18/11/2017

O que sabemos sobre a existência de Jesus Cristo?

 

Calma, calma... Se você é um cristão devoto, não fique chateado com o conteúdo da matéria antes de explicarmos melhor sobre o que se trata! Afinal, a nossa intenção não é questionar a fé de ninguém, mas sim abordar o que sabemos de concreto sobre a pessoa, o ser humano, de carne e osso, que causou tamanho impacto e influenciou tanto a sociedade moderna.

Afinal, não existem dúvidas de que Jesus certamente é um dos homens mais famosos do planeta, certo? Por outro lado, apesar de sabermos tanto a respeito de sua história — onde ele nasceu, por onde pregou, onde foi preso, julgado, morto e sepultado —, até agora existem arqueólogos, historiadores, especialistas, fiéis e não fiéis em busca de provas palpáveis de que ele realmente caminhou entre nós.

Por que a dúvida?

De acordo com Natalie Wolchover, do portal Live Science, a maioria dos historiadores — cristãos e não cristãos — parecem concordar que Jesus existiu de verdade. Mas, em vez de tirar suas conclusões a partir de descobertas arqueológicas ou baseados no sem fim de relíquias religiosas que existem mundo afora, os estudiosos se baseiam em evidências textuais presentes na Bíblia e em outros registros antigos.

Isso porque, embora tenhamos tantas informações sobre a vida terrena de Jesus, ninguém conseguiu identificar a casa onde ele viveu, por exemplo, nem encontrar artefatos que faziam parte de sua rotina. E com respeito a itens como os supostos fragmentos da cruz e pregos associados com a crucificação que existem mundo afora, se juntássemos todos eles, seríamos capazes de construir um barco inteiro!

Sem falar que não existem restos mortais de Cristo para que os cientistas possam conduzir milhares de análises e testes — o que é evidente, pois Jesus foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia e subiu ao céu, onde está sentado à direita de Deus-Pai Todo Poderoso, não é mesmo?

Falta de provas materiais

A questão é que as evidências materiais relacionadas com a vida e a morte de Cristo não se sustentam quando são submetidas ao crivo dos cientistas. Pense no caso dos pregos. Em 1911, um jesuíta inglês chamado Herbert Thurston contou todos os itens que supostamente teriam sido usados na crucificação. Sabe quantos ele descobriu?

Apesar de ser estimado que os romanos tenham empregado entre três e quatro pregos para pregar Jesus na cruz, Thurston encontrou um total de 30 que estavam sendo adorados como relíquias em igrejas da Europa. O mesmo se aplica aos fragmentos da madeira que compunha a cruz — da qual existem mais pedaços por aí do que os pregos.

Também há supostos espinhos da coroa que Cristo teria usado na crucificação aos montes, e inclusive é possível ver uma coroa quase completa em exposição na Catedral de Notre Dame, em Paris — embora ela não tenha um espinho sequer. E ainda temos o Santo Sudário — que até hoje, séculos após sua descoberta, ainda não teve a sua origem e autenticidade comprovadas pela Ciência, e a própria Igreja não reconhece sua legitimidade oficialmente.

Esse importante artefato é tido pelos fiéis como o lenço de linho que envolveu o corpo de Cristo após seu sepultamento. Entretanto, exames de datação revelaram que o tecido foi produzido no século 14 e, coincidentemente, o primeiro registro de sua existência foi redigido por um bispo francês chamado Pierre d’Arcis em 1390 — ou seja, no mesmo século. Nem os testes de DNA que foram conduzidos no ano passado ofereceram respostas conclusivas.

Mais evidências icônicas

Infelizmente, o que não faltam por aí são relíquias religiosas cuja procedência não pode ser comprovada e que simplesmente provam ser falsas. Um exemplo disso é o caso da celebrada coleção de 70 códices de metal descobertos em uma caverna na Jordânia e que chegaram a ser consideradas como provas da existência de Jesus.

Em um primeiro momento, os cientistas pensaram que essas relíquias teriam sido produzidas apenas algumas décadas após a morte de Cristo. Contudo, análises posteriores revelaram que, na verdade, o texto presente nos códices era uma salada de dialetos e que o conteúdo não fazia o menor sentido — e testes demonstraram que os artefatos foram produzidos nos últimos 50 anos e, portanto, haviam sido forjados.

E já que estamos no assunto de códices e textos antigos, até os famosos Manuscritos do Mar Morto, descobertos na década de 40, quando examinados detalhadamente, não provam a existência de Cristo. Em uma passagem o texto se refere a um “professor da virtude” e, apesar de muitas pessoas acreditarem que o tal professor seria Jesus, a verdade é que esse sujeito podia ser qualquer pessoa. Ou não?

Jesus, o homem

Na verdade, apesar de existirem historiadores que acreditam que Cristo nunca existiu e não passa de uma “fabricação”, para a maioria dos estudiosos, as evidências de que ele foi uma pessoa real são mais contundentes. De momento, as provas sobre sua existência — como ser humano, de carne e osso — são obtidas da própria Bíblia.

Os especialistas no tema (cristãos e não cristãos) acreditam que os evangelhos de Mateus, João, Marcos e Lucas foram efetivamente redigidos por discípulos do Nazareno décadas após a sua morte. Além disso, eles creem que os evangelhos que não chegaram a ser canonizados também foram escritos por pessoas que viveram próximo à sua época.

É evidente que existem muitas discrepâncias e contradições entre os relatos, mas muitas informações são comuns nos diferentes evangelhos — e a análise desses dados (ao longo de séculos e séculos de estudos) permitiram que os estudiosos traçassem um perfil de quem foi Jesus, o homem.

Resumo de uma vida

Segundo os historiadores, Cristo nasceu pouco antes do ano 4, cresceu em Nazaré, um pequeno vilarejo localizado na Galileia, e pertencia a uma classe de camponeses. Seu pai era carpinteiro, e ele seguiu a mesma profissão. Porém, os estudiosos acreditam que isso indica que a família possuía terras para a agricultura, mas, por algum motivo, perdeu tudo.

Além disso, o Nazareno foi criado como judeu e foi um devoto seguidor de sua fé até a sua morte. Por certo, suas ações indicam que ele nunca pensou que estava traindo a sua crença — e que ele nunca teve a intenção criar uma nova religião. Quando chegou à idade adulta, Jesus partiu de Nazaré e se encontrou com João Batista, o profeta que o batizou.

Os historiadores acreditam que Cristo pode ter tido algum tipo de experiência divina na ocasião, já que, pouco tempo depois, ele começou a pregar em público a ideia de que o mundo poderia ser transformado no “Reino de Deus”. Com o tempo, Jesus se tornou um destacado professor e profeta e começou a demonstrar talento para a cura — habilidade sobre a qual existe um enorme número de relatos.

Por fim, Jesus foi executado pelos romanos e seus seguidores revelaram tê-lo visto após a sua morte. E foi só depois de Cristo morrer que seus discípulos declaram que ele era seu “Senhor” e “Filho de Deus”.

CONFIRA 5 DOS MILAGRES MAIS POLÊMICOS DA HISTÓRIA

Os milagres são acontecimentos que parecem transcender as leis da natureza, e praticamente todas as religiões descrevem um ou outro — e até mesmo muitos! — desses eventos. Com os avanços tecnológicos, a Ciência conseguiu provar que inúmeros desses fenômenos não passavam de farsas bem elaboradas. No entanto, existem muitos outros que, por mais que os cientistas esmiúcem, analisem, estudem e debatam, simplesmente não têm explicação.

Assim, de sudários e mantos com imagens gravadas a corpos que nunca se decompõem, confira uma lista de milagres publicada pelo site Live Science que continuam a causar polêmica e muito debate entre religiosos e cientistas:

1 – Milagre do Sol

O milagre do Sol ocorreu no dia 13 outubro de 1917 próximo a Fátima, em Portugal, e foi testemunhado por cerca de 70 mil pessoas, incluindo membros da imprensa. O anúncio do milagre foi feito por três crianças da região, que afirmaram ter recebido essa informação da própria Virgem Maria!

E ao meio-dia, após uma forte chuva que parou de repente, diante dos olhos de todos, as nuvens se abriram e o Sol surgiu no céu como um disco luminoso opaco que girava em espiral e emitia luzes coloridas. O milagre durou cerca de 10 minutos e entrou para a lista oficial do Vaticano, embora os céticos de plantão atribuam o evento a um fenômeno atmosférico conhecido como parélio.

2 – Sangue de São Januário

Patrono de Nápoles, São Januário — ou “San Gennaro” em italiano — foi martirizado no século IV e teve um pouco de seu sangue guardado em um relicário. Depois de tantos séculos, seria normal imaginar que essa substância estaria completamente seca, não é mesmo? No entanto, todos os anos, no dia 19 setembro, milhares de fiéis se reúnem para assistir ao fenômeno da liquefação do sangue seco do santo.

A liquefação começou a acontecer depois de um terremoto que atingiu Nápoles em 1980 e provocou a morte de mais de 2,5 mil pessoas. O milagre consta na lista do Vaticano, e é claro que ninguém tem acesso ao conteúdo do relicário. Portanto, até hoje os cientistas — embora tenham muitas teorias sobre o caso — não conseguiram explicar o fenômeno.

3 – Santa Bernadete de Lourdes

Um fenômeno descrito com frequência é o de que os corpos de alguns santos não entram em decomposição, exalando, inclusive, o cheiro de flores que, segundo os fiéis, é um dos sinais de santidade. Um exemplo desses santos “eternos” é Bernadete de Lourdes, que faleceu em 1879 e continua inteirinha — e em exposição — na Capela de Santa Bernadete, na França.

O corpo da santa foi descoberto intacto durante a sua exumação em 1909, e o relatório dos médicos que conduziram o procedimento é surpreendente. O cadáver ainda foi avaliado em outras duas ocasiões, e segundo os documentos, não exalava qualquer odor e estava em perfeito estado de conservação. Além disso, a pele se mostrava macia e com consistência quase normal ao ser cortada, algo considerado totalmente fora do normal.

4 – Virgem de Guadalupe

A imagem teria surgido — em um tecido feito de fibra de cacto e de qualidade bem pobre — no ano de 1531, quando um índio da tribo Nahua chamado Juan Diego disse ter visto a Virgem Maria em um campo próximo à Cidade do México. A figura teria sido “impressa” depois da aparição, e hoje o ícone se encontra exposto na Basílica de Guadalupe.

Embora o material tenha sido analisado em algumas ocasiões por cientistas, ninguém conseguiu determinar se a imagem foi pintada sobre o tecido ou não, nem como isso pode ter sido realizado. Outro mistério que continua sem explicação é o fato de o ícone se manter tão bem preservado depois de tanto tempo.

5 – Santo Sudário

Provavelmente uma das relíquias mais famosas da História, o Sudário de Turim não é considerado um milagre propriamente dito, mas certamente já causou muita polêmica entre religiosos e cientistas. Essa peça teria sido o tecido que envolveu Jesus Cristo em seu sepultamento e traz a imagem impressa de seu corpo em toda a sua extensão.

O Santo Sudário foi extensivamente analisado por uma enorme equipe de cientistas, que descobriu que — pelo menos — algumas partes da relíquia datam da Idade Média, sugerindo que a peça pode ser parte de uma farsa bem elaborada. Contudo, pesquisas posteriores revelaram que o tecido foi produzido muito antes do que se pensava (entre 280 a.C. e 220 d.C.), portanto pode sim ser da época de Cristo. E você, leitor, o que acha?

 

Fonte: Por Maria Luciana Rincón, no Megacurioso.com/Municipios Baianos

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