07/12/2017

PMDB baiano vive dias de total inferno-astral

 

Os quatro deputados estaduais do PMDB andavam nesta terça-feira, 5, na Assembleia um tanto sorumbáticos. E motivos sobram. A notícia de que a Procuradoria Geral da República denunciou nesta segunda, 4, Geddel, o irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, e a mãe dos dois, D. Marluce, de quase 80 anos, além de pedir prisão domiciliar para os dois últimos, com o uso de tornozeleira eletrônica, jogou mais lenha numa tumultuada reunião da executiva do partido.

A questão: o ex-deputado Genebaldo Correia, que havia brigado com Geddel e se afastado do partido, se reaproximou depois do escândalo das malas de R$ 51 milhões e tentou articular a entrada no partido do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, o que provocou resmungos de muitos, pelo entendimento de que ele queria imperar como patrono da salvação do partido.

Na reunião de segunda, Lúcio apareceu repentinamente, justo na hora em que João Santana, amigo de velhas datas de Geddel, tirava dos cachorros para botar em Genebaldo. A melhor coisa que chamou foi de 'anão do orçamento'. Lúcio entrou na discussão e carimbou o que João disse.

“ACM Neto é nosso plano A, B e C”, diz presidente do DEM

O governador Geraldo Alckmin (SP) vai conversar com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), nesta semana, de acordo com a coluna Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo. Tucanos consideram o demista uma opção para vice, o que ajudaria a alavancar a candidatura de Alckmin na Região Nordeste. Neto é cotado para disputar o governo da Bahia e se planeja para isso, mas pode ser convencido a mudar de ideia. Em público, o prefeito tem evitado dar demonstrações de que será candidato ao Palácio de Ondina e isso tem levantado cada vez mais dúvidas a respeito da candidatura dele contra Rui Costa (PT) no ano que vem. “Nós só estamos trabalhando com a hipótese de ACM Neto ser o nosso candidato a governador. É a única hipótese que estamos trabalhando. ACM Neto é o plano A, B, C, D, E até Y e Z. Todo o alfabeto”, afirmou o deputado José Carlos Aleluia, presidente estadual do DEM na Bahia.

“Ele não tomou a decisão ainda, ele está certo. Não tem que ter pressa. É assunto para março do ano que vem”, argumenta Aleluia, que refuta a possibilidade de Neto desistir da disputa. “Não existe essa hipótese. Ele poderia ser um nome presidenciável, mas nós não estamos trabalhando com essa hipótese também não”. No último final de semana, durante encontro do PTB em Salvador, ACM Neto  disse que nunca firmou compromisso que impedisse sua renúncia da prefeitura.  “Fui eleito no ano passado e me sinto à vontade, caso venha tomar a decisão de renunciar, porque em nenhum momento eu assumi qualquer tipo de compromisso que me impedisse de tomar essa decisão”, disse o prefeito.

Já em entrevista coletiva na tarde de segunda, durante o lançamento da programação do Réveillon, o prefeito disse que seu nome é apenas uma das inúmeras opções do Democratas para disputar o governo do Estado. "Temos oito ou nove pré-candidatos a governador pelo Democratas. Eu até o momento que tomar a minha decisão de ser ou de não ser, posso ser", afirmou. "Sendo eu candidato ou não a governador, vou estar presente na campanha, mesmo se não for com minha candidatura será com a candidatura de um aliado político. Certamente quanto ao governador eu não apoiarei, então vou estar presente como cidadão, agente político, liderança que tenho, afinidade com Bahia", continuou, acrescentando que tomará decisão depois do Carnaval.

ACM Neto apresenta Salvador 360 e busca atrair investidores durante evento em SP

O prefeito ACM Neto participou de evento nesta quarta-feira (6) na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, para apresentar o projeto Salvador 360.

Em debate mediado pelo jornalista Rodrigo Bocardi e com a presença de empresários que já investem na cidade, ACM Neto avaliou que o programa já vem apresentando resultados positivos na capital baiana.

"Na área da construção civil, vamos sair de 2 empreendimentos em 2017 para 15 em 2018.  Fizemos uma redução de 50% da outorga onerosa para o segmento, e isso tem ajudado bastante nesse estímulo", disse o prefeito, destacando que um dos objetivos do programa é estimular a ocupação pública e privada do Centro Histórico.

"Queremos chamar a atenção de empresários do Brasil inteiro para as oportunidades que Salvador está gerando com esse programa, que só foi possível porque fizemos, no primeiro mandato, o nosso ajuste fiscal, equilibramos nossas contas e passamos a ter capacidade de realizar obras de impacto", declarou.

No evento, ele anunciou ainda que a partir da próxima segunda-feira (11) vai entrar no ar o Portal Simplifica, site destinado ao eixo do Salvador 360 que visa desburocratizar o acesso aos serviços públicos. Num primeiro momento, o site vai permitir o licenciamento expresso, em até 48 horas, para cerca de 20 serviços relacionados a construções residenciais e não-residenciais.

Bancadas baianas divergem sobre Previdência

A maioria das bancadas baianas dos partidos com representação na Câmara dos Deputados já definiu sua posição na votação da proposta de reforma da Previdência Social proposta por Michel Temer (PMDB). Das legendas de oposição ao governo, a expectativa é de que todos fechem questão pela rejeição da PEC (proposta de emenda à Constituição) no plenário da Casa. Líder da minoria no Congresso Nacional, o baiano Afonso Florence garantiu à Tribuna que não só os baianos, mas que o PT em peso votará contra a reforma de Temer. “O PT está com o povo brasileiro e vai votar em peso contra mais um absurdo desse governo golpista que não tem legitimidade para fazer reforma nenhuma”, disse Florence.

O deputado afirmou também que não acredita que o presidente conseguirá os votos mínimos para aprovar a reforma da Previdência. Para ter êxito, Temer precisa do apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados federais na votação. “Eu não quero menosprezar o adversário, mas tenho praticamente certeza de que o governo não tem os 308 votos necessários”. Os cinco deputados federais que representam o PSD baiano na Câmara também votarão contra a reforma. É o que garante à Tribuna o presidente da legenda na Bahia, senador Otto Alencar. Vale lembrar que o PSD compõe o governo de Michel Temer. Otto Alencar adianta que se a matéria for aprovada na Câmara e chegar ao Senado ele votará contra também. “Somos contra essa reforma e votaremos contra todos os pontos, em qualquer cenário”.

O senador avalia que Temer não terá êxito na busca por apoio desta vez, com os métodos que usou para garantir a aprovação da reforma trabalhista e para rejeitar os dois pedidos de investigação que o Supremo Tribunal Federal (STF) fez à Câmara a partir das denúncias de corrupção oferecidas pela Procuradoria Geral da República.

“Eu acho que esse esforço de fim de ano do presidente não vai ter sucesso na Câmara desta vez. O método que eles estão empenhando só terá êxito se os parlamentares não tiverem dignidade. Qualquer parlamentar que tenha dignidade não aceita uma vergonha dessas. Retaliar fundo partidário, isso é idiotice. Se o sujeito se curva a isso, ele não pode ser parlamentar. Eu acho que Temer não tem nem 250 votos. No Senado, se o projeto chegar aqui, não tem menor condição de votar uma coisa dessas neste ano. E se chegar, eu votarei contra”. Otto Alencar disse ainda que mesmo sendo da base, o PSD deve ter maioria contra a reforma na Câmara dos Deputados. “A maioria não quer votar. Nem mesmo o PMDB do presidente quer aprovar isso”.

Previdência: Governo busca 56 votos para começar votação na próxima segunda

O governo calcula que faltam 56 votos para alcançar o mínimo de 308 que são necessários para aprovação da reforma da Previdência na Câmara. O Planalto espera fechar essa conta até o fim desta semana para que a proposta comece a ser discutida pelos deputados já na próxima segunda-feira (11). O presidente Michel Temer acertou com lideranças governistas e com o relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), um esforço na busca pelos votos restantes. Para aprovar a reforma na Câmara, o governo precisa de pelo menos 308 votos em cada uma das duas votações no plenário. Governistas dizem, porém, que só querem votar a proposta quando tiverem cerca de 330 votos garantidos. "Hoje temos 252 votos a favor e 140 indecisos", disse ao Estadão/ Broadcast Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do governo na Ontem, Temer disse que o governo não colocará o texto em votação se os partidos da base não garantirem votos suficientes para aprová-lo. "Acho que vai ser agora pelo que estou sentindo.

Estou animadíssimo", disse em evento no Itamaraty.  O governo espera conseguir os votos que faltam após partidos da base aliada decidirem por obrigar seus deputados a votarem a favor da reforma. O movimento deve ser puxado por PMDB e PSDB. Ontem, o líder do PMDB, Baleia Rossi (SP), disse que já há maioria na direção nacional da sigla para fechar questão até o fim da semana. O PSDB deve tomar a decisão hoje. O fechamento de questão sobre um tema é uma decisão tomada pela maioria da executiva nacional de um partido. Quando isso acontece, parlamentares que votarem de forma diferente ao que determinou a direção da legenda podem ser punidos até mesmo com a expulsão.

Na avaliação do relator, o fechamento de questão deve ajudar consideravelmente a conseguir os votos que faltam. Para ele, há "grandes chances" de a matéria ser votada na Câmara ainda este ano. Segundo Oliveira Maia, a expectativa é começar a votação na terça-feira, dia 12. "Se votarmos o primeiro turno na semana que vem, dá para votar em segundo turno na outra", declarou o relator, que se reuniu ontem com Temer. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ter certeza que o governo conseguirá os 308 votos necessários, mas não se comprometeu em pautar a matéria no plenário para a próxima semana. "A gente não vai a voto sem número."

 

Fonte: A Tarde/Tribuna/BN/Municipios Baianos

 

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