17/11/2017

Santo Amaro: Projeto “Chulas na Feira” apresenta cortejo e show

 

Um grande cortejo com Pai Pote e representantes do Terreiro Ilê Axé Ojú Oniré pelas ruas de Santo Amaro abrirá a segunda edição do projeto “Chulas na Feira”, neste sábado (18 de novembro), às 14h, no Mercado Municipal de Santo Amaro.

Integra a programação apresentações de vídeos e exposições fotográficas que contam o dia a dia da comunidade santo-amarense e sua reverência ao Samba Chula. O material foi produzido pelos fotógrafos Kithi, Marcelo Bruzzi, além dos cineastas Pola Ribeiro e Jorge Pacoa. Um show de Roberto Mendes e manifestações culturais encerra a agenda da tarde. “Vamos homenagear grandes mulheres que têm o samba no corpo e na alma, a exemplo de Dona Dora. Será uma grande festa que tem como protagonista o povo. Todos estão convidados”, diz Roberto Mendes.

A proposta do projeto é compartilhar e preservar a manifestação cultural que originou o samba na Bahia e no Brasil - As Chulas do Recôncavo; despertando no povo o sentimento de pertencimento desse patrimônio cultural e a continuidade da história para as gerações futuras.

Até janeiro, diversos espaços culturais do município irão abrigar atividades como apresentações musicais, exposições, seminários, exibição de vídeos e realização de oficinas. Parte das ações terá como cenário o Solar Biju, edificação originária do século XIX, de propriedade do IPAC, construído em 1804 e localizado na Praça da Purificação.

O próximo show acontece no dia 2 de dezembro, e terá como convidados João do Boi e os Chuleiros de São Braz. O Seminário “Olhares do Patrimônio: valorização e preservação do patrimônio cultural imaterial através da oralidade” será realizado no dia 4 de dezembro, às 17h, no Solar Bijú. Estarão presentes, Roberto Mendes, que falará sobre a Chula do Recôncavo - Um panorama da identidade cultural por meio da história do nascimento do samba em Santo Amaro; d. Dora, com o tema Chula: a representação do cotidiano do povo do Recôncavo Baiano; o professor Xavier Vatin, com o tema O registro da memória por meio da oralidade; o diretor do Ipac, João Carlos Oliveira, que irá debater a Chula: Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia - A proteção e valorização que o registro é capaz de oferecer, João Carlos Oliveira.

No dia 18 de janeiro, será aberta a exposição temporária “Chula: comportamento traduzido em canção”. Além de fotografias, o público terá a oportunidade de conferir painéis que irão retratar a história da chula, do samba e também depoimentos de personagens importantes do Recôncavo, como João do Boi, Alumínio, Dona Dalva, Rita da Barquinha.

“Chulas na Feira” é fruto de um termo de cooperação técnica assinado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia (IPAC), vinculado a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) e a Ong Roda Baiana. Tem apoios da Rede Bahia e Prefeitura de Santo Amaro.

  • SERVIÇO

18/11, às 14h - Show de Roberto Mendes e manifestações culturais no mercado municipal de Santo Amaro

02/12, às 14h – Show de Roberto Mendes e João do Boi e os Chuleiros de São Braz

04/12 - Seminário “Olhares do Patrimônio: valorização e preservação do patrimônio cultural imaterial através da oralidade” e Apresentação do Recôncavo Experimental

12/01/18 - Lançamento da Exposição “Chula: comportamento traduzido em canção.

Filme sobre o trabalho e produções baianas são os principais vencedores do Panorama Coisa de Cinema

A jornada de libertação de uma mulher de 65 anos que é demitida após dedicar toda a vida ao trabalho é o centro do longa-metragem Pela Janela, de Caroline Leone, vencedor da Competitiva Nacional do XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema. Os filmes premiados foram anunciados na noite de ontem (15), durante o encerramento do festival, iniciado dia 8 de novembro em Salvador e Cachoeira. Caroline apresentou o filme em Salvador na última quinta-feira, mas logo voltou a São Paulo, de onde enviou um vídeo de agradecimento.

O baiano Café com Canela, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, e o mineiro Baronesa, de Juliana Antunes, foram contemplados com Prêmio Especial pelo júri formado por Anne Fryszman, Jorge Forero e Antonio Olavo. Gravado nas cidades de Cachoeira e São Félix, o filme, que mostra a transformação de duas mulheres através da amizade, também foi considerado o Melhor Longa Nacional para a Associação de Produtores e Cineastas da Bahia (APC Bahia).

Na categoria Curta Nacional, a produção baiana Galeria F, quando a chuva passa, de Henrique Dantas, levou o prêmio principal, pela capacidade de “transmitir a fraternidade no meio da dificuldade, para alcançar a humanidade transcendente no meio da barbárie”.

Quilombo Rio dos Macacos, de Josias Pires, e Elogio à Utopia, de Caio Araújo, empataram como melhor longa da Competitiva Baiana. Na avaliação do júri os filmes apresentam “de forma complementar e a partir de estéticas próprias, leituras profundas e estimulantes do Brasil contemporâneo”. O prêmio de Melhor Curta ficou com O arco do medo, de Juan Rodrigues, com seu “diálogo entre o cinema figurativo e o cinema experimental”.

Durante a noite de premiação também foram anunciados os vencedores da Competitiva Internacional e do Prêmio Indie Lisboa, além de menções honrosas e prêmios especiais definidos pelos respectivos júris. Os vencedores de melhor longa e melhor curta das competitivas Nacional e Baiana ganharam prêmios em serviços e locação de equipamentos, além do troféu Igluscupe.

O XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema aconteceu entre 8 e 15 de novembro, em Salvador e Cachoeira. O festival contou com patrocínio da Petrobras, apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, e apoio institucional da Prefeitura de Cachoeira.

  • Confira os filmes premiados

COMPETITIVA NACIONAL

Júri Oficial

LONGAS

Melhor longa nacional:

Pela janela - Caroline Leone (Brasil/Argentina)

Prêmio especial do júri:

Baronesa - Juliana Antunes (MG)

Café com canela - Glenda Nicácio e Ary Rosa (BA)

Menção especial pela linguagem inovadora:

Música para quando as luzes se apagam - Ismael Caneppele (RS)

CURTAS

Melhor curta nacional:

Galeria F, quando a chuva passa - Henrique Dantas (BA)

Prêmio especial do júri:

Vando vulgo Vedita - Andréia Pires e Leonardo Mouramateus (CE)

Melhor direção :

Nada - Gabriel Martins (MG)

Júri Jovem

Melhor longa nacional:

Café com canela - Glenda Nicácio e Ary Rosa (BA)

Melhor curta nacional:

Travessia - Safira Moreira (RJ)

Menção honrosa ao ator Khulani Maseko, do filme The Beast

COMPETITIVA BAIANA

Júri Oficial

LONGAS

Melhor longa baiano (dois escolhidos):

Quilombo Rio dos Macacos - Josias Pires

Elogio à Utopia - Caio Araújo

CURTAS

Melhor curta baiano:

O arco do medo - Juan Rodrigues

Prêmio especial do júri:

Latossolo - Michel Santos

Menção honrosa à atriz Paula Lice, do filme Estela

Júri Jovem

Melhor longa baiano:

Quilombo Rio dos Macacos - Josias Pires

Melhor curta baiano:

Não Falo Com Estranhos - Klaus Hastenreiter

COMPETITIVA INTERNACIONAL

Júri Oficial

LONGAS

Melhor longa internacional:

A Mão Invisível - David Macián (Espanha)

CURTAS

Melhor curta internacional:

Terça-feira de Nder - Chantal Durpoix (Senegal)

Menção honrosa:

Vovô Morsa - Lucrèce Andreae (França)

PRÊMIO INDIELISBOA (filmes serão exibidos no festival português)

LONGA

Baronesa - Juliana Antunes (MG)

CURTAS

Vando vulgo Vedita - Andréia Pires e Leonardo Mouramateus (CE)

Meninas Formicida - João Paulo Miranda Maria (SP)

JÚRI APC BAHIA

Melhor filme da Competitiva Nacional:

Café com canela - Glenda Nicácio e Ary Rosa (BA)

Grupo de teatro Novos Arteiros faz montagem do Espetáculo O Cidadão de Papel, no Centro Cultural de Plataforma

O que é cidadania? Somos todos cidadãos só no papel? Na perspectiva de debater esses questionamentos, o grupo de teatro Novos Arteiros realiza remontagem do espetáculo O Cidadão de Papel, na sexta (17) e sábado (18), às 19h, no Centro Cultural Plataforma – espaço administrado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). O espetáculo O Cidadão de Papel tem direção de Marcos Oliveira e texto de Filinto Coelho, livremente inspirado no livro homônimo de Gilberto Dimenstein.

O Espetáculo é composto por diversos esquetes, que buscam ampliar a compreensão e a consciência do público sobre questões fundamentais para o exercício da cidadania, como: respeito, tolerância, direitos humanos, desigualdade social, preconceito racial, distribuição de renda, educação, saúde, violência, impunidade, prostituição infantil, exploração do trabalho infantil e desemprego. Tudo com muito humor e sarcasmo.   

O grupo de Teatro Novo Arteiros, após cinco anos de pesquisas, vem desenvolvendo um trabalho de arte-educação no Bairro de Marechal Rondon e Campinas de Pirajá, onde se fundou e se estruturou o grupo teatral, com jovens adolescentes. O espetáculo conta com 14 atores e atrizes.

  • Serviço:

Espetáculo O Cidadão de Papel.

Local: Centro Cultural Plataforma. Endereço: Praça São Braz, s/n Plataforma, Salvador - BA, 40710-530.

Data: Sexta (17) e Sábado (18)

Horário: 19 horas

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Classificação: 13 anos.

Telefone: (71) 3117-8106

 

Fonte: Bahia Já/SecultBa/Municipios Baianos

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