05/12/2017

Juazeiro: Empresa se destaca na geração de bioeletricidade

 

O Brasil tem capacidade para gerar 13.000 megawatts (MW) médios de energia derivada da cana-de-açúcar, o equivalente a 3 usinas de Belo Monte. Em Juazeiro (BA), o potencial de produção de bioenergia da Agrovale, uma das maiores empresas do ramo no Nordeste, é suficiente para atender uma cidade com cerca de 214 mil habitantes. Seu alto volume de produção energética permite que o excedente seja comercializado no mercado interno e no sistema de energia elétrica de várias regiões do Vale do São Francisco.

Especializada na produção de açúcar e etanol, a Agrovale também vem se destacando na geração da bioenergia, um segmento que tem se demonstrado estratégico para o país. Segundo dados da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA), a bioeletricidade já representa mais de 2% da energia consumida anualmente no país. Com potencial para ser a segunda maior fonte de eletricidade das casas brasileiras, atrás apenas das usinas hidroelétricas, a bioenergia é essencialmente sustentável. Em 2010, foi responsável pela economia de 4% da água nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, no período mais seco do ano.

O engenheiro eletricista e professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Antonio de Almeida Fernandes, lembra que o Brasil possui a matriz energética mais renovável do mundo industrializado. “A produção de álcool e geração de energia através do bagaço da cana e outros insumos é de extrema importância para o cenário nacional e, por que não dizer, mundial”, explicou.

Professor Almeida também destacou a importância da Agrovale como produtora regional de bioenergia. “Produzindo álcool e injetando na rede elétrica em torno de 5.040.000 kWh de energia elétrica mensais, a Agrovale tem um papel fundamental e é parte importante da geração distribuída do nordeste”, pontuou o professor da Univasf, lembrando ainda que o Vale do São Francisco tem potencial para implementação de outros empreendimentos agrícolas e de produção de bioenergia.

De acordo com o diretor Financeiro e TI da Agrovale, Guilherme Colaço Filho, a escolha da empresa por se consolidar na geração da bioenergia, a partir do bagaço da cana, está relacionada à sustentabilidade e à inovação tecnológica. “A indústria brasileira da cana-de-açúcar é hoje um dos setores mais inovadores e sustentáveis do agronegócio mundial. Então estamos numa busca contínua pela redução da emissão de CO2 ao mesmo tempo em que produzimos inovações que tragam mais empregos para o país”, salienta.

Com 5.032 funcionários, a Agrovale é a maior geradora de empregos diretos em Juazeiro. Baseando-se em pesquisas regulares, a empresa desenvolveu técnicas modernas de irrigação para solo de semiárido e, com o tempo, atingiu os maiores níveis de produtividade em cana-de-açúcar do mundo. Hoje, ela é uma das maiores no Nordeste na produção de açúcar, bioenergia e etanol.

JUAZEIRO FORTALECE CAMPANHA 16 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Os 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Doméstica continuam em Juazeiro com programação extensa. A Campanha é uma mobilização que acontece anualmente, e é realizada com a participação de diversos atores da sociedade civil e poder público. O objetivo é instituir uma ligação entre violência de gênero e direitos humanos, ressaltando que a violência contra a mulher é uma violação aos direitos humanos.

Nesta terça-feira (05) será realizado, através da Secretaria estadual de Políticas para as Mulheres (SPM) e com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (SEDES), o seminário “Novos Olhares, Novos Tempos”, que irá capacitar gestores dos municípios do Território do São Francisco para atuação com Políticas Públicas voltadas às mulheres. O evento acontece no auditório da FASJ, a partir das 8h.

Na quarta-feira (06), no auditório do CIAM, a partir das 14h, acontece também dentro da programação dos 16 Dias de Ativismo, a apresentação da Rede de Atendimento e Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Juazeiro. A Rede que se reúne bimestralmente tem o objetivo de colher informações concretas sobre a situação atual da violência contra a mulher no município e demandar ideias para enfrentamento do problema.

A apresentação para a comunidade e imprensa, que será feita pelo promotor de Justiça Dr. Samuel Luna, contará com a presença de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (SEDES), Ministério Público, Tribunal de Justiça, Ronda Maria da Penha, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Defensoria Pública, Polícia Civil e demais órgãos que compõem a Rede.

Ao longo da campanha serão desenvolvidas atividades de conscientização abordando o tema da violência doméstica, desde a prevenção ao enfrentamento. Em Juazeiro, parceiros como Diocese, Polícia Militar, Univasf, Pastoral da Mulher e diversas entidades de luta contra a violência atuarão junto à gestão municipal. O encerramento será no dia 11 de dezembro, no Juá Garden Shopping, com a exibição do filme “Quebrando o silêncio”, que aborda de forma crítica a violência contra a mulher na sociedade atual.

LEIS TRABALHISTAS SÃO DESCUMPRIDAS PELA MAIORIA DAS PREFEITURAS

O procurador Francisco Gerson Marques, do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE), alertou que a maioria dos municípios brasileiros não cumpre as leis trabalhistas, pois “não há punição aos gestores públicos infratores”. A análise foi feita nesta quinta-feira (30), em Brasília (DF), durante o 24° Congresso da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB). Entidade sindical declara que existem mais de três mil processos coletivos em andamento contra municípios por quebra de acordos.

“Como não há uma punição ao gestor público, mas ao órgão, ele acaba criando dificuldades para fazer um acordo com seus servidores e cumprir a lei. Após a judicialização dos processos, o administrador aproveita o tempo e a burocracia para empurrar o problema até a próxima gestão. Além disso, um prefeito ou secretário tende a fazer uma interpretação diferente do que está realmente na lei, seja por um problema financeiro ou fiscal”, avalia Gerson Marques.

O procurador explica ainda que casos de assédios também são recorrentes e implicam em descumprimento das leis. “Nem tudo que surge de conflito no âmbito da administração é orçamentário. Exigência de jornadas além do que se possa cumprir, estipular metas sem previsão legal e inacessíveis, práticas constantes de humilhação etc. também entram nas infringências”, coloca.

Segundo o presidente da CSPB, João Domingos, a entidade movimenta mais de três mil processos trabalhistas contra órgãos municipais. O sindicalista esclarece que existe uma predisposição de administradores públicos em infringir acordos. “Somos a entidade com mais Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal. Isso mostra que nosso setor é o que tem mais regressões da lei. Como disse o procurador Francisco Gerson, a punição aplicada ao ente público, e não ao gestor, os deixa livres para fazerem o que convier. Eu diria que todos os administradores públicos tendem a não cumprir acordos”, avalia. 

“Pegue como exemplo a prefeitura de Guarulhos, onde o atual prefeito exonerou quase todos os servidores da gestão anterior e ainda não pagou os direitos trabalhistas dessas pessoas. É um crime grave isso. Numa empresa privada, esse tipo de abuso seria punido de forma rigorosa. Não há desculpas para o não pagamento desses homens e mulheres que dependem desse dinheiro para manterem suas famílias”, completa Domingos. 

João Domingos coloca também que, além da impunidade ao gestor público, a conta das multas do não cumprimento de leis fica para a prefeitura. “Quer dizer, o prefeito não cumpre acordos e quem paga é o município. Pagamos pela má fé de um cidadão com dinheiro do nosso imposto. É a mais pura falta de honestidade de propósito do gestor”, finaliza o sindicalista. 

24° Congresso Nacional CSPB

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, que reúne mais de 1.800 entidades sindicais vinculadas em todo o Brasil e representa mais milhões de trabalhadores e trabalhadoras no serviço público, realiza o seu 24° Congresso Nacional durante os dias 29 de novembro e 01 de dezembro de 2017, que visa deliberar os desafios do movimento sindical brasileiro e a agenda programática sindical da entidade nos próximos anos.

O Congresso realiza debates que envolvem políticas públicas, seguridade social e outros temas ligados ao serviço público brasileiro. Também são realizadas palestras com importantes referências do quadro sindical e trabalhista brasileiro. Entre eles, Francisco Gerson Marques, procurador do Ministério Público do Trabalho, a auditora fiscal Maria Lúcia Fattorelli, fundadora do movimento “Auditoria Cidadã da Dívida no Brasil”, e o economista Márcio Pochman, professor da UNICAMP.

Bahia Rural Contemporânea gera R$ 20 milhões para agricultura familiar

O Bahia Rural Contemporânea 2017 – Feira Baiana da Agricultura Familiar, Economia Solidária e Reforma Agrária (VIII Febafes), promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), foi um sucesso. O evento gerou lucro de mais de R$20 milhões para agricultores familiares de todos os territórios de identidade da Bahia.Durante nove dias – de 25 de novembro até 3 de dezembro -, mais de 1.500 produtos de 270 cooperativas e associações caíram na graça do público.

Mais de dez mil visitantes conheceram e degustam novidades como a linguiça de sardinha, de bode, chope de mel de cacau, cerveja de cupuaçu, conferiram a diversidades de produtos alimentícios como licuri caramelizados, biscoitos, geleias, além de artesanatos indígenas e quilombolas, e se encantaram com o potencial produtivo revelado pelo estado.

Segundo o secretário Jerônimo Rodrigues, o evento ultrapassou o ganho previsto. “Ficamos feliz em dinamizar a economia. Esse é um momento de vitória. O governo Rui Costa determina que a gente se esforce para melhorar a qualidade de vida do rural baiano, e isso é o que nos motiva, cuidar de quem produz, de quem consome, gerar renda, impostos e postos de trabalho”. Ele destacou ainda que chega ao fim do evento com a sensação de alegria e agradecido a cada um dos empreendedores e parceiros: “Um movimento bonito que, além de comercialização, contou com um conjunto de capacitações. Mostramos para a Bahia e ao Brasil a força que tem a agricultura familiar baiana”.

De acordo com a diretora de Agregação de Valor e Acesso a Mercado da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf/SDR), Elisabete Costa, o Bahia Rural Contemporânea apresentou, este ano, um novo conceito de agregar todos os territórios de identidade da Bahia em 22 armazéns trazendo a variedade de produtos baianos e a expectativa é que esse modelo seja levado para cada um dos territórios.

Segundo ela, “foram fechados muito negócios com redes de distribuição, donos de supermercados, restaurantes, empresários. Mais de quatro mil pessoas se capacitaram em oficinas, palestras e cursos. Tivemos atrações culturais que apresentaram regionalidades baianas e a Cozinha Show, onde chefs de cozinha apresentaram pratos com os produtos da agricultura familiar expostos”.

Produtos fizeram sucesso

A Cooperativa Agroindustrial Pintadas (Cooap) levou para o Bahia Rural Contemporânea a carne de bode de Pintadas. O presidente da cooperativa, Valcyr Rios, afirmou que a participação superou as expectativas. “Vendemos mais de 1.200 quilos de carne, quem provou levou os nossos cortes para casa. A marca FrigBahia, da carne de bode de Pintadas, agora está registrada nas pessoas”.Para a agricultora Alécia Cristina, da Cooperativa da Chapada, do município de Palmeiras, o evento rendeu bons resultados. “Vendemos 154 quilos de polpas de frutas de 200 gramas e já comecei a fornecer pra restaurantes”.

A Cooperativa de Pescado e Comercialização de Sobradinho (Coopes) também fez sucesso com a linguiça de sardinha. A presidente da cooperativa, Cida Pescadora, afirmou que não há palavras para descrever a participação em um evento como esse. “Já vendemos mais de 700 quilos de nossos produtos. Estou emocionada em saber que nosso espetinho de sardinha lá do Sobradinho agradou a esse povo”. O agricultor João Batista, do Território Bacia do Rio Corrente, ressaltou que as vendas foram surpreendentes. “Hoje é o último dia, e maioria dos estandes não tem mais produtos. As prateleiras estão parecendo o deserto do Saara, graças Deus”.

 

Fonte: Ação Popular/BlogdoGeraldoJosé/Ascom SDR/Municipios Baianos

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