08/12/2017

Bahia: Aliado de Neto ameaça levar ‘todo mundo’ do PHS

 

Ex-presidente estadual do PHS na Bahia e aliado do prefeito ACM Neto (DEM), Júnior Muniz prometeu levar “todo mundo” do partido, incluindo os quatro vereadores de Salvador (Cátia Rodrigues, Igor Kannário, Isnard Araújo e Téo Senna), prefeitos, vices, além de outros edis pelo estado, caso não chegue a um acordo com a sigla.

De acordo com Muniz, tudo depende de uma decisão nacional. “O presidente atual nacional, Eduardo [Machado] está por uma liminar. Tem um processo em trâmite no TSE. Acredito que nos próximos dias resolvemos isso. Se [Luiz] França voltar ao comando, nós seremos reconduzidos ao comando do PHS”, afirmou, ao bahia.ba, na tarde desta quinta-feira (7).

Se o TSE mantiver Machado na presidência, Muniz garante que irá conversar com Edson Pimenta, atual presidente estadual da sigla e aliado governador Rui Costa (PT). “Se não chegarmos a um acordo com ele, que é um cara bom, o partido está disposto a vir com a gente. Estamos sendo habilidosos nessa discussão”, pontuou.

“Hoje o partido está com amigo meu [Edson Pimenta], que tem me chamado para compor a direção estadual, assumindo, inclusive, a presidência municipal em Salvador. É uma coisa que estamos estudando, aguardando, para tomar decisão”, acrescentou Muniz, que deixou o comando do partido na Bahia em outubro, após ordem de Machado.

'Não podemos transformar prefeitos em legião de bandidos', diz Coronel sobre extinção do TCM

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ângelo Coronel (PSD), esteve na Rádio Metrópole, na manhã desta quinta-feira (7), e conversou com Mário Kertész sobre a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O assunto voltou a ser discutido pelo deputado na semana passada e é destaque no Jornal da Metrópole nesta semana.

O parlamentar negou que a medida seja uma manobra para proteger prefeitos que têm tido contas reprovadas. "Se o TCM for extinto, as contas dos municípios e das câmaras vão para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Vão ser julgadas e fiscalizadas pelo TCE. Se você fizer um balanço no Brasil, temos apenas três TCM: Pará, Goiás e Bahia. Esse assunto veio porque recebi uma comissão de prefeitos reclamando, por exemplo, que um prefeito recebe um pequeno valor vindo de um programa federal e tem que complementar. Ele eleva o índice de pessoal por uma coisa que não é culpa dele. Não queremos que os prefeitos tenham contas rejeitadas por algo que não é da culpa dele", afirmou.

Ainda segundo o chefe do Legislativo, "os prefeitos não podem ser transformados em bandidos". "No Senado, Otto Alencar já mudou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Você não vê uma voz na Câmara dos Deputados, uma voz da Bahia para botar em pauta essas mudanças na lei", criticou Coronel.

Oposição protocola pedido de investigação por suspeita de propina CERB

A Bancada de Oposição protocolou hoje um pedido no Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) para que seja investigada a suspeita de pagamento de propina em repasses da Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb), durante a gestão do ex-governador do estado e atual secretário estadual do Desenvolvimento Econômico do estado, Jaques Wagner (PT).

A representação se baseia nos fatos narrados pelos executivos da Construtora Norberto Odebrecht, André Vital Pessoa de Melo e Cláudio Melo Filho, que em delação premiada à Operação Lava – Jato, afirmaram que o acordo fechado entre a Cerb e empresa só fora firmado mediante o pagamento de um montante em dinheiro ao ex-gestor petista. Os deputados concluíram que os fatos sugerem a prática de crimes contra a administração pública e por esse motivo solicitam uma investigação criminal.

Conforme documento protocolado, as afirmações dos executivos foram gravíssimas por apontar que a quantia serviria para “caixa dois” da campanha do atual governador Rui Costa (PT). Foi considerado no pedido o fato de a negociata ter sido firmada na pendência de julgamento de recurso especial interposto pela Cerb, no qual pretendia a desconstituição de uma dívida.

A peça também diz que o acordo judicial quebrou a ordem cronológica dos precatórios, privilegiando a construtora em detrimento dos demais credores do estado e da Cerb, sendo estranhamente a questão formalizada ao final do mandato de Wagner. “Mesmo ainda pendente apreciação de recurso judicial trazemos ao conhecimento desta autoridade policial os fatos articulados para que sejam investigados em devido e competente inquérito policial”, diz o ofício assinado pelo líder e demais da Bancada de Oposição.

Imbassahy emplaca aliado na Secretaria da Juventude

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB), emplacou um aliado na Secretaria da Juventude, de acordo com a coluna Expresso, da Época.

André Felipe Morais Matos, filiado ao PSDB do Amazonas, entra no lugar de outro tucano, Vitor Otoni Damasceno, em cargo comissionado na Secretaria Nacional de Juventude.

Matos é fã declarado do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, e presidiu o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Amazonas.

PTB fecha questão a favor da reforma da Previdência

O PTB decidiu nesta quarta-feira (6) fechar questão a favor da aprovação da reforma da Previdência. O partido, que reúne 16 deputados federais, foi a primeira legenda da base aliada ao governo a definir apoio em torno do tema. Caso vote contra a decisão, o parlamentar da legenda pode ser punido e até mesmo expulso do partido.

Por meio de nota, o presidente do partido, Roberto Jefferson, afirmou que a reforma “é primordial para a retomada do crescimento no Brasil” e se trata de um instrumento para “retirada de privilégios”.

“Entende também que ela representa a opção prioritária pelos pobres e trabalhadores celetistas, abriga os trabalhadores rurais, ampara as necessidades dos programas de assistência social e, sobretudo, coloca fim a alguns privilégios da elite funcional federal, que recebe benefícios 33 vezes superiores à média dos trabalhadores da iniciativa privada”, disse Jefferson.

A Executiva Nacional do PMDB também decidiu fechar questão a favor da matéria. Com isso, pela decisão, todos os deputados do partido deverão votar a favor da proposta de emenda à Constituição que trata do tema. Atualmente, o partido detém a maior bancada na Câmara, com 60 deputados.

Ainda não há data para apreciação do texto em plenário, mas o desejo do governo é que a PEC seja votada ainda em 2017. Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de pelo menos 308 votos, em dois turnos.

PPS fechará questão a favor da reforma da Previdência, diz coluna

O PPS será o primeiro partido fora da base do governo que fechará questão em favor da reforma da Previdência, segundo a coluna do Estadão.

A proposta do presidente do PPS, deputado Roberto Freire, do senador Cristovam Buarque e do deputado Rubens Bueno será votada na reunião do diretório no próximo sábado (9).

“É hora de mostrarmos para a sociedade a importância dos partidos. A Previdência é questão de relevância nacional e será decidida pela política”, diz Freire.

Desde que entregou o Ministério da Cultura, o PPS passou a atuar como independente. Na denúncia contra Temer, oito dos nove votos do partido foram pela abertura do processo. Só o relator da reforma Previdência, Arthur Maia (BA), pediu arquivamento.

MAIA TRABALHA COM PRAZO DE VOTAÇÃO DA REFORMA NOS PRÓXIMOS 10 DIAS

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira, 7, que está disposto a trabalhar nos próximos dez dias no convencimento dos parlamentares para garantir que o governo tenha os 308 votos necessários para aprovação da reforma da Previdência. "Por mais difícil que ainda seja, nosso papel é tentar até o último dia", afirmou ao chegar na Câmara dos Deputados pela manhã.

Maia ressaltou que a base governista tem de criar rapidamente as condições para colocar o tema em votação e que é preciso tentar todas as datas para garantir a aprovação da reforma ainda este ano. O presidente da Câmara reconheceu que ainda não há o ambiente para votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e que é preciso trabalhar para a criação dessas condições ideais para o governo. "Não posso colocar (para votação) sem voto."

Ele disse que, se ainda houvesse pelo menos mais quatro semanas de trabalho legislativo, certamente o texto seria aprovado. Na prática, a Câmara tem apenas mais duas semanas de trabalho neste ano. "Se a gente não passar a análise da verdade (de que não há voto), a gente acaba tendo resultado negativo (não aprovação do texto)", afirmou.

 O presidente da Câmara disse também que é preciso falar a verdade para a sociedade e afirmou que, no ano que vem, sem a reforma da previdência, prefeitos virão a Brasília pedir ajuda e não terão recursos. "Vamos discutir o tempo necessário para votar." Maia finalizou a entrevista dizendo que a reforma da previdência será o tema das eleições de 2018. "Não adianta fugir desse assunto", concluiu.

 

Fonte: Bahia.ba/Metro 1/Bahia Já/Agencia Estado/Municipios Baianos

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