18/11/2017

Juazeiro: Sem árvores, cidade sofre mais em épocas de calor e seca

 

Nas ruas e avenidas que contornam Juazeiro e Petrolina, o blog destacou ipês florindo os municípios. Porém, essas árvores não se resumem a enfeites para embelezar uma região. Elas emanam saúde, bem-estar, ajudam no ciclo da chuva e podem até amenizar as altas temperaturas. Em meio a um ano de calor recorde, e de uma crise hídrica causada pelos baixos níveis dos reservatórios, a arborização urbana se mostra como uma importante ferramenta para combater os impactos climáticos.

Mas como o plantio de árvores pode ajudar a melhorar questões como temperatura e questões hidrológicas? Alguns estudos comprovam a relação entre as condições microclimáticas de uma região e a arborização. Ou seja, plantar uma árvore não significa resolver todos os problemas, mas traz benefícios inatingíveis dentro de uma região, como, por exemplo, diminuir a exposição ao sol, amenizar as temperaturas e absorver a água para infiltrá-la no subsolo — parte importante do processo de formação das chuvas.

Segundo o professor e doutor em arquitetura e urbanismo Caio Silva, da Universidade de Brasília (UnB), a diferença de arborização entre os lugares mostra a necessidade de um novo planejamento urbanístico. “Eu fiz uma pesquisa em Teresina. Na mesma hora, mesmo dia e na mesma medição, eu tenho 3,1°C a mais da temperatura em avenidas que não têm arborização”, diz.

Isso acontece porque, como a cidade é feita de materiais urbanos, ou eles acumulam ou transferem o calor para a atmosfera. “Mas qual é o único material que consegue consumir calor como radiação? A vegetação. Um ipê, um flamboyant não vão pegar a radiação e refletir, ou acumular. Eles vão se alimentar da radiação para sobreviver. Por esse simples fato, eu tenho um espaço menos quente”, explica.

Outro ponto importante é que as árvores são peças fundamentais no equilíbrio hidrológico e formação das chuvas. Assim, com elas, é possível ajudar no ciclo de precipitação. “A árvore tem copa grande. Ela tem esse papel de pegar água da chuva e infiltrá-la no subsolo. A chuva tem tudo a ver com o equilíbrio ambiental da superfície”, afirma o professor.

JUAZEIRO SEDIA 1º ENCONTRO MACRORREGIONAL NORTE DA RENAST/BA

O 1º Encontro Macrorregional Norte da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast/BA) será realizado em Juazeiro nos dias 20 e 21 de novembro, das 08h às 17h, no Grande Hotel. O evento é promovido pelo Núcleo Regional de Saúde Norte, em parceria com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Juazeiro (Cerest) e da Diretoria de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador (Divast).

O objetivo do encontro é fortalecer a rede de atenção integral à saúde do trabalhador, além de discutir o perfil produtivo e epidemiológico e de qualificar equipes técnicas das instâncias do Renast. A programação conta com palestras, debates e cursos, voltados à temática de saúde do trabalhador. Participam do encontro, representantes dos Núcleos e Bases Regionais de Saúde, do Cerest, da Divast, e de órgãos e instituições parceiros.

VALE DO SÃO FRANCISCO VAI RECEBER GRANDES NOMES DO TEATRO MUNDIAL

Integrantes do Odin Teatret, um dos mais importantes e respeitados grupos de teatro do mundo, Eugênio Barba e Julia Varley são convidados do projeto Pontes Flutuantes.

Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) irão receber nos dias 12 e 13 de dezembro dois grandes nomes do teatro mundial: o diretor teatral Eugênio Barba e a atriz Julia Varley, ambos integrantes do Odin Teatret, sediado na Dinamarca. Os artistas chegam à região para participar do projeto Pontes Flutuantes – diálogos para cena, iniciativa da Cia Biruta de Teatro, que propõe o intercâmbio cultural e a troca de experiências entre artistas locais e grupos de teatro do Brasil e do mundo.

Quais as semelhanças e diferenças entre o teatro que se faz no Vale do São Francisco e no resto do mundo? Essa é uma das questões que norteiam a realização do Pontes Flutuantes em sua primeira edição. O projeto nasce com o objetivo de celebrar o fazer teatro e aproximar os diversos pensamentos acerca da autonomia do teatro como arte e como área de conhecimento e expressão dos modos de organização coletiva ao redor do planeta.

“É muito importante para a gente que faz teatro estar em contato e dialogar com outros grupos para fortalecer o nosso fazer artístico. O Pontes Flutuantes surge nessa perspectiva e com o propósito de criar pontes com artistas de diversas partes do mundo, oferecendo uma via de mão dupla e gerando uma reflexão sobre o que somos e o que fazemos”, explica a atriz Cristiane Crispim, uma das organizadoras do evento, lembrando que outra finalidade do projeto é promover a interiorização de encontros e discussões sobre o teatro.

Diretor teatral, ator e dramaturgo, Antônio Veronaldo, que também é responsável pela organização do projeto, já teve a oportunidade de encontrar Eugênio Barba e destaca a importância de tornar esse encontro acessível para outros artistas. “É a primeira vez que um evento desse porte sai dos grandes centros urbanos e vem para o interior do Nordeste. Isso possibilita o contato de artistas que não estão nas capitais com os grandes mestres. Eles ganham a oportunidade de se alimentar dessa experiência e a nossa cena teatral é que acaba se fortalecendo”.

Em cena: Eugênio Barba e Julia Varley

Não foi por acaso que a Cia Biruta convidou a atriz Julia Varley e o diretor Eugênio Barba para inaugurar o Pontes Flutuantes. Eugênio é fundador do Odin Teatret e criador do conceito de antropologia teatral, além de ser um dos maiores pensadores do teatro contemporâneo. Enquanto Julia Varley traz à cidade a apresentação da sua pesquisa em torno da voz do ator, com uma oficina e a demonstração do seu trabalho.

Em dois dias de evento, divididos entre as dependências do Sesc, em Petrolina, e o Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, o público vai poder conferir a palestra-demonstração “Pensar através das ações”, a demonstração-espetáculo e a oficina “O Eco do Silêncio”. Todas as atividades fazem parte de um roteiro que é apresentado pelos artistas em diversos países e para participar do Pontes Flutuantes, basta realizar a sua inscrição, através do endereço eletrônico:birutaciadeteatro@hotmail.com.

A programação condensa um pouco da trajetória de Eugênio Barba e Julia Varley e de como eles construíram esse modo de fazer teatro que já tem mais de 50 anos. “Eles vão trazer o conhecimento e a forma como eles construíram esse teatro e esse pensamento sobre o teatro contemporâneo e o teatro antropológico. E nós vamos poder apreender isso em uma exposição que é ao mesmo tempo teórica e prática, porque eles trazem um paralelo entre a reflexão, o estudo, a pesquisa e a prática, a vivência empírica do ator e da atriz. É uma formação completa”, conta Cristiane Crispim.

  • Programação

Oficina “O Eco do Silêncio”, com Julia Varley – (vagas preenchidas)

12 e 13 de dezembro

Horário: 8h às 12h

Local: Sala de dança do Sesc-Petrolina (PE)

A oficina, ministrada por Julia Varley, será ofertada a atrizes e atores de grupos locais, como forma de promover um intercâmbio direto com os convidados. O curso centra-se na unidade de impulso físico com a voz, no trabalho do texto com a ação, falado e cantado, buscando reconhecer a voz individual junto ao coro e obter a generosidade que pertence à voz em relação ao espaço. Trata-se da metodologia desenvolvida pela atriz Julia Varley em seus processos de criação e demonstrado no espetáculo O Eco do Silêncio.

Demonstração-espetáculo - O Eco do silêncio, com Julia Varley

12 de dezembro

Horário: 20h

Local: Teatro Dona Amélia - Petrolina (PE)

Duração: 1h30min

O Eco do Silêncio é uma demonstração de trabalho que descreve as vicissitudes da voz de uma atriz e os estratagemas que ela cria para ‘interpretar’ um texto. A voz da atriz e o texto apresentados aos espectadores compõem a música de um espetáculo. No teatro, que aparentemente é livre dos códigos que conhecemos na música, a atriz precisa criar um labirinto de regras, referências e resistências para seguir ou não, de modo a atingir uma expressão pessoal e reconhecer sua própria voz. O eco do silêncio toca em alguns momentos desse processo, permitindo à percepção do espectador deslizar através da disciplina técnica, revelando a pessoa por traz do ator e o silêncio por traz da voz.

Palestra-demonstração - Pensar através das ações, com Eugênio Barba e Julia Varley

13 de dezembro

Horário: 19h

Local: Centro de Cultura João Gilberto - Juazeiro (BA)

Eugênio Barba revela, nessa palestra, seu trabalho de diretor-autor, exemplificando a sua trajetória com exercícios e ilustrando seus procedimentos com o auxílio de Julia Varley. Nessa palestra-demonstração, os dois artistas propõem definir os diferentes níveis da dramaturgia no trabalho dedicado a um espetáculo de teatro e os aspectos básicos da Antropologia Teatral, abordando os seguintes temas:

- Elaboração da dramaturgia do ator do nível orgânico ao dinâmico (ações físicas e vocais)

- Relação entre partitura dinâmica e estrutura narrativa;

- Relação entre a dramaturgia total de um diretor e do texto;

- Relação entre a dramaturgia do diretor, do escritor e do texto;

- Técnicas cotidianas e extra cotidianas;

- Diferença entre movimento e ação;

- Imobilidade estática e dinâmica;

- A energia no espaço e a energia no tempo;

- Técnica de montagem para diretores;

- A percepção do diretor e percepção do espectador;

*Vagas disponíveis para Palestra-demonstração “Pensar através das ações” e a demonstração-espetáculo “Eco do Silêncio”, com pacote no valor de 200,00 para participação nas duas ações. Inscrições abertas até o preenchimento das vagas!

Para inscrições e mais informações, entrar em contato através do endereço eletrônico birutaciadeteatro@hotmail.com ou pela página www.facebook.com/pontesflutuantes.

 

Fonte: Ação Popular/BlogdoGeraldoJosé/Municipios Baianos

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