28/11/2017

Salvador: Festival Combina MPB agita fim de semana

 

Todo mundo sabe que a identidade nacional de nosso povo é formada por uma combinação de tintas tão variadas quanto as origens de nossa população. Ligados por um passado de encontros étnicos e culturais, estamos juntos e misturados na geleia geral brasileira. E com a música, traço mais popular desse caldeirão, não poderia ser diferente.

Inspirado pelas diferentes combinações de gêneros, influências e tradições tão díspares quanto fascinantes que permitiram a música brasileira florescer e se afirmar no mundo, nasce o FESTIVAL COMBINA MPB, dias 1, 2 e 3 de dezembro no Estacionamento do Wet’n’Wild de Salvador, Bahia.

Há muito tempo o Brasil não tem uma programação tão diversificada dividida em dois grandes palcos – Harmonia e Melodia - com capacidade para 40.000 pessoas no total, e com um detalhe: inteiramente grátis!  Como seu nome sugere, o FESTIVAL COMBINA MPB apresentará encontros musicais imperdíveis como Pretinho da Serrinha recebendo Mariene de Castro, Maria Rita e Roberta Sá; Milton Nascimento e Tiago Iorc; Carlinhos Brown e Ana Vitória; BaianaSystem com BNegão e Emicida; Johnny Hooker com Daniela Mercury e as Bahias e a Cozinha Mineira; e até Gilberto Gil e Anitta.

Vai ter pra todo gosto e além da música uma área de alimentação tão farta quanto variada, operada pela Bahia Food Park.  Serão de 12 a 15 foodtrucks com pizzas, hamburgers, tapiocas, acarajés, churros, sorvetes, entre outras delícias. Haverá também opções saudáveis para atender a todas as tribos.

Localizado a 500 metros do metrô Bairro da Paz (#borademetro), e com total acessibilidade para deficientes auditivos, visuais e cadeirantes, o local é uma nova alternativa que se abre em Salvador para shows de grande porte na cidade que é sinônimo de música. 

A cada dia os shows serão transmitidos AO VIVO pelos canais MULTISHOW e BIS, da GLOBOSAT, e também via streaming pelo Multishow Play e Bis Play. Na TV, a cobertura fica sob o comando dos apresentadores Laura Vicente e Guilherme Guedes, que trazem tudo em tempo real direto de Salvador. Nas redes sociais do Multishow, Gominho registra todos os bastidores do evento, incluindo os camarins dos artistas e a preparação de cada um deles antes de subir ao palco, além dos ensaios que acontecem no dia 30 de novembro.

Com a curadoria e a produção da EXPRESSO 2222 PRODUÇÕES, o Festival COMBINA MPB vem no espírito de juntar pessoas, seja no palco ou na plateia, numa combinação de artistas que levarão fragmentos de seus trabalhos individuais para combinarem com a música de outros colegas. 

Fica combinado que é um conceito de trabalho, ligado a uma visão culta da MPB. O que ela é, como tem sido, como ela tem sido representada até aqui. Esse nome – COMBINA - tem vários significados, mas todos eles voltados para a boa combinação de artistas, músicos, e também empresários, produtores, enfim, uma cadeia enorme de pessoas que se juntam e se combinam para levar ao público boa música e diversão.

O Festival Combina MPB é patrocinado pelo Governo do Estado da Bahia, através do FAZCULTURA, parceria entre a Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e a Secretaria da Fazenda (SEFAZ). O mecanismo integra o Sistema Estadual de Fomento à Cultura, composto também pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O objetivo deste fomento é promover ações de patrocínio cultural por meio de renúncia fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas.

  • Serviço:

Festival COMBINA MPB

Datas: 01, 02 e 03 de dezembro de 2017

Local: Estacionamento do Wet'n Wild - Av. Paralela, 280 - Salvador

Horário: 18h as 23h35

Abertura dos portões: 13h

Patrocinador: Banco Bradesco, CCR Metrô BA através da lei federal de incentivo à cultura, Rouanet e da Brahma Extra.

Apoio: SACEM, UBC, Bahiatursa e Novotel.

Transportadora oficial: Avianca.

Realização: Expresso 2222 Produções e Ministério da Cultura.

BTCA estreia Urbis in Motus

Companhia pública de dança da Bahia, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) se posiciona nos tempos contemporâneos e estreia um projeto artístico que, aliando tecnologia, redes informacionais e audiovisual, desenvolve temas urgentes que resguardam a diversidade e mobilizam lutas de minorias sociais.

“Urbis in Motus” resulta de um processo criativo em dança que engajou os dançarinos em reflexões continuadas a respeito de racismo, LGBTfobia e misoginia. Em cena, o público presenciará a interação de performance e coreografia ao vivo, videomapping e intervenção urbana, em circulação em espaços públicos de Salvador, incorporando assim também pensamentos a respeito de cidade, ocupação, patrimônio histórico-cultural e memória.

A temporada de quatro apresentações se inicia na Esplanada da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), no dia 30 de novembro, seguindo para o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), em 1º de dezembro, Forte de Santo Antônio Além do Carmo, em 7 de dezembro, e finalizando mais uma vez na Esplanada do TCA, no dia 8 de dezembro, sempre às 19h e livremente aberta ao acesso do público.

“Urbis in Motus” (“cidade em movimento”, em latim) é uma proposição de David Cavalcanti (VJ Gabiru) juntamente com o diretor artístico do BTCA, Antrifo Sanches, e a assessora artística da companhia, Dina Tourinho, com o suporte do Núcleo de Pesquisa do Balé. Dois artistas-pesquisadores foram convidados para desenvolver as coreografias com a companhia: os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretores teatrais Djalma Thürler, instigado pelas questões de LGBTfobia, e Meran Vargens, com o tema da misoginia. Já a pauta do racismo será abordada em um videodança, exibindo um solo do bailarino Renivaldo Nascimento (Flexa II).

Para este trabalho coletivo e reflexivo, o BTCA e sua equipe, diretores e coreógrafos, assim como os criadores do figurino e da trilha sonora, atuaram de forma dialógica por um período de três meses, desde o último mês de agosto. O questionamento acerca das intolerâncias, bem como a decisão de acionar diferentes linguagens artísticas para expressar poeticamente a defesa das liberdades foram os guias desta produção.

BTCA

Companhia pública de dança contemporânea fundada em 1981, o BTCA tem o dançarino, coreógrafo, produtor e professor Antrifo Sanches como diretor artístico. Trata-se de corpo artístico estável mantido pelo TCA, Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

  • Serviço:

Urbis in Motus – Balé Teatro Castro Alves

Concepção: David Cavalcanti (VJ Gabiru), Antrifo Sanches e Dina Tourinho

Direção Coreográfica: Djalma Thürler, Meran Vargens e Renivaldo Nascimento (Flexa II)

Classificação indicativa: 12 anos

Acesso livremente aberto público

Esplanada da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA)

Data: 30 de novembro (quinta-feira)

Horário: às 19h

Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)

Data: 1º de dezembro (sexta-feira)

Horário: às 19h

Forte de Santo Antônio Além do Carmo

Data: 7 de dezembro (quinta-feira)

Horário: às 19h

Esplanada da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA)

Data: 8 de dezembro (sexta-feira)

Horário: às 19h

Centenário de Mestre Didi é celebrado com lançamento de documentário

Dirigido por Emilio Le Roux, Hans Herold e Silvana Moura – com produção executiva de Djane Moura Cruz – o documentário Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá revive a história do sacerdote através das memórias e relatos dos membros do terreiro Asipá e de sua família, pessoas que conviveram bem de perto com ele. Como artista plástico, Mestre Didi difundiu costumes, línguas, estéticas, literatura e mitologia dos povos africanos, principalmente a sua religião, aprofundando o conhecimento dos alunos sobre as influências dessa cultura na formação nacional brasileira. Em suas obras, Mestre Didi manipula materiais e formas, objetos e emblemas que das entidades sagradas, unindo produção artística e prática religiosa. Com apoio da SEPROMI, da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá e da Associação Beneficente Cultural e Carnavalesca Bloco Afro Idará, o lançamento do filme será no dia 30/11, às 19h30, na Sala Walter da Silveira – Biblioteca Pública dos Barris. Entrada Franca.

Os diretores conheceram Mestre Didi (1917-2013) há alguns anos, começaram a frequentar o Asipá e ficaram fascinados com a sua sabedoria, elegância e grandeza. Incentivados por José Félix, neto do escultor, aceitaram o desafio da homenagem.

“Mestre Didi é um dos grandes nomes da cultura brasileira, um sábio, conhecedor profundo do culto aos egungus, do candomblé. Tentamos mostrar esses talentos múltiplos do Mestre: sacerdote, artista, escritor, dramaturgo, educador... É um dos grandes brasileiros do século XX, precisa ser conhecido nesse país. Sua vida é um exemplo! Ele viveu para preservar a herança dos seus ancestrais, logo temos que preservar o legado desse ser incrível”, explica a jornalista e diretora Silvana Moura.

Bio Mestre Didi (1917-2013)

Mestre Didi nasceu em 2/12/1917, filho da famosa Iyalorixá Mãe Senhora do Opô Afonjá, conviveu com a fundadora do famoso terreiro de São Gonçalo, Mãe Aninha Oba Biyi e ganhou o título de Assogba. Depois foi iniciado ao culto de egunguns e se tornou Alápini, o supremo sacerdote do culto aos ancestrais no Brasil. Mestre Didi é um homem especial, reconhecido mundialmente pela sua produção artística e intelectual, além do seu papel fundamental na preservação da cultura afro-brasileira.

Descendente de uma antiga linhagem ketu, foi iniciado no culto do orixá Obaluaiyê, que juntamente aos orixás Nanã e Oxumaré constituem o Panteão da Terra para os Iorubas, servindo esses orixás como inspiração para suas produções. Como parte do Panteão da Terra, a força desses orixás estaria em elementos naturais como plantas e alguns objetos minerais, o que levou Mestre Didi a utilizar em suas esculturas materiais retirados da natureza, como palhas de palmeiras, conchas e búzios. As cores utilizadas também remetem a princípios sagrados, tendo por base o preto, o vermelho e o azul.

No aspecto da organização social, Mestre Didi deu continuidade a sua herança africana e as suas diversas iniciações ao criar, em 1980, o Ilê Asipá, uma comunidade e terreiro de culto aos ancestrais Egum, onde são zelados os antepassados da linhagem Asipá e aqueles ancestrais trazidos da África. Com essas ações, Mestre Didi se tornou um dos principais sacerdotes de origem africana no Brasil, exercendo forte influência em Salvador, principalmente.

  • Serviço:

Lançamento do documentário Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá

Local: Sala Walter da Silveira – Biblioteca Pública dos Barris – Rua Gen. Labatut, 27 - Salvador – Bahia.

Data: Quinta (30)

Horário: 19h30

Entrada gratuita

 

Fonte: SecultBa/Municipios Baianos

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