01/12/2017

Bahia: Por recomendação do MP, cirurgiões pediatras param atividades

 

Grande parte das cirurgias pediátricas realizadas via Sistema Único de Saúde (SUS) estarão suspensas a partir desta sexta-feira (1º), de acordo com o Núcleo de Cirurgiões Pediátricos da Bahia (NCP).

A medida está relacionada ao encerramento do contrato entre a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) e a entidade.

"Desde 2007 o NCP presta serviço junto à Sesab. No entanto, a secretaria não renovou esse contrato em julho de 2016 e, desde então, estamos trabalhando de forma indenizatória", explicou Paulo Pires, cirurgião pediátrico e integrante do núcleo.

No entanto, no dia 4 de setembro o NCP foi notificado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) a interromper os atendimentos por ter trabalhadores da Sesab em seu quadro.

Na tentativa de evitar desassistência, em 29 de setembro, Sesab e MP-BA solicitaram a manutenção dos atendimentos por 60 dias para que a secretaria buscasse uma solução para a questão. O prazo se encerra nesta quinta-feira (30), e o NCP foi orientado a interromper imediatamente o contrato.

"O número reduzido de cirurgiões pediatras em atividade na Bahia torna imprescindível que todo profissional disponível seja utilizado para atender à demanda da rede pública do estado. Essa é uma especialidade cirúrgica de formação complexa e prolongada e, mesmo com os quatro programas de residência que estabelecemos para formar novos cirurgiões, ainda não temos médicos suficientes para dispor dos funcionários da Sesab", afirmou Pires.

De acordo com o profissional, a Bahia tem apenas seis médicos concursados para a especialidade, quando a necessidade é de cerca de 40.

"O receio principal das pessoas que compõem essa empresa é a desassistência. Vai trocar 37 profissionais que supriam o SUS por apenas seis", pontuou.

Apesar de edital de licitação emergencial lançado pela Sesab neste mês, o NCP não tem expectativa de voltar a trabalhar com a pasta, devido ao modelo de trabalho apresentado.

"Onde existem quatro cirurgiões trabalhando em sobrecarga, eles querem colocar apenas um", criticou.

Atualmente, o NCP é responsável pelas cirurgias pediátrica e neonatal nas Maternidades Climério de Oliveira, Iperba, João Batista Caribé e Albert Sabin, Tsylla Balbino, Hospitais Ana Nery, Couto Maia, Geral do Estado, Roberto Santos, Menandro de Farias, Octávio Mangabeira, Martagão Gesteira e fazem uma média de 80 procedimentos por mês no estado.

Faturamento anual dos planos de saúde é maior que o PIB de 19 estados

O faturamento anual das operadoras de planos de saúde que atuam no Brasil, no valor de R$178,4 bilhões, é tão escandalosamente elevado que supera o PIB de 19 Estados, segundo dados mais recentes do IBGE. A soma das riquezas dos planos de saúde só não e maior que o Produto Interno Bruto (PIB) dos três Estados do Sul (RS, PR e SC) e mais São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Bahia e o Distrito Federal.

O setor de planos de saúde fatura mais que todos os Estados da região Norte. No Nordeste, rivaliza só com a Bahia (R$245 bilhões). Com a parceria da Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), os planos de saúde viram o lucro líquido subir 70% de 2015 para 2016. O poderoso lobby dos planos de saúde acaba emplacando seus ex-empregados em cargos de direção da “agência reguladora” ANS. Além de controlar vontades no governo, os planos de saúde também investem em campanhas eleitorais. Foram R$55 milhões em 2014.

Maternidade de Referência implementa nova Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Em funcionamento desde o início do mês de novembro, a nova UTI Neonatal da Maternidade de Referência Professor José Maria de Magalhães Netto, já vem apresentando indicadores positivos na qualidade assistencial.

Com a nova estrutura física, dos 20 leitos, 10 foram reorganizados na nova estrutura, possibilitando admissão dos pacientes por critério diagnóstico. “Nessa formatação a gente consegue cuidar de um grupo de pacientes com uma assistência mais minuciosa, mais criteriosa. Pois esses pacientes têm bem mais riscos quando estão alocados juntos aos outros recém-nascidos. Nesse contexto, nós dividimos duas UTI’s de 10 leitos. A dos nossos pequenos prematuros está bem alocada, bem estruturada, no sentido de dar a melhor assistência possível a esses recém-nascidos”, explicou a Tereza Paim, diretora técnica da maternidade.

Para Karine Valverde, diretora assistencial da maternidade, o ganho técnico, assistencial no cuidar dos pacientes foi significativo. “Agora com duas unidades Intensiva Neonatal de 10 leitos cada, podemos ter a admissão foco no cuidado da prematuridade extrema e nos recém-nascidos patológicos e cirúrgicos”, finalizou.

Mortes de bebês e abortos causados por sífilis no país triplicam em 10 anos

A epidemia de sífilis que atinge o país fez o número de óbitos infantis e fetais pela doença congênita (transmitida pela mãe) triplicar em dez anos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Em 2006, foram 477 casos de crianças infectadas pela bactéria que morreram ainda no útero da mãe, nasceram mortas ou não resistiram à doença até um ano após o parto. No ano passado, esse número passou para 1.499 bebês. O índice só não é maior do que o registrado em 2015 (1.620).

A categoria com o maior número de fatalidades no ano passado foi o aborto espontâneo por sífilis congênita, com 692 registros. Outros 622 bebês estão na categoria de natimortos. E 185 crianças morreram antes de completar 1 ano de idade.

Segundo o Ministério da Saúde e especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, o recente surto da doença e o aumento da mortalidade por sífilis congênita estão associados a quatro principais fatores: falta de penicilina no mercado, crescimento do comportamento sexual de risco no país, falhas na assistência à gestante e resistência de alguns profissionais de saúde em utilizar o medicamento indicado por risco de reação anafilática.

"Tivemos um período de desabastecimento de penicilina, desde o fim de 2014. As empresas não queriam vender o medicamento porque o valor estava muito baixo. Isso não foi um problema exclusivo do Brasil. Mais de 30 países tiveram essa dificuldade", diz Adele Benzaken, diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do ministério.

O abastecimento, afirma ela, só foi normalizado no início de 2017.

Segundo ela, metade das equipes de saúde que atuam em unidades de atenção básica tem resistência em aplicar o medicamento por receio de choque anafilático.

Um parecer do Conselho Federal de Enfermagem previa que os profissionais deveriam aplicar o remédio somente em centros médicos com estrutura de primeiros socorros, o que intimidava os trabalhadores de postos de saúde a aplicar o tratamento às gestantes logo após o diagnóstico.

Esse documento foi revogado em 2015, mas alguns profissionais ainda se recusam a atuar. Para Jorge Senise, infectologista do núcleo de patologias infecciosas da gestação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o problema poderia ser minimizado com uma melhor assistência à mulher e à gestante.

"Muitas vezes a grávida chega já tardiamente ao centro de saúde ou há demora para a realização do teste", afirma. O Ministério da Saúde afirmou que o abastecimento de penicilina já está normalizado no país desde o início deste ano.

De acordo com Adele Benzaken, diretora do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) da pasta, antes do recente surto as compras do antibiótico eram feitas pelos Estados e municípios. A aquisição do insumo foi, no ano passado, centralizada pela pasta federal para aumentar o apelo para os laboratórios produtores.

"Fizemos uma compra de emergência no ano passado e já está em andamento uma aquisição no valor de R$ 13 milhões para garantir o medicamento até o fim do ano que vem", declarou. A mais recente compra está em negociação com um laboratório público, a Fundação para o Remédio Popular (Furp).

Funasa adquire equipamento que trata água para municípios de até 50 mil habitantes

A população de pequenas cidades com até 50 mil habitantes terão acesso a um equipamento que transforma a água em potável, ou seja, apta para o consumo.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o I Congresso Internacional de Engenharia de Saúde Pública e de Saúde Ambiental da Funasa (CIESA), que acontece em Belém (PA).

Chamado Salta Z, o filtro tem tecnologia totalmente brasileira e é considerada uma solução inovadora, simples e de baixo custo.

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) adquiriu 452 equipamentos, que custam R$ 17 mil em médio. "Conhecemos hoje uma solução simples, inovadora, de baixo custo, capaz fornecer água própria para o consumo e, desta forma, evitar, por exemplo, doenças transmitidas pela água contaminada", ressaltou Barros.

O Ministério da Saúde tem destinado recursos para implantação de abastecimento de água e esgotamento sanitário em municípios com população inferior a 50 mil habitantes, responsabilidade da Funasa.

Em 2016, o orçamento destinado ao órgão foi de R$ 497,5 milhões. Já em 2017, passou para R$ 940 milhões, aumento de 89% em relação à proposta aprovada em 2016.

Curso Básico de Vacinação atualiza mais de 100 profissionais de todo o Estado

Mais de 100 profissionais de saúde de todo o Estado participam, em Salvador, do Curso Básico de Vacinação, promovido pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), órgão da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa) da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). O evento começou na última segunda-feira (27) e segue até amanhã (01/12), no Grande Hotel da Barra.

O objetivo é atualizar os conhecimentos dos trabalhadores de saúde em vacinas para torná-los aptos a cumprir as boas práticas de vacinação. Além disso, os profissionais terão o compromisso de multiplicar o conteúdo para as equipes municipais da rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fazem o curso os servidores da vigilância epidemiológica e atenção básica dos Núcleos Regionais de Saúde (NRS) e de algumas secretarias municipais.

Dentre os temas abordados estão o Calendário Nacional de Vacinação, Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, Eventos Adversos Pós-Vacinação, Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais, Rede de Frio e Monitoramento.

 

Fonte: BN/Agencia Estado/Ascom SesabSuvisa/Municipios Baianos

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