01/12/2017

Serviços turísticos são aprimorados em Campo Formoso

 

Com objetivo de fortalecer a qualidade dos serviços turísticos oferecidos aos visitantes do município de Campo Formoso, na Chapada Diamantina, reconhecido pelo ecoturismo e comércio de pedras preciosas, profissionais que atuam no setor participam durante esta semana de cursos de qualificação oferecidos pela Secretaria do Turismo do Estado (SETUR).

A qualidade no atendimento ao turista é assunto da aula desta quinta-feira (dia 30). Empatia, controle das emoções, desenvolvimento da comunicação e técnicas de abordagem do visitante estão entre os conteúdos discutidos. As aulas estão sendo realizadas por técnicos da SETUR na sede da secretaria municipal de Desenvolvimento Agrário, Econômico e Turismo.

A abordagem do curso inclui a identificação de produtos regionais e inserção na cadeia do turismo, promovendo o fornecimento de insumos a hotéis, pousadas, bares e restaurantes, bem como lojas de suvenires. Noções conceituais de turismo como demanda turística, núcleos emissor e receptor, sazonalidade e cadeia produtiva foram apresentadas no curso, além de explanação sobre a produção associada ao turismo, considerada importante alternativa para a geração de renda à população dessas áreas.

Cemafauna sediará palestra sobre ações desenvolvidas no ‘Projeto Ararinha na Natureza’

Na próxima sexta-feira (01), às 10h30, o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga) localizado no Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Petrolina-PE, sediará palestra relacionada ao ‘Projeto Ararinha na Natureza’ executado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. A ministrante Cristine Prates é pesquisadora e uma das responsáveis pelas atividades de campo desenvolvidas pelo Projeto.

Durante a ocasião, a pesquisadora discorrerá sobre as atividades que são desenvolvidas em campo no município de Curaçá-BA, habitat histórico da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), onde será construído o Centro de Reintrodução e Reprodução da Ararinha-Azul, além de lançar convocatória para que estudantes e outras pessoas interessadas no tema que possam ser estagiários do ‘Projeto Ararinha na Natureza’, um dos maiores projetos de conservação de espécies do país em execução.

Recentemente, o Cemafauna recebeu uma oficina do ICMBio sobre o PAN para a conservação da Ararinha-azul que é coordenado pela médica veterinária e analista ambiental do ICMBio Camile Lugarini. O evento contou com um público específico composto por pesquisadores, representantes comunitários, gestores públicos das três esferas governamentais, empresas, dentre outros atores importantes no âmbito da conservação da espécie.

Serviço:

Data: 01 de dezembro de 2017.

Local de realização: Auditório do Museu de Fauna da Caatinga no Cemafauna Caatinga, Campus Ciências Agrárias da Univasf, BR 407, Km 12, lote 543, Projeto de Irrigação Nilo Coelho - S/N C1, Petrolina-PE.  

Telefone: (87) 2101-4853

Bazar da Praça’ chega a sua 5ª edição em Petrolina, PE

Nos dias 07 e 08 de dezembro, acontecerá na Praça da 21 de Setembro, centro de Petrolina, a 5ª edição do ‘Bazar da Praça’ (Natal 2017), evento de público já cativo na região, tem como intuito valorizar o artesanato, o empreendedorismo e a cultura locais. São mais de 60 expositores dispondo diversos produtos e serviços, além de áreas de alimentação (30 pontos), kids, lazer, bem-estar, saúde e beleza com massagem e esmaltação gratuitas, entre outras surpresas. O ‘Bazar da Praça’ tem a assinatura da publicitária e digital influencer Isadora Cavalcanti.

Com entrada gratuita, a programação conta ainda com as atrações musicais: Fabiana Santiago, Camila Yasmine, Andrea Vitória, Nayara Vanyse, Yara Tchê, Anny Barbi, Coral Infantil da IBE & Grupo Talmidim. Durante as duas noites haverá também sorteios de brindes.

  • Confira a programação:

07/12

18:30h Fabiana Santiago

20:45h Encontro de Natal com as estrelas (Andrea Vitória, Nayara Vanyse, Yara Tchê e Anny Barbi)

08/12

18:30h Camila Yasmine

20:30h Coral Infantil da IBE & Grupo Talmidim

  • Serviço

5ª edição do ‘Bazar da Praça’

Data: 07 e 08 de dezembro de 2017

Horário: 18h às 22:30h

Local: Praça da 21 de Setembro (atrás da Prefeitura Municipal)

Entrada gratuita

Outras informações no link do evento no Facebook

ESTUDO LIGA MONOCULTURA DE EUCALIPTO À FALTA D'ÁGUA NO SEMIÁRIDO

Quase cinco décadas depois do início de sua implantação, a monocultura de eucalipto se tornou o principal fator de deterioração dos recursos hídricos no semiárido mineiro, afirma o técnico Walter Viana, responsável pela Fiscalização Ambiental na Superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Norte de Minas e autor de tese sobre a desertificação na região. Como medida para combater o déficit hídrico provocado por essa cultura, ambientalistas defendem a proibição de novos plantios na região, enquanto empresas reflorestadoras negam os danos e rechaçam a proposta, lembrando que o setor responde por 9% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro.

De acordo com estudo coordenado por Viana, a cultura de eucalipto consome 230 litros de água por metro quadrado plantado a mais que o cerrado. Além disso, provoca o rebaixamento do nível freático em meio metro por ano. Da média histórica de precipitação pluviométrica no Norte de Minas, de 1 mil milímetros/ano, o eucalipto sozinho consome 800 milímetros.

A proibição de novas áreas de plantio de eucalipto no semiárido foi uma das demandas levadas ao governo estadual na Carta das Águas, um diagnóstico dos problemas ambientais do Norte do estado catalogados durante a 5ª Expedição Caminhos Gerais. Organizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Montes Claros e integrada por um grupo de técnicos e ambientalistas, a expedição percorreu a região em setembro. O diagnóstico foi encaminhado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

O documento foi entregue ao secretário-adjunto de Meio Ambiente, Germano Luiz Gomes Vieira, por uma comitiva formada pelo secretário de Meio Ambiente de Montes Claros, Paulo Ribeiro, e outros participantes da Expedição Caminhos Gerais. Os danos à natureza foram discutidos em reunião na Semad, que contou com as presenças de técnicos e representantes de órgãos ambientais do estado, como a presidente do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Carvalho de Melo. O secretário adjunto Germano Vieira se comprometeu a se reunir com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) para discutir o assunto. Ele pretende ainda fazer reunião com produtores de eucalipto.

A diretora-executiva da Associação Mineira de Silvicultura ( AMS), Adriana Maugeri, disse desconhecer a existência de estudos que mostrem consumo elevado de água pela cultura do eucalipto. “Essa informação não procede de forma alguma. O estudo de que temos conhecimento revela que o consumo de água do eucalipto é como o de qualquer outra cultura, como a soja e o café, por exemplo. Também depende de vários fatores, como o tipo de solo”, argumentou Adriana, sem, no entanto, citar números.

Ela disse reconhecer o problema da crise hídrica e o agravamento da situação no Norte do estado, onde são visíveis os sinais de desertificação. “Como foi escrito na própria Carta das Águas, o problema é consequência das alterações climáticas e de vários fatores ao longo dos anos, inclusive do próprio aumento do consumo humano (de água). Toda atividade tem seus impactos. Não se pode apontar um único culpado”, defendeu a diretora-executiva da AMS.

Adriana Maugeri afirmou que a AMS é frontalmente contra a ideia de qualquer suspensão de novos reflorestamentos de eucaliptos no semiárido mineiro. “Os plantios de eucaliptos no estado são feitos com manejo sustentável e correto”, assegurou, lembrando que a Associação de Silvicultura conta com 21 reflorestadoras que têm certificação internacional (FSC) pelo manejo sustentável de florestas. Ela ressaltou ainda que a manutenção da atividade é de fundamental importância para a economia do estado, tendo em vista que o setor gera 379 mil empregos diretos e indiretos e responde por 9% do PIB mineiro.

Além do desastre ambiental provocado pela monocultura do eucalipto, os rios e córregos do Norte do Estado e o Vale do Jequitinhonha tiveram o volume diminuído por causa da drástica redução de chuva nas duas regiões nos últimos seis anos. Estudo divulgado pela Semad revela que 2013 para cá a situação se agravou nas bacias dos rios São Francisco e Jequitinhonha porque o volume pluviométrico entre os meses de outubro e março (período chuvoso das duas regiões) ficou muito abaixo da média histórica. No ano chuvoso 2014/2015, o volume de chuvas foi 26% a menos do que o esperado.

O Norte de Minas é uma das regiões mineiras onde a população mais sofre com a crise hídrica, que afeta toda Minas Gerais, com 265 municípios em emergência.

 

Fonte: A Tarde/Ascom Cemafauna/em.com/Municipios Baianos

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