05/12/2017

Doença cardiovascular é silenciosa e tarda a surgir

 

Dois lances de escada do vestiário até o campo e a falta de ar ataca. Não deve ser nada, afinal estou há muito tempo parado. Cinco minutos de baba e a dor no peito pega de jeito. Melhor guardar as chuteiras, dispensar a cerveja pós-jogo e agendar uma visita ao cardiologista. Mas preste atenção: os sintomas descritos podem até apontar problemas do coração – grupo de doenças responsável por um terço das mortes no país –, mas os sinais, em alguns casos, são silenciosos e tardam a aparecer, como a obstrução das artérias. Em outubro, o presidente Michel Temer, 77 anos, soube que estava com três delas entupidas – uma com 90% de obstrução (ver abaixo). A situação era um pouco mais grave que a do administrador baiano José Carlos Carvalho, 68, que, em 2010, tinha 75% da artéria esquerda congestionada, colocando sua vida em risco – acima de 70%, os casos são considerados graves. Apesar do resultado, ele parecia ter a saúde perfeita, sem nada que indicasse o problema cardíaco, até passar por exames de rotina que identificaram que algo estava errado. Tempos depois, após ser submetido a um cateterismo - procedimento feito para identificar problemas cardíacos -, veio o diagnóstico do entupimento.  A obstrução coronária nada mais é do que um acúmulo de gordura nas paredes das artérias do coração – uma das 40 doenças relacionadas ao órgão, que, segundo o Hospital do Coração (Hcor), em São Paulo, além de ser responsável por um terço das mortes no Brasil, tem os homens acima de 55 anos como as principais vítimas. Quando as placas se formam ao redor delas, a passagem do sangue é dificultada e, consequentemente, a chegada de oxigênio ao coração é comprometida. Entre 2015 e agosto de 2017, 3.769 procedimentos cirúrgicos para desobstrução das artérias foram realizados em toda a Bahia, de acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Desse total, 670 procedimentos foram de implantação de stent, uma espécie de prótese cilíndrica, geralmente feita de metal, utilizada para expandir a artéria e evitar que ela volte a ser obstruída.

Coração de presidente

Em outubro deste ano, o presidente Michel Temer descobriu o entupimento em três artérias do coração depois de passar por uma tomografia. Duas delas receberam stents. Em uma foi preciso apenas desobstruir com a ajuda de um 'cateter balão' - aparelho cirúrgico para alargar as vias. A obstrução em uma das artérias chegou até 90%. Segundo Nivaldo Filgueira, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia na Bahia (SBC-BA), quando a obstrução é acima de 70%, requer um cuidado maior, já que o paciente pode desenvolver, por exemplo, um infarto agudo do miocárdio. No caso do administrador, além de implantar um stent, quatro anos depois veio outra notícia nada boa: 85% da sua carótida estava entupida. "Meu pai teve derrame aos 59 anos. Ele era fumante. Com 69 anos, faleceu com sequelas. Apesar dos procedimentos e do histórico, continuo sedentário", admite José, que precisa mudar de hábitos. A implantação do stent no administrador aconteceu com ajuda de um cateter - um pequeno tubo cilíndrico -, que, por uma pequena incisão feita na região da virilha, levou o tubo até a artéria.

Alerta

De acordo com Júlio Braga, cardiologista e vice-presidente do Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb), pessoas com histórico familiar de doença coronariana, diabéticos, hipertensos e com colesterol alto são mais propensas a desenvolver a doença cardíaca.

O alerta deve ser maior para os homens que têm pai ou irmãos que desenvolveram problemas cardíacos com menos de 55 anos. Para as mulheres, a atenção deve ser redobrada quando há histórico de problemas do coração com a mãe e irmãs com menos de 65 anos. Ainda de acordo com o cardiologista, com as placas de gorduras formadas, as veias passam a ficar enrijecidas, dificultando ainda mais a chegada do sangue ao órgão. Quando a obstrução é sintomática, o mais comum é que o paciente sinta fortes dores no peito depois de fazer algum esforço físico. Em outros casos, as dores podem surgir de forma súbita, até mesmo quando o paciente está em repouso.

Prevenção

De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, em 2015, foram registrados no Brasil 350.346 óbitos em decorrência de doenças cardiovasculares. São, portanto, mil mortes para cada dia do ano – a cada 40 segundos, uma pessoa perde a vida por alguma doença relacionada ao coração no país.  Os números alarmantes correspondem a duas vezes mais mortes que aquelas causados por todos os tipos de câncer reunidos e 2,5 vezes mais que a terceira causa de mortes no país – acidentes de trânsito. São também 100 vezes mais que aqueles decorrentes de doenças infecciosas, incluindo a Aids. Ainda de acordo com o Ministério, o Sistema Único de Saúde (SUS) classifica e atende cerca de 40 doenças relacionadas ao coração, sendo que quatro são as mais recorrentes nos atendimentos das unidades de saúde e estão entre as 20 principais causas de mortes: infarto agudo do miocárdio (90.811), doenças hipertensivas (47.288), insuficiência cardíaca (27.434) e miocardiopatias (13.944). Uma pesquisa feita pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2016) apontou que a hipertensão afeta 25,7% da população das capitais, principalmente as mulheres. Para o cardiologista Gilson Feitosa Filho, a melhor forma de prevenir a doença é passando por check-ups médicos periódicos, mas, acima de tudo, conversar com o seu médico para, posteriormente, realizar exames complementares que possam identificar a possível obstrução.

Remédios de graça

O Ministério da Saúde informou ainda que disponibiliza, pelo SUS, medicamentos gratuitos para tratamento de problemas cardiovasculares, em ações como o Programa Aqui Tem Farmácia Popular, que oferta seis tipos de medicamentos gratuitos para hipertensão: Maleato de Enapril (10mg); Losartana Potássica (50mg); Hidroclorotiazida (25mg); Cloridrato de Propranolol (40mg); Captopril (25mg) e Atenolol (25mg). Mais de 8,4 milhões de brasileiros já foram beneficiados pela iniciativa, que conta com mais de 30 mil drogarias em todo o país.

  • Hospitais em Salvador que dão atenção a problemas cardíacos

Hospital Santa Izabel – Praça Conselheiro Almeida Couto, 500 - Nazaré

Hospital Ana Nery - Rua Saldanha Marinho, s/n. Caixa D'Água.

Hospital Geral Roberto Santos - Rua Direta do Saboeiro, s/n. Cabula.

Hospital Universitário Prof. Edgard Santos - Hospital das Clínicas - Rua Augusto Viana, s/n. Canela.

Hospital Santo Antônio - Obras Sociais Irmã Dulce - Avenida Bonfim, 161, Largo de Roma.

Hospital Português da Bahia - Av. Princesa Isabel, 914 - Barra Avenida

Tipos de doenças cardiovasculares (no coração e nos vasos sanguíneos)

Arterial periférica – doença dos vasos sanguíneos que irrigam os membros superiores e inferiores

Cardiopatia congênita – formação errada na estrutura do coração existente desde o nascimento

Cerebrovascular – enfermidade que prejudica os vasos sanguíneos que irrigam o cérebro

Coronária – prejudica os vasos sanguíneos, os quais são responsáveis por irrigar o músculo cardíaco

Cardíaca reumática – danos no músculo do coração e válvulas cardíacas devido à febre reumática, causada por bactérias estreptocócicas

Trombose venosa profunda e embolia pulmonar – são coágulos sanguíneos nas veias das pernas, que podem se deslocar para o coração e até os pulmões

Práticas para evitar doenças cardiovasculares

  • A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda práticas simples para quem quer evitar uma doença cardiovascular. Confira algumas delas:

Fazer exercícios – Deixar o sedentarismo pode garantir muitos anos de vida a mais. Os exercícios melhoram o funcionamento do coração e afasta as doenças. Saudável, também não é necessário remédio para hipertensão e ainda melhora o funcionamento do cérebro, dos pulmões, sem contar o desempenho sexual. Beba água regularmente.

Controlar o peso – Obesidade em excesso prejudica a saúde. Tente manter o índice de massa corpórea (IMC) entre 20 e 25. Além das doenças do coração, o excesso de peso influi na diabetes, hipertensão e colesterol alto.

Não fumar – As doenças causadas ou agravadas pelo fumo correspondem a 63% das mortes no mundo. Até 2030, serão oito milhões de vítimas. O cigarro começa a destruir o DNA do fumante minutos após a fumaça ser inalada. Evite ou, na pior das hipóteses, reduza bastante o consumo.

Controlar a pressão arterial – Dê uma olhada na sua pressão com frequência. Veja se ela está acima de 12 por 8, valor considerado normal. Se tiver histórico na família de hipertensão, acompanhe ainda mais de perto, especialmente a partir dos 30 anos. O sal deve ser bastante dosado. Evite também se estressar à toa.

Dieta e colesterol – Açúcar, sal e gordura, só na medida certa. Legumes, verduras e frutas são sempre bons itens a serem consumidos. Entre as carnes, prefira as magras. É importante ficar de olho no colesterol: quatro em cada dez brasileiros tem colesterol alto, e isso é um fator de risco. Portanto, evite alimentos ricos em gordura saturada (queijos amarelos, leite integral, camarão, bacon, frituras em geral), ricos em sódio (industrializados, em conserva, embutidos, enlatados, etc.) ou excessivamente calóricos (doces, refrigerantes, fast foods).

Qualidade de vida é feita do equilíbrio, diz cardiologista

O cardiologista Brasil Caiado vem de uma família que tem tradição na política. O avô foi governador, o pai, deputado federal quatro vezes e também prefeito. Mas nunca pleiteou cargo público e diz que nem sequer teve vontade. No entanto, o mundo político continua ao seu redor. O Dr. Brasil Caiado tem na lista de clientes nomes de ex-governadores, senadores e deputados e inúmeras autoridades.Caiado é o entrevistado desta segunda-feira (4) do programa Conversa com Roseann Kennedy, que vai ao ar às 21h30 na TV Brasil. Sempre discreto e ético, ele foi responsável pelas informações clínicas quando o governador cassado do Distrito Federal (DF) José Roberto Arruda foi preso e ele teve que atendê-lo na prisão da Polícia Federal. Sobre a proximidade de sua profissão com o mundo político, Brasil Caiado declara: “Eu, particularmente, sempre quis separar a profissão de médico. Do ponto de vista político, eu vejo pessoas, seres humanos. Não deixo muito que essa coisa se misture, mesmo porque são partidos variados, pessoas que às vezes se desentendem, mas que no consultório se entendem com o médico”.

Há 25 anos em Brasília, o cardiologista diz que sempre atendeu personalidades da política. “A gente percebe nitidamente a relação da profissão com o estresse e tem por obrigação tentar ajudar os pacientes a usar caminhos diferentes para tentar, do ponto de vista da atividade física, de regular os horários que não são fáceis, principalmente em anos eleitorais. É uma dificuldade. A gente não encontra ninguém em consultório em ano eleitoral. As vezes, percebemos uma negligência com a saúde para a dedicação à política, tamanha é a demanda de tempo para exercer hoje a política brasileira, não é fácil mesmo não”. Apaixonado pela profissão, Dr. Brasil Caiado diz que na especialidade da cardiologia, uma das coisas que mais ensina e tenta influenciar as pessoas é a busca pelo equilíbrio. “A vida é feita do equilíbrio. Qualquer coisa que faz você sair do eixo, pode ser o excesso de trabalho, o excesso de alimentação, o próprio excesso de exercício, o organismo não gosta. Não é bom para a saúde”. Diz que para garantir uma boa qualidade de vida, é preciso conjugar a dedicação ao trabalho, à família, ao exercício físico, ao lazer e ter os períodos de férias a cada ano. Só assim é possível envelhecer com saúde. Mesmo com a longevidade no país e no mundo aumentando a cada dia, Dr. Brasil faz um alerta: “A prevenção ainda é o maior remédio”. Por isso, o cardiologista defende a dieta do mediterrâneo, que é rica em vegetais e peixes, com gorduras poliinsaturadas. “Esse equilíbrio de muito peixe, ômega 3, com saladas, menos gordura, a diferença é significativa do ponto de vista da prevenção.O brasileiro, de forma geral, come mal. A gente tem uma dieta rica em gordura e muito sal. É preciso reeducar esse esquema de divulgação, de reeducação da população. Porque a alimentação está diretamente relacionada com a doença cardíaca”.

Desnutrição fragiliza 50% dos pacientes internados em UTIs no Brasil

Uma boa alimentação, aquela que traz todos os nutrientes que cada pessoa precisa no seu dia a dia, não é importante apenas para prevenir doenças. Ela é crucial, especialmente, para quem precisa garantir forças nas duras batalhas contra doenças ou pela sobrevivência em hospitais. Desnutrição mata e ainda é uma das mazelas do Brasil. “A comida é o sustentáculo da vida, se não comer, não para em pé”, lembra o médico José Eduardo Aguilar Siqueira do Nascimento, presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (Braspen). E não para mesmo. Na década de 1970, a falta de alimentação tirava a vida de 100 em cada mil crianças. Sucessivos governos apostaram em programas sociais para ceifar o mal. O alvo, agora, são os pacientes das unidades de terapia intensiva. Metade dos doentes internados nas UTIs tem desnutrição, sendo que 14,4% deles morrem. A falta de nutrientes afeta todo o quadro clínico: aumenta o risco de infecções, compromete a cicatrização, aumenta complicações pós-operatórias e prolonga o tempo de internação. Pessoas nessa situação correm 2,5 vezes mais riscos de morrer e até 50% mais  de sofrer complicações.

O cenário preocupa especialistas — um alerta já havia sido apresentado, em 1996, na conclusão do Inquérito Brasileiro de Avaliação Nutricional Hospitalar. Conduzido pelo gastroenterologista Dan Waitzberg, o estudo revelou que a maioria dos tratamentos contra doenças como o câncer, por exemplo, não surtia efeito porque os doentes estavam desnutridos. Vinte anos depois da pesquisa, o 22º Congresso Brasileiro de Nutrição Parenteral e Enteral, realizado em Salvador, na última semana de outubro, apontou que o problema persiste e ultrapassou os corredores das unidades de saúde. O tratamento dos pacientes que voltam para casa é comprometido pela negligência no cuidado nutricional, o que aumenta o índice de readmissão hospitalar. A desnutrição afeta principalmente pacientes oncológicos (66,3%) com mais de 60 anos (52,8%) e com infecções (61,4%). Para mudar esse cenário, a Braspen promete publicar uma nova  diretriz com oito recomendações ao Ministério da Saúde. O documento vai ressaltar a importância da suplementação e atualizar a visão nutricional do ponto de vista da alta médica. “Além da prescrição médica, os médicos deverão fazer um formulário com informações e recomendações para a alimentação e a suplementação oral”, adianta José Aguilar. Ele explica que, muitas vezes, o paciente vai para casa e necessita de outra internação devido a uma perda de músculos que pode causar insuficiência respiratória. “Para avançarmos, temos que melhorar a informação e a política pública. A desnutrição é tão grave como a doença a ser tratada.”

Solução líquida

Para a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, a suplementação — feita com soluções líquidas de pequeno volume — deve ser introduzida na dieta do paciente quando ele não consegue ingerir alimentos na taxa adequada para a idade ou doença que enfrenta. Essa é uma das conclusões do estudo. O próximo passo será negociar com o Ministério da Saúde a implantação e o custeio desse modelo de alimentação a partir de 2018. “Esse tipo de doente, normalmente, tem pouca fome. Você pode até dar um prato de comida, que é o adequado, mas eles não comem. Então, com uma pequena quantidade de suplemento, você repõe toda a quantidade de calorias e nutrientes necessários. Isso é estratégico. E não é uma coisa cara, é muito mais caro uma dose de antibiótico, por exemplo”, compara José Aguilar. Por lei, cada unidade de saúde é obrigada a manter um setor para monitorar os casos de desnutrição.  A portaria que regulamenta a prática completou 10 anos. Agora, diz José Aguilar, é atacar o problema.“Muitos hospitais entendem que isso faz parte da dieta, mas não faz. A dieta hospitalar é entendida como o prato, esses suplementos são específicos, têm gradações. Alguns hospitais privados têm aceitado as prescrições médicas e cobrado os planos de saúde, que estão entendendo que isso é custo benefício”, revela. Bom para a saúde do paciente e para as finanças do governo e dos hospitais. “O importante é entender que, quando se usa terapia nutricional oral, se evita antibiótico, se evita UTI, se evitam gastos com diária hospitalar. Dessa forma, estão se reduzindo custos. Quando se relaciona o custo da terapia com os suplementos em relação ao que se economiza, a terapia se torna altamente benéfica”, destaca José Aguilar.

Tecnologia mais precisa detecta agressividade de câncer de próstata

Pesquisadores de Ribeirão Preto usam biologia molecular e inteligência artificial no desenvolvimento de um exame que melhora o diagnóstico e a terapia do câncer de próstata. Testes com a nova técnica estão em andamento nos laboratórios da startup Onkos Diagnósticos Moleculares, ligada ao Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, instalado no campus da USP, e mostram alta capacidade na identificação acurada da agressividade desses tumores. “Prever o comportamento biológico de um tumor e classificá-lo quanto ao risco de recidiva ou metástase é primordial para definir o melhor tratamento e auxiliar na decisão da real necessidade de cirurgia em casos de câncer de próstata localizado”, assegura o biólogo molecular Marcos Santos, CEO da startup. E hoje, os parâmetros utilizados no Brasil “são subjetivos e falhos. Quase 60% dos pacientes classificados atualmente como de alto risco jamais desenvolvem metástases e passam por tratamentos intensos desnecessariamente”. O pesquisador utiliza amostras coletadas de pacientes em tratamento no Hospital de Câncer de Barretos, no interior de São Paulo. Elas são analisadas e comparadas entre três grupos distintos de pacientes com câncer de próstata: “saudáveis”, não apresentaram recidiva bioquímica ou metástase em seis anos; “recidivados”, aqueles com recidiva bioquímica em cinco anos, e  “metastáticos”, que desenvolveram metástase em até cinco anos. Como o objetivo é eliminar a subjetividade da atual classificação de riscos destes pacientes, os pesquisadores investigam a atividade de moléculas chamadas microRNAS. Elas são como pequenos RNAs que não traduzem a informação do DNA em proteína com função específica, mas com capacidade de controlar a atividade do próprio RNA. Em determinados processos patológicos, como o câncer, essas microRNAs atuam reprimindo ou desregulando uma expressão gênica para ter atividade oncogênica ou mesmo suprimi-la.

 

 

Fonte: Correio/Correio Braziliense/Jornal da USP/Municipios Baianos

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