19/11/2017

Vereador Carlos Muniz negocia migração para o PDT

 

O vereador Carlos Muniz (Podemos) confirmou à Tribuna que está em contato com a cúpula do PDT e que pode migrar para a legenda em breve. "A informação procede.  Tive a primeira conversa com Félix [Mendonça Jr.] e estou aguardando ele ter tempo de estar em Salvador para que a gente possa conversar", afirmou o edil, que trava uma disputa com o deputado João Carlos Bacelar (Podemos).

Muniz justifica a relação que mantém com a  legenda. "Na realidade, muitos amigos que eu tenho e que têm afinidade com o PDT acham que é um partido bom para me filiar, mas não tem nada certo ainda. Só houve o primeiro contato. Félix me disse que ficaria muito feliz se isso acontecesse, mas depende de outras conversas", afirma o parlamentar, que pretende sair candidato a deputado estadual no ano que vem.

"Não posso dizer porque ainda não tive contato com eles e disse que já estava em contato com  outro partido. Não poderia entrar em contato com outros partidos sem tomar uma decisão. Se eu tomar uma decisão de não ir para o PDT, aí vou entrar em contato com outro partido. Se eu estou conversando com algum partido, não posso conversar com outros dois ou três". O deputado federal e presidente do PDT na Bahia, Félix Mendonça Jr, disse ontem que o partido tem conversado com o vereador Carlos Muniz, que deve migrar para a base do prefeito ACM Neto (DEM). "Estamos conversando, mas nada foi decidido ainda", afirmou Félix.

O parlamentar afirmou, no entanto, que a legenda tem grandes chances de continuar dando apoio ao governador Rui Costa (PT). “Hoje apoiamos Rui e a tendência continuar apoiando”. Atualmente, a sigla tem em Salvador o vereador Odiosvaldo Vigas, que pertence à base aliada do prefeito democrata.

Ontem, Muniz confirmou à Tribuna que está se desfiliando do Podemos.  Especula-se no meio político que o edil brigou com o deputado João Carlos Bacelar por ter sinalizado o desejo de migrar para a base democrata. “Numa conversa, ele tomou a decisão e disse que iria me expulsar. Eu falei que poderia expulsar, não teria problema nenhum”, relatou o vereador - que prefere não dar detalhes sobre o motivo da ameaça de expulsão, mas disse que Bacelar “só pensa na própria eleição”.

Trindade sairá do PSL caso partido vá para base de Neto: ‘Meu partido é o do governador’

A possível destituição do presidente estadual do PSL (entenda aqui), deputado estadual Marcelo Nilo, pode gerar uma situação complicada para o vereador de Salvador, José Trindade (PSL).

Com uma eventual saída de Nilo, o aventado como substituto dele, Antonio Olívio, já manifestou vontade de levar a sigla para a base do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

Entretanto, Trindade é líder da oposição na Câmara Municipal e um dos mais ferrenhos defensores do governador Rui Costa.

Em entrevista ao Bahia Notícias neste sábado (18), o vereador afirmou que, caso as negociações se concretizem, vai se desfiliar do PSL. “Eu costumo dizer que meu partido é o PRC, o Partido do Governador Rui Costa. Só ficarei no partido se ele se mantiver na base do governador. Não existe a menor possibilidade de eu me manter em qualquer partido que não seja aliado ao governador Rui Costa”, assegurou.

Trindade, no entanto, disse que não soube de nenhuma movimentação pela saída de Nilo da presidência estadual e também de qualquer tratativa para que a agremiação ingresse no grupo político de Neto. “Eu não acredito que o PSL vai sair da base do governador. Porque este é um projeto vitorioso, não tem por que sairmos de algo que está vencendo”, avaliou.

Representações contra vereadores são arquivadas na Comissão de Ética da Câmara de Salvador

Ao menos quatro representações em tramitação na Comissão de Ética da Câmara de Salvador foram arquivadas pelo relator e presidente do colegiado vereador Edvaldo Brito (PSD). Os alvos das denúncias eram os vereadores Aladilce Souza (PCdoB), Felipe Lucas (PMDB), José Trindade (PSL), Téo Sena (PHS) e o líder governista Henrique Carballal (PV).

De acordo com o apurado pelo BNews, o arquivamento se deu pela falta de provas concretas que justificassem o andamento das representações.

Questionado sobre a questão, o vereador Edvaldo Brito afirmou que pelo regimento não poderia comentar os casos apreciados por ele.

RELEMBRE O CASO

O primeiro processo remete a agosto, quando o vereador Felipe Lucas (PMDB) acusou a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) de orquestrar as ovadas recebidas pelo prefeito de São Paulo, João Dória (DEM) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), durante a entrega do título de cidadão baiano ao chefe do Executivo paulista.

Aldilce também representou o peemedebista, visto que o mesmo se exaltou durante uma reunião do colégio de Líderes na Casa e a comunista se sentiu ofendida.

Os outros protagonistas são Téo Sena e Trindade. O governista ingressou com a representação contra o líder da oposição após se sentir ofendido com as críticas de Trindade contra contra o prefeito ACM Neto e a bancada de oposição.

Trindade, por sua vez, ingressou com representação contra os líderes governistas por também se sentir ofendido por declarações dadas pelo mesmo.

Em todos os casos os edis argumentaram quebra de decoro parlamentar.

Prefeito em exercício, Bruno Reis participa de evento do PSC, mas evita falar de apoio em 2018

O prefeito em exercício Bruno Reis (PMDB) participou na manhã deste sábado (18) do Encontro do PSC, representado o prefeito ACM Neto, que está em viagem ao exterior. Bruno evitou comentar sobre apoio do seu grupo político a pré-candidatura à presidência da República do economista Paulo Rabelo. "É cedo para falar em 2018", desconversou.

Bruno Reis ressaltou a importância do partido para o desenvolvimento de Salvador. "Está ao nosso lado desde o primeiro dia, é um partido importante, contribuiu muito para as transformações em Salvador. Com certeza o partido estará ao nosso lado para voos maiores na Bahia", pontuou.

Em evento público como prefeito, Bruno Reis foi indagado se já era um treinamento para 2018, já que Neto deve se lançar candidato a governador do Estado. "O treinamento é ao longo dos 20 anos de vida pública ao lado de ACM Neto", afirmou, descontraído.

PSDB governista tenta 'saída negociada' do governo

Empenhados em salvar a aliança com o PMDB para as eleições de 2018, tucanos que integram a "ala Jaburu" - composta por frequentadores da residência oficial do presidente Michel Temer - combinaram com o Palácio do Planalto o script do desembarque. A estratégia foi articulada para diluir a saída do PSDB da coligação e não parecer que o governo está a reboque dos tucanos. Auxiliares de Temer afirmam que, dependendo da forma como o PSDB "descasar", pode haver uma porta aberta para uma dobradinha em 2018. Alegam, no entanto, que é preciso saber qual PSDB sobreviverá da convenção de 9 de dezembro.

"Temer não será o divisor de águas na eleição de 2018. Não haverá uma disputa nem um plebiscito entre os que são a favor ou contra Temer", disse ao jornal O Estado de S. Paulo o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. "A pretexto de defender uma candidatura presidencial do PSDB, a tese do desembarque passou a ser um biombo para ocultar a posição de ruptura daqueles que não querem votar a reforma da Previdência."

Diante da fratura exposta pelo PSDB, Aloysio apresentou a Temer a ideia de renovar o Ministério em dezembro, substituindo os nomes que, a exemplo dele, estão dispostos a concorrer no ano que vem. O chanceler confirmou à reportagem que será candidato à reeleição ao Senado. Além de condicionar a manutenção dos aliados na Esplanada à aprovação da reforma da Previdência na Câmara, o movimento foi planejado para que o Planalto não ficasse em posição reativa. Com tudo combinado, o então ministro das Cidades, Bruno Araújo (PE), saiu na frente e na segunda-feira entregou uma das mais cobiçadas cadeiras da Esplanada.

Para o seu lugar, o nome mais cotado, até agora, é o do presidente da Caixa, Gilberto Occhi, indicado pelo PP. Em entrevista ao Estadão/Broadcast ontem, Occhi desconversou: "Prefiro ficar na Caixa e concluir esse trabalho. Mas, se for inevitável...", disse.

Antes da viagem a quatro países, Aloysio Nunes disse a amigos que também deixaria o cargo após a convenção do PSDB. Os outros dois ministros do partido que sairão são os baianos Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos). A pressão de outros aliados, nos últimos dias, fez com que Temer tirasse o "bode da sala" e recuasse da decisão de pedir para que todos os candidatos abrissem mão de suas pastas em dezembro. Agora, a reforma ministerial será feita em duas etapas, uma até 20 de dezembro e outra no fim de março ou começo de abril de 2018, quando quem vai disputar as eleições precisa se desincompatibilizar. Dos 28 ministros, pelo menos 17 vão concorrer no ano que vem.

A sugestão do ministro das Relações Exteriores para que Temer trocasse os ministros candidatos em dezembro foi revelada pelo titular da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, em um post no Twitter. O peemedebista ainda criticou essa intenção ao afirmar que a ideia era "útil ao País, nem tanto ao governo." A "inconfidência" de Moreira não só contrariou Aloysio Nunes como causou mal-estar no Planalto.

Arthur Maia só apresentará nova reforma da Previdência após troca de ministros

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), impôs que só vai apresentar um novo texto para a proposta, mesmo que seja apenas com a idade mínima para aposentadorias, após a reforma ministerial.

De acordo com a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, Maia prevê que, sem a dança das cadeiras, a votação das mudanças ficará para abril, quando os ministros-candidatos têm de deixar o cargo. 

“Sem reforma ministerial, não vejo como andar nada. Está nas mãos do presidente”, afirmou. E, ainda segundo a publicação, o panorama não é nada para o governo quando o assunto é número de votos para aprovar a reforma. O deputado Beto Mansur vai entregar ao presidente Michel Temer, no domingo, uma planilha que mostra que não chega a 100 a quantidade de votos na base aliada.

Com isso, a falta de votos tem estimulado o governo cada vez mais a deixar a reforma ministerial para depois da votação da Previdência. O governo só contemplaria com cargos na Esplanada os partidos que efetivamente entregarem os votos das bancadas.

 

Fonte: Tribuna/BN/BNews/Municipios Baianos

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