10/12/2017

Juazeiro: Programação do ‘Pontes Flutuantes’ começa nesta semana

 

O projeto Pontes Flutuantes traz para Petrolina e Juazeiro, na próxima semana, dois grandes nomes do teatro mundial: o diretor teatral Eugênio Barba e a atriz Julia Varley, ambos integrantes do Odin Teatret, sediado na Dinamarca. Os artistas chegam à região para participar do projeto Pontes Flutuantes – diálogos para cena, nos dias 12 e 13 de dezembro. Uma iniciativa da Cia Biruta de Teatro, que propõe o intercâmbio cultural e a troca de experiências entre artistas locais e grupos de teatro do Brasil e do mundo.

A programação inclui a palestra-demonstração "Pensar através das ações", a demonstração-espetáculo e a oficina "O Eco do Silêncio", que vão acontecer nas dependências do Sesc, em Petrolina, e no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro. Para participar do Pontes Flutuantes, basta realizar a sua inscrição, através do endereço eletrônico: birutaciadeteatro@hotmail.com.

Todas as atividades fazem parte de um roteiro mundial apresentado pelos artistas e condensam um pouco da trajetória deles ao longo de 50 anos de teatro. "Eles vão trazer o conhecimento e a forma como eles construíram esse teatro e esse pensamento sobre o teatro contemporâneo e o teatro antropológico. E nós vamos poder apreender isso em uma exposição que é ao mesmo tempo teórica e prática, porque eles trazem um paralelo entre a reflexão, o estudo, a pesquisa e a prática, a vivência empírica do ator e da atriz. É uma formação completa", conta Cristiane Crispim, uma das organizadoras do evento.

Em sua primeira edição, o projeto surge com o objetivo de celebrar o fazer teatro e aproximar os diversos pensamentos acerca da autonomia do teatro como arte e como área de conhecimento e expressão dos modos de organização coletiva ao redor do planeta. A discussão visa proporcionar a troca de experiências entre os convidados e grupos de teatro locais, a partir do debate de questões como as semelhanças e diferenças entre o teatro que se faz no Vale do São Francisco e no resto do mundo.

"Eugênio Barba é o criador do conceito de Antropologia Teatral e um dos maiores pensadores do teatro contemporâneo. Apesar de já ter visitado o Brasil em várias ocasiões, essa é a primeira vez que ele compartilha o seu conhecimento no interior do Nordeste. Isso possibilita o contato de artistas que não estão nas capitais com os grandes mestres. Eles ganham a oportunidade de se alimentar dessa experiência e a nossa cena teatral é que acaba se fortalecendo", relata o diretor teatral, ator e dramaturgo, Antônio Veronaldo, que também é responsável pela organização do projeto e já teve a oportunidade de encontrar Eugênio Barba.

  • Programação

 Oficina "O Eco do Silêncio", com Julia Varley – (vagas preenchidas)

 12 e 13 de dezembro Horário: 8h às 12h Local: Sala de dança do Sesc-Petrolina (PE)

A oficina, ministrada por Julia Varley, será ofertada a atrizes e atores de grupos locais, como forma de promover um intercâmbio direto com os convidados. O curso centra-se na unidade de impulso físico com a voz, no trabalho do texto com a ação, falado e cantado, buscando reconhecer a voz individual junto ao coro e obter a generosidade que pertence à voz em relação ao espaço. Trata-se da metodologia desenvolvida pela atriz Julia Varley em seus processos de criação e demonstrado no espetáculo O Eco do Silêncio.

Demonstração-espetáculo - O Eco do silêncio, com Julia Varley

12 de dezembro Horário: 20h Local: Teatro Dona Amélia - Petrolina (PE) Duração: 1h30min

O Eco do Silêncio é uma demonstração de trabalho que descreve as vicissitudes da voz de uma atriz e os estratagemas que ela cria para 'interpretar' um texto. A voz da atriz e o texto apresentados aos espectadores compõem a música de um espetáculo. No teatro, que aparentemente é livre dos códigos que conhecemos na música, a atriz precisa criar um labirinto de regras, referências e resistências para seguir ou não, de modo a atingir uma expressão pessoal e reconhecer sua própria voz. O eco do silêncio toca em alguns momentos desse processo, permitindo à percepção do espectador deslizar através da disciplina técnica, revelando a pessoa por traz do ator e o silêncio por traz da voz.

Palestra-demonstração - Pensar através das ações, com Eugênio Barba e Julia Varley

 13 de dezembro

Horário: 19h

Local: Centro de Cultura João Gilberto - Juazeiro (BA)

Eugênio Barba revela, nessa palestra, seu trabalho de diretor-autor, exemplificando a sua trajetória com exercícios e ilustrando seus procedimentos com o auxílio de Julia Varley. Nessa palestra-demonstração, os dois artistas propõem definir os diferentes níveis da dramaturgia no trabalho dedicado a um espetáculo de teatro e os aspectos básicos da Antropologia Teatral, abordando os seguintes temas:

 - Elaboração da dramaturgia do ator do nível orgânico ao dinâmico (ações físicas e vocais)

- Relação entre partitura dinâmica e estrutura narrativa;

- Relação entre a dramaturgia total de um diretor e do texto;

- Relação entre a dramaturgia do diretor, do escritor e do texto;

- Técnicas cotidianas e extra cotidianas;

- Diferença entre movimento e ação;

- Imobilidade estática e dinâmica;

- A energia no espaço e a energia no tempo;

- Técnica de montagem para diretores;

- A percepção do diretor e percepção do espectador;

 *Vagas disponíveis para Palestra-demonstração "Pensar através das ações" e a demonstração-espetáculo "Eco do Silêncio", com pacote no valor de 200,00 para participação nas duas ações. Inscrições abertas até o preenchimento das vagas!

Para inscrições e mais informações, entrar em contato através do endereço eletrônico birutaciadeteatro@hotmail.com ou pela página www.facebook.com/pontesflutuantes.

TECNOLOGIAS ALTERNATIVAS DE TRATAMENTO DE ÁGUA DESENVOLVIDAS PELA CODEVASF DESPERTAM INTERESSE DE MOÇAMBIQUE

As tecnologias para captação e manejo de água da chuva e o tratamento de água superficiais com uso de coagulante à base de polímero natural, para consumo humano, desenvolvidos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em parceria com outras instituições, foram apresentadas a um grupo de funcionários do governo de Moçambique que está em visita a Juazeiro, no norte da Bahia. Eles vieram conhecer ações de segurança hídrica desenvolvidas na região que podem ser úteis ao país africano.

A delegação moçambicana, formada por dez grupos, composto por técnicos e pesquisadores, distribuídos por todo o Brasil e coordenados pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia, está em missão de cooperação internacional com o governo brasileiro. O objetivo é conhecer as novas tecnologias de tratamento de água de baixo custo que estão sendo desenvolvidas na região semiárida brasileira. Na Superintendência Regional da Codevasf em Juazeiro, o grupo assistiu a uma palestra ministrada pelo Analista de Desenvolvimento Regional Joselito Menezes de Souza.

"O encontro foi muito interessante, considerando a similaridade entre a realidade da região norte baiana e Moçambique, como a presença de uma região semiárida e população rural difusa. Os técnicos de Moçambique viram essas técnicas como promissoras para comunidade rurais, e que trará benefícios àquela população", afirma Menezes.

Para um dos técnicos do grupo, Leonel Armando Jaime Manhique, professor do Instituto Médio de Boane, essa é uma experiência que trará ganhos para Moçambique. "Em muitas regiões a água potável é insuficiente para atender a todos os moradores. Tendo essa oportunidade de ver como essa tecnologia pode reaproveitar esse recurso que está cada vez mais escasso, é um ganho para nós. Poderemos incentivar o nosso governo a adotar essa política, uma vez que gastamos muito dinheiro para adquirir água potável na nossa região", conta Manhique.

Captação de água da chuva e tratamento de águas superficiais

O abastecimento ocorre durante os períodos chuvosos: a água da chuva é captada no telhado das edificações e conduzida, por meio de um sistema de calhas e tubos, para o interior de um reservatório. O sistema desenvolvido pela Codevasf possui diversos dispositivos de proteção sanitária, a exemplo de separadores, desvio da primeira água, filtros, redutores de turbulência e dosadores de cloro em pastilha, que possibilitam o tratamento da água de chuva conforme o disposto na Portaria nº 2.914 do Ministério da Saúde. Com isso, além da observância de cuidados básicos que são comunicados aos beneficiados por esse sistema em treinamentos específicos, a água se torna própria para ingestão e o preparo de alimentos.

Quanto ao tratamento de águas de superfície, recomenda-se o uso de coagulante alternativo à base de polímero natural tendo em vista a eficiência e a facilidade no manejo em condições adversas. Essa tecnologia, destinada ao tratamento de água em comunidades rurais difusas, já é usada por instituições de cooperação internacional em países da África e da Ásia.

O sistema simplificado de tratamento da água compreende três etapas, sendo a primeira a reserva do líquido em um local onde será adicionado e misturado o coagulante. A segunda inclui a filtração e a terceira é o armazenamento com adição de cloro. Segundo pesquisas realizadas por universidades brasileiras, o coagulante alternativo retira sedimentos presentes na água, como argila e areia, reduzindo a cor e turbidez, além de remover contaminantes químicos.

Estudos desenvolvidos no Brasil mostraram que 50 a 100 gramas do coagulante são suficientes para o tratamento de mil litros de água com elevada turbidez com eficiência superior aos produtos convencionais.

 

Fonte: BlogdoGeraldoJosé/Ascom Embrapa/Municipios Baianos

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