida que melhore ou piores seus sintomas?

Diagnóstico de Câncer de estômago

Para realizar o diagnóstico, o médico pedirá alguns exames específicos, como:

Endoscopia

Exames de imagem, especialmente raios-X e tomografia computadorizada

Outros testes podem ser feitos para determinar a extensão do tumor, como a biópsia, que é o exame feito para confirmar se o tecido afetado é mesmo canceroso. Além disso, é feita uma análise histológica do tumor, que pode se enquadra em um desses quatro estágios:

Estágio I. Neste estágio, o tumor é limitado à camada de tecido que reveste o interior do estômago. As células cancerosas também podem se espalhar para gânglios linfáticos próximos.

Estágio II. O câncer cresceu, crescendo para dentro da camada muscular da parede do estômago. Ele também pode se espalhar para mais dos gânglios linfáticos.

Estágio III. Aqui, o câncer pode ter crescido por meio de todas as camadas do estômago. Ou pode ser um câncer menor que se espalhou de forma mais ampla para os gânglios linfáticos.

Estágio IV. O câncer se espalhou para áreas mais distantes do corpo.

Tratamento de Câncer de estômago

As opções de tratamento disponíveis para o câncer de estômago dependem do estágio da doença. A cirurgia é, geralmente, o meio mais utilizado para curar o paciente. Se você estiver com diagnóstico positivo para câncer de estômago, converse com seu médico sobre a melhor opção de procedimento cirúrgico.

Sessões de quimioterapia e radioterapia também podem ajudar. Elas podem ser feitas também após ou antes da cirurgia, aumentando as possibilidades de cura do paciente. O médico também poderá descrever alguns medicamentos que agem sobre algumas células tumorais específicas.

Expectativas

O resultado do tratamento varia. A profundidade na qual o tumor invade a parede do estômago e as ocasiões em que os nódulos linfáticos estão envolvidos quando o paciente é diagnosticado influenciam nas chances de cura. Quando o tumor foi disseminado para fora do estômago e já está espalhado pelo corpo, a cura é menos provável e o tratamento é direcionado à melhoria dos sintomas.

Prevenção

Como ainda não está claro o que causa o câncer do estômago, ainda não se sabe uma única maneira de prevenir. Mas você pode tomar medidas para reduzir o risco da doença fazendo pequenas mudanças em sua vida cotidiana. Você deve:

Comer mais frutas e legumes

Reduzir a quantidade de alimentos salgados e defumados em sua dieta

Parar de fumar

Pergunte ao seu médico sobre o seu risco de câncer de estômago para que, juntos, vocês possam buscar opções de prevenção e tratamentos eficazes.

 

Fonte: Jornal do Brasil/G1/Minha Vida/Municipios Baianos

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