08/12/2017

Cachaças artesanais da Bahia são tema de festival em Salvador

 

Seis restaurantes de Salvador vão receber, de 12 a 17 de dezembro, o "Festival Moagem - Harmonizar com Arte e Alambique", que destaca as cachaças artesanais produzidas em diferentes regiões da Bahia.

Pratos especiais produzidos com cachaça pelos chefs dos estabelecimentos, drinks e doses das marcas baianas serão acompanhados das dicas e orientações da Cachacière (sommelière dedicada à cachaça) Isadora Bello Fornari, especialista no assunto.

O objetivo do festival é valorizar a principal bebida nacional e elevá-la ao patamar dos grandes destilados mundiais. Durante a programação, o público pode escolher entre o consumo avulso ou participar do jantar harmonizado e orientado por Isadora, para aprender as melhores formas de apreciação da cachaça e sobre a sua harmonização com os alimentos e outras bebidas.

Restaurantes participantes

Participam do festival os seguintes estabelecimentos, na sequência do roteiro a ser seguido por Isadora: Pysco, no bairro do Santo Antônio; Amado, no Comércio; Origem, na Pituba; Porto Bardauê, no Imbuí; e Santa Maria, Pinta e Nina, no Largo de Santana, Rio Vermelho.

Os interessados em acompanhar o jantar exclusivo, que começa às 20 horas, precisam se inscrever previamente. A cada noite, Isadora visitará um dos restaurantes participantes e receberá apenas 20 pessoas. É possível também comprar um pacote para acompanhar todo o roteiro ao longo dos seis dias de evento.

  • Confira as datas dos jantares:

12/12 – Pysco

13/12 – Amado

14/12 – Origem

15/12 – Porto Bardauê

17/12 – Santa Maria, Pinta e Nina

Durante as tardes, o Moagem vai levar Isadora para treinar as equipes de atendimento dos restaurantes e qualificá-las com informações sobre a bebida como história, método de produção, modos de servir, vocabulário específico, análise de qualidade, e a própria harmonização.

SAIBA MAIS SOBRE AS CACHAÇAS PARTICIPANTES

Serra das Almas: Produzida na cidade de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, foi a primeira no país a receber o selo de orgânica. Eleita a melhor cachaça do país em 2011 pela revista VIP, é exportada para países como Alemanha, Inglaterra e, mais recentemente para a Espanha.

Matriarca: É produzida na Costa do Descobrimento, município de Caravelas. Todos os seus rótulos estão entre os 250 selecionados para a primeira fase do concurso “Cúpula da Cachaça 2017”, que pontua as mais lembradas pelo voto popular. A Matriarca se destaca ainda por ser a primeira envelhecida em Jaqueira do Brasil. A marca desenvolve estudo de madeiras renováveis para envelhecimento da cachaça, já a Umburana e o Jequitibá (comuns no processo de envelhecimento) podem levar até 400 anos para crescerem (uma Jaqueira leva no máximo 80 anos). Além disso, eles possuem também sua própria produção de barris, algo raro entre os alambiques (na Bahia eles são os únicos).

Abaíra: É produzida na cidade de mesmo nome, na região da Chapada Diamantina e destaca-se, além da qualidade e do grande volume fabricado, por sua forma cooperativa de produção. É hoje um dos principais artigos produzidos no município e gera renda para diversas famílias locais.

Caraguataí: É da região de Jussiape, também na Chapada, próxima a Abaíra. Menos “famosa" que as outras, foi convidada a participar pela excelência com que esse Mestre Alambiqueiro, um pequeno produtor que herdou a tradição de família, desenvolve o seu produto. Interessante destacar também o fato de que ele usa a madeira de Garapeira para envelhecer e saborizar sua cachaça.

Chapada Diamantina: Também da região de Jussiape é envelhecida em barris de Carvalho e “filha” da COOAPAMA – cooperativa dos produtores de Abaíra. Merece destaque por sua pequena produção selecionada, produzida e fiscalizada pessoalmente por seu produtor.

Jammil anuncia show gratuito do projeto 'Vamos ver o Pôr do Sol' em novo local

projeto de shows gratuitos "Vamos ver o Pôr do Sol", da banda Jammil, vai abrir 2018 em novo endereço. Diferente do tradicional ponto de encontro com os fãs, na Ponta de Humaitá, no Monte Serrat, a edição de janeiro, no dia 14, será realizada no bairro de Santo Antônio Além do Carmo. O evento seguirá nos mesmos moldes das edições anteriores, gratuito e no horário da despedida do sol.

Segundo a produção da banda, o bairro foi escolhido como primeiro destino itinerante da festa por possuir, assim como o local de origem, forte significado artístico e cultural para Salvador.  Primeiro bairro da capital baiana, o Santo Antônio também foi berço de grandes blocos do Carnaval que saiam pelas ruas do local quando a folia de momo ainda ganhava ares de grande festa.

Mas, ainda em 2017, na edição de despedida do ano, o encontro será realizado no local já de costume, na Ponta de Humaitá. No próximo domingo, dia 10, Levi Lima e banda cantarão os grandes sucessos do Jammil em show que mistura o acústico e elétrico. Sucessos como "Minha Estrela", "Praieiro", "Mila", "Celebrar" e a música que deu nome ao projeto, "Colorir Papel", estarão no repertório do show.

Sessão Aberta de Cinema exibe ‘Os Smurfs’ e outros curtas neste sábado

A Sessão Aberta de Cinema promove mais uma edição no próximo sábado (9), às 10h, no Cinema da Ufba (Vale do Canela), com a exibição gratuita e adaptada de três filmes “Os Smurfs: Um Conto de Natal”, “Detetives do Prédio Azul: o Natal Confiscado” e “Sítio do Picapau Amarelo – Brincadeiras do Sitio v. 4”. A duração dos três curtas é de 1h15min.

O projeto, que já faz parte do calendário da Pró-Reitoria de Extensão (Proext), tem como objetivo estimular a conscientização sobre o autismo, mas é aberto a todos os públicos.

A sessão mantém as luzes parcialmente acesas e o som um pouco abaixo do usual. O público também pode circular pela sala livremente durante o filme, e até sair da sala, caso queira.

Haverá atividades com as crianças na área externa do prédio em que fica a sala de cinema para receber, acalmar e entreter os que se sentirem desconfortáveis dentro do local.

  • SERVIÇO:

O QUÊ: Sessão Aberta de Cinema

ONDE: Cinema da Ufba (Vale do Canela)

QUANDO: Sábado (9), às 10h

QUANTO: Grátis!

Palhaços se apresentam em espaços públicos no seu dia internacional

Eles são a alma dos espetáculos circenses, vestem-se de maneira diferente, fazem gracejos, por vezes combinados com malabarismos, visando apenas um objetivo: divertir a plateia. E não importa a idade. Pode ser criança, jovem, adulto, idoso, não há quem resista às galhofas de um palhaço trapalhão. Para a artista Luiza Bocca, 31 anos, que já atua há uma década como palhaça em Salvador, “o riso é uma grande potência transformadora”. Ela e mais dois colegas da área, a diretora artística Luana Serrat e o palhaço Marcos Lopes, fazem parte do projeto Arriscando a Sorte, que foi contemplado neste ano com o Edital Arte Todo Dia - Ano III, da Fundação Gregório de Mattos (FGM).

O recurso obtido através do prêmio, na faixa de R$ 10 mil, ajudou o trio a desenvolver a circulação do espetáculo circense de rua na capital baiana. “A arte, para ter uma continuidade, precisa de financiamento dos governos, porque infelizmente a gente não consegue sobreviver da plateia. O público não tem essa formação de pagar um valor para ir ao teatro para assistir a uma peça. Por isso precisamos de financiamento das esferas públicas, até porque arte é educação”, confessa Luiza.

A peça do projeto Arriscando a Sorte, encenada por Luíza e Marcos foi apresentada no último final de semana nos parques da Cidade, São Bartolomeu, Pituaçu e na Feira Hype, em Stella Mares. As apresentações foram gratuitas, destinadas a um público de todas as faixas etárias. A sinopse do show revelou para a plateia toda a alegria, dor, fracasso e triunfo de trabalhar no picadeiro. Tudo numa linguagem cômica, mesclada com performances técnicas que envolveram trapézio, acrobacia e malabarismo.

“Montar esses espetáculos em espaço público gratuitamente só foi possível por conta do financiamento do edital. Primeiro que precisamos de dinheiro para treinar, para contar com cenário, figurino, arte gráfica, divulgação... Se não fosse por esse recurso não conseguiríamos”, acrescenta Luiza. Ela, Marcos e Luana se envolveram durante quatro meses em ensaios no Circo Picolino, localizado em Pituaçu. Por lá, encontraram cerca de 50 crianças envolvidas num projeto social de aula de circo e decidiram compartilhar saberes. “A ideia foi unir essa troca e compartilhar um pouquinho o nosso processo com eles”, conta.

O Dia Universal do Palhaço, no próximo domingo (10), será comemorado com satisfação pelo grupo circense, que mesmo sem receber uma remuneração satisfatória, pôde espalhar alegria e arrancar risos em diversos locais públicos do município. Para o artista Marcos, 27 anos, que atua há cinco anos como palhaço, a atividade é uma vocação. “Já fui garçom, publicitário, serralheiro e outras coisas, mas percebi que não era feliz fazendo tudo isso. Primeiro vem a sua própria felicidade, antes de fazer alguém rir. Não escolhi ser palhaço, fui escolhido”, enfatiza.

 “Eu acredito que a transformação tem que vir pelo riso, pela alegria e pelo amor. E o palhaço tem esse viés. Escolhi essa profissão porque eu sei que posso fazer a diferença através do humor.  Posso falar de questões afetivas, respeito, como também de questões políticas, alcançando um número maior de pessoas. O riso é humano e aproxima as pessoas”, acredita Luiza.

 

Fonte: A Tarde/BNews/Bahia.ba/Bahia Já/Municipios Baianos

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