22/11/2017

Nilo negocia com o PSB e refuta apoio do PSL a Neto

 

Tudo leva a crer que o deputado estadual Marcelo Nilo deixará o PSL em breve. E, com isso, especula-se nos bastidores da política que a legenda tem grandes chances de migrar para a base de ACM Neto (DEM). O parlamentar iniciou conversas com o PR e o PSD, mas está cada vez mais próximo da cúpula do PSB. “Estou conversando com ela, mas não tem nada definido. Se eu sair do PSL, O partido que eu irei é o PSB de Lídice. Mas não tem nada definido, porque eu ainda vou conversar com o presidente nacional do PSL”, disse o parlamentar à Tribuna, negando ainda que a legenda vá migrar para a base de Neto enquanto ele estiver no comando. "Enquanto eu estiver na presidência, isso não vai acontecer".

No último domingo, a senadora Lídice da Mata (PSB) chegou a declarar que “a vinda de Marcelo Nilo é uma coisa que alegra o PSB”. “Ele é um grande amigo do partido de muitos anos e nós consideramos que é um parlamentar que tem uma posição historicamente definida na política baiana”, prosseguiu Lídice. “Quanto à posição da chapa, é uma questão que o partido está discutindo. Há muitos companheiros do partido que estão defendendo essa posição, de sair com uma candidatura. Mas isso ainda é cedo para se discutir”, acrescentou.

Procurado pela Tribuna, o dirigente do PSL em Salvador, Antônio Olívio, disse desconhecer qualquer movimento da legenda no sentido de apoiar Neto: "Deixa eu te explicar uma coisa: quem fala pelo PSL é Marcelo Nilo, que é o presidente. Quando for para a base de ACM Neto, eu nunca disse isso. Ninguém nunca ouviu de minha boca. Alguém está dando barrigada. Quem fala na Bahia pelo PSL é o presidente".

Olívio também nega que haja uma decisão a respeito da saída de Nilo. "Bom, eu nunca ouvi isso dele e ele nunca falou isso comigo. E eu acho que ele nunca reuniu o diretório estadual para falar isso. Pelo menos, para mim, que sou presidente do diretório municipal, ele nunca me disse isso. [...] Eu não posso achar nada. Só quem pode achar é o deputado Marcelo Nilo. Quem fala por ele, é ele", disparou.

Pinheiro fecha porta ao PT: ‘Não tenho experiência em separação e volta’

Ainda sem partido, desde que deixou o PT, o atual secretário estadual de Educação, Walter Pinheiro, fechou definitivamente a porta para regressar à sua legenda de origem.

Em entrevista ao bahia.ba, nesta terça-feira (21), durante a abertura do 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, na Arena Fonte Nova, o senador licenciado descartou peremptoriamente a especulação de que poderia voltar à sigla petista. “Eu não fechei com ninguém e não anunciei volta para lugar nenhum. Eu não tenho muita experiência nesse negócio de separação e volta, até porque estou casado com a mesma mulher há 40 anos. Agora, do ponto de vista partidário, eu tomei uma decisão, saí do Partido dos Trabalhadores e vou tomar uma decisão de qual será o meu rumo em março de 2018. Por isso que eu não tenho conversado com ninguém, não tenho deixado expectativa, até para não ficar fazendo leilão. Filiação partidária não pode ser um leilão: vai para aqui, para ali, para acolá. Quem procura muitos partidos, ou efetivamente está inseguro, ou está procurando partidos, não para contribuir, mas para ocupar um espaço na política. Não é o meu caso”, declarou.

Ele garante que sequer definiu se tentará a reeleição ao Senado na próxima eleição, se voltará a pleitear uma cadeira na Câmara dos Deputados, ou mesmo se será candidato. “Dois mil e dezoito ainda está longe, rapaz. Eu tenho até março para tomar uma definição partidária. Então, minha cabeça, por enquanto, está para a Educação. Eu, por enquanto, não estou pensando em absolutamente nada, do ponto de vista eleitoral”, afirmou.

Pinheiro tem as portas abertas para ingressar no PSD, PSB e PDT, conforme os seus presidentes estaduais, Otto Alencar, Lídice da Mata e Félix Mendonça Júnior.

Rui espera decisão judicial sobre empréstimo junto ao Banco do Brasil ainda esta semana

O governador Rui Costa espera que a Justiça tenha uma decisão ainda esta semana sobre o empréstimo de R$ 600 milhões junto ao Banco do Brasil.

O governo estadual entrou com uma ação contra a instituição financeira sob a acusação de que ela não realiza o repasse do montante por questões políticas.

Segundo Rui, o processo já está com o juiz, que pode anunciar em breve sua decisão. "Eu acredito que finalmente essa semana a gente deve ter uma posição judicial. O processo está concluso e espero que essa semana haja uma posição favorável ao estado", declarou Rui. 

Para o governador, "está clara a perseguição política" no caso. Aliados dele alegam que o valor teria sido retido após interferência do DEM, com a participação do prefeito de Salvador, ACM Neto. "Infelizmente um banco de tradição centenária está de joelhos perante a mesquinharia da política", criticou Rui.

Nesta segunda-feira (20), durante visita a Salvador, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que o repasse de R$ 600 milhões ainda dependia da apresentação de documentos pelo governo. A hipótese foi negada pela Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). "O próprio ministro disse: 'A minha parte eu já fiz'. Nisso ele está correto. Não tem mais nada que dependa do ministério", comentou Rui.

Obras no aeroporto de Salvador começam em janeiro

O CEO da Vinci do Brasil, José Menghini, anunciou para 3 de janeiro o início das obras de melhoria no aeroporto de Salvador, incluindo a criação do segundo ramal de fingers e a nova modelagem na pista de pouso.

O executivo garantiu também a ampliação do sistema de wifi e das vagas de estacionamento. O dia para o começo das intervenções coincide com a data em que a Vinci assume o terminal através de operação assistida pela Infraero.

A partir de março, a companhia francesa  responderá integralmente pela administração do aeroporto.

Briga de titãs

Em outra frente, o Grupo Vinci trava um duelo contra outra concessionária com negócios na Bahia, a CCR, pelos ativos da gigante Invepar na área de infraestrutura.

Controlada pelos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), Caixa (Funcef) e Petros (Petrobras), a Invepar decidiu se desfazer de concessões como o Aeroporto de Guarulho, em São Paulo, e o sistema de metrô do Rio.

Embora tenha conversas em estágio avançado com a CCR, que opera o metrô de Salvador, a Invepar dialoga com a Vinci, em atuação conjunta como Mubadala, o fundo soberano de Abu Dhabi.

Rui acelera ritmo de inaugurações no interior e pré-campanha acaba intensificada

As últimas semanas de 2017 serão marcadas por uma série de inaugurações das policlínicas, um dos carros-chefes do governo da Bahia na área de saúde, e dois hospitais, da Costa do Cacau, em Ilhéus, e da Chapada, em Seabra.

A medida é um avanço e também um alento para as comunidades do interior do estado, sempre renegadas historicamente pelos governos de outrora. Porém não deixa de ser também um excelente mote para que o governador Rui Costa se capitalize ainda mais politicamente para as eleições de 2018, quando deve ser candidato à reeleição.

Na última sexta-feira (17), Teixeira de Freitas foi a primeira cidade a receber o equipamento, com direito a show de César Menotti e Fabiano. Até o final do ano, ainda devem acontecer as inaugurações das policlínicas de Jequié, Irecê e Guanambi e dos dois hospitais.

Batendo à porta de um ano eleitoral, as entregas dos projetos são um bom pontapé para que Rui consiga angariar apoios nas cidades-polo, escolhidas estrategicamente do ponto de vista microrregional para o polígono da saúde, mas também do ponto de vista político-eleitoral.

São municípios de médio porte e com poder de influência sobre as demais cidades. Frente ao até então principal adversário, o prefeito de Salvador, ACM Neto, Rui tem a vantagem de percorrer o interior sob o pretexto de entregar obras e não parecer campanha eleitoral.

Do ponto de vista legal, não há qualquer questionamento sobre o eventual uso político desses atos como uma prévia da popularidade.

Até mesmo no uso estratégico de “mega-inaugurações” não caberá reclamação de ACM Neto, que adota o mesmo artifício quando realiza ações na capital baiana.

O que chama atenção é a necessidade de Rui em negar estar em campanha. Ao recorrer a esse discurso, o governador dá munição para a oposição acusá-lo.

A matemática é bem simples: é fácil entender que o atual chefe de Ondina abre certa vantagem ao percorrer o interior com as inaugurações. Se tudo for feito dentro da legislação, os adversários terão o direito de fazer barulho.

Entretanto, nada mais do que isso. Faltando 40 dias para o final de 2017, chega a ser enfadonho dizer que as eleições estão cada vez mais perto. E Rui mostra que está antenado com essa proximidade.

Empresa chinesa envia a Salvador equipe para estudar viabilidade da ponte Salvador-Itaparica

O vice-governador e secretário de Planejamento, João Leão, se reuniu nesta segunda-feira (20) com representantes da empresa chinesa CRE4, interessada na construção do projeto do Sistema Viário Oeste – Ponte Salvador-Ilha de Itaparica para discutir as viabilidades socioeconômicas de uma possível parceria com a empresa chinesa.

Esta é a segunda vez que a CRE4 envia uma equipe técnica para conhecer o projeto. O grupo, composto por economistas, está analisando a viabilidade socioeconômica do projeto. O Sistema Viário Oeste, que engloba o equipamento, entre os municípios de Salvador e Itaparica, deve criar um vetor de desenvolvimento no estado.

Orçada em R$ 7 bilhões, a ponte deve trazer para a região investimentos públicos e privados três vezes maiores do que os recursos gastos na obra, segundo o governo estadual.

O plano desenvolvimento da região prevê o estímulo a áreas como educação, saúde, segurança pública, logística, indústria naval, turismo, agricultura, comércio e construção civil.

Também nesta reunião, o superintendente da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Marcelo Neves, apresentou uma proposta para viabilizar um financiamento no aporte de R$ 1,8 bilhão para construção do Sistema Viário Oeste.

Rodrigo Maia e líderes do governo defendem permanência de Imbassahy em ministério

A possibilidade de saída de Antônio Imbassahy (PSDB) do cargo de ministro da Secretaria de Governo está cada dia mais fraca. Líderes da base governista já defendem que o tucano permaneça na pasta. A saída do deputado federal baiano licenciado era um pleito dos partidos que compõem o Centrão.

A posição dos líderes da base do presidente Michel Temer (PMDB) ocorre diante da dificuldade de um consenso para a mudança na vaga. De acordo com informações do blog da jornalista Andreia Sadi, do portal G1, entre os que passaram a admitir a ideia de continuidade do tucano estão o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Uma das principais resistências à manutenção de Imbassahy é do líder do PP, Artur Lira (AL).

Em entrevista à rádio CBN, Rodrigo Maia disse que o governo Temer está "muito longe" de obter os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, mas defendeu a permanência do ministro Antonio Imbassahy na Secretaria de Governo, apesar da insatisfação de parte da base aliada com o ministro baiano.

"Acho que na articulação política, o que a gente precisa é que o ministro esteja pronto para o diálogo conosco (Congresso). O Imbassahy hoje tem diálogo com parte da base, e não tem com outra. Nada que a gente também não consiga, conversando, chegar a um entendimento e compreensão. E talvez o melhor caminho seja a manutenção do ministro", ponderou o presidente da Câmara.

 

 

Fonte: Tribuna/Bahia.ba/BN/Correio/BNews/Municipios Baianos

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