06/12/2017

Vereadores de Juazeiro ‘soltam os cachorros’ em Rui Costa

 

A vereadora Neguinha da Santa Casa (PMDB), durante a sessão da Câmara de Vereadores de ontem (04), voltou a falar sobre a saúde de Juazeiro e criticou a situação do Hospital Regional. “O hospital continua do mesmo jeito e até hoje está funcionando somente para dizer que funciona, infelizmente o Governador Rui Costa não tem compromisso com a nossa população e nem se quer faz nada para resolver a situação do hospital”, disparou.

Ainda assim, ela lamentou a falta de alguns serviços no hospital. “Não se faz mais cirurgias e os pacientes que precisam de atendimentos estão fazendo filas nas UPAS e no hospital Traumas de Petrolina. Chamo atenção dessa casa e dos vereadores para dar uma atenção maior para os nossos munícipes”.

Por sua vez, o Vereador Joseilson Marcelino (PTB), reforçou as palavras da vereadora Neguinha. “Estive semana passada visitando a obra de oncologia do hospital e está parada e a informação que tive é que a empresa foi embora, infelizmente a situação é lamentável e precisamos cobrar dos nossos deputados melhorias”.

Relatório da ANA apresenta situação das águas do Brasil no contexto de crise hídrica

A água é fundamental desde atividades cotidianas, como tomar banho, até para o desenvolvimento econômico de um país, pois com ela é possível gerar energia, produzir alimentos e produtos de consumo, entre outras atividades. Para informar à sociedade brasileira como anda a situação das águas do País, a Agência Nacional de Águas (ANA) lança o relatório pleno de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2017 nesta segunda-feira, 4 de dezembro, no site www.ana.gov.br. Esta publicação é a referência para acompanhamento sistemático e periódico das estatísticas e indicadores relacionados a recursos hídricos no Brasil.

Totalmente reformulado para oferecer informações de maneira clara e didática através de infográficos, o Conjuntura é dividido em seis capítulos. No primeiro há informações sobre a relação do ciclo hidrológico e o Conjuntura. Em seguida há um panorama da quantidade e da qualidade das águas superficiais e subterrâneas do País. Na terceira parte o relatório apresenta os principais usos da água no Brasil e detalha os volumes de água retirados, consumidos e que retornam ao meio ambiente. O capítulo seguinte aborda o sistema de gestão de recursos hídricos. A quinta seção é sobre crise hídrica e regiões críticas em termos de quantidade e qualidade das águas. Por fim, há uma análise sobre o setor de recursos hídricos. Esta é a terceira edição plena do Conjuntura, sendo que as duas primeiras foram publicadas em 2009 e 2013.

Crises hídricas

Um dos temas abordados pelo Conjuntura 2017 são as crises hídricas causadas por secas e estiagens ou por cheias no País. É possível compreender os fatores que resultaram na crise hídrica do Semiárido, do Distrito Federal, do Sistema Cantareira (SP), do Paraíba do Sul (RJ). O material também aborda grandes cheias, como as registradas no rio Negro (AM) em 2013, rio Madeira (RO) em 2014, no rio Acre em 2015 e nos rios Jacuí e Itajaí-Açu (SC) também em 2015.

Segundo o relatório, 48 milhões de pessoas foram afetadas por secas (duradoura) ou estiagens (passageiras) no território nacional entre 2013 e 2016. Neste período, foram registrados 4.824 eventos de seca com danos humanos. Somente em 2016, ano mais crítico em impactos para a população, 18 milhões de habitantes foram afetados por estes fenômenos climáticos que causam escassez hídrica, sendo que 84% dos impactados viviam no Nordeste.

Ao contabilizar eventos de cheia, o Conjuntura informa que entre 2013 e 2016 um total de 7,7 milhões de brasileiros sofreram com os impactos dos diferentes tipos de cheias: alagamentos, enxurradas e inundações. Apenas em 2016, cerca de 1,3 milhão de habitantes sofreram com a água em excesso. Enquanto o dano mais frequente causado pelo fenômeno é a perda de residências e outros bens materiais, menos de 1% dos impactados tiveram outros tipos de danos, como óbitos, desaparecimentos, doenças e ferimentos em decorrência de cheias.

De 2003 a 2016, as secas e estiagens levaram 2.783 municípios a decretarem Situação de Emergência (SE) ou Estado de Calamidade Pública (ECP), sendo que 1.409 cidades do Nordeste (78,5% da região) tiveram que declarar SE ou ECP. Destes municípios, aproximadamente metade decretou emergência ou calamidade pelo menos uma vez em sete anos diferentes. Entre 2013 e 2016, o Nordeste registrou 83% dos 5.154 eventos de secas registrados no Brasil, que prejudicam a oferta de água para abastecimento público e para setores que dependem de água para realizarem atividades econômicas, como geração hidrelétrica, irrigação, produção industrial e navegação.

Entre 2003 e 2016, quase metade (47,5%) dos municípios brasileiros declararam Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública pelo menos uma vez por conta de cheias, dos quais 55% (1.435) ficam no Sudeste ou no Sul. Considerando o período de 2013 a 2016, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram 44% dos registros de eventos de cheias associados a danos para pessoas no País.

A publicação da ANA, que conta com dados de mais de 50 instituições parceiras, também informa que secas e cheias representaram 84% dos quase 39 mil desastres naturais entre 1991 e 2012 no território nacional, afetando cerca de 127 milhões de brasileiros. No período de 1995 a 2014, as perdas chegaram a R$ 182,7 bilhões. Assim, os prejuízos chegam a R$ 9 bilhões por ano ou aproximadamente R$ 800 milhões por mês.

NOTA DE REPÚDIO AO GOVERNO FEDERAL FAZ REFERÊNCIA A REDUÇÕES DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O SEMIÁRIDO

A Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), um fórum com participação paritária da sociedade civil e do governo, aprovou na sua 19ª plenária, uma Nota de Repúdio à falta de prioridade do Governo Federal ao Programa Cisternas, cujos recursos públicos destinados para sua execução em 2018 estão prestes a serem reduzidos em 92% de acordo com proposta orçamentária elaborada pelo Poder Executivo. A Nota também faz referência a graves reduções em outras políticas públicas que possibilitam a convivência das populações com o Semiárido.

"O que temos observado é a crescente disponibilidade de recursos para ações que já demonstraram sua ineficácia no passado e reforçam o combate à seca e o aumento da fome. É a volta do velho “Coronelismo” e, com ele, a “Indústria da Seca” e da Fome", denuncia a nota.

Assinado por todas as articulações, redes, organizações e movimentos sociais e sindicais que participam da CNAPO, o documento ressaltou alguns elementos que tornam imprescindível essa política de acesso à água para as populações dispersas do Semiárido: a falta de água potável para consumo humano para cerca de 1 milhão 750 mil pessoais ou 350 mil famílias; uma demanda ainda maior pela democratização das tecnologias sociais de armazenamento de água para produção de alimentos; e a seca de seis anos (2012 a 2017), considerada a maior dos últimos 100 anos, "em que não há registros de migração, frentes de emergência, saques nas cidades e nem mesmo mortes humanas. Pelo contrário, comemoramos mais de 1 milhão de famílias com acesso à água de qualidade para beber e cozinhar, beneficiando mais de 5 milhões de pessoas".

A Nota destaca também o reconhecimento internacional que o Programa Cisternas recebeu, este ano, da ONU como como uma das mais efetivas políticas públicas do mundo para áreas em processo de desertificação do mundo.

Por fim, o documento recomenda: "Reivindicamos que os parlamentares e o governo federal revejam o montante de recursos destinados ao Programa, ampliando o seu orçamento para 2018 para, no mínimo, R$ 250 milhões."

Exportações de uva de Petrolina devem fechar o ano no azul

As exportações de uva de mesa, em Petrolina, no sertão do São Francisco, o maior produtor e exportador da fruta do país, devem fechar o ano com um balanço comercial positivo. É o que apontam dados coletados pelo Sindicato dos Produtores Rurais do município (SPR), que mostram um crescimento de 47,9% da exportação da uva petrolinense, entre os meses de janeiro e outubro de 2017, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Os produtores já comemoram o movimento de U$ 42,5 milhões comercializados até o momento.

Os dados apresentados pelo boletim de novembro do SPR indicam que Petrolina enviou para o mercado externo até agora 20,2 milhões de kg de uva, isso representa 71,35% das exportações nacionais da fruta. Para o presidente do sindicato, Jailson Lira, o saldo azul se deve à qualidade da uva de mesa produzida na cidade e aos investimentos em tecnologia feitos pelos produtores. “Isso tem ajudado a ampliar nossos horizontes no cenário internacional”, disse.

Principais países concorrentes do Brasil, o Chile, Índia, África do Sul e o Peru também têm se destacado no cenário de exportações mundial. O boletim do Sindicato dos Produtores Rurais destaca ainda que 96,4% da uva chilena exportada em 2016 para a Europa foi enviada entre março e maio. Estes números chamaram a atenção dos produtores brasileiros e particularmente os petrolinenses, que investiram em intercâmbios, mais qualidade e diplomacia.

“A nossa exportação para a Europa cresce muito nos meses de outubro, novembro e dezembro, quando ultrapassamos os 55,2% das uvas comercializadas para lá. Nossa produção está com excelente qualidade, então nossa perspectiva é que corra tudo bem e fechemos o ano superando as expectativas, apesar da crise hídrica que enfrentamos com o baixo nível da barragem de Sobradinho”, ressaltou Jailson Lira.

As estatísticas do SPR mostram também os quatros principais importadores da fruta petrolinense em 2016: a Holanda com 10.470.126 kg importados; Reino Unido com 6.385.991 kg; Alemanha com 836.367 kg; e a Argentina, que consumiu 674.179 kg da uva de mesa. O Boletim do sindicato, ainda destaca o número de empregos da cultura da uva em Petrolina, na ordem de 11.783, além dos dados de produção e postos de trabalho gerados pelo cultivo e comercialização da manga no Vale do São Francisco.

 

Fonte: Ação Popular/Ascom ANA/MST/Municipios Baianos

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